Alvorada dos Ojás para paz, respeito e equilíbrio


Foto do site do CEN

A 12ª edição da Alvorada dos Ojás acontece 16 e 17 de novembro, às 18h, no Terreiro do Gantois (Federação) com o início dos trabalhos: o ritual da benção para que adeptos do candomblé promovam a atividade de amarrar tecidos sagrados usados nos cultos afro-brasileiros (os ojás) em árvores sagradas da capital baiana.

E no outro dia as ruas de Salvador amanhecem cobertas de tecidos brancos para baianos e turistas entenderem que o objetivo é pedir paz, respeito à liberdade religiosa e equilíbrio entre as pessoas. Neste ano, a alvorada lembrará ainda a memória do mestre de capoeira Moa do Katendê, ogã de candomblé vítima de um assassinato.

Promovido há 12 anos pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), entidade nacional do movimento negro brasileiro, o evento terá início por volta de 18h. Esse ano, a ação acontecerá em parceria com o Terreiro do Gantois, que abrigará a Alvorada dos Ojás e fará o ritual público de sacralização dos tecidos. O rito, além de ser uma benção coletiva é um pedido de permissão aos orixás para iniciar os trabalhos.

A atividade conta com o apoio da Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial) dentro da agenda do Novembro Negro e é aberta ao público. Para participar, todos devem vestir roupas brancas em sinal de paz, principalmente por ser uma sexta-feira, dia dedicado à Oxalá.

O grupo de parceiros da atividade em 2018 incluio artista plástico e fundador do Cortejo Afro, Alberto Pitta, responsável pela arte do tecidocom elementos ligados ao candomblé, o afoxé Filhos de Gandhyque fará a pintura dos 1.000 metros de tecido, além do Coral Ecumênico da Bahia, Orquestra de Berimbaus, Mestres de Capoeira e a família de Moa do Katendê.

Mãe Carmen, Iyalorixá do Terreiro do Gantois, destaca a participação de líderes religiosos de diversas matizes nessa ação. Para a líder religiosa, defender a paz e a união é a principal virtude do evento. “A mensagem que desejamos transmitir é uma mensagem positiva, dizendo que é possível conviver respeitando a religião do outro, sem proselitismo, sem violência, sem desrespeito. É disso que precisamos no Brasil, para consolidar o caráter laico do nosso Estado”, afirmou.

Para o historiador Marcos Rezende, coordenador-geral do CEN e ogã de Ewá, a Alvorada dos Ojás de 2018 é especialmente significativa, por acontecer num cenário de conflagração do país. “Queremos apenas que as pessoas se respeitem, respeitem as escolhas das outras, as opções religiosas, as opções políticas, e que o ódio seja banido do nosso convívio”, defendeu, explicando ainda a importância da atividade para o candomblé.

“O ojá é o traje que cobre o ori (a cabeça). Já a árvore é um elemento sagrado da natureza. Sem elas não existiria vida. É sobre a garantia da vida dos fiéis do candomblé que desejamos tratar, é sobre o direito constitucional que as pessoas têm de cultuar a sua religião, a sua fé, ou até, de não possuir religião alguma. Sabemos que o racismo religioso nos atinge porque essas religiões são oriundas da África”, afirma Rezende, que também ocupa o posto de Ojuobá da Casa de Oxumaré, outro terreiro histórico da capital baiana.

Título: Alvorada dos Ojás

Data: 16/11/18 (Sexta-feira)

Horário: 18h

Local: Terreiro do Gantois – Rua Mãe Menininha, 23 – Alto do Gantois/Federação


Mês da Consciência Negra: Negros e negras da Bahia


Mônica Santana em Isto Não É Uma Mulata na foto de Andrea Magnoni. Divulgação

Iniciada em setembro, a programação especial de retomada da Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) segue até dezembro. Neste mês, o foco está no Novembro Negro, com pautas que se engajam na negritude e na criação de negros e negras da Bahia. Haverá três shows na “Terça da Música”, com a cantora Aiace, a banda Igor Gnomo Group e Pedro Morais homenageando Cartola. Ainda de música, o encontro do Movimento Black Afro Pop. De teatro, estão agendadas uma temporada de “Medeia Negra”, do grupo Vilavox, e apresentações do espetáculo “Isto não é uma mulata”, de Mônica Santana.

