Juliana Ribeiro à frente do tributo a Clementina de Jesus com mais 30 cantores


A grande cantora Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, será reverenciada por 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, nesta sexta-feira (17), às 19 horas, após 30 anos de sua morte. A artista carioca  só teve seu talento reconhecido aos 63 anos, mas cuja contribuição musical fez dela uma das mais relevantes cantoras brasileiras.

Juntos e em clima de festa, participarão Aloísio Menezes , Carlos Barros, Claudya Costta, Clécia Queiroz, Edil Pacheco, Gal do Beco, GRUPO Barlavento, Grupo Tapuia, Lazzo Matumbi, Lia Chaves, Luciano Salvador Bahia, Marcia Short, Marília Sodré, Mazzo Guimarães, Pali Trombon e Pedro Morais.

Prova do legado único do canto ancestral de Clementina de Jesus é a sua força agregadora para, 30 anos após sua morte, reunir 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, em show multicultural de celebração à inesquecível obra e personalidade da cativante Rainha Quelé.

Projeto contemplado no Edital Arte todo Dia da Fundação Gregório de Mattos – Prefeitura de Salvador, o “Tributo a Clementina de Jesus – Ano IV” começa às 19h com a exibição do documentário “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, que tem direção de Werinton Kermes e roteiro de Míriam Cris Carlos, tendo sido premiado na categoria Melhor Filme de Longa Metragem no REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo em 2011

Em seguida, chega a hora de o palco ser tomado por ritmos como jongos, curimãs, partidos, sambas e batuques, que tanto marcam o repertório da Rainha Ginga – como também era chamada. “São 30 anos da passagem de Clementina e por isso eu quis realizar um evento com a força da coletividade para um tributo a uma obra que vai além do tempo”, comemora a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, que assina a direção artística da noite e também esteve à frente dos outros três eventos de tributo a Clementina em anos passados. O Grupo Botequim mais uma vez participa como banda base.

Se a noite já seria grandiosa por reviver a ternura e talento da velha rainha sorridente, que causou fascínio com seus cânticos de escravos interpretados com o peso ancestral da sua voz, os convidados que lá estarão para cantar com emoção e gratidão a obra de Clementina prometem fazer jus à ocasião, e eles não são poucos.

Completam o time Portela Açúcar, Rita Braz, Sueli Sodré e Vérciah Vérciah. E como a proposta é de uma noite multicultural, ainda haverá a performance dos poetas Maviael Melo e Juraci Tavares e dos transformistas Ferah Sunshine e Rainha Loulou. Todos arrebatados e inspirados pela fascinação que sempre causaram as aparições de Clementina.

Tributo a Clementina – Ano IV
Local: Teatro Vila Velha – Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Salvador
Horário: 19h
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (bilheteria do teatro ou no site


Vasta programação cultural do Novembro Negro na capital e interior


Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Novembro Negro com programação cultural diversificada, durante todo o mês, em atividades como música, dança, teatro e literatura, em vários espaços culturais da capital e interior, promovidas através das unidades da Secretaria de Cultura.

Momento de refletir sobre os desafios, lutar por avanços e também celebrar o legado e a Consciência Negra, o mês do Novembro Negro conta com uma extensa programação realizada pelo Governo do Estado. A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) participa do projeto, promovendo a diversidade e a dinamização de seus espaços através de atividades voltadas para linguagens variadas, como música, dança, artes visuais, teatro e literatura.

TCA – recebe, no dia 19, às 11h, o coletivo de percussão baiano Quabales, grande atração do projeto Domingo no TCA. O show conta com participação da cantora Margareth Menezes, e os ingressos serão vendidos a R$ 1 e R$ 0,50. Já no dia 23, a Conferência Mulher com a Palavra encerra o ciclo de encontros em 2017, e recebe a atriz e diretora Camila Pitanga para falar sobre o tema “Negra, Sim!”. O evento, com mediação de Rita Batista, terá ingressos vendidos a R$ 10 e R$ 5.

