A beleza do Encontro de Cheganças, Marujadas e Embaixadas em Saubara


Foto divulgação Carol Garcia (Secult/BA)

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira realiza desde 2013 o Encontro de Cheganças, Marujadas e Embaixadas da Bahia, na cidade de Saubara, no Recôncavo Baiano, a 110km de Salvador. Chegando à sétima edição, o evento movimenta o município nos próximos dias 2, 3 e 4 de agosto, com o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão vinculado à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

Em 2018, a associação realizou um inventário dos grupos existentes na Bahia, percorrendo os o estado na busca de informações sobre essas manifestações. Foram 14 municípios mapeados (Caravelas, Alcobaça, Prado, Camaçari, Saubara, Jacobina, Taperoá, Cairu, Andaraí, Lençóis, Bom Jesus da Lapa, Sítio do Mato, Paratinga e Curaçá), distribuídas em 8 territórios de identidade (Extremo Sul, Região Metropolitana de Salvador, Recôncavo, Piemonte da Diamantina, Baixo Sul, Chapada Diamantina, Velho Chico e Sertão de São Francisco).

Já em 2019, as manifestações das Cheganças, Marujadas e Embaixadas foram reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do estado, sob o Decreto nº 18.905 de 11 de fevereiro, que averba o registro no Livro Especial de Expressões Lúdicas e Artísticas. Esta era uma das principais demandas dos grupos, a solicitação foi feita pela Associação Fragata Brasileira ao IPAC, que foi responsável pela realização do estudo e dossiê.

A sétima edição vem para celebrar a conquista entre os 20 grupos em atividade, dos quais 15 levarão para as ruas de Saubara todo encanto e valor cultural dessa manifestação.  Para os membros dos grupos, receber o título de Patrimônio Imaterial da Bahia é um marco histórico que vislumbra outros horizontes levados pelos seus saberes e fazeres.

O Encontro de Cheganças, Marujadas e Embaixadas da Bahia é apoiado pelo IPAC desde 2016, contribuindo para a manutenção da tradição. “É importante salientar a participação do IPAC em todo processo, uma parceria que proporcionou uma tomada de consciência maior entre nós dos grupos. A Patrimonialização de uma manifestação cultural revela o caráter social existente entre os mais diversos atores. Seguiremos cada vez mais buscando entender o que é ser um bem registrado e cada dia estaremos mais próximos”, declara o Coordenador do VII ECMEBA, Rosildo do Rosário.                             

Programação                  

Dia 02 de agosto de 2019

18h – Reunião da Rede de Cheganças, com representantes dos grupos de cheganças da Bahia e comunidade em geral. Local Sede da Chegança Fragata Brasileira.

19h – exibição do documentário sobre o inventário dos grupos de Cheganças, Marujadas e Embaixadas da Bahia.

Dia 03 de agosto de 2019

 Local: Galeria Saúva

9h – Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado.

Mesa 1 – O que é a Patrimonialização e para que serve.

15h – desfile dos grupos Saindo da rua da rocinha

17h – apresentação dos grupos no espaço municipal de evento.

Dia 04 de agosto de 2019

11h – Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos.

Local: Igreja Matriz e ruas da cidade

 

 


Feira Literária Internacional abre com a performance poética de Arnaldo Antunes


Divulgação

A 3ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ acontece de 7 a 11 de agosto no Centro Histórico de Salvador, e nesta edição homenageia o poeta Castro Alves. Realização da Fundação Casa de Jorge Amado, conta com a correalização do Sesc e promove, de forma absolutamente gratuita, uma ampla programação com mais de 120 atividades. E neste ano conta com a participação de músicos e escritores como Martinho da Vila, Arnaldo Antunes, Ana Maria Gonçalves, João Meireles, Edney Silvestre , Manoel Herzog e outros; e dos internacionais Cristina Cenciarelli (Itália), María Vázquez Valdez (México) e Rómulo Bustos Aguirre (Colômbia) Mamadou Gaye (FR).

Nos cinco dias do evento são esperadas cerca de 80 mil pessoas que transitarão em 60 espaços. Subirão e descerão ladeiras, entrarão em prédios centenários e respirarão o clima que só o nosso Centro Histórico tem. Com Pelourinho enfeitado com uma decoração aérea especial projetada pelo cenógrafo e figurinista Euro Pires, a FLIPELÔ 2019 começa com uma performance poética de Arnaldo Antunes, e Márcia Xavier no Teatro Sesc Senac Pelourinho; e segue com a execução do poema sinfônico dedicado a Castro Alves, executado pela Orquestra Afrosinfônica, sob a regência do maestro Bira Marques, que ocorrerá em frente à Fundação Jorge Amado (Largo do Pelourinho).