O mês de novembro da Sala do Coro também recebe a X Jornada de Dança da Bahia, que trará ao palco seis peças de dança em quatro dias, incluindo o infanto-juvenil “Bonito”, de Paula Lice. Para completar com chave de ouro, a temporada de estreia da nova montagem do grupo Teatro NU, escrita e dirigida por Gil Vicente Tavares: “As Tentações de Padre Cícero”.

Seleção Pública – Esta ocupação resulta da Convocatória Especial Nova Sala do Coro – Ocupação da Pauta Artística da Nova Sala do Coro do TCA, lançada pelo TCA e pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), que contabilizou 113 inscrições. Deste montante, 27 projetos artísticos selecionados, nas linguagens de teatro, dança, circo e música, se unem à Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), ao Balé Teatro Castro Alves (BTCA), aos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (NEOJIBA) e à Escola de Dança da Funceb para realizar um total de 80 apresentações, a preços populares. Na seleção das propostas, a curadoria buscou contemplar o maior número possível de atividades, observando a capacidade técnica e operacional da Sala do Coro do TCA, a diversidade dos projetos e seus públicos-alvo.

Confira Programação(sujeita a alterações)

Informações completas em www.tca.ba.gov.br

TEATRO: MEDEIA NEGRA

DIAS 9, 10 e 11, às 20h

A tragédia grega atualizada na voz e no corpo de uma mulher negra. Medeia Negra é um grito, épico, lírico e musical. A releitura traz a personagem trágica em um corpo bárbaro, atemporal, negro e sua relação com a versão mais conhecida do mito, do trágico Eurípides. Medeia representa as mães ancestrais que expressam a morte como transformação e reconstrução e não como o fim da vida. Nesta montagem, o mito grego é revisitado pelo processo de descolonização do pensamento patriarcal e, através dele, questiona o condicionamento social que marginaliza, julga e condena corpos considerados inadequados, estrangeiros, estranhos. Medeia Negra é o mais novo espetáculo do grupo Vilavox, primeiro solo da atriz Márcia Limma, com direção de Tânia Farias (Oi Nóis Aqui Traveiz/RS) e dramaturgia de Marcio Marciano (Coletivo de Teatro Alfenim/PB) e Daniel Arcades (Grupo NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas/BA).

Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Classificação indicativa: 16 anos

TERÇA DA MÚSICA: AIACE

Foto divulgação de Matheus Leite

DIA 6, às 20h

Aiace apresenta o show de lançamento de “Dentro Ali”, seu primeiro disco solo. A noite conta com a participação especial do cantor Lazzo Matumbi. O álbum foi lançado digitalmente em 2017 e pode ser escutado na íntegra nas principais plataformas digitais. No show, Aiace vai apresentar as músicas que fazem parte disco, que conta com participações de nomes importantes da música brasileira como Luiz Melodia e Lazzo, além de regravações de clássicos como a música “Na Primeira Manhã”, de Alceu Valença. No palco, a cantora terá companhia da banda formada pelos músicos Alexandre Vieira (baixo), Sebastian Notini (bateria), Bruno Aranha (teclado), Théo Silva (Guitarra) e Gabi Riddim (programações eletrônicas). A direção musical fica sob o comando do multi-instrumentista Jorge Solovera.