No dia 18 de novembro, 18h, a terceira edição do Concha Negra do Teatro Castro Alves traz ao palco o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro da Bahia, neste show os seus convidados são a rainha do axé Daniela Mercury e o rapper paulistano Criolo. Na abertura, o Bando de Teatro Olodum. Ingressos R$ 30 e R$ 15. (todos com matérias completas neste portal)

Novembro das Artes Negras – A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) promove as artes negras durante o mês de novembro. Entre os destaques de sua programação, a sede da Funceb, localizada no Liceu das Artes, no Pelourinho, recebe a Exposição Mestre King (foto), uma homenagem ao professor e coreógrafo, a mostra reúne fotografias de autoria de nomes como Any Valette e Rafael Martins, além de fotografias do acervo pessoal do Mestre. Na ocasião do lançamento, no dia 16, às 15h, será exibido o documentário Raimundos: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia.

Também na sede da Funceb, acontece o projeto Diálogo Possíveis. A primeira edição, no dia 21, às 14h, lança o tema Mulheres Negras na Dança: Memórias Estereótipos e Protagonismos, com participações de Nilidinha Fonseca (Balé Folclórico da Bahia), Inah Irenam (ExperimentandoNUS Cia de Dança), Vânia Oliveira (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e Marilza Oliveira (Universidade Federal da Bahia).

A segunda edição, no dia 28, às 15h, traz o debate Dança e Empreendedorismo, com Tatiane Campelo (BlackLuxo), Sivaldo Tavares (Black Atitude e TJP Models), Alex Millany (Abantu), Coletivo Aquarela (Alunos Curso Profissional), Denis Pop (Cravo e Canela), Jackson Machado (Criollo) e Carolina Miranda (Calanga).

A música também tem espaço, o projeto Áfricas na Gente realiza apresentação no dia 22, às 15h, na sede da Fundação, com o propósito maior de enaltecer a cultura afro-brasileira e trazer reflexão sobre a importância do povo negro para a nossa cultura.

Crianças – o artista João Lima, referência na arte da palhaçaria, leva a oficina Brincando de Circo, que irá proporcionar ao público uma experiência de um treino de malabares, ensaio de números de palhaços, além da realização de alguns movimentos simples de acrobacia e pequenos truques de mágicas. Em seguida, ele apresenta o espetáculo O Circo de um Homem Só. A programação começa às 13h.

Outro grande destaque é a apresentação do espetáculo Kaiala, primeiro solo do ator Sulivã Bispo, que conta a história de uma menina de 10 anos, assassinada em uma invasão ao seu terreiro. Após a apresentação do espetáculo, abre-se um bate-papo sobre intolerância religiosa, tendo como convidada Mãe Jaciara, Ialorixá do terreiro Abassá de Ogum.

Espaços culturais – No sábado (11), o Centro Cultural Plataforma recebe mais uma edição do “Concurso Mona Crespa”, às 17h. O projeto sempre se preocupou em mostrar nas passarelas assuntos de interesse para a educação dos jovens, tratando de temas como feminismo, consciência negra, intolerância religiosa, questões LGBT+ e os mais diversos assuntos de cunho social.

A entrada custa R$ 20 e R$ 10. No mesmo dia, porém no Cine Teatro Lauro de Freitas, às 20h, Cartola recebe uma homenagem através do espetáculo “Memórias do Samba”, que apresenta fragmentos da história desse grande cantor e compositor, além de relatos da efervescência cultural entre as décadas de 60/70, perpassando por obras musicais emocionantes e inesquecíveis da MPB. A entrada custa R$ 30 e R$ 15.

O Cine Teatro Solar Boa Vista será cenário da festa Batekoo, também no dia 11, às 23h. Em uma noite de discotecagem, o movimento mostra a força da expressão musical e do movimento do corpo, da pele preta e seu suor, da liberdade corporal e sexual, das culturas negras periféricas e urbanas.

Ingressos R$ 20 e R$ 10. Ainda em destaque no espaço, o projeto Domingo no Parque volta com tudo no próximo dia 19, das 14h às 20h, visando movimentar o parque com a cultura hip-hop, fortemente trabalhada por jovens do Engenho Velho de Brotas. As entradas custam R$ 10 e R$ 5.

O Espaço Cultural Alagados também realiza diversas atividades durante o Novembro Negro. Entre os destaques, o Projeto Cultura Forra, de 8 a 22 de novembro, vem tratar de ações de empoderamento de crianças, adolescentes e jovens integrados através de oficinas e atividades culturais como forma de socialização.

Programação em outras cidades

Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Alagoinhas – O Centro de Cultura de Alagoinhas traz, entre suas atividades, o Big Chop Coletivo: Empoderamento e Empreendedorismo da Mulher Negra. O evento será no dia 19, a partir das 9h. Já entre os dias 20 e 22, acontece o I Circuito de Arte e Cultura Negra do Grupo Cultural Quilombo Andante, com mesas temáticas, apresentações culturais e exposições artísticas.