Na quinta-feira os trabalhos se iniciam pela manhã com mesas de debates, bate-papos, lançamentos de livros individuais e coletivos, encontros com autores, rodas de conversa, saraus de poesia, slam e recital de poemas, narrações de histórias, monólogos, performances literárias, bate-papo musical, apresentações teatrais, apresentações musicais e litero-musicais, rodas de capoeira, grupos de percussão pelas ruas, exposições, feiras de moda e artesanato, exibição de filmes, oficinas, show de Gerônimo e para as crianças, bate-papo infantil, narração de histórias e sarauzim, além da programação das bibliotecas móveis, montadas no Terreiro de Jesus.

A FLIPELÔ é mais do que uma festa literária, é uma festa que celebra a comunhão da cidade, e de quem chega de fora, com a comunidade do Pelourinho. É uma festa que mostra o que o Centro Histórico tem a oferecer, num lugar onde a luta por uma vida melhor está impregnada nas paredes dos prédios e nas pedras que calçam as ruas. E nas histórias de Jorge Amado. A FLIPELÔ é pertencimento!

“Aliada a uma programação literária exemplar e gratuita, na FLIPELÔ os participantes ainda serão recebidos com uma hospitalidade bem baiana dos que trabalham, constroem e vivem o lugar, como Milton, do Coco com Limão, Dona Bel da Pipoca, os jovens dos grupos de tambores, os capoeiristas, os comerciantes das lojas e restaurantes, as baianas de saia rodada e as de acarajé, os religiosos, os artistas e os moradores. Todos abraçaram a nossa FESTA, o que nos dá uma enorme satisfação…”, diz Angela Fraga, diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado e coordenadora geral do evento.

Homenagens a Castro Alves 


A 3ª edição da FLIPELÔ irá homenagear Castro Alves, resgatando a admiração de Jorge Amado por esse grande poeta.
No livro “ABC de Castro Alves”, que define como uma  louvação”, Jorge Amado mostra que sua relação com o “poeta dos escravos” não é apenas de admiração literária, mas de profunda  identificação pessoal, tanto no plano estético como no político e ético. O autor não se limita a reconstituir, com talento e imaginação de ficcionista, a vida pública e privada do retratado, mas busca também fazer reverberar a potência de sua poesia, cujos motivos centrais são o amor e a liberdade. Jorge Amado nos mostra que há uma coerência entre a biografia do poeta e sua poesia. Seus amores intensos, sua
ativa militância em prol da Abolição e da República, sua personalidade arrebatadora, tudo isso se traduz na veemência de seus versos.

Castro Alves (1847-1871) foi um poeta brasileiro. O último grande poeta da Terceira Geração Romântica no Brasil. “O Poeta dos Escravos”. Expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo. Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproximava do Realismo. Foi também o poeta do amor, sua poesia amorosa descreve a beleza e a sedução do corpo da mulher. É patrono da cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras.

 Espaços Oficiais
Largo do Pelourinho, Teatro e Arena Sesc Senac, Senac, Café Teatro Zélia Gattai, Casa de Castro Alves, livraria oficial do evento – LDM, A Casa Amarela, A Casa das Editoras Baianas, Galeria Solar Ferrão, Museu Eugênio Teixeira Leal, Museu da
Misericórdia, Casa do Olodum, Casa do Benin, Igreja do Rosário dos Pretos, Faculdade de Medicina e Terreiro de Jesus, Palco do Cruzeiro do São Francisco, Palco Flipelô, A Flipeloteca (Terreiro de Jesus) e suas Bibliotecas Móveis.

Outros locais da FLIPELÔ 
Espaços espalhados pelo Centro Histórico, que não fazem parte da programação oficial da FLIPELÔ, diversas atividades culturais se incorporam e contribuem para que a Festa possa abraçar um número maior de participantes. É a programação FLIPELÔ+ que acontece na Casa do Carnaval, Escola de Dança da Funceb, Feira da Sé / Inst. ACM, Galeria Triângulo, Largos Quincas Berro D´Água e Pedro Archanjo, PraçaTereza Batista, Teatro Gregório de Matos, Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Miguel Santana, Galeria Enock Silva, Galeria  Luiz Folgueiras, Igreja do São Francisco, Sede dos Filhos de Ghandy.