Quanto: 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação: Livre

TEATRO: ISTO NÃO É UMA MULATA

Foto de Andrea Magnoni. Divulgação

DIAS 7 e 14, às 20h

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria Revelação, o solo teatral “Isto Não É Uma Mulata” é uma obra que provoca reflexões sobre a representação da mulher negra, além de apontar as fragilidades do mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor. Com criação e atuação de Monica Santana, a obra ganhou ressonância na cena teatral de Salvador por trazer uma perspectiva de discussão sobre as questões raciais, com uma linguagem aproximada com a performance, mas também incorporando elementos de cultura pop, ironia, depoimento pessoal e apontamentos de teatro épico. Partindo da famosa frase proferida por Gilberto Freyre “Branca para casar. Mulata para fornicar. Negra para trabalhar”, a artista Mônica Santana tece obras que questionam as formas de representação da mulher negra: seja a mestiça hipersexualizada, de formas exuberantes e sempre disponível para o sexo, seja a negra escura para o serviço braçal.

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação: 14 anos

TERÇA DA MÚSICA: IGOR GNOMO GROUP

Foto de Felipe Rezende. Divulgação

DIA 13, às 20h

O Igor Gnomo Group, natural da cidade de Paulo Afonso (Bahia), apresenta em sua sonoridade influências do jazz rock em simbiose com a música brasileira (ijexá, baião, maracatu). Com dois trabalhos autorais lançados, passando por diversos festivais pelo Brasil e Argentina, participações ao lado de Armandinho Macêdo, Luciano Magno, André Neiva, Gabriel Pensador, Coutto Orchestra, o trio é liderado pelo guitarrista Igor Gnomo ao lado do percussionista Gildo Madeira e o baixista André Jumper. Eles trazem a Salvador o show “Afrontar”, recém-lançado em turnê na Argentina, apresentando composições autorais e releituras que passeiam por Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Hermeto Pascoal e Chico Science. O Igor Gnomo Group convida o violinista Marcelo Fonseca e o baterista Igor Galindo para o espetáculo.

Quanto: 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação: 14 anos

DANÇA: X JORNADA DE DANÇA DA BAHIA – “TOMBÉ” + “ZIRIGUIDUM”

DIA 15, às 19h

A X Jornada de Dança da Bahia apresenta duas peças numa única noite: “Tombé”, de Jorge Alencar, e “ZIRIGUIDUM – Ideias abertas para tocar e dançar”, do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA.

Tombé – Você já tentou entender o sentido das coisas? Você já teve que inventar alguma teoria? Você já teve longas DRs com colegas de trabalho? Você já teve um chefe? Você já participou de dinâmicas de grupo? Você já perdeu o controle? “Tombé” é um espetáculo para você. Uma espécie de ‘stand up dance comedy’ que se constrói entre diversos vocabulários corporais, teorias cabeludas, desabafos de Facebook, citações de obras de autores variados.

ZIRIGUIDUM – Ideias abertas para tocar e dançar – Busca enaltecer a cultura popular e carnavalesca e entender como a movimentação corporal se relaciona com as músicas de massa. Baseado na dança afro e em ritmos como frevo e maracatu, além de ritmos do carnaval como o pagode e o axé. A peça foi inspirada no trabalho autoral do Núcleo de Percussão da UFBA, que, além da faixa-título, assina toda a trilha sonora do projeto e conta com a direção musical de Jorge Sacramento e Gilberto Santiago.

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação indicativa: Livre

DANÇA: X JORNADA DE DANÇA DA BAHIA – “O CORPO E A CIDADE” + “BORDA INFINITA”

DIA 16, às 19h

A X Jornada de Dança da Bahia apresenta duas peças numa única noite: “O Corpo e a Cidade”, do Balé Jovem de Salvador, e “Borda infinita”, da ExperimentandoNUS Cia. de Dança.

O Corpo e a Cidade – Trabalho coreográfico resultante de instalações de dança realizadas pelo elenco do Balé Jovem de Salvador (BJS) em espaços públicos de Salvador. Criada em 2007 pelo bailarino e coreógrafo Matias Santiago, a companhia de dança é uma das poucas iniciativas da Bahia que visam à formação artística e profissional do bailarino e à composição de seu portfólio.