Porto Seguro – O Centro de Cultura de Porto Seguro tem em destaque da sua programação apresentações de dança, teatro e moda, em evento especial no dia 24, das 8h às 17h.

Valença – O Centro de Cultura Olívia Barradas comemora o Novembro Negro e os seus 31 anos de história, no dia 10 de novembro, a partir das 18h, com apresentações de música, teatro, dança, cultura popular, artes visuais e intervenções literárias.

Santo Amaro – Teatro Dona Canô promove no Dia da Consciência Negra (20), 20h, a apresentação do Grupo UHURU – EBY, que amplia o conhecimento cultural e valorizam as heranças dos antepassados através da música. Ingressos R$ 20 e R$ 10.

Bibliotecas com intensa programação

Bibliotecas – O Sistema de Bibliotecas da Bahia, administrado pela Fundação Pedro Calmon, realiza diversas atividades educativas e socioculturais. A Biblioteca Central, localizada nos Barris, no dia 23, às 10h, a socióloga Dra. Marcilene Garcia estará à frente da palestra “O Negro no Mundo do Trabalho, diversidade e cotas raciais nos concursos públicos”.

A Biblioteca Pública Thales de Azevedo, no dia 20, às 9h, promove a leitura Lendas Africanas de Iray Galvão, contando belíssimos mitos de origem yorubá. A Biblioteca Anísio Teixeira, no Pelourinho, também se destaca com palestras e bate papos.

A Biblioteca Juracy Magalhães Jr. promove atividades nas suas unidades de Salvador e Itaparica. Em Itaparica, fica em cartaz, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, a exposição Procura-se Bonecas Negras, composto por bonecas de pano buscando o resgate da identidade negra no país.

Ao longo do mês acontecem ações como rodas de conversa, palestras e oficinas de dança afro e de yourubá. Na unidade de Salvador, o destaque fica a exposição Vitrine Cultural: Novembro Negro, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, e para o desfile de moda Beleza Negra, no dia 24, às 14h.

A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato tem destaques para todas as idades. No dia 09, às 15h, a APAE Salvador realiza uma apresentação de dança afro em homenagem ao Novembro Negro. A biblioteca recebe no dia 10 a exposição Boi Multicor, em homenagem ao recém falecido professor e arte-educador Jorge Conceição. A programação de abertura, a partir das 10h, contará com bate-papo pela manhã, contação de história e oficina de arte durante a tarde, e encerra com apresentação do Neojibá.

A BIBEX estará instalada com a Biblioteca Móvel no Instituto Central de Cidadania, no bairro do Pernambués, nos dias 10, 17 e 24. A programação é composta por jogos, brincadeiras, além do acesso das crianças ao acervo da BIBEX, com mais de 1000 livros.

Destaque também para a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé. No dia 13, tem a exposição “Lentes Negras: festas, festejos e celebrações”, retrata, através do olhar artístico, as comemorações, celebrações, festejos e costumes da população negra baiana nas suas mais diversas dimensões.

Já no dia 25, quando se comemora o Dia da Baiana de Acarajé, a BVCP lançará minidocumentário sobre o oficio, produzido a partir do depoimento das baianas de acarajé mais antigas da cidade. Além disso, no dia 25 será lançado o dossiê especial online sobre o ofício das baianas de acarajé.

Museus – Os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) participam do Novembro Negro. No Pelourinho, o Museu Tempostal em parceria com o grupo Contadeiras promove uma contação de histórias especial, aberta ao público, no dia 21, às 15h. Além disso, o mês terá atividades de Capoeira, Samba de Roda, entre outras atividades em parceria com o Colégio Estadual Azevedo Fernandes.

O Museu Udo Knoff apresenta o Projeto Somos Parte de Você, com bate-papo e jogos educativos, nos dias 16, 23, 29 e 30, a partir das 14h. O evento é voltado para grupos de alunos de 15 a 20 anos de escolas parceiras, porém é também aberto para o público em geral. Permanece em cartaz no museu a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’, de terça a sábado das 13 às 17 horas. Já o Solar Ferrão continua com a Exposição instrumentos africanos e afro-baianos, da coleção da etnomusicóloga Emília Biancardi, de terça a sábado das 13 às 17 horas.

