Festival do Caranguejo vai movimentar a orla e o centro histórico de Canavieiras


O Festival do Caranguejo vai agitar a Costa do Cacau, pois acontece na orla e no centro histórico de Canavieiras (sul da Bahia), distante 425,6 km de Salvador, entre os dias 11 e 15 de outubro. Neste festival gastronomia e muita muita atração musical não vão faltar. A Banda Patchanka, liderada pelo cantor KHILL, é mais uma tração confirmada que se apresentará na orla da cidade ao lado de nomes como Pablo, Jau, Filomena e Kiko Salli.

O evento reunirá gastronomia e música. Na área do centro histórico de Canavieiras acontecerão os concursos de Miss Caranguejo e Masters Chefs. Nessa área, além de toldos e barracas, ainda estarão funcionando os bares e restaurantes credenciados pela comissão responsável pela execução e procedimentos do Festival.

Haverá sorteios de pratos típicos e premiações entre as barracas. Serão ofertadas algumas premiações para as catadeiras mais antigas. Para o pescador de caranguejo com a melhor estória de pescador. O festival atenderá a todas as idades de públicos e todos os nichos de mercados, com participação de todo o trade local, barracas de praias, baianas de acarajés e de abarás. Com decoração totalmente voltada para a proposta ambiental e os devidos respeito ao propósito de sustentabilidade e conservacionismo.

Canavieiras tem um dos maiores habitat do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) que vivem exclusivamente áreas de manguezal, sendo esse um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, provendo uma farta oferta de alimento e retém detritos, com sumária importância para a vida de várias espécies marinha e também para as que habitam a área de transição.

Festival do Caranguejo
​​Dias: 11 e 15 de outubro
​Onde: ​Canavieiras​/sul da Bahia​
​Aberto ao Público ​


A histórica Cachoeira terá a sétima edição da Festa Literária Internacional-Flica


A Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica já se tornou tradição no calendário de eventos literários do Brasil e neste ano será entre os dias 5 e 8 de outubro, com autores notáveis e programação infantil

A sétima edição segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, como nas edições anteriores, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

Todos os anos, escritores de diversos matizes se reúnem para debater e interagir com o público, que tem acesso gratuito a todas as atrações do evento. Política, música, biografias, religião e principalmente literatura de ficção, a criação literária, são temas presentes nas mesas de debate da Flica. A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira, cidade que durante a Flica respira literatura em múltiplas manifestações.

Homenageado – Este ano, Ruy Espinheira Filho (foto) será o homenageado. Autor de mais de 20 livros, recebeu diversos prêmios, como o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom, Rio de Literatura, além de ganhar o Jabuti. Tem contos e poemas em diversas antologias publicadas no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

Escritores participantes Para esta edição, já foram confirmados nomes como Maria Valéria Rezende, Franklin Carvalho, Ricardo Lísias e Daniela Galdino, além dos mediadores Milena Britto, Wesley Correia e Mônica Menezes. Entre as mesas que foram idealizadas estão “Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção”, “Intervenções, agitações e desvarios” e “A poesia em suas infinitas estações”.

Nas seis últimas edições, nomes internacionais como Pepetela (Angola, 2013), Gonçalo M. Tavares (Portugal, 2014), Sapphire (EUA, 2015), Matei Vişniec (Romênia, 2014), Uzodinma Iweala (EUA/Nigéria, 2012), Javier Moro (Espanha, 2012), Juan Gabriel Vásquez (Colômbia, 2016), Helon Habila (Nigéria, 2015) e Kiera Cass (EUA, 2013) estiveram no espaço do Claustro da Ordem Terceira, sede dos debates.

Do Brasil, já se apresentaram na Flica estrelas literárias como Ana Maria Machado (2016 e 2014), Martha Medeiros (2015), Mary Del Priore (2016), Cristovão Tezza (2013), Laurentino Gomes (2013), Milton Hatoum (2016), Antonio Prata (2016), Xico Sá (2012), Conceição Evaristo (2016), Fabrício Carpinejar (2013) e Marcia Tiburi (2012).

Não faltaram nomes baianos, como Mãe Stella de Oxóssi (2014), Antônio Torres (2015), João José Reis (2012), Ubiratan Castro (2011), Hélio Pólvora (2011), Ruy Espinheira Filho (2012), Capinan (2012), Jaime Sodré (2012), Ordep Serra (2012) e Makota Valdina (2013).

Tom Correa em foto divulgação de Rosana Souza

Curadoria da Flica 2017  Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume este ano a função que foi ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica.