Borda infinita – Um encontro de festa, corpos e danças. Um xirê afrofuturista de dançares negros. É um espetáculo-convite ao imaginário de heróis que podemos ser, ou sejamos sem perceber. Nossa armadura é a nossa celebração afetiva de construções poéticas políticas. No batidão do funk, saudamos esses nossos heróis, numa trilha sonora ao vivo livremente inspirada em cantos tradicionais de terreiros, samba-reggae e sonoridades eletrocontemporâneas.

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação indicativa: 14 anos

DANÇA: X JORNADA DE DANÇA DA BAHIA – “BONITO”

DIA 17, às 17h

A X Jornada de Dança da Bahia apresenta a peça infanto-juvenil “Bonito”, de Paula Lice. O que é Bonito para você? Bonito tem muitas caras, muitas idades, muitas cores. Bonito é um supermonstro de mil pernas que abraçam e mil braços que correm! É olhar para trás com os olhos de agora, vendo o que está na roda de mãos dadas, acima, abaixo e dentro também. É brincar com a sua criança e a criança do outro. É inventar maneiras diferentes de se esconder e se revelar e se esconder de novo. É cantar bem alto aquela música engraçada. Comer bala, soprar bola, montar uma cabana iluminada e inventar novos desfiles. É fazer cosquinha no monstro que te assustava na infância e escolher ser um monstro bem bonito amanhã e hoje. É girar ao redor de si até cair e ficar tonto, para levantar e girar mais uma vez. É sentir prazer, é estado de presença, é dançar um monstro bem bonito, para vocês.

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação indicativa: Livre

DANÇA: X JORNADA DE DANÇA DA BAHIA – “INVENTE EXPERIMENTE”

DIA 18, às 19h

Doze cenas coreográficas protagonizadas por dançarinos e novos talentos selecionados em convocatória pública. Com representantes do interior e da capital da Bahia – tanto de seu centro quanto de suas periferias –, e ainda de outros estados, o INVente EXperimente (INVEX) revela novas faces da dança, abrindo espaço para experimentações e descobertas. O conjunto de apresentações será aberto com trecho do espetáculo “Terra Além Mar”, de Andrea Raw (RJ).

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação indicativa: Livre

 

 

TEATRO: AS TENTAÇÕES DE PADRE CÍCERO

DIAS 23, 24, 25 e 30/11

DIAS 1, 2, 7, 8 e 9/12

Sex e sáb, 20h; dom, 17h e 20h

Nova montagem do grupo Teatro NU, escrita e dirigida por Gil Vicente Tavares. A peça leva para o palco o personagem Cícero Romão Batista, figura singular na religião e política do Nordeste, com participação em importantes e transformadores eventos do cenário político brasileiro, além de sua reverberação no imaginário artístico e cultural do nosso país. Em cena, o ator Marcelo Praddo repete a parceria com o músico Elinaldo Nascimento, que também atuará, e se junta aos talentosos e consagrados atores Lúcio Tranchesi e Denise Correia.

Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Classificação indicativa: A divulgação

TERÇA DA MÚSICA: PEDRO MORAIS

Divulgação

27, às 20h

No show “As Rosas Não Falam – Uma homenagem a Cartola”, estreado em 2009, Pedro Morais busca resgatar a irreverência que o sambista mostrava ao interpretar a singularidade da vida cotidiana e amorosa dos morros, expressa nos sambas-canções composto pelo autor e criador da Escola de Samba da Mangueira. Cartola não apenas foi um grande compositor, como também um ótimo intérprete: sua obra conseguia imprimir a marca do cronista dos morros cariocas. Nesta nova formação, Pedro Morais é acompanhado pelos músicos Maurício Azevedo (violão, cavaquinho e flauta), Eduardo Brandão (violão 7 cordas e bandolim), Ilma Nascimento (violoncelo) e Alexandre Lins (percussão).

Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Classificação indicativa: Livre

MÚSICA: MOVIMENTO BLACK AFRO POP

DIA 28, às 20h

Show de mistura das vozes inconfundíveis de Cida Martinez (Samba), Aloisio Menezes (Afro- Pop) e Portella Açúcar, verdadeiros representantes da cultura negra da Bahia, com repertório vasto nas músicas mais populares e contagiantes.

 


Festival de Itaparica terá shows de Gal Costa e Saulo


Gal Costa, Saulo e Diamba em shows musicais, Elisa Lucinda e Jackson Costa em espetáculos onde a poesia é o centro de tudo. Além disso, atrações artísticas estaduais e locais, ocupando a bela praça Jardim dos Namorados das 14h às 02h dos dias 2, 3 e 4 de novembro. Tudo de graça, à beira da Baía de Todos os Santos, na cidade histórica de Itaparica.

Assim será a segunda edição do FITA – Festival de Itaparica – Música & Poesia, realizado pela Prefeitura Municipal de Itaparica, através da sua Secretaria de Turismo e Cultura. Na presença de representantes de instituições e comunidade locais a prefeita Marlylda Barbuda anunciou a programação e destacou a importância do FITA como produto de Itaparica, que além de dar a oportunidade de mostrar a diversidade musical e cultura l do município, resgata em seus moradores o sentimento de pertencimento.

“É um evento que nasceu grande, e tivemos que enfrentar e superar dificuldades para garantir a sua realização. Mas o esforço tem resultados positivos, pois o festival trouxe o sentimento de orgulho e pertencimento aos moradores da cidade”, declarou a prefeita.

Foto divulgação de Hilário Freitas

Gente da terra – A cultura e arte locais têm espaço garantido na programação do FITA, que contará com apresentações de grupos da terra como Os Guaranis, subindo ao palco. Yulo Cezzar, curador e diretor artístico do evento, aposta na formação do pensamento crí tico através das ações do festival e aponta a importância da participação dos jovens durante a festa.

“Assim como na edição passada, teremos um concurso de poesia produzida por alunos das 21 escolas do município. Os vencedores subirão ao palco principal para recitar as poesias. É um momento muito lindo e emocionante”, afirmou ele.

Com a realização e o sucesso do projeto em 2017, o Festival de Itaparica recebeu o aval da prefeitura e está inserido na programação turística oficial do município, integrando o calendário festivo da cidade. Do ponto de vista institucional, o Festival reforça ainda a importância de Itaparica como centro regional de cultura, lazer e turismo, atraindo um público diverso e diferenciado, pessoas conscientes, consumidoras de produtos de qu alidade e preocupadas em preservar, conhecer e valorizar a cultura local.

A realização do Festival de Música e Poesia de Itaparica irá também movimentar a economia da cidade, trazendo benefícios para os comerciantes, com o aquecimento das vendas, para o setor de hotelaria, com a ocupação dos hotéis por turistas e visitantes, e para a comunidade, com a geração de emprego temporário, com a mão de obra local sendo absorvida para a execução de serviços diversos.

Assim, o FITA propõe fazer do município uma referência cultural da Baía de Todos os Santos, promovendo a autoestima de seus habitantes, fortalecendo a imagem de cidade turística e abrindo espaço para um nicho cada vez mais valorizado no mercado de turismo: o Turismo Cultural!


Festa da Boa Morte em Cachoeira encerra na sexta-feira


Um Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Bahiano, que começou na terça-feira termina na próxima sexta-feira (17). Uma tradição secular celebrada pela Irmandade da Boa Morte, formada por mulheres negras, descendentes de escravas africanas, que fundaram a instituição há mais de 200 anos.

Esta festa é um espetáculo de devoção e cores com muitas rendas brancas e faixas vermelhas sempre usando várias joias e levando muitas flores para Nossa Senhora da Boa Morte, a santa que elas prestam homenagem. A festa desde 2010 é considerada Patrimônio Imaterial da Bahia. Para fazer parte, as irmãs precisam descender de escravos africanos e possuir mais de 50 anos de idade.