Cabaceira do Paraguaçu – No Parque Histórico Castro Alves, durante todo o mês as visitas monitoradas serão voltadas para importância dos negros na vida e na obra de Castro Alves. A biblioteca do Parque Histórico Castro Alves, com o Projeto Sopa de Letras que visa estimular a leitura infantil por meio da contação de histórias, vai trabalhar a história ‘Menina Bonita do Laço de fita de Rute Rocha’, visando a valorização da beleza negra. De terça a domingo, de 9 às 13h


Exposição, cinema, oficina, teatro, sarau e festival no Mês da Consciência Negra


Espetáculo “O Caminho de Volta” em foto divulgação de Dan Rammirez

No Mês da Consciência Negra o Gamboa Nova busca formas de dialogar com este marco com programação variada como exposição, cinema, oficina, teatro e festival , no período de 1º a 30 de novembro, no Gamboa Nova, Rua Gamboa de Cima, 3, Aflitos.

O negro consciente de si, de seu intenso tempo, beleza, sua voz e participação em todas as esferas culturais e sociais, mesmo diante da brutal adversidade racial por todo o mundo. De acordo com os organizadores: “Estar atento diante das constantes senzalas, onde o preconceito, o retrocesso e a ausência de direitos reais teimam em querer nos aprisionar com o tapume da intolerância.Sim, estamos aqui e somos lindos”.

Cine
Mostra de Curtas Ouriçado Produções

1º a 30/11 (quarta a domingo)
antes das apresentações com autorização prévia das produções – GRATUITO
Canal de humor negro (essencialmente feito por negros) que para além do humor lança mão do audiovisual para discutir questões como representatividade, racismo e preconceito.

Exposição
10 anos de Boa Nova – Galeria Jayme Fygura

1º a 30/11
quarta a sábado das 16h às 20h e domingo das 15h às 17h – GRATIS
Imagens diversas, com conteúdo afetivo e visual da história do projeto Gamboa Nova, através da colaboração de diferentes artistas que ilustraram as capas das programações do teatro nos últimos anos.

Oficina
Turbantes para Cerimoniais – Tulany
13/11 (segunda) – 15 às 17h – Valor R$ 50 (inscrição no dia – levar tecido a partir de 1m/lotação 30 pessoas)
Aristóteles Guerra Filho, conhecido como Tulany – nome de origem africana ‘aquele que tira raízes e abre caminho’ – é artista plástico, educador, artesão e agente de mudanças sociais há mais de 40 anos no Centro Histórico de Salvador. Oferece esta oficina como resgate e preservação da cultura afro-brasileira, com ênfase na reconstrução da identidade étnico-cultural.

Teatro-Performance
Rosas Negras- Nata (Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas)
01, 02, 03, 08, 09 e 10/11 (quartas, quintas e sextas) – 20h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
sessão extra dia 10 (sexta), 16h, apresentação gratuita para escolas
Espetáculo solo de Fabíola Nansurê, com direção de Diana Ramos, que integra o Natas em Solos – Seis Olhares sobre o Mundo, projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra.
Classificação: Livre

Coisa de Viado – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
04 (sábado) – 20h / 05/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Performance que desvela questões importantes do universo lgbt, tirando o véu de temas como diversidade de gênero, transexualidade, invisibilidade lésbica, com foco também étnico/racial, ao refletir sobre o esteriótipo da ‘bicha preta da favela’.
Classificação: 12 anos

Oralidade Africana- O Caminho de Volta – Grupo Teatral Ayá
11/11 (sábado) – 17h + 20h (duas sessões)- R$10 (inteira)/ R$5 (meia)
Um teatro experimental, onde o corpo negro tem livre expressão de si e sobre si, de forma afrocentrada e dinâmica, trazendo para o palco temas como África tradicional e Cultura Afro- brasileira.
Classificação: Livre

Festival
UFNA – Ubuntu Festival de Negras Artes II
15, 16, 17, 18 + 22, 23, 24, 25/11 (quarta a sábado) – 20h
19 e 26/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Em sua segunda edição, traz como tema Artes Entrecruzadas, levando ao palco do teatro Gamboa Nova diversos artistas negros nas mais variadas linguagens artísticas. O festival nasceu em 2016, idealizado por Leno Sacramento, Naira da Hora, Shirlei Sanjeva e Luciene Brito.