Autor de quatro livros individuais de contos e com participação em várias coletâneas, Tom iniciou sua trajetória ao vencer o Prêmio Braskem de Literatura, com “Memorial dos medíocres”. Com diversos trabalhos em jornalismo literário, sua relação com a Flica surgiu desde a primeira edição. Em 2013, ele foi um dos autores convidados e, no ano seguinte, mediou uma mesa.

Fliquinha – Há sempre espaço para as crianças. Livros e brincadeiras criam um universo lúdico para a Fliquinha, um espaço literário direcionado aos pequenos. A curadoria é de Lília Gramacho e Mira Silva, que já estão no posto há cinco anos.

Aos amantes da literatura de todas as idades e gostos, a Flica é um espaço para contemplar o mundo das letras, sendo um dos maiores eventos literários do país. As mesas de debate ocorrem, desde a primeira edição, no já mencionado Claustro, enquanto a Fliquinha tem lugar no Cine-Theatro Cachoeirano, outro prédio tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Local – Parte da programação acontece no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira. Lá, o público pode participar de diferentes atividades, como lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contação de histórias e saraus.

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, da Prefeitura Municipal de Cachoeira e da Coelba.

Confira a programação


Mucugê será a sede do I Festival de Forró da Chapada Diamantina



I Festival de Forró da Chapada vai agitar Mucugê! Uma grande festa para comemorar o aniversário de um dos maiores sanfoneiros da atualidade, Targino Gondim que, como não poderia deixar de ser, estará presente ao evento que acontece nos dias 12 e 14 de outubro.

Em meio a belíssima paisagem da Chapada Diamantina este festival vai trazer o que tem de melhor da música nordestina: forró, baião, xaxado, xote, ritmos criados pelo Rei do Baião Luiz Gonzaga. Para Targino Gondim, que assina a curadoria e direção artística do projeto. o evento possibilitará “a revelação de novos valores e talentos musicais do forró autêntico, segmento da música popular nordestina”,

Não só os artistas já conhecidos do grande público subirão ao palco, novos talentos também se apresentarão no festival, divulgando seus trabalhos no Festival de Forró da Chapada que vai estimular a produção, criação, inovação e renovação musical dentro do forró contribuindo para a conquista do mercado de trabalho, ampliando a divulgação dos artistas e difundindo o movimento.

O grande objetivo do evento é manter o compromisso com as raízes culturais; promovendo intercâmbio musical entre todas as gerações participantes, de diferentes estados brasileiros e entre músicos já consagrados, cantores, compositores, produtores, empresários, técnicos, estudiosos, comunicadores e amantes do forró.

I Festival de Forró da Chapada

Dias: 12 a 14/10
Onde: Mucugê, na Chapada Diamantina- Ba
Aberto ao Público


Flipelô movimenta a cidade nesta semana com muitas atividades culturais


Fundação Casa de Jorge Amado. Foto de Max Haack

Várias atividades culturais vão movimentar o histórico bairro do Pelourinho nesta semana com a Flipelô. A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult),  através de suas vinculadas, promove uma extensa série de ações durante a festa literária.

A contagem regressiva já foi acionada para a realização da 1ª Festa Literária do Pelourinho, que tem abertura oficial no próximo dia 9, mas as ações da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) na programação começam um pouco antes, no dia 8, e seguem até 13 de agosto. A programação da SecultBA no evento é promovida através de suas unidades vinculadas: a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Fundação Pedro Calmon (FPC), a Diretoria de Museus (Dimus) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

Uma iniciativa da Fundação Casa de Jorge Amado, em co-realização com o Sesc, a Flipelô conta com o apoio financeiro do Ministério da Cultura e Instituto CCR, através da Lei Rouanet, e Governo do Estado da Bahia. A abertura do evento acontecerá na Igreja de São Francisco, com um Sarau de Maria Bethânia, no dia 9 de agosto, às 20h em uma apresentação para convidados. A produção está a cargo da Maré Produções Culturais, contando com apoio do Shopping da Bahia. A programação da festa literária é gratuita e aberta ao público.

Oficinas e workshops

O Centro de Formação em Artes (CFA) da Funceb abre a grade da programação, com o curso A Felicidade Clandestina: Ler Clarice Como Criança, ministrado por Izabel Gurgel, de 8 à 11 de agosto, das 9h às 12h. No dia 9, às 15h, a doutora em Educação com ênfase em Cultura Afro Brasileira, Vanda Machado, faz encontro com jovens para leitura de seu livro Pele da Cor da Noite. Às 17h o coordenador do Núcleo de Música do CFA, Edu Fagundes, ministra a oficina musical Caymmi e as canções do mar, acompanhado da cantora Lala Carvalho. O evento é voltado para alunos do Laboratório de Música e jovens músicos da Escola Criativa do Olodum, Projeto Axé, Projeto ACASA e Rumpilezzinho.