A 3ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho, a FLIPELÔ 2019, conta com o patrocínio do Ministério da Cidadania e Secretaria Especial da Cultura, Instituto CCR, Banco do Nordeste do Brasil, TPC Logística e Bahiagás, por meio da Lei de incentivo à Cultura. O evento tem ainda o apoio da CCR Metrô Bahia e Shopping da Bahia, produção da Sole Produções, realização da Fundação Casa de Jorge Amado e correalização do SESC.

A Fundação Casa de Jorge Amado é mantida com apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia e é considerada um ponto de referência na geografia cultural de Salvador.

Programação

7 de agosto (Quarta-feira)
19h – Abertura Oficial – No teatro Sesc-Senac Pelourinho
Performance poética – Pelo(ô) Protagonismo Para Palavra Plástica Poética Popular
Arnaldo Antunes
Márcia Xavier

20h – Apresentação Musical no Largo do Pelourinho – Poema Sinfônico Castro Alves com a Orquestra Afro Sinfônica

8 de agosto (Quinta Feira)
Teatro SESC-SENAC
10h – Narração de histórias infanto-juvenis – Causos de alumbramento
Suzana Nascimento (RJ)
12h – Mesa de debate – Que países são este? Uma conversa sobre as presenças indígenas na construção da vida brasileira – Que países são este? Uma conversa sobre as presenças indígenas na construção da vida brasileira. Com Eliane Potiguara (RJ), João Meirelles (PA) e mediação de Suzane Costa (BA)
14h – Mesa de debate – Nordeste geek: entre orixás e cangaceiros: personagens de nossas tradições no universo das histórias em quadrinhos.
Nordeste geek: entre orixás e cangaceiros: personagens de nossas tradições no universo das histórias em quadrinhos. Com Hugo Canuto (BA), Zé Wellington (CE) e mediação de Daniel Farias (BA).
16h – Mesa de debate – Literatura e terror: zumbis e vampiros no imaginário de norte a sul do país.
Literatura e terror: zumbis e vampiros no imaginário de norte a sul do país. Com André Vianco (SP), Márcio Benjamin (RN) e mediação de Renato Cordeiro (BA).
18h – Mesa de debate – Literatura que dá samba? Somos muitos Martinhos e Helenas
Literatura que dá samba? Somos muitos Martinhos e Helenas. Com Martinho da Vila (RJ) e Helena Theodoro (RJ).
20h – Apresentação literomusical – Grupo Em Canto e Poesia (PE)

SENAC – Salão Mestre Pastinha
13h30 – Aula-show – Arroz de Hauçá – Tiago Almeida (BA)
(Inscrições gratuitas na Unidade Senac Pelourinho ou através do site www.ba.senac.br/senacnaflipelo. As vagas são limitadas)

Museu Eugênio Teixeira Leal
11h – Monólogos edificantes – O Tempo da coisa com Daniel Farias
14h – Exibição de filme – Castro Alves. Retrato falado do Poeta
Cineclube do Eugênio Castro Alves. Retrato falado do Poeta
16h – Com a palavra o escritor com Matheus Peleteiro (BA) e mediação de James Martins (BA)
18h – Leitura cênica em alemão e português – Morderuntersuchungskomission / Comissão de Investigação de Homicídio. Com Max Annas (Alemanha) e mediação do Goethe-Instituto
18h – Mesa Instituto Goethe

Igreja do Rosário dos Pretos
16h – Lançamento de livros – Irê Ayó: Uma Epistemologia Afro-brasileira. Vanda Machado (BA)
Suburbano Rico em Poesia. Paulo Cezar (BA)
19h – Apresentação musical com Coral Ecumênico da Bahia – Maestro Angelo Rafael Fonseca

Galeria Solar Ferrão

18h – Roda de conversa e lançamento de livro. Lendas Africanas dos Orixás: Gilberto Sá (BA), Enéas Guerra (BA) e Solange Bernabó (BA).