1º Semana
15/11 (quarta-feira) – Eles não me disseram isso – 16 anos
16/11(quinta-feira) – Candomblackesia – livre
17/11 (sexta-feira) – EntreLinhas – 14 anos
18/11 (sábado) – En(cruz)ilhada – livre
19/11(domingo) – Banda confusão – livre

2º Semana
22/11(quarta-feira) – Ardor – livre
23/11 (quinta-feira) – Performáticos Quilombo – livre
24/11(sexta) – Kaiala- livre
25/11 (sábado) – Slam das Minas – livre
26/11 (domingo) – Visita – Show musical de Alexandra Pessoa – livre

Sarau
Boi da Cara Preta – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
30/11 (quinta) – 20h – R$20 (inteira) / R$10 (meia)
No mês da celebração da consciência negra, a Bumbá leva ao público a força da arte negra feita por artistas de Salvador. Performances, poesias, documentário, danças e música, com o intuito de promover a valorização dos mais diversos cantos e periferias da cidade. 14 anos


Salvador e Cachoeira: Mostra de Cinema com filmes premiados em Cannes, Berlim e Roterdã


A Bela da Tarde (1967) com Catherine Deneuve

Filmes premiados nos mais importantes festivais do mundo serão exibidos pela primeira vez em Salvador e Cachoeira (Recôncavo Baiano) na XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema  A mostra reúne sete longas-metragem e treze curtas produzidos nas Américas, Ásia, Europa e África entre 2016 e 2017. As sessões acontecem entre os dias 8 e 15 de novembro, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha (Salvador) e no Cine Theatro Cachoeirano (Cachoeira).  .

Contemplado com o Prêmio Especial do Júri, Rei (Rey), de Niles Atallah, é um dos longas selecionados. Uma coprodução Chile/França/Holanda/Alemanha, o filme traz um fictício explorador francês que se dedicou a conquistar a Patagônia, no século XIX. A mostra traz também o vencedor do Europa Cinemas Label do Festival de Cannes, A Ciambra, de Jonas Carpignano. Produzido por uma parceria Itália/Alemanha, o filme mostra um adolescente colocando sua maturidade à prova em uma pequena comunidade romana.

A seleção de longas se completa com o argentino O Inverno (El Invierno), de Emiliano Torres; o português Luz Obscura, de Susana de Sousa Dias; o espanhol A Mão Invisível (La Mano Invisible), de David Macián; o holândes Um Lugar Tranquilo (Hier Is het Nooit Stil), de Sjoerd Oostrik; e Medea, de Alexandra Latishev Salazar, uma coprodução Costa Rica/Chile/Argentina.

Entre os curtas da mostra estão Saudações de Aleppo (Greetings From Aleppo), de Issa Touma, Floor van der Meulen e Thomas Vroege. Premiada no Festival de Roterdã, essa produção holandesa documenta histórias de pessoas comuns que permanecem na cidade síria. Entre os premiados estão ainda o argentino Centauro, de Nicolás Suárez, um faroeste greco-crioulo, contemplado com menção especial no Festival de Berlim; e o chinês Uma Noite Suave (A Gentle Night), de Qiu Yang, uma ficção premiada em Cannes, que traz uma mãe que se recusa a desistir da procura por sua filha desaparecida.

A seleção inclui os portugueses Penúmbria, de Eduardo Brito; Altas Cidades de Ossadas, de João Salaviza; e Farpões Baldios, de Marta Mateus; e os franceses After School Knife Fight, de Caroline Poggi e Jonathan Vine; Vovô Morsa (Grandpa Walrus), de Lucrèce Andreae; As Ilhas (Les Îles), de Yann Gonzalez.

Completando a mostra estão o tailandês Morte do Técnico de Som (Death of the Sound Man), de Sorayos Prapapan; o senegalês Terça-feira de Nder (Talaatay Nder), de Chantal Durpoix; o espanhol Cucli, de Xavier Marrades; e Uma Breve História da Princesa X (A Brief History of Princess X), de Gabriel Abrantes, uma coprodução Portugal/França/Reino Unido.

