Novos voos da Gol em março

A partir do dia 18 de março, a Gol Linhas Aéreas vai operar 134 novas frequências na Bahia, incorporando 67 voos atualmente oferecidos pela companhia …





Igrejas atraem turistas pela história, cultura e fé


Igreja Conceição da Praia. Fotos Tatiana Azeviche

Religiosidade, fé, cultura, história, canonização de Irmã Dulce. Os motivos são variados, mas o certo é que cresce significativamente o número de turistas que procuram as igrejas, santuários e basílicas de Salvador para visitarem durante todo o ano, com especial incremento no verão.

No caso específico do Santuário da Santa Dulce dos Pobres, a canonização elevou o número de visitantes de 65 mil, em 2018, para 125 mil, em 2019, representando uma alta aproximada de 100%, de acordo com informações das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid).

Toda a obra social que envolve a santa baiana causa comoção não apenas àqueles que comungam a fé católica, a exemplo da coach e empresária de Recife, Kátia Gomes, espírita, que frequenta as Obras Sociais de Irmã Dulce há mais de 10 anos.

“Neste último ano (2019) vim a Salvador pelo menos uma vez ao mês e sempre venho aqui no memorial, no santuário, e cada vez é uma experiência única, uma emoção que não dá para explicar”. Ela acrescentou que a ligação com a santa é muito forte: “até mesmo em outros lugares, em outras celebrações já senti a presença dela, a exemplo de uma reunião que participei na Mansão do Caminho, certa vez”.

O crescimento também foi percebido na Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, construída pelos portugueses, em 1549. Segundo a administradora do templo, Marília Gabriela, antes recebiam, por dia, cerca de 30 visitantes, “atualmente estamos recebendo uns 100”.

Basílica Nosso Senhor do Bonfim

Dentre os motivos da maior visitação de turistas ao santuário, ela destaca a maior divulgação através dos meios de comunicação tradicionais e também das redes sociais, com transmissões ao vivo de celebrações comemorativas; a canonização de irmã Dulce e a temporada de navios na cidade (que começou em novembro).

Estes últimos vêm em busca de cultura e de história, o que a Basílica tem de sobra. Segundo o Padre Manoel Filho, que é coordenador Arquidiocesano e Nacional da Pastoral do Turismo, antes mesmo de entrar na igreja, ela já tem história para contar. Sua fachada, em estilo barroco, foi construída em Portugal e veio toda desmontada para cá, de navio.

No seu interior, além de toda a beleza arquitetônica e das pinturas, ainda tem um memorial, com várias relíquias como uma roupa que veste a imagem de Nossa Senhora nas procissões de 8 de dezembro, doada pela família de J.J. Seabra; trajes antigos de sacerdotes, encontrados recentemente; e um órgão alemão de 1.100 flautas, datado de 1819. Ainda tem curiosidades como um armário que encobre uma sala e uma fonte em área aberta, doada para a igreja. Não é cobrada taxa de visitação ao tempo. Já para acesso ao memorial há uma taxa de R$10, que vale muito à pena diante de tanta história.

Como bem definiu Pedro Gabriel, estudante do terceiro ano do Ensino Médio: “essas igrejas seculares carregam a história da sua cidade”, destacou ele, que estava acompanhado da mãe ao conhecer a igreja. Eles são de Pedro Alexandre, município a 460 km de Salvador e sempre que estão na capital aproveitam os atrativos: “Damos uma de turista mesmo, visitamos tudo, e sempre vamos nessas igrejas que têm muita história, a começar pela arquitetura”.

Santuário Santa Dulce dos Pobres

Se o mês de janeiro está movimentado para os outros templos, o que dizer do Santuário do Senhor do Bonfim, cujo mês de janeiro é todo dedicado a Ele, com uma festa conhecida no Brasil e no mundo, que é a “Lavagem do Bonfim”, realizada sempre na segunda quinta-feira do ano, após o dia de Reis (6 de janeiro). Este ano, a celebração será nesta quinta-feira, 16.

A festa é palco histórico, cultural, político, congregando o sagrado, o profano e o sincretismo religioso. Para o reitor da Basílica, padre Edson Meneses da Silva, é um grande acontecimento na cidade, que tem todas essas características. “Na minha ótica, é um momento democrático integrativo que transmite para o mundo uma lição da convivência com o diferente, com respeito mútuo, com as raças, as religiões que se integram e caminham juntas”, explica o sacerdote.

Ele também lembra que tradicionalmente as sextas-feiras no Santuário já são movimentadas, mas a última do ano de 2019, “batizada” como a “sexta da gratidão” deve ter levado cerca de 100 mil pessoas à Colina Sagrada, entre moradores locais e turistas. O mesmo ocorreu na primeira sexta-feira de 2020, considerada a da proteção, quando os fieis vão fazer seus pedidos para o ano que se inicia.