Casa do Benin
11h – Visita Guiada – Acervo da Casa do Benin
14h – Oficina de Etinogastronomia – Doces e sobremesas: cocada preta/ doces de banana / creme mármore. Com Angélica Moreira (Ajeum da Diáspora) (BA)
15h – Visita Guiada – Acervo da Casa do Benin
16h – Roda de Conversa – As Crianças Negras e a Literatura Infantil. Com Cássia Valle (BA), Marcos Cajé (BA) e Davi Nunes (BA).
18h – Pôr do Sol com autores – Lançamento de livros e autógrafos
19h – Roda de conversa – Jogo de Discursos – A disputa por hegemonia na tradição da capoeira baiana. Com Paulo Magalhães (BA) e Grupo Gangara (BA)

Casa de Castro Alves
10h – Oficina de criação de Fanzine e Lamb Lamb. Com Laura Castro, Flávio Oliveiras e Tiago Ribeiro

Café Teatro Zélia Gattai
11h – Bate-papo – Um lugar sem tempo. Com Paloma Jorge Amado (BA) e Cristina Cenciarelli (Itália)
15h – Narração de histórias – Causos de alumbramento com Suzana Nascimento (RJ)
18h – Sarau de poesia – Avozedita. Movimento Poetas na Praça – Homenagem a Castro Alves. Com Ametista Nunes (BA), Douglas de Almeida (BA), Gilberto Costa (BA), Semírames Sé (BA) e Walter César (BA).
19h – Sarau de poesia – Avozedita. Movimento Poetas na Praça com Marcos Peralta (BA), Tiago Oliveira (BA), Jeane Sánchez (BA), Michelle Saimon (BA) e Pedro Sena (BA).
Lançamento da Antologia Movimento Poetas na Praça

Flipelô ocorre há três anos no Pelourinho, em Salvador — Foto: Leto Carvalho/Divulgação Flipelô ocorre há três anos no Pelourinho, em Salvador — Foto: Leto Carvalho/Divulgação
Flipelô ocorre há três anos no Pelourinho, em Salvador — Foto: Leto Carvalho/Divulgação

9 de agosto (Sexta-feira)
Teatro SESC-SENAC
10h – Bate-papo – Nossa tradição oral: conversa e narração de histórias afro-brasileiras
Toni Edson (AL) e Vanda Machado (BA)
12h – Mesa de debate – O afeto em tempos instantâneos: diversidade e relacionamentos sob o olhar literário. Com Cristina Judar (SP), Tobias Carvalho (RS) e mediação de João Vanderlei de Moraes Filho (BA).
14h – Mesa de debate – LiteraBruta: a intensidade das produções literárias de duas jovens autoras brasileiras. Com Aline Prúcoli (ES), Bruna Mitrano (RJ) e mediação de Daniel Farias (BA).
15h30 – Sarau do Arte – Curtas poéticas. Com Anne Costa (PE) e Luna Vitrolira (PE)
16h – Mesa de debate – Universos e identidades reinventados: fantasias, fanfics e outros bits. Babi Dewet (SP), Felipe Castilho (SP) e mediação de James Martins (BA).
17h30 – Sarau do Arte – Curtas poéticas. Com Anne Costa (PE) e Luna Vitrolira (PE).
18h – Mesa de debate – Uma nova escrita nigeriana com Oyinkan Braithwaite (Nigéria), Carolina Facchin (Tradutora) e mediação de Rodrigo Casarin (SP).
20h – Mesa de debate – Diálogos da poesia latina. Com María Vázquez Valdez (México), Rómulo Bustos Aguirre (Colômbia) e mediação de João Vanderlei de Moraes Filho (BA).

SENAC Pelourinho – Bahia Bar
8h30 – Aluá – Oficina – Os segredos de se fazer uma bebida feita com abacaxi. Com Nelson Rodrigues Alcântara Jr. (BA)
Inscrições gratuitas na Unidade Senac Pelourinho ou através do site www.ba.senac.br/senacnaflipelo. As vagas são limitadas.

11h30 – Lançamento de livro – Na Mesa da Baiana com a Chef Tereza Paim (BA)
Inscrições gratuitas na Unidade Senac Pelourinho ou através do site www.ba.senac.br/senacnaflipelo. As vagas são limitadas

Museu Eugênio Teixeira Leal
10h – Varal Cultural – Recital de Poemas de Castro Alves
11h – Apresentação teatral – Monólogos edificantes – O avô e o rio. Com Israel Barreto (BA)
14h – Performance poética e bate-papo – O Semeador da Miragem. Com José Inácio Vieira de Melo (BA). Poetas convidados: Douglas de Almeida (BA), Manoel Herzog (SP), María Vázquez Valdez (México) e Rómulo Bustos (Colômbia). Mediador: João Vanderlei de Moraes Filho (BA)
16h – Com a palavra o escritor – Os rumos da prosa na contemporaneidade. Aleilton Fonseca (BA) e Manoel Herzog (SP). Mediadora: Angela Vilma (BA)
18h – Workshop DNA Samba Reggae – Diálogo, Negritude, Ancestralidade. Anderson do Samba (BA)