No dia 10, data de nascimento de Jorge Amado, às 15h, acontece o workshop Um dedo de prosa na cena, com o dramaturgo e diretor teatral Gil Vicente Tavares sobre adaptação de textos em prosa para dramaturgia, a partir do livro Do Conto à Cena – reinventando Jorge Amado, organizado pelo próprio dramaturgo.

Coletivos de poesia
Ainda no dia 10, às 17h, no Terreiro de Jesus, acontece o 1° dia do Encontro dos Coletivos de Poesia para apresentação de seus livros, com Grupo Arte Marginal (Pombagem) e Sarau do Paço (Gato Preto). No dia 11, às 17h, também no Terreiro, será realizado o 2° dia Encontro de Coletivos de Poesia, com Sarau da Onça, Grupo Resistência Poética e Sarau Enegrescência.

A programação retorna no dia 11, às 15h, com a aula de Dilson Midlej sobre o tema Jorge Amado e os artistas visuais da Bahia, para alunos dos cursos de dança, teatro e música da Funceb e dos projetos arteeducativos do entorno do Pelourinho. A Escola de Dança da Funceb também participa da Flipelô, com programação de 11 a 13 de agosto. Na sexta-feira os alunos do Curso Preparatório apresentam Pau de Fita (14h) e Maracatu (15h). Nos dias 12 e 13, sábado e domingo, das 14 às 17h, alunos do Curso de Educação Profissional e dos Cursos Livres apresentam solos da recente mostra TôNaCena bem como coreografias que vêm construindo nas aulas semanais.

Grafias Eletrônicas
A Coordenação de Literatura da Diretoria das Artes (Dirart) da Funceb, em parceria com o CCPI, fará uma ocupação no Salão Principal da Casa 12, no Largo do Pelourinho. Nesse espaço serão exibidos 20 VTS dos artistas selecionados no Grafias Eletrônicas, projeto desenvolvido pela Funceb em parceria com o Irdeb. Além disso, os participantes da Festa Literária também poderão visualizar o portal do Mapa da Palavra.BA, tendo acesso à produção literária de artistas da Bahia. Serão expostos e distribuídos livros lançados por meio do Fundo de Cultura – Setorial Literatura; os quatro volumes das revistas CartoGRAFIAS, lançadas em 2016 através do Mapa da Palavra.BA; exemplares dos livros Autores Baianos, lançados em 2013 e 2014. A coordenação ainda vai lançar a segunda oficina do projeto Escritas em Trânsito, com a escritora gaúcha Eliane Marques. As ações acontecem diariamente, de 09 a 13 de agosto, a partir das 9h.

Concerto para Jorge Amado
Em sua primeira edição, a Flipelô é também uma grande homenagem ao escritor Jorge Amado, que tinha no Pelourinho um cenário recorrente em parte de sua obra. Em referência a isso, o CCPI promove na quarta-feira, às 16h30, a apresentação Orquestra ComPassos – Concerto para Jorge Amado. O concerto é composto por canções de co-autoria de Jorge e composições inspiradas na obra do escritor, acontece na calçada da casa 12, sede do CCPI.

Exposição de brinquedos

Além disso, no mesmo dia, a partir das 9h, já estarão abertas para visitação, permanecendo até o dia 13, a exposição grafitada Vida e Histórias de Jorge Amado, do artista Denis Sena (foto); a exposição de figurinos e brinquedos populares, além do documentário Jorge Amado 100 Anos, que será reexibido durante todo o dia. A partir das 15h, tem o Teatro Lambe-Lambe, que apresenta os espetáculos inspirados nas obras de Jorge, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, montado por Janice Santos, e O Quarto de Dona Flor, por Ismine Lima e Denise Santos. Na sexta, 11, às 16h, a quituteira Dadá dá a palestra Quitutes Preferidos de Jorge Amado. E no dia 13, às 16h, acontece a segunda apresentação do Concerto para Jorge Amado, com a Orquestra ComPassos.

