Festival Internacional de Compositoras acontece no Espaço Cultural Barroquinha


Mo Maiê, Emillie Lapa Lapa e Caio De Azevedo no Sonora 2016, em foto do Facebook

“Sonora – Ciclo Internacional de Compositoras”  é um festival internacional que surgiu no Brasil, a partir do anseio de mostrar e incentivar a força da mulher compositora, criando espaço para que compartilhe suas criações regadas a sensibilidade a quem quiser ouvir, discutindo sua posição na indústria da música. Será realizado em Salvador, de 22 à 24 de setembro, no Espaço Cultural da Barroquinha.

Por meio de encontros intimistas nos quais artistas e público estão em conexão direta, o Sonora promoveu em 2016 mais de uma centena apresentações, em 21 cidades em 6 países. Organizado e executado por mulheres, o processo foi todo feito de forma colaborativa, construindo uma grande rede de contatos e, principalmente, de compositoras-produtoras.

Este ano estão previstas mais de 500 apresentações, em 68 cidades, em 17 países diferentes. Uma rede que cresce exponencialmente e acompanha o movimento de empoderamento feminino.Em Salvador acontecerão 3 noites de apresentações, na abertura, dia 22, Neila Kadhí abre os trabalhos recebendo as convidadas Larissa Luz (foto do vídeo Território Conquistado) e Laila Rosa. No dia seguinte, dois shows muito peculiares: o coletivo A Intêra abre a noite com seu artivismo regionalista e performances marcantes.

Na sequência Marília Sodré e Alexandra Pessoa nos brindam com o Show Marés, canções que influenciam suas próprias marés emocionais e como produto: suas criações. Na terceira noite, 10 compositoras se alternam no palco oferecendo aperitivos musicais, serão elas Ive Farias, Guel Braga, Géssica Moura, Caru, Alma Afora, Camilla Campos, Gabriela Piñeiro, Eufrásia Neres, Eloah Monteiro, Laurisabel Assil. Cada uma terá 10 minutos no palco do Sarau Sonora, encerrando o festival em Salvador.

Sexta e Sábado os eventos começam às 19h
no domingo às 18h

As entradas custam R$ 10,00 | R$ 5,00
*link para compra de ingressos online: https://www.sympla.com.br/sonora-salvador-2017__187714


Exposição inédita de três expoentes baianos da pintura


Obras de Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho compõem a mostra Grandes Mestres Baianos, em cartaz a partir de 14 de setembro até 15 de outubro. A exposição também integra a programação da 11º Primavera dos Museus.

A Santa Casa da Bahia realiza para convidados, no dia 14 de setembro, a partir das 18h30, a abertura da exposição Grandes Mestres Baianos – Presciliano, Valença e Mendonça, no Museu da Misericórdia. A mostra apresentará em conjunto telas dos pintores Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho, três dos principais representantes da Escola Baiana de Pintura na primeira metade do século XX. Muitos desses quadros são desconhecidos do grande público, que poderá apreciar o acervo a partir de 15 de setembro. A mostra, que segue em cartaz até 15 de outubro, também integra a programação da 11º Primavera dos Museus, promovida de 18 a 24 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Ao todo, 23 telas vão compor a exposição, que tem a curadoria de Aníbal Gondim e Simone Trindade. Os três pintores são baianos e expoentes representantes da arte moderna marcada pelo estilo impressionista. Para Aníbal Gondim, o grande mérito da exposição é dar destaque à tradição artística realizada no século XX. “Presciliano, Valença e Mendonça não apenas foram importantes em sua época, como também são responsáveis por formar gerações artísticas que atuam até hoje”, revela.

Alto de Santo Antônio, de Alberto Valença

Os três são provenientes da Escola de Belas Artes da Bahia e, além de terem formação semelhante, também frequentaram os mesmos círculos de amizade. Presciliano foi aluno de Manuel Lopes Rodrigues, Mestre da Escola de Belas Artes da Bahia, e acabou exercendo certa influência sobre Valença e Mendonça, pois foi o primeiro a trazer as novidades artísticas da Europa. Para quem ainda não conhece a obra dos três artistas, Simone Trindade aponta as principais características de cada pintor e destaca as telas que os visitantes da exposição não poderão deixar de conferir.

Missa na Sé, de Presciliano Silva

“Presciliano é considerado o mestre dos interiores religiosos e, por isso mesmo, chama a atenção um retrato de uma mulher sensual pintado por ele em 1906, pois é algo inesperado”, conta a curadora. Em uma de suas pinturas, chamada Missa na Sé, é possível ver ao fundo o prédio que hoje abriga o Museu da Misericórdia. Já Valença é conhecido pelas paisagens baianas. “Ele retratou uma Bahia que não existe mais e, sob influência de Presciliano, pintou em 1923, pela primeira vez, o interior de uma sacristia”, pontua Simone. Já Mendonça tem como característica principal a pintura de marinhas. Um de seus quadros, Mariscada, recebeu a Medalha de Ouro no Salão da ALA das Letras e das Artes de 1938.
“Agradeço aos Irmãos da Santa Casa da Bahia que gentilmente nos cederam as obras para a exposição. Com esta mostra, a instituição escreve mais um capítulo da sua história de contribuição com a Cultura”, afirma o provedor da Santa Casa, Roberto Sá Menezes.