Contam os historiadores que a confraria surgiu quando um grupo de ex-escravas reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos ou facilitar-lhes a fuga. E que as irmandades proliferaram com o país independente, mas ainda escravocrata. Atualmente, a Irmandade da Boa Morte se encontra sem recursos para arcar com a festa.

Programação

15/08 (quarta-feira)

6h – Alvorada com fogos de artifício

10h – Missa solene da assunção de Nossa Senhora na Igreja Matriz

11h – Procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória e posse da comissão organizadora

12h – Valsa e Samba de Roda no Largo d’Ajuda

13h – Almoço das irmãs, convidados e pessoas da comunidade na sede da Irmandade
16h – Samba de Roda no Largo d’Ajuda

16/08 (quinta-feira)

18h – Suculento Cozido seguido de Samba de Roda no Largo d’Ajuda

17/08 (sexta-feira)
18h – Caruru seguido de Samba de Roda e encerramento da Festa 2018.

 

 


Flipelô com mesa farta e literatura na Casa do Benin


Divulgação

Entre os dias 9 e 12 de agosto, a  Casa do Benin (Pelourinho) se junta à movimentação da 2ª Flipelô e oferece ao público uma programação especial que envolve literatura, culinária, música e muito mais. Com destaque para a produção literária de escritores afrodescendentes e da periferia da cidade, a mesa da Casa do Benin será, literalmente, bem servida.

A comida afrodiaspórica Ajeum da Diáspora dará o sabor para rodas de conversas literárias, performances poéticas, apresentações musicais, além de um encontro de saraus e de um slam (batalha poética). Também acontece uma feira livre com livros e produtos afins.

A Casa do Benin é um dos espaços culturais administrados pela Prefeitura Municipal de Salvador, através da Gerência de Equipamentos Culturais (Gecult) da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Assumindo a idealização e coordenação geral da iniciativa, o gerente da Gecult, Chicco Assis, explica que a participação da Casa do Benin na Festa Literária exalta dois expoentes da literatura soteropolitana – a produção literária negra e das periferias.

Segundo o gerente, “Salvador, que há muito se destaca no cenário literário nacional e internacional, graças a obra de inúmeros dos seus escritores negros, tem sido bastante fortalecida atualmente pelos movimentos que tem acontecido nas periferias da cidade, capitaneados especialmente pela juventude negra, através saraus, slams e outros acontecimentos”.

O espaço, que já havia participado da edição anterior da Flipelô, ainda que de forma mais tímida, com contações de história e lançamento de livros, pretende atrair para o evento um público específico formado em sua maioria por artistas e outras pessoas que se interessam pelos motes que serão valorizados pelas atividades propostas. Assis complementa ainda que “sendo a Casa do Benin um espaço aglutinador e difusor das relações culturais estabelecidas entre a Bahia e a África, a sua participação na Festa Literária, enaltece a poética da negritude e das periferias.

Com isso, os laços do espaço com a ancestralidade afrodiaspórica é revalidado, além de uma grande contribuição para debates de extrema urgência na atualidade, como o combate ao racismo, à intolerância religiosa e ao extermínio da juventude negra que ainda insistem em nos rodear”.

Alex Simoes. Foto Lissandra Pedreira

Nos quatro dias de programação, o acervo da Casa do Benin, com obras coletadas por Pierre Verger em expedições à África, estará aberto à visitação sempre das 10 às 17h. No primeiro dia, 09, quinta-feira, o grupo Gangara realiza uma roda de capoeira. Já na sexta, dia 10, às 19h, as editoras Organismo e Segundo Selo realizam a primeira roda de conversas sobre Literatura Negra Contemporânea e Processos Criativos, coordenada por Silvânia Carvalho e que contará a participação dos autores baianos Davi Nunes, Vânia Melo e Alex Simões.

