Juliana Ribeiro no Domingo do TCA

A primeira edição do Domingo no TCA em 2020, 14º ano do projeto, tem motes especiais: a cantora Juliana Ribeiro celebra seus 20 anos de carreira …






“Dois pesos, Duas medidas” em cartaz no Teatro Sesi


Divulgação
Pensando em contrapor a ideia de que gordo é sinônimo de pessoas sedentárias, feias, ausentes de saúde, o ator e diretor teatral João Guisande convidou o ator Daniel Calibam e a atriz Fernanda Beltrão, corpos gordos, para o espetáculo “Dois pesos, Duas medidas”, que estreia dia 21 de novembro, no Teatro Sesi Rio Vermelho, e fica em cartaz ate 13 de dezembro, quintas e sextas, às 20h.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% da população brasileira está acima do peso. Beltrão e Calibam nos apresentam duas personas gordas que trazem com humor e coragem situações cotidianas reais e imaginadas sobre o universo gordo. Condição repleta de preconceitos sociais que tem feito crianças e adultos entrarem numa guerra contra a balança, crises de ansiedade e a quebra do espelho, pois não conseguem enxergar beleza em seus corpos.
Na mesma linha poética de autoficção, trabalhada no espetáculo Foi Por Esse Amor – em que Guisande dirige e divide a cena com o pai para contar historias de família -, “Dois pesos, Duas medidas” traz experiências pessoais de Beltrão e Calibam. Sem uma dramaturgia linear e bastante fragmentada, escrita a seis mãos, os artistas dançam num ritmo frenético, utilizando bases da palhaçaria, da tragicomédia e do grotesco para falarem dos dramas e das delicias das gorduras dessa vida.
Com muita música e dança, ator e atriz exibem seus corpos, desnundam-se e trazem histórias dolorosas e engraçadas para provocarem reflexões a cerca da ansiedade gerada por uma sociedade gordofóbica, a relação da infância com a comida, a ideia de existência de um corpo ideal ou uma medida certa. “Dois pesos,  Duas medidas” é apoiado no trabalho da mimese e do humor desses dois corpos gordos para subir e quebrar o medo da balança.
Calibam e Beltrão trazem depoimentos e rememoram situações vivenciadas – o desfile de princesa do colégio; os comerciais cheios de tentação; crises de ansiedade; exclusão e reclusão social; superação e autoestima – “O corpo gordo que você se envergonha é lindo”; cirurgias e bariátricas; privações; as piadas e apelidos no ambiente familiar, estudantil e social; dietas infindáveis; a não conquista de personagens emblemáticos no Teatro – Hamlet, Romeu, Julieta, entre outros.
Divulgação

Em um dos momentos do espetáculo, Calibam recorda da criança tímida e calada que se escondia no quintal de casa para brincar sozinha de criar personagens. “Ali eu Nunca era gordo, sempre me via Belo, Alto e Magro”. “Eu sempre convivi com manifestações de gordofobia. Desde criança, passando pela adolescência e chegando até a idade adulta. Acredito que mostrar esses problemas ao público sem sofrimento, através da diversão e do entretenimento transfere para mim o poder da situação, deixando o lugar de vítima e passando a controlar a situação que agora me empodera”, descreve o ator, que completa 20 anos de carreira em 2019.

Já Beltrão comenta que vive uma vida de dilema. “Sempre ouvi: Você não é gorda. Você é gordinha, fofinha, proporcional. Isso sempre me soou como se as pessoas quisessem amenizar minha gordura. Gente, sou gorda. Emagreci 10 quilos, continuo gorda. Tem haver com minha estrutura corporal. O fato de Calibam ser mais gordo que eu não me torna mais magra. O corpo do outro não pode ser meu parâmetro. Meu parâmetro sou eu, minha altura, minha estrutura”, pontua.