Sobre Presciliano Silva
Nascido em Salvador, em 1883, Presciliano iniciou seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios, sendo aluno de Manoel Lopes Rodrigues, dando continuidade à sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia. Em 1905, recebeu bolsa de estudos para a Academia Julian, na França. O artista assina as pinturas decorativas na nave central e capela-mor da Igreja da Piedade e também foi responsável pela pintura histórica Entrada do Exército Libertador, que se encontra na Câmara Municipal de Salvador. Professor das Escolas de Artífices e Belas Artes da Bahia, foi premiado em vários Salões nacionais. Em 1960, recebeu o título de professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Presciliano faleceu no Rio de Janeiro, em 1965.

Sobre Alberto Valença
Natural de Alagoinhas (1890), Valença estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola de Belas Artes da Bahia. Trabalhou como desenhista técnico na Companhia de Energia Elétrica. Em 1925, foi estudar como bolsista na Academia Julian, em Paris. Na Bahia, ele tornou-se consultor do Museu do Estado da Bahia e foi contratado pela Empresa de Planejamento Urbano da Cidade de Salvador para desenhar uma série de casarios da Bahia Antiga. Valença foi professor da Escola de Belas Artes da Bahia de 1933 até se aposentar, em 1961, ano em que recebeu o título de Professor Emérito da UFBA. Abandonou a pintura devido à catarata. Ele faleceu em 1983, na cidade de Salvador.

Sobre Mendonça Filho
Nascido em 1895 na capital baiana, Mendonça estudou na Escola de Belas Artes da Bahia. Recebeu prêmio de viagem de estudos para a Europa, aperfeiçoando sua técnica na Itália e França de 1922 a 1929. Ele foi professor no curso de Desenho na Escola de Belas Artes da Bahia e assumiu a cadeira de Desenho Figurado, Ornatos e Elementos de Arquitetura na década de 30. Em 1947, assumiu a Direção da Escola de Belas Artes, cargo que ocupou por quatro mandatos, até 1961, quando se afastou para se dedicar exclusivamente à arte. Mendonça faleceu em Salvador, em 1964.

Sobre o Museu da Misericórdia
Instalado no prédio que abrigou o primeiro hospital da Bahia e a sede administrativa da Santa Casa da Bahia, em prédio erguido no século XVII e tombado pelo IPHAN em 1938, o Museu da Misericórdia é um dos mais importantes espaços culturais do estado e possui em seu acervo obras que contam parte da história da Bahia e do Brasil. Pertencente à Santa Casa da Bahia, o museu também tem em seu espaço a Igreja da Misericórdia, um dos mais significativos monumentos religiosos de Salvador, considerada uma grande representante dos estilos barroco, neoclássico e rococó.

O quê: exposição Grandes Mestres Baianos
Quando: 15 de setembro a 15 de outubro
Horários: 8h30 às 17h30 (terça a sexta-feira), 9h às 17h (sábados) e 13h às 17h (domingos e feriados)
Onde: Museu da Misericórdia – Rua da Misericórdia, nº 6, Praça da Sé, Pelourinho.
Quanto: R$6 (inteira) e R$3 (meia)


Musical infantil “O Show da Luna – Ao Vivo”


Dos mesmos criadores do desenho animado de televisão, Salvador recebe, diretamente de São Paulo, o original espetáculo “O Show da Luna – Ao Vivo”, um musical majestoso inspirado nesta produção que top de audiência na Discovery Kids. Indicado ao Emmy Kids – o mais importante prêmio internacional para desenhos animados –, “O Show da Luna” é uma animação genuinamente brasileira que se destaca por seu caráter educativo. Luna é uma menina de 6 anos que é apaixonada por ciência. A história
desperta, na criança, a curiosidade e a vontade de observar o mundo, incentivando a investigação científica de forma divertida. Assim como na animação, neste espetáculo, Luna, juntamente com seu irmão Júpiter e seu mascote Cláudio, parte em busca das respostas para as perguntas que surgem no início da peça: aquelas que as crianças normalmente se fazem e questionam seus pais no dia a dia à medida que vão descobrindo o mundo.

O Show da Luna – Ao Vivo
Quando: 24 de setembro (domingo), 16h
Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves
Quanto:
R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia), das filas A a P
R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), das filas Q a Z6
R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), das filas Z7 e Z11
Desconto: ​40% de desconto sobre a inteira para assinantes do Clube Correio* e do A Tarde +
Classificação: Livre


Cinema, teatro, exposição, música e performances no Gamboa Nova


“Xica – Coletivo das Liliths”, em foto divulgação

O Teatro Gamboa Nova tem vasta programação neste mês de setembro com cinema, teatro, exposição;música e performances.