No sábado e no domingo, dias 11 e 12, das 10 às 17h, acontecerá no Pátio da Casa do Benin, a PeriFeirAfro Literária e, que tem a proposta de expor e comercializar de livros e produtos afins, além de promover sessões de autógrafos de escritores e escritoras negras e da periferia. Já estão confirmas as participações das editoras baianas Organismo, Segundo Selo, Galinha Pulando e da carioca Malê.

Ajeum da Diáspora da chef Angélica Moreira

O sábado será o dia da Ocupação Poéticas Periféricas, liderada pelo poeta Valdeck Almeida, do selo Galinha Pulando. Além da PeriFeirAfro, a partir de 11h, acontece o Ajeum Lítero-Sonoro, com a chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora apresentando e servindo um suculento Cozido, acompanhado de entradas e de batidas preparadas com coco, tamarindo e maracujá, batizadas de Fufu, Dedeu e Jajá.

O almoço será servido ao som de Música Preta Periférica, set list especial que será discotecado pelo DJ Gug Pinheiro. Às 13h, acontece o Sarau Poéticas Periféricas com integrantes do livro recém lançado que reúne 100 jovens poetas periferia, que Almeida chama de “as novas vozes da poesia soteropolitana”. Às 14h, acontece mais uma roda de conversas, com o tema: A Poética Periférica no Centro da Literatura Sorteropolitana, com a participação dos poetas Gisele Soares, Sandro Sussuarana, Samuel Lima, Luz Preta Marques, Fabrícia de Jesus e Rilton Júnior.

E a partir das 15h, acontece o ápice da ocupação com um Encontro de Saraus, uma roda poética com representantes dos mais importantes saraus e coletivos poéticos da cidade – Sarau Bem Black, Sarau da Onça, Sarau do Cabrito, Sarau do JACA, Sarau da Raça, Sarau Bairro da Paz Vive e Coletivo Pé Descalço.

Para finalizar a programação, no domingo, além da PeriFeirAfro, será a vez do poeta Nelson Maca e seu Candomblacksia capitanearem a Ocupação Dia Preto, se preto ele for! A partir das 11h, acontece mais um Ajeum Lítero-Sonoro. Para este dia, a chef Angélica Moreira promete servir um dos pratos mais cobiçados no Ajeum da Diáspora, o Efó, que poderá ser acompanhado de Peixe ou Frango.

E, nas pick-ups de DJ Gug Pinheiro, muita Música Preta Brasileira. Às 13h: acontece a apresentação do CandomBlackesia: Axé e Poesia na Batida, que na Flipelô anterior atraiu uma multidão. Nelson Maca & Afro-Power-Trio: Dj Gug, João Teoria e Mestre Jorjão Bafafé realizam uma performance afro-poética e musical que conta com a participação de convidados especiais: Alexandra Pessoa, Lee27, Vera Lopes e Netas de Francisca: Lucia Santos e Luiza Gonçalves.

Já 14h, as atrizes Vera Lopes e Emile Lapa apresentam Letras e Vozes de Mulheres Negras, uma performance que promove o diálogo entre poemas de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. Às 15h, acontece a roda de conversas Escrita Atual da Bahia Preta, com os escritores e escritoras que participam da PeriFeirAfro Literária. O encerramento, às 16h, fica por conta da Free Pelô: Slam dos Slans, que promoverá uma batalha poética entre representantes de importantes slams que acontecem em Salvador – Slam da Onça, Slam Lonan, Slam das Minas e Slam da Raça.

O acesso à Casa do Benin é gratuito. Os produtos das feiras serão comercializados a preços acessíveis, e os pratos do Ajeum da Diáspora terão valor de R$30 por pessoa. “A ideia é que o público da Flipelô possa circular pela Casa do Benin, para conhecer o acervo deste espaço e ainda fortalecer a economia negra e periférica”, destaca Chicco Assis.