Em sua terceira direção, Guisande conta que “Dois pesos, Duas medidas” é um espetáculo que traz dois atores amigos para falarem de um assunto que é pouco debatido. “A ideia era produzir algo para trazer Calibam de volta a cena, depois de um período longe dos palcos. Um espetáculo que tivesse contação de histórias, muito humor e palhaçaria. Ao mostrar os rabiscos textuais a Fernanda, percebi que podia levar os dois para o palco para falarem desses corpos gordos, com pesos e estéticas diferentes e que ainda sim são gordos”, descreve o diretor.
Com poucos elementos cênicos, nenhum cenário e muita dança, “Dois Pesos, Duas Medidas” tem direção de movimento e assistência de direção de Mônica Nascimento. O espetáculo, repleto de músicas cantadas ao vivo, tem direção musical de Luciano Salvador Bahia. Já a iluminação é de Alisson de Sá e o figurino é uma criação coletiva de Guilherme Hunder e Fernanda Beltrão.
Ficha técnica
Dramaturgia – Daniel Calibam, Fernanda Beltrão e João Guisande
Direção- João Guisande
Elenco – Daniel Calibam e Fernanda Beltrão
Coreografia e assistência de direção – Mônica Nascimento
Direção musical e trilha sonora – Luciano Salvador Bahia
Iluminação – Alisson de Sá
Figurino – Fernanda Beltrão e Guilherme Hunder
Assessoria de Imprensa – Théâtre Comunicação / Rafael Brito Pimentel
Dois Pesos, Duas Medidas – com Daniel Calibam e Fernanda Beltrão 
Quando: 21 de novembro a 13 de dezembro – quintas e sextas, às 20h
Onde: Teatro Sesi Rio Vermelho 
Ingresso: R$30 inteira e R$15 meia 
Venda: Bilheteria do Teatro e no LINK www.sympla.com.br/doispesosduasmedidas

Começa o Novembro Negro no TCA


Bando de Teatro Olodum. Divulgação

No próximo dia 1º (sexta-feira), às 19h, o Teatro Castro Alves (TCA) será palco da abertura oficial do Novembro Negro, mês emblemático da luta pelos direitos da população negra. O evento tem como atração principal o Bando de Teatro Olodum e seu espetáculo “Tempos Negros: a legítima viagem”. A participação especial fica por conta da Banda Didá e de outros blocos afros da Bahia. As apresentações serão antecedidas de intervenções artísticas no foyer do TCA. Ingressos podem ser adquiridos pelo preço popular de R$1 (inteira) e 0,50 (meia).

Ao longo do mês o Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e demais órgãos estatuais, realiza e apoia diversas atividades, tendo como ponto alto o 20 de novembro, instituído como Dia Nacional da Consciência Negra. A programação do mês, que pode ser acessada no site da Sepromi (www.sepromi.ba.gov.br), inclui seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, campanhas, dentre outras ações.

A instituição do dia 20 de novembro – O dia 20 de novembro foi instituído como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra” em alusão ao líder negro Zumbi dos Palmares, falecido neste mesmo dia, em 1695. A medida tem como base legal a Lei Federal 12.519/11, em atendimento à demanda histórica do movimento negro no Brasil, que elegeu a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares (União dos Palmares, Alagoas), comunidade formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil colonial. O quilombo também foi palco da luta pela liberdade de culto religioso e prática da cultura africana.

Novembro Negro

Quando:  1º  de novembro de 2019 (segunda-feira), 19h

É terminantemente proibida entrada após início do espetáculo.

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto: R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia), das filas A a Z11

Classificação indicativa: Livre

VENDAS

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelos canais da Ingresso Rápido. Acesse página de vendas em http://site.ingressorapido.com.br/tca.

 


Espetáculo infantil O Jabuti e a Sabedoria do Mundo


Fotos divulgação de Diney Araújo

Em um tempo distópico, o Cooxia Coletivo Teatral encena um novo espetáculo O Jabuti e A Sabedoria do Mundo, infantojuvenil dirigido por Guilherme Hunder que estreia no dia 02 de novembro e fica em cartaz no Teatro Sesi do Rio Vermelho até 24 do mesmo mês, sábados e domingos, às 16h. Na história, um quinteto de jabutis-griôs, brasileiros, reúnem-se aos fins de tarde para contar histórias de África, histórias donalem mar que reafirmam e legitimam o passado, para que assim se possa viver e acontecer o presente e o futuro.

“Somos filhos de além mar, somos filhos da diáspora!. O Jabuti e A Sabedoria do Mundo pretende promover este legado encantado vindo de África, o legado ancestral, a Sabedoria oral. Na sombra do pé de Irôko, da árvore sagrada, sábios jabutis espalham fragmentos de sabedoria. As lendas contadas por elas são todas histórias passadas de geração em geração, vividas por seus antepassados em um tempo antes do nosso, um tempo ancestral”, descreve Hunder, diretor do espetáculo.