                       Sessão especial “A Mulher no Cinema”

Cineasta Agnes Varda

A Mulher no Cinema é uma das sessões especiais programadas para o XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Serão exibidos o longa Cinéast(e)s, de Julie Gayet e Mathieu Busson, que entrevista diretoras para debater a participação feminina na produção cinematográfica; e o curta Histórias Maternas (Histoires Maternelles), de Anouk Dominguez-Degen, que explora as nuances dos instintos maternos. “Nossa proposta é criar um espaço de reflexão sobre o lugar da mulher no cinema”, explica a cineasta Marília Hughes, coordenadora e curadora do Panorama.

A programação inclui outras duas sessões especiais. A primeira delas irá exibir Zama (2017), de Lucrécia Martel, longa que traz a saga de um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul. Cansado de esperar pela tão desejada transferência, ele acaba partindo em busca de um bandido perigoso. A segunda sessão será com A Negação do Brasil (2000), de Joel Zito Araujo, que analisa o papel dos atores negros na história da telenovela.

A sessão Cineclube Walter da Silveira realiza a primeira exibição da cópia restaurada de A Grande Cidade (1966), em Salvador. Dirigido por Cacá Diegues e protagonizado por Anecy Rocha, irmã de Glauber Rocha, o filme mostra uma nordestina que vai para o Rio de Janeiro em busca do noivo e descobre que ele se tornou um temido assaltante.

                       Clássicos de David Lynch, Bergman e Buñuel

Cidade dos Sonhos, de David Lynch (2001)

Diretores que marcaram a história do cinema mundial terão filmes icônicos exibidos no Coisa de Cinema, David Lynch, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, John Cassavetes e outros cinco cineastas integram a Mostra Clássicos, com obras realizadas entre 1928 e 2001.

Após o término da terceira temporada de Twin Peaks e a breve passagem do documentário David Lynch: A vida de um artista pelos cinemas de Salvador, Lynch será representado por Cidade dos Sonhos (2001), filme que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor em Cannes. Acompanhada por um guia para “decifrar” sua trama, na época do lançamento, a obra é “ambientada no universo irreal de Los Angeles”, com uma “mistura desconfortável de inocência e corrupção, amor e solidão, beleza e depravação”, como descreve a sinopse.

Outra produção que desafia o espectador é Persona (1966), do sueco Ingmar Bergman. O filme mostra uma atriz que perde a fala durante uma apresentação teatral e é internada em uma clínica psiquiátrica. Seguindo orientações médicas, ela se isola em uma ilha sob os cuidados da enfermeira Alma, o que dá início a uma relação com intimidade crescente, estabelecendo trocas de identidade.

Premiado no Festival de Veneza e protagonizado por Catherine Deneuve, A Bela da Tarde (1967) traz o cinema de Luis Buñuel para a mostra. Na trama, uma jovem dona de casa tenta conciliar suas fantasias com o cotidiano ao lado do marido. Ela começa a trabalhar eventualmente em um bordel secreto, usando o pseudônimo de “bela da tarde”. No entanto, o surgimento de um cliente possessivo faz com que tente voltar à sua vida normal.

Uma figura feminina também está no centro da trama de Uma Mulher sob Influência (1974), de John Cassavetes. No filme, Mabel é uma dona de casa em constante desequilíbrio emocional, o que começa a afetar a vida dos seus filhos. Quando ela é internada, o marido precisa assumir o controle da casa.

A mostra se completa com A Colecionadora (1967), de Eric Rohmer; O Martírio de Joana D’Arc (1928), de Carl Th. Dreyer; Cesar e Rosalie (1972), de Claude Sautet; Cidadão Klein (1976), de Joseph Losey; e Memórias do Subdesenvolvimento (1968), de Tomás Gutiérrez Alea.

Homenagem a Guido Araújo e Luiz Paulino
Falecido em setembro deste ano, o cineasta Guido Araújo será homenageado no XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, com a exibição de dois episódios da série O Senhor das Jornadas, dirigida por Jorge Alfredo. Criador da Jornada Internacional de Cinema da Bahia (1972 – 2012), Guido dirigiu diversos documentários focados no interior da Bahia, como Maragogipinho, Feira da Banana, A Morte das Velas do Recôncavo, Lambada em Porto Seguro e Raso da Catarina.

Índios Zoró – Antes, Agora e Depois? (2016)

O Panorama exibe o primeiro e o último dos cinco episódios de O Senhor das Jornadas. A série começa resgatando a vida de Guido em Castro Alves, cidade natal do cineasta, sua chegada a Salvador e a passagem pelo Rio de Janeiro; e termina focando na produçao de curtas e nas memórias das Jornadas de Cinema. As sessões acontecem nos dias 13 (17h50) e 14 (19h) no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, sede do festival.