Biblioteca Móvel
A Fundação Pedro Calmon (FPC), busca com uma programação diversificada evidenciar a importância da escrita e da leitura para a formação cidadã. As ações estão centradas em despertar o leitor, ou potencial leitor e escritor, para as múltiplas formas de expressão e, sobretudo para um conceito mais ampliado de leitura e para o exercício da escrita. Começando no dia 10 e indo até o final da Flipelô, a Biblioteca Móvel estará instalada no Terreiro de Jesus, disponibilizando um acervo de mais de 1000 exemplares, além de atividades lúdicas como mediação de leitura, contação de histórias, saraus literários, oficinas de recicláveis, palhaços, peças de teatro e muito mais, voltado sobre tudo para o público infanto-juvenil. Entre os destaques, bate papo com a escritora Maria Izabel sobre seu novo livro Conto de Fadas na Realidade Afro Baiana, no dia 10, às 11h.

O lançamento do livro de Silvano Sulzar, “O Diário de Davi: Preconceito racial, homofobia e bullying na escola”, e o show de stand up comedy com o historiador e comediante Matheus Buente, no dia 11, às 14h e às 15h. A CIA de Teatro da Biblioteca infantil Monteiro Lobato com o espetáculo Sito do Pica-Pau Amarelo da Diversidade, no sábado, 12, às 15h. E ainda bate papo com a blogueira de livros , Larissa Sousa Vieira, do blog Fuxico literário, no domingo, 13, às 15h. A programação é extensa e começa sempre às 9h, seguindo até o final do dia.]

Ainda através da FPC, a escritora e jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho participa de duas importantes ações durante a Flipelô. No dia 10, às 18h30, na Arena do SESC Pelourinho, com o intuito de discutir a influência de nossa literatura nos países de língua portuguesa, a escritora estará à frente das conferências “Deus-dará: um livro que vem da Bahia e vai para a Bahia”, referência ao livro de Alexandra, ainda não lançado no Brasil. A mediação será de Gildeci Leite. E no dia 12, às 17h, no Centro de Formação em Artes, Alexandra participa de roda de conversa com escritores baianos, que estarão presentes junto ao público interessado na plateia.

Ação dos museus
Os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) promovem programação durante todos os dias da Flipelô. Com abertura no dia 9, o Centro Cultural Solar Ferrão recebe a exposição ‘100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado’, buscando promover uma reflexão sobre a cultura da Bahia através do relato da amizade entre dois grandes ícones responsáveis por obras de que mesclam originalidade e beleza, a mostra traz ilustrações de obras como O Sumiço da Santa e Jubiabá, além de fotos que revelam diferentes momentos da amizade entre Jorge e Carybé.

A galeria do espaço ainda recebe a oficina ‘A Arte do Livro de Pano’, coordenada pela socióloga Eliene Diniz, nos dias 10, 11 e 12 de agosto das 08h30 às 12h. Durante os dias da oficina estarão em exposição os livros confeccionados e edições anteriores, e ao final da atividade serão narradas as histórias coletadas por seus criadores com a apresentação dos livros. Ainda na programação acontece o lançamento do livro de literatura infantil “Arthur, o Pequeno Filósofo” de autoria de Cristina D’Avila, dia 10/08 às 14h30, com o Grupo Tecendo Contos e, em seguida, uma conversa com a escritora. A programação também acontece no Museu Udo Knoff, com oficina de encadernação artístico-criativa, com Melissa Santos, no dia 10, a partir das 14h; e a Oficina POEMUSIK leva poesia musicada ao dia 11, às 14h, mediada por Gabriel Dantas e Fabiana Pancho, ambos colaboradores do museu.

Mostra de autores baianos
Já o Centro de Documentação e Memória do IPAC (CEDOM), promove durante os dias da festa a Mostra Coletiva Livros de Artista. Pela segunda vez em Salvador, a exposição de livros, sketchbooks, flipbooks e zines, ressalta o processo de criação de cerca de 60 obras de artistas baianos, através de uma reflexão sobre alguns aspectos da produção contemporânea. Também farão parte de uma mostra os Cadernos Especiais do IPAC, que trazem estudo aprofundado de diversas manifestações culturais do estado. Já no dia 11 de agosto, às 10h, o professor e doutor em história Luiz Freire palestra sobre “Manuel Querino: A escrita como instrumento na luta pela memória da arte e dos artistas na Bahia”, relembrando a trajetória do intelectual negro santamarense que contribuiu de forma efetiva para a cultura baiana.