Esse quinteto de Jabutis retoma a tradição griô, sábios africanos contadores de histórias, para narrar três fábulas: Ossain e o Poder das Ervas, O Jabuti e a Sabedoria do Mundo e O Caçador Serpente, ambas de tradição da nigeriana, país da costa Oeste da África. A construção dramatúrgica, direcionado pelo encenador, foi baseada em contos dos livros O Amuleto Perdido e Outras Lendas Africanas de Magdalene Sacranie, Tem Oba-oba no Baobá de Cláudia Lins, O Jabuti e a Sabedoria do Mundo de Vilma Maria, e As Aventuras de Torty, a Tartaruga de Sunny.

No primeiro conto, Ossain, conhecedor do poder das folhas, detentor de todos os segredos, remédios do próprio Olodumaré, descobre que Xangô quer tomar seu poder. Para esconder as folhas, Ossain contou com ajuda de Aroni (avó dos jabutis-griôs) e preparou uma cabaça com todas as folhas, a colocou no topo do Iróko, árvore sagrada. Xangô fica sabendo dos planos de Ossain e pede a Iansã que assopre uma grande ventania, que derruba a cabaça.

Antes que as folhas caíssem no chão todos os orixás pegam uma delas. É assim que cada orixá se torna dono de ewê (folha) – Omolú pegou canela de velho; Ogum os ramos de abre caminho; Xangô as folhas de Acocô. Este é o enredo do conto Ossain e o Poder das Ervas.Olulu Ofu Ogê, ou seja, “Era uma vez” O Jabuti e a Sabedoria do Mundo – título homônimo da obra, um pequeno Jabuti viaja pelo continente e ao passar por cada reino africano rouba e leva consigo sabedorias e histórias dos lugares.

Acreditava que, com toda a Sabedoria, deteria poder, respeito e dinheiro. Depois de roubar a sabedoria de vários reinos, como Oiô, Keto, Ifê, etc, a guarda no pé de Iróko e, em determinado momento, percebe que ela é “Como o vento, sopra com força … ninguém jamais conseguiu segurá-la”.

Por último, O Caçador Serpente, conta a história de um velho caçador que em África consegue uma porção – dada por uma feiticeira – e ao mergulhar o rosto nela torna-se uma serpente e sai a noite para caçar escondido dos filhos. Certo dia, ao sentirem a ausência do pai, um dos filhos descobre a porção e raivosamente a derruba. Ao retornar para casa, o caçador encontra a cabaça destruída e sem poder mergulhar o rosto na porção passa a ser uma serpente para sempre, sendo jamais reconhecido pelos filhos.

No palco, Genário Neto, Igor Nascimento, Joshy Varjão, Larissa Libório e Nitorê Akadã se revezam interpretando os jabutis griôs, contadores de histórias e as personagens dessas mágicas e engenhosas histórias – avô, avó, bisavô e tataravô, feiticeira, caçador serpente, orixás. Os jabutis refletem características e ações humanas. As histórias contadas nos deixam uma reflexão quanto a nossa conduta e o nosso comportamento em sociedade. Diogo Teixeira integra também o elenco do espetáculo, como stand in.

“A encenação pretende unir ancestralidade e contemporaneidade a fim de acessar o universo da meninada. Para isso, somamos jogos tradicionais africanos, deuses do Panteão Africano, atabaques, agogôs, games, internet, tecnologia e… ALAFIA! Nosso espetáculo pretende provocar os pequenos espectadores acerca da importância da preservação da memória, da tradição oral africana e de como mantê-las vivas cotidianamente. Abrimos o leque para discussões que tangem a construção da nossa identidade negra e temas como racismo e intolerância religiosa”, explica Hunder.

O conceito de distopia do espetáculo estará presente na iluminação de Alisson de Sá, que utilizará recursos alternativos para além dos refletores da caixa cênica. Com trilha executada “ao vivo”, o espetáculo reúne canções originais de Ray Gouveia e Felipe Pires, este último assina a direção musical, que reúne sons tradicionais e ritualísticos ao Hip-hop, música eletrônica e rock.