Outros dois cineastas brasileiros falecidos este ano serão homenageados no XIII Panorama: o baiano Luiz Paulino dos Santos e o gaúcho Geraldo Moraes. Paulino também era ator e interpretou o peregrino em O Homem que não dormia, do amigo Edgard Navarro. O festival vai exibir seu último trabalho como diretor, o documentário Índios Zoró – Antes, Agora e Depois? (2016), no dia 9/11, às 16h, na sede do Panorama, e dia 10/11, às 15h, na Sala Walter da Silveira.

A obra de Geraldo estará representada por A Difícil Viagem (1981), o primeiro longa da sua carreira, que será exibido dia 10/11, às 15h25, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. O cineasta foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, na década de 1990, e coordenou a regulamentação da Lei do Audiovisual, publicada em 1993.

O XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema acontece de 8 a 15 de novembro, em Salvador e Cachoeira, com patrocínio da Petrobras; apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura; e apoio institucional da Prefeitura de Cachoeira.

XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema
Quando: 08 a 15 de novembro
Onde: Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha / Cine Theatro Cachoeirano
Preço: Salvador: R$ 10,00 (inteira)/ R$ 5,00 (meia) avulso – R$ 40,00 passaporte com 10 ingressos
Cachoeira: Gratuito
Programação completa: http://coisadecinema.com.br/xiii-panorama/

 

 


Lauro de Freitas: festival com shows da BaianaSystem, Planet Hemp, Cone Crew, Projota, Raimundos, Gabriel o Pensador e Maneva


O Bahia StreetArt Festival tem arte de rua, promovendo a cultura do skate e hip hop, e shows no primeiro e segundo dia do evento de 19 a 26 de novembro. Na abertura, 19, tem apresentação da banda BaianaSystem, Planet Hemp, Cone Crew, Onze:20 e Massa Sonora ,  e no final, 26, se apresentam Projota, Raimundos, Rael, Gabriel O Pensador e Maneva,conta ainda com apresentação deno dia 19 a 26  de novembro, no Kartódromo Ayrton Sena em Ipitanga, Lauro de Freitas – em Lauro de Freitas.

​ O Bahia Street Art Festival não se resume a música e nem a apenas um dia. Durante uma semana, de 19 a 26 de novembro, no kartódromo de Lauro de Freitas, o evento terá campeonato de skate (o Brasileiro de Street e um Desafio Internacional de Vertical), shows, oficinas de Break, Graffit, Dj, Rima, Batalha de Mc’s, Batalha de Break, apresentações de grupos locais etc.

Os shows principais são na abertura e encerramento do evento. No dia 19, se apresentam Planet Hemp, BaianaSystem, Cone Crew, Onze:20 e Massa Sonora – Kartódromo de Lauro de Freitas (15h) e no dia 26, acontecem shows de Projota, Raimundos, Rael, Gabriel O Pensador e Maneva.

O festival aposta forte no rap, com nomes de destaque nacional, como Projota, Rael e Cone Crew, mas vai abrir espaços para nomes do estilo da cidade de Lauro de Freitas. Outro destaque são dois nomes fortes do rock pop nacional dos anos 90, Planet Hemp e Raimundos.

Quando: 19 a 26 de Nov (Domingo)
Horário: Abertura dos portões 15h
Local: Kartódromo Ayrton Sena
Endereço: Ipitanga, Lauro de Freitas – BA
Censura: 16 anos
Valor Ingressos:
​*​Pista Inteira R$ 50,00 e Pista Meia R$ 25,00
​*​Pista Passaporte R$ 80,00 (passaporte com acesso pista para show dia 19/11 e show dia 26/11)
​*​Kit Promocional R$ 120,00 (boné e copo exclusivo do evento, acesso a área Vip só para convidados).

PONTOS DE VENDAS:
Ticket Mix; Balcões de ingressos; Balcões Pida; Lojas South; Lojas Chilli Beans; Top Trip; Centralmix (Feira de Santana-BA); Globo Fest (Santo Antôniode Jesus-BA); Eba Ingressos (Jequié –BA); Chico Tuor (Camaçari-BA); Baú UNIFACS (Salvador-BA); Vivaz (Valença-BA); Via aplicativo (APP Safeticket)

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