Igreja do Rosário dos Pretos
9h – 12h – Participação musical – Rita Braz
9h – 12h – Mesa de debate. Literatura Griot: o legado de Makota Valdina
Aline França (BA), Denise Carrascosa (BA), Vilma Reis (BA), Iyalorixá Jaciara Ribeiro – Mãe Jaciara (BA), Lindinalva de Paula, Annie Ganzala (BA), Isabela Sanches (BA), Angélica Pinto (BA), Nilsa Bomfim (BA), Ana Célia (BA) e Lindinalva Barbosa(BA).
9h – 12h – Intervenções artísticas. Com Slam e poesia. Coletivo ZeferinaS.
16h – Lançamento de livros. Terreiro do Bogum: Memórias de uma comunidade Jeje-Mahi na Bahia – Everaldo Conceição Duarte (BA). Makeba Vai à Escola – Ana Fátima (BA). O diferencial da Favela: dos contos às poesias de Quebrada – Sarau da Onça (BA).
17h – Slam e poesia – Sarau da Onça (BA)

FCJA – Sala Myriam Fraga
10h – Oficina de narração de histórias – Histórias de quem conta histórias
Emília Nunez (BA). Participação de Helena Santos (BA) e Lucianna Ávila (BA)

Casa do Benin
14h – Oficina de Etnogastronomia – Entradas: bolsinha de Madagascar / salada criativa / caldinho de Isú com gengibre. Angélica Moreira (Ajeum da Diáspora) (BA)
15h – Visita Guiada – Acervo da Casa do Benin
16h – Roda de Conversa – Masculinidades Negras, Ficções e Realidades. Vagner Amaro (BA) e convidados
18h – Pôr do Sol com autores – Lançamentos e autógrafos
19h – Seminário – Travessias do Atlântico Sul: Modos de narrar a África (Projeto Intervalo)

Casa de Castro Alves
15h – Oficina de investigação poética e literatura de cordel. Com Maviael Melo

Café Teatro Zélia Gattai
11h – Lançamento coletivo de livros – Autores independentes
15h – Performance teatral Leituras Pretas – Castro Alves: A Voz da Poesia na Reconstrução do Brasil!
Companhia Beluna de Arte (BA)
18h – Sarau de poesia – Avozedita . Concerto Lírico – 15 poetas 15 anos depois. Com Ângela Vilma (BA), Cristina Leilane (BA), Edmar Vieira (BA), Elder Oliveira (BA), Elizeu Moreira Paranaguá (BA), Goulart Gomes (BA), João Vanderlei de Moraes Filho (BA) e José Inácio Vieira de Melo (BA).

10 de agosto (Sábado)
Teatro SESC-SENAC
10h – Bate-papo musical – Violas literárias com Chico Alves (CE) e Jonas Bezerra (CE).
11h – Narração de histórias – Histórias do lar… de lá. Toni Edson (AL)
12h – Mesa de debate – Retalhos e texturas: um encontro de tessituras literárias. Cida Pedrosa (PE) e Juliana Leite (RJ). Mediadora: Ângela Vilma (BA)
14h- Mesa de debate – (In)visibilidades sociais: a literatura como espaço de vozes historicamente silenciadas. Ana Maria Gonçalves (SP) e Itamar Vieira Junior (BA). Mediadora: Rosinês Duarte (BA)
16h – Com a palavra o escritor. Ignácio de Loyola Brandão (SP). Mediador: Rodrigo Casarin (SP)
18h – Mesa de debate – Jorge e Érico: do Brasil para o mundo. Josélia Aguiar (SP) e Carlos Minchillo (SP). Mediador: James Martins (BA).
20h – Mesa de debate – A literatura luso-brasileira contemporânea. Bruno Vieira Amaral (Portugal) e Socorro Acioli (CE). Mediadora: Rosinês Duarte (BA)

SENAC – Salão Mestre Pastinha
14h – Aula show – Bolinho de Estudante – Cibele Damasceno
Inscrições gratuitas na Unidade Senac Pelourinho ou através do site www.ba.senac.br/senacnaflipelo. As vagas são limitadas

Museu Eugênio Teixeira Leal
14h – Com a palavra o escritor – Invenção é memória. Sérgio Faria (BA) e Lima Trindade (BA). Mediador: Renato Cordeiro (BA). Lançamento de livros
16h – Com a palavra o escritor – Escritores indígenas – A voz dos povos originários. Juvenal Payayá (BA) e Márcia Kambeba (PA). Mediadora: Suzane Costa (BA)
18h – Mesa de debate – Literatura e Futebol. Jorge Sanmartin (BA), Antônio Matos (BA) e José de Jesus Barreto (BA).