Apesar de serem jabutis, as personagens não serão animalizadas, conceito poético proposto para o figurino. “O figurino terá uma estrutura de colagem, sobreposição. Traremos signos do Jabuti por meio da roupa, uma delas é uma mochila – o casco -, um repositório que guarda elementos de cena e acumula a Sabedoria do Mundo”, antecipa Hunder. Já o cenário assinado por Zuarte Júnior, trará uma grande árvore, onde serão vividas e contadas as histórias ancestrais.

FICHA TÉCNICA
Texto – Adaptação de Guilherme Hunder a partir dos livros O Amuleto Perdido e Outras Lendas Africanas de MagdaleneSacranie, Tem Oba-oba no Baobá de Cláudia Lins, O Jabuti e a Sabedoria do Mundo de Vilma Maria, As Aventuras de Torty, a Tartaruga de Sunny e Brasil Africano de André Luís Silva.
Encenação e figurinos – Guilherme Hunder
Assistentes de Encenação – Letícia Aranha e Lucas Araújo
Elenco – Larissa Libório, Diogo Teixeira, Joshy Varjão, Nitorê Akadã, Igor Nascimento e Thiago Ribeiro
Canções originais – Ray Gouveia e Felipe Pires
Direção Musical – Felipe Pires
Cenário – Zuarte Jr.
Iluminação – Alison de Sá
Programação Visual – Diego Moreno
Direção de produção – Guilherme Hunder
Produção Executiva – Sidnaldo Lopes e Eric Lopes
Assistente de Produção – Merinha Paixão
Realização – Cooxia – Coletivo Teatral

Serviço
O quê: O Jabuti e a Sabedoria do Mundo – com direção de Guilherme Hunder
Quando: 02 a 24 de novembro, sábados e domingos, às 16h
Onde: Teatro Sesi Rio Vermelho
Ingressos:R$30 (imteira) e R$15 (meia)


Atrizes participam de pré-estreia de filme no XV Panorama Internacional de Cinema


Foto divulgação Bruno Machado

As atrizes Carol Duarte e Julia Stockler, protagonistas de A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, estarão na pré-estreia do filme, dia 30 de outubro, 20h, no XV Panorama Internacional Coisa de Cinema. As atrizes debaterão com o público após a exibição do longa-metragem, escolhido para representar o Brasil na disputa para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

Uma adaptação do romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, o filme ganhou o prêmio principal da mostra Un Certain Regard do último Festival de Cannes, uma conquista inédita para o cinema brasileiro.

A trama se desenrola a partir das cartas de Guida encontradas por Eurídice (Fernanda Montenegro), aos 80 anos. As correspondências trazem o passado das irmãs, vividas por Carol (Eurídice) e Júlia (Guida) na juventude. Jovens de temperamentos opostos submetidas a um rígido regime patriarcal, no Rio de Janeiro da década de 1940, elas acabam separadas pela opressão. Guida resolve fugir com o namorado, enquanto Eurídice cede a um casamento sem amor e se esforça para virar musicista.

O XV Panorama acontece entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro, em Salvador; e Cachoeira. O festival conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, e do Ministério da Cidadania, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual.