Casa do Governo na Flipelô / Sede do Centro de Culturas Populares e Identitárias

Funcionamento: 9h às 17h30

Local: Casa 12, Largo do Pelourinho

·         9h – Exposição: “Vida e Histórias de Jorge Amado”| Artista: Denis Sena. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exposição de Figurinos e Brinquedos Populares. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição do documentário: Jorge Amado 100 anos. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exposição do projeto Mapa da Palavra da Bahia e distribuição de exemplares. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição de produções do Projeto Grafias Eletrônicas. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição do Projeto Memórias de Leitura. De 10 a 13 de agosto

·         15h – Teatro Lambe-Lambe. De 10 a 13 de agosto

·         13h30 – Oficina de Cerâmica | Torno. Dia 10 de agosto

·         16h30 – Orquestra ComPassos – Concerto Para Jorge Amado Dia 10 de agosto

·         9h – Oficina de Cerâmica | Torno – Dia 11 de agosto

·         13h30 – Oficina de Cerâmica Escultórica – Frutas prediletas de Jorge – Dia 11 de agosto

·         16h – Orquestra ComPassos – Concerto para Jorge Amado – Dia 13 de agosto

Leia Mais aqui neste portal: http://oquefazernabahia.com/2017/07/11/flipelo-vai-movimentar-diversos-espacos-culturais-do-centro-historico/


Saubara tem o V Encontro de Cheganças da Bahia


Foto divulgação de Lucas Rosário

A cidade do Recôncavo Baiano, a 110km de Salvador, vai sediar uma da mais belas tradições locais que é o Encontro de Cheganças da Bahia que acontece neste final de semana, dias 4 e 5 de agosto com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

A Chegança ou Marujada é considerada uma “dança dramática”. Essa expressão foi popularizada por Mário de Andrade e é o nome genérico com que os folcloristas brasileiros designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto determinado e têm, na sua maioria, partes faladas e representadas, como é o caso das Cheganças e Marujadas.

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira agita Saubara, pequena cidade com os preparativos para a quinta edição do V Encontro de Cheganças da Bahia. Na programação, louvação ao padroeiro de Saubara, mesa redonda sobre o registro das Marujadas como Patrimônio Imaterial, exposição de fotos, desfile e apresentação dos cheganceiros locais e convidados de Andaraí, Cairu, Camaçari, Jacobina, Paratinga, Remanso, Taperoá e Lençóis.

O I Encontro de Chegança da Bahia, realizado em 2013, em Saubara, reuniu oito cheganças de quatro municípios. Foi um passo importante para dar visibilidade aos grupos organizados no estado. Além de promover o encontro dos cheganceiros em busca de reconhecer semelhanças e diferenças na forma como realizam suas performances, esse evento criou um espaço de conversa sobre a Marujada. Desde então, o Encontro é realizado anualmente

Os grupos, em suas apresentações, retratam fatos históricos de forma lúdica e transmitem para o observador a sensação de estar presenciando marujos dentro de uma embarcação em alto mar. “São mais de duas dezenas de grupos espalhados em todo Estado. Com esse movimento, busca-se incentivar a permanência da tradição das Cheganças na Bahia”, diz Rosildo Rosário, coordenador geral do evento.

O V Encontro de Cheganças da Bahia é realizado com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias, vinculada da Secretaria de Cultura (CCPI/SecultBA). O evento tem também apoio do IPAC, SUDECULT, SUPROCULT e apoio cultural das prefeituras de Saubara, Andaraí, Camaçari, Taperoá, Cairú, Paratinga e Lençóis.

V Encontro de Chegança da Bahia – 4 e 5 de agosto de 2017

04/08 – Sexta-feira

8h – Recepção de lideranças dos grupos visitantes
Local: Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

11h – Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos
Local: Igreja de São Domingos, Saubara – Ba

19h – Reunião aberta à comunidade em geral e representantes dos grupos de Cheganças da Bahia
Local: Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

05/08 – Sábado

09h – Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado > Mesa: Caminhos já percorridos para o Registro e o que falta para completar a caminhada
Local: Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

15h – Desfile dos grupos: Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, Chegança Feminina Barca Nova, Chegança de Mouros Barca Nova Feminina (Saubara), Chegança dos Mouros de Arembepe, Chegança Feminina de Arembepe (Camaçari), Marujada de Paratinga, Marujada de Cairú, Chegança de Taperoá, Marujada do Divino Espírito Santo de Andaraí, Marujada de Remanso, Chegança de Lençóis, Marujada de Jacobina
Local: Saída da Rua do Lavador

17h às 19h – Apresentação
Local: Rua da Amendoeira

9h às 20h – Exposição de fotos: Thales Antonio e o fuzuê da Fragata Brasileira
Local: Praça 13 de junho

Todo o evento o custo é gratuito