O espetáculo EUDEMONIA (Em Memória a uma Peça Nunca Encenada), de Letícia Bianchi, entra em cartaz na sua primeira temporada, no Teatro Gamboa Nova, durante os finais de semana de setembro.

Em um período em que todo conteúdo político passava pelo crivo da censura, uma mulher tem seus romances vetados. Cassandra Rios falava dos prazeres femininos, do gozo, do sexo entre mulheres, e foi acusada de apologia declarada ao lesbianismo.

EUDEMONIA pretende ser uma homenagem à peça original de Cassandra que, interrompida no primeiro ato, nunca foi completamente encenada. O espetáculo trata com leveza e bom humor das questões com relação ao feminino, à sexualidade e a censura no período ditatorial brasileiro.

Serviço

O que: Espetáculo Eudemonia (Em Memória a uma Peça Nunca Encenada)

Quando: 02, 09, 16, 23 e 30/09 (sábados), às 20h +  03, 17 e 24 (domingos), às 17h

Quanto: R$20 e R$10 (meia) –bilheteria abre às 17h e às 16h aos domingos

Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)

Informações: 3329 2418

Classificação etária: 18 anos

CINEGAMBOA – gratuito

Tempo perdido

antes dos espetáculos com autorização prévia das produções (qua a dom)

Clipe do cover da música clássica da banda Legião Urbana, que faz parte da performance

Porra L O UCAS, de Lucas Nascimento com Pedro Sena, desenvolvido pela produtora ORUN.

EXPOSIÇÃO – gratuito

10 anos de Boa Nova

quarta a sab das 16h às 20h e dom das 15h às 17h

Mais um mês para conferir na Galeria Jayme Fygura, foyer do Teatro, as belas imagens que compõem as capas da programação nos últimos 10 anos do projeto Gamboa Nova.

TEATRO – R$20 e R$10 (meia)

Eudemonia (Em Memória a uma Peça Nunca Encenada)

02, 09, 16, 23 e 30 (sábados), às 20h
03, 17 e 24 (domingos), às 17h

Pretende ser uma homenagem à peça original de Cassandra que, interrompida no primeiro ato, nunca foi completamente encenada. O espetáculo trata com leveza e bom humor das questões com relação ao feminino, à sexualidade e a censura no período ditatorial brasileiro.

Classificação: 18 anos

Xica – Coletivo das Liliths

13, 14, 20, 21, 27 e 28 (quartas e quintas), às 20h

Mais uma ação artística do grupo que visa ampliar o debate sobre a questão de gênero e a quebra de paradigmas da sexualidade, através da história de Francisco Manicongo, negro africano escravizado, considerado como a primeira travesti não-índia do Brasil.

Classificação: 18 anos

Drag Pride – com apresentação de Nágila GoldStar e Convidadxs

15, 22 e 29 (sextas), às 20h

O show, composto por performances e bate-papos, compreende uma celebração da arte DRAG, para o qual serão convidadas artistas que representam diferentes estilos dentro desta cena soteropolitana.

Classificação: 18 anos

Coisa de Viado – Escola Bumbá – GRATUITO

16, 23 e 30 (sábados) – antes das apresentações (parte externa do teatro)

Encenação de Rino Carvalho, com Alex Gurunga, Eugênio Lima, Edivânia de Jesus, Ícaro Oliveira, Marcela Lima e Vitor Carter. Humor e provocação na performance que faz uma chamada sensorial ao público e tira o véu de temas como gênero, transexualidade, homofobia, homoafetividade, invisibilidade de lésbicas e apoio familiar.

Classificação: 12 anos


“A Desejada – Desvariações sobre o mito de Don Sebastião” no Teatro Sesi


“A Desejada – Desvariações sobre o mito de Don Sebastião”, espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez, teve sua pré-estreia em Fafe, Portugal. O espetáculo é um exercício de interpretação que desvaria entre o mito del Rei D. Sebastião e as contradições da atriz e personagem. Uma viagem pelos universos do masculino e do feminino, do SER e do PARECER, a devastadora luta do indivíduo
e o seu destino. Oportunidade para que se reencontre a história, numa mescla entre a lenda e a arte.
“O espetáculo inspira-se na história de D. Sebastião”, relata Artur Coimbra – Historiador e Chefe de Divisão Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Fafe. E completa: “Uma atriz vive o conflito de ter que habitar num corpo masculino de um rei, predestinado à morte para alimentar o sonho do seu povo, do seu reino de uma liberdade utópica. No meio do percurso da sua
interpretação descobre que o ama da mesma forma como se ama e que o quer salvar para salvar-se. Uma ficção poética que inquieta o universo sebastianista e agita as névoas do imaginário nevoeiro que um dia virá. Mágica interpretação de uma atriz de enorme talento e versatilidade, num texto denso, forte, às vezes desconcertante mas sempre poético, de Moncho Rodriguez.
Muitos parabéns.”

Horário: 20 horas
Dias: Sexta / 01, 08, 15, 22 e 29 de Setembro de 2017
Ingressos:R$ 30,00 inteira 15,00 meia