A programação da Casa do Benin na Flipelô é uma realização da Fundação Gregório de Mattos e da Prefeitura de Salvador. A parceria da Fundação Casa de Jorge Amado, realizadora da Flipelô, bem como das editoras Organismo, Segundo Selo, Malê, Galinha Pulando, do grupo Candomblacksia, dos poetas Nelson Maca e Valdeck Almeida, e dos diversos artistas e demais profissionais que participam do evento, é de fundamental importância para o sucesso do evento.

O quê: Programação da Casa do Benin na Flipelô

Quando: 9 a 12 de Agosto

Onde: Casa do Benin

Quanto: Programação Cultural e Visitação – Gratuita, Feira Literária – Livro com preços acessíveis, Ajeum da Diáspora – R$30,00 – Entrada e Prato Principal

CASA DO BENIN NA 2ª FLIPELÔ

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

– QUINTA, dia 09/08

10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin

19h – Roda de Capoeira com o Grupo Gangara

– SEXTA, dia 10/08

10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin

19h – Roda de Conversas: Literatura Negra Contemporânea e Processos Criativos – Roda de Conversas coordenada por Silvânia Carvalho, com a participação dos autores: Davi Nunes, Vânia Melo e Alex Simões. Organizado pelas editoras Organismo e Segundo Selo.

– SÁBADO, dia 11/08

10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin e PeriFeirAfro Literária – Exposição e venda de livros e produtos afins, com sessão de autógrafos de escritores e escritoras da periferia. Editoras convidadas: Organismo, Segundo Selo, Malê, Galinha Pulando e outras.

A partir de 11h – Ajeum Lítero-Sonoro – A chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora – apresenta e serve o prato do dia: Cozido. DJ Gug Pinheiro discoteca Música Periférica Brasileira

A partir de 13h – Ocupação Poéticas Periféricas – organizada por Valdeck Almeida e pela Editora Galinha Pulando

13h – Sarau e lançamento do livro Poéticas Periféricas: A nova voz da poesia Soteropolitana, com a participação de poetas da coletânea.

14h – Roda de Conversas: A Poesia Periférica no Centro da Literatura Sorteropolitana, com a participação dos poetas Gisele Soares, Sandro Sussuarana, Samuel Lima, Luz Preta Marques, Fabrícia de Jesus e Rilton Júnior.

15h – Encontro de Saraus – Roda poética com representantes de importantes saraus e coletivos poéticos da cidade – Sarau Bem Black, Sarau da Onça, Sarau do Cabrito, Sarau do JACA, Sarau da Raça, Sarau Bairro da Paz Vive e Coletivo Pé Descalço.

– DOMINGO, dia 12

10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin e PeriFeirAfro Literária – Exposição e venda de livros e produtos afins, com sessão de autógrafos de escritores e escritoras da periferia. Editoras convidadas: Organismo, Segundo Selo, Malê, Galinha Pulando e outras.

A partir de 11h – Ajeum Lítero-Sonoro – A chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora – apresenta e serve o prato do dia: Efó, com peixe ou com frango. DJ Gug Pinheiro discoteca Música Preta Brasileira

13h – CandomBlackesia: Axé e Poesia na Batida – Performance afro-poética e musical com Nelson Maca & Afro-Power-Trio: Dj Gug, João Teoria e Mestre Jorjão Bafafé e convidados: Alexandra Pessoa, Lee27, Vera Lopes e Netas de Francisca: Lucia Santos e Luiza Gonçalves

14h – Letras e Vozes de Mulheres Negras – Vera Lopes e Emile Lapa apresentam performance com diálogo entre poemas de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo

15h – Roda de Conversas: Escrita Atual da Bahia Preta – Roda de conversa com escritores e escritoras que participam da PeriFeirAfro Literária

16h: Free Pelô: Slam dos Slans – Slam de poesia com representação de slams pioneiros de Salvador – Slam da Onça, Slam Lonan, Slam das Minas e Slam da Raça