Mal invisível até dia 27 no Vila Velha


Foto divulgação de Saulo Robledo

O ator e diretor teatral Marcelo Sousa Brito e a equipe do Coletivo Cruéis Tentadores ajustam os últimos
preparativos para estreia do espetáculo Mal invisível, marcada para 10 de outubro de 2019, às 20h, no
Teatro Vila Velha. A curta temporada segue em cartaz sextas e sábados 20h e domingos 19h, até dia 27,
com ingressos no valor de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
O projeto faz parte de uma longa pesquisa do encenador iniciada em Paris em 2002, ao conhecer a obra La
supplication, da autora bielorrussa Svetlana Alexievitch, que fala das vítimas de contaminação radioativa
em Chernobyl. Prêmio Nobel de Literatura em 2016 e homenageada na Festa Literária Internacional
de Paraty no mesmo ano, a escritora começa a ter seus livros traduzidos no Brasil.
Foi a atualidade dessa obra que fez Brito construir uma dramaturgia forte, que traz também
dados, relatos e informações de canais de notícias, além de passagens do livro “Holocausto
brasileiro”, da autora Daniela Arbex, como fonte de pesquisa para a escrita do texto,
potencializando as histórias de males muitas vezes silenciados, mas densos da trajetória humana.
Em 2009, Brito passou uma temporada de pesquisa em Berlin, convivendo com ativistas e
frequentando lugares destruídos por conflitos ambientais e sociais. Em 2015 ele retorna a Paris,
dessa vez para presenciar o silêncio e a invisibilidade de corpos estrangeiros na parte subterrânea
do metrô.
Agora, em 2019, a convite do Teatro Vila Velha, o encenador dribla as dificuldades por falta de
patrocínio e decide que é o momento de tocar nessa ferida, que está cada vez mais próxima de
nós: o mal que o ser humano causa a si mesmo ao se colocar no lugar de prioridade.
Para isso o diretor reuniu uma equipe de artistas que está, desde março deste ano, dividindo o
espaço de criação juntamente com os moradores da Comunidade do Solar do Unhão. “Ali, é
possível ouvir o grito dos invisibilizados pela sociedade e fazer com que a comunidade ouça o
clamor de artistas-personagens que querem problematizar nossa estadia na Terra e pensar o que
será das civilizações futuras. Qual é a nossa real responsabilidade para com o mundo onde
vivemos?” – questiona Brito.
Os ensaios são sempre repletos de emoção e questionamentos a cada dia, sobre cada
acontecimento noticiado pela imprensa. “Não se pode falar do cotidiano, da vida real, sem vivê-la,
preso em salas de ensaio. Meu desejo é que o elenco viva na pele as dores e delícias das
personagens e para isso é comum ensaiar com chuva, sol, crianças, moradores de rua, moradores
locais, que esperam socorro diante de um desabamento de terr; a mãe aflita aguardando

ambulância para socorrer filho afogado, a polícia em busca de chefe de tráfico e por aí seguimos
nos alimentando até o dia da estreia” – destaca.
Sobre Marcelo _Os trabalhos do diretor e autor Marcelo Sousa Brito, que realiza estágio de pós-
doutorado em Artes Cênicas pela Ufba, com dois livros lançados em seu Mestrado (O Teatro
Invadindo a Cidade – 2012) e Doutorado (O Teatro que Corre nas Vias – 2017), já percorreram
cidades do interior baiano, do Brasil e da Europa, sempre com um traço performático diferenciado
em relação ao meio. Sua peça de graduação também, Guilda (2006), ganhou o prêmio Braskem de
Teatro na categoria Revelação.
Agora ele se une a artistas experientes como Márcia Andrade (“Em Família), José Carlos Jr
(“Compadre de Ogum”), Irema Santos, Nilson Rocha (“A Bofetada”), Paulo Paiva e Saulo Robledo,
para sua nova estreia. A ideia vem sendo amadurecida nos últimos anos para debater a
responsabilidade humana com o planeta e ganhou força com o convite de Márcio Meirelles para
que a estreia acontecesse no Teatro Vila Velha.
Vale ressaltar que a comunidade do Solar do Unhão está apoiando o espetáculo e os interessados
terão acesso ao teatro na ocasião da estreia. Outro ponto é que Marcelo volta com uma proposta
pessoal forte, em um teatro convencional, depois de mais de uma década sem realizar este perfil
de obra em sua carreira.
Mal Invisível – Coletivo Cruéis Tentadores, direção Marcelo Sousa Brito
Data: 10/10 (única quinta da estreia – 20h) + 11, 12, 13, 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de outubro de 2019
(sextas e sábados 20h e domingos 19h)
Local: Teatro Vila Velha – Passeio Público (Salvador)
Valor: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia com comprovante)
Informações: (71- 98823-2787 Marcelo / 71- 98824-2978/ 99274 0136 Tatiane)
https://www.facebook.com/crueis.tentadores
https://www.ingressorapido.com.br/event/31384-1/
Realização: Coletivo Cruéis Tentadores
Classificação: 16 anos

Ficha técnica:
Dramaturgia, direção e responsável pelo projeto: Marcelo Sousa Brito
Elenco: Márcia Andrade, Paulo Paiva, Irema Santos, José Carlos Jr., Nilson Rocha, Marcelo Sousa
Brito, Saulo Robledo
Cenografia: Haroldo Garay
Figurino: Silverino Oju
Trilha sonora: Daniel Nepomuceno
Iluminação: Marcos Dedê