Uma família cearense, com avós, filha, genro, amigos e netos foi à igreja para pedir proteção para o ano que se inicia e também para a viagem de retorno. “Todas as vezes que visitamos Salvador temos que vir aqui. Além da beleza do local, da igreja nesta colina, a religiosidade tão falada da Bahia nos inspira a voltarmos à igreja”. Eles acrescentaram que, dessa vez, tinham um motivo a mais. “Não podíamos deixar de trazer nossos netos que estão em Salvador pela primeira vez”, contou o casal Rocicler Cunha e Francisco Carlos.


Lençóis é o melhor destino


Fotos Divulgação/Setur

Lençóis é considerada o portal de entrada para a Chapada Diamantina, atraindo milhares de turistas o ano inteiro, interessados em ecoturismo, história e cultura, principalmente, uma das razões de obter o prêmio de melhor destino de 2019. A cidade é dotada de aeroporto, boa infraestrutura de hospedagem e alimentação. E também o principal acesso para quem visita outras localidades da paradisíaca região.

A cidade fez história no chamado Ciclo do Diamante e possui um patrimônio arquitetônico que remonta àqueles tempos áureos. As ruas principais preservam o calçamento de pedras, além de oferecer ótimas opções de bares e restaurantes, muitos deles com música ao vivo de boa qualidade.

Os atrativos naturais são muitos, com destaque para as cachoeiras, lagos, poços, grutas e montanhas. Agências de turismo no local organizam passeios por trilhas e para várias localidades da Chapada. Entre os atrativos culturais, o destaque é o Festival de Lençóis, realizado anualmente com grandes nomes da música brasileira.

Lençóis é uma cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional- Iphan. Em 1985, foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina para proteger sua área.

Lençóis ganha o Prêmio em 2019

A cidade baiana foi a grande vencedora na categoria destinos nacionais de viagem do Prêmio Melhores Destinos 2019, promovido pelo site Melhores Destinos (www. melhoresdestinos.com.br). O resultado levou em conta os votos de mais de 25 mil leitores, com base nas viagens realizadas por eles durante 2018 e 2019.

Gramado (RS), vencedora do prêmio em 2018, desceu para o segundo lugar, enquanto o Jalapão, no Tocantins, ficou em terceiro. O prêmio elegeu os dez melhores destinos de viagem do Brasil.

Lençóis obteve ótima avaliação nos quesitos custo-benefício, atrações, gastronomia, receptividade e segurança. O prêmio se deve em grande parte aos inúmeros atrativos naturais da cidade. No item gastronomia, só ficou atrás de São Paulo, oferecendo uma culinária diversificada, com cardápios bem elaborados.


Sabores da Bahia são destaque de restaurantes do novo aeroporto


Foto Tatiana Azeviche/ Setur-BA

Restaurantes e bares com os sabores da Bahia ganham destaque nos espaços gastronômicos do novo aeroporto de Salvador. A iniciativa de oferecer aos passageiros casas especializadas na culinária local faz parte da estratégia da Vinci Airport, administradora do terminal, de valorizar a cultura regional, como forma de conferir uma identidade própria ao equipamento.

Dentro desse conceito, foi inaugurado na Praça de Alimentação do primeiro piso, o restaurante Mesa de Tereza, da renomada chef baiana Tereza Paim. O estabelecimento vem se juntar a outros de alimentos e bebidas típicos que estão sendo inaugurados ou reinaugurados no aeroporto, como o Mariposa, o Bahia Bar, o Bento Café e o Point da Cachaça, além do mais antigo da área, O Tabuleiro, que foi ampliado.

“A gastronomia é um dos grandes atrativos turísticos da Bahia, por isso nada mais interessante que seja apresentada ao visitante logo na chegada a Salvador”, disse o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco, presente à inauguração. “É uma forma de receber bem o turista, com o tempero irresistível de nossa culinária”, acrescentou.

Moqueca, picadinho, grelhado e bobó de camarão são alguns dos pratos que fazem parte do cardápio do Mesa de Tereza. “Nosso desafio é atender rápido, com o sabor e a cara da Bahia”, afirmou Tereza Paim. “A moqueca deve ser cozida em três minutos porque comida de aeroporto tem  de ser rápida”.

O estabelecimento surgiu de uma parceria entre a chef e a SSP DFA Brasil, coligação de empresas que operará sete novos restaurantes do aeroporto. “Todos os aeroportos da Vinci investem no senso de identidade local como forma de proporcionar ao passageiro uma experiência regional”, explicou o CEO da empresa no Brasil, Julio Ribas. Ele antecipa que este conceito estará presente não só no setor gastronômico, mas em outras unidades comerciais do aeroporto, a exemplo da livraria.

Também estiveram presentes à inauguração o diretor comercial do Salvador Bahia Airport, Marc Gordien; o CEO da SSP DFA, Richard Lewis; e a coordenadora comercial da Vinci, Renata Gonzalez, dentre outros. O novo aeroporto da capital baiana deverá ser inaugurado no dia 11 de dezembro.


Ganhadeiras de Itapuã serão tema de samba-enredo da Unidos do Viradouro


Fotos divulgação

A escola de samba Unidos do Viradouro escolheu homenagear um dos grandes símbolos culturais da Bahia. As Ganhadeiras de Itapuã serão tema do samba-enredo da escola no Carnaval do Rio de Janeiro de 2020.

Com o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, a escola pretende contar ao longo da Sapucaí a história dessas mulheres escravas, genuinamente brasileiras, que conquistaram sua alforria por meio do trabalho.

De acordo Dudu Falcão, diretor carnavalesco da escola de Niterói, a história de vida das Ganhadeiras merece destaque. “Há uma necessidade da Viradouro de ser uma ferramenta de educação. Nós enxergamos que essa é uma história que o Brasil deve conhecer, especialmente pelo momento atual de empoderamento feminino, já que podemos dizer que esse foi o primeiro grupo de cunho feminista do país”, pontuou.

A festa do ano que vem da escola é assinada pelos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanos, novos na casa. As Ganhadeiras serão revividas por um grupo musical formado há 15 anos.

Diretores das Ganhadeiras e da escola estiveram reunidos com o chefe de Gabinete da Setur, Benedito Braga, na manhã desta quinta-feira (12) para celebrar a escolha do enredo. A participação da escola terá apoio da Secretaria do Turismo do Estado (Setur-Ba).

As Ganhadeiras – A história das Ganhadeiras é de luta e esforço. Essas mulheres foram batizadas com esse nome, porque trabalhavam em sistema de ganho: parte dos ganhos de seus serviços iam para o senhor, o excedente podia ficar com elas para que acumulassem até comprar a alforria.

A Lagoa do Abaeté, em Itapuã, era um dos pontos de encontro das Ganhadeiras, que moravam no bairro. Era na lagoa que elas lavavam as roupas dos senhores enquanto entoavam suas cantigas.

A Ganhadeira Verônica Raquel destaca que o grupo está muito feliz com a oportunidade de se ver no Carnaval. “Ter a nossa história contada pela escola vice-campeã do Carnaval do ano passado, em um dos maiores palcos culturais e artísticos do mundo, é muito importante”, disse. O grupo deve marcar presença na Sapucaí para ver e ouvir contarem sua história de perto.


Igreja do Rosário dos Pretos valoriza cultura negra


Foto Tatiana Azeviche

A valorização da cultura negra em celebrações singulares realizadas na Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos, no Centro Histórico de Salvador, atrai gente de Salvador, claro, mas de outros estados e países também. Realizada todas as terças-feiras, às 18h, a missa em louvor de Santo Antônio de Categeró tem como principal característica a liturgia que une a tradição católica às influências da religiosidade africana, como danças ao som de cânticos ritmados pelo toque de atabaques e agogôs.

Além do ritual peculiar e culto a santos negros como São Benedito e Santa Ifigênia, a igreja, construída pelos membros da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, no século XVIII, chama a atenção pela sua beleza artística e arquitetônica, que mescla os estilos barroco, rococó e neoclássico.

A riqueza da celebração atraiu o turista Rui Afonso, que participou da missa em uma noite de terça-feira, acompanhado por sua família. “Já estive em Salvador várias vezes, mas agora interessado em conhecer mais sobre a religiosidade baiana. Estive em terreiros e, para completar a viagem, vim aqui conhecer a missa”, explicou o paulista. Lotado, o templo  católico reuniu baianos e turistas cariocas, paranaenses e cearenses, dentre outros.

Também presente, o secretário do Turismo da Bahia, Fausto Franco, destacou a importância das construções religiosas do Centro Histórico de Salvador. “São importantes atrativos que ajudam a contar a história da Bahia e do Brasil”, disse Franco, sugerindo ao padre Jonathan de Jesus que os sinos da igreja sejam tocados regularmente, para atrair a atenção dos visitantes.

Durante o encontro com o secretário, o capelão, o prior Adonai Ribeiro e integrantes da comunidade falaram sobre a importância da realização em Salvador do II Encontro das Irmandades Negras Católicas, que acontecerá entre os dias 24 e 27 de outubro, com participação de mais de 500 religiosos de todo o país. Especialmente na Bahia, esses grupos mantiveram-se como instrumentos de preservação da cultura africana e de ascensão dos negros.

Programação
A Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos está localizada no Largo do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, e fica aberta para visitação diariamente, das 8h às 17h. Missas regulares são realizadas aos domingos (10h), segundas-feiras (9h) e terças-feiras (18h). Há ainda celebrações a Santa Bárbara, na última quarta-feira do mês (18h). Já na primeira quinta-feira, o culto é dedicado a São Benedito (17h) e na primeira sexta-feira de cada mês, ao Sagrado Coração de Jesus (18h). (Texto Ana Paula Cabral – Setur)