Igreja do Rosário dos Pretos
16h – Lançamento de livros. MOCRI: Movimento de Conscientização contra o Racismo Infantil. Jaime Sodré (BA). A língua MINA-JEJE no Brasil: um falar africano em Ouro Preto do Século XVIII. Yeda Pessoa de Castro (BA).
19h – Apresentação musical – Coral Messiânico de Salvador – Maestro Luiz Moreira (BA)

FCJA – Sala Myriam Fraga
10h – Oficina literária – A história que só você pode contar
14h – Oficina de sarau – SarauZim – práticas poéticas e educativas. Com Rodrigo Ciríaco (SP) e Rebeka Carolina (SP).

Casa do Benin
10h – Oficina de Workshop – Performance poética. Luiza Romão (SP)
12h – Vivência Etnogastronômica – Ajeum da Diáspora. Moqueca de bacalhau com banana da terra. Carne defumada acebolada com pirão de leite e salada de feijão fradinho
13h – Sarau DI-VER-GENTE
15h – Roda de Conversa – Literatura e Performance. Nelson Maca e convidados
17h – Performance – Sangria. Luiza Romão (SP)
18h – Apresentação musical com Rap – VisiOOnárias (BA)

Casa de Castro Alves
10h – Oficina de criação de Fanzine e Lamb Lamb. Com Laura Castro, Flávio Oliveiras e Tiago Ribeiro.
17h – Leitura dramática de peça infanto-juvenil – Um Pequenino Grão de Areia. Direção João Falcão
Elenco: Evelyn Buchegger, Aisha Marques, Leandro Villa, Talis Castro, Fernanda Silva, Lucas Sicupira, Vinicius Bustani e Mariana Borges.

Café Teatro Zélia Gattai
11h – Mesa de debate – O autor como tradutor. Ana Rossi (BA). Mediador: Mamadou Gaye (FR)
Lançamento do livro Eternos caminhos efêmeros
15h – Roda de conversa – Histórias e Receitas. Paloma Jorge Amado (BA) eSulamita Tabacof (BA). Mediadora: Rina Angulo
Lançamento do livro Beabá da Bessarábia à Bahia – Histórias e Receitas
16h – Roda de Conversa – Editora Corrupio – 40 anos de fazer literário. Arlete Soares (BA) e João Jorge Rodrigues (BA). Mediadora: Rina Angulo
18h – Sarau de poesia – Avozedita . María Vázquez Valdez (México), Nega Faya (BA) e Gibran Sousa (BA).
19h – Sarau de poesia – Avozedita. Rómulo Bustos Aguirre (Colômbia), Nívia Maria Vasconcelos (BA) e Manoel Herzog (SP).

11 de agosto (Domingo)
Teatro SESC-SENAC
10h – Narração de histórias infantis. Com Emília Nunez (BA)
12h – Apresentação infantil – Sarauzim. Rodrigo Ciríaco (SP) e Rebeka Carolina (SP)
14h30 – Bate-papo infantil – O que você quer ser quando crescer? Com Mabel Velloso (BA) Lançamento de livro
15h30 – Mesa de debate – Assista a esse livro . Edney Silvestre (RJ), Mariana Ximenes (SP) e Ricardo Linhares (RJ). Mediador: Ricardo Ishmael (BA)

Igreja do Rosário dos Pretos
9h30 – Missa de agradecimento

Casa do Benin
10h -Roda de Conversa Musicada – Poesia e Música Negra. Com Mateus Aleluia, Chicco Assis e convidados.
12h – Vivência Etnogastronômica – Ajeum da Diáspora
Anduzada com arroz e farofa / Quiabada de mariscos com arroz de coco
13h – CandomBlackesia – Nelson Maca (BA) e convidados
14h – Performance – Fragmento de Minas de Conceição Evaristo. Com Vera Lopes (BA) e Emilie Lapa (BA)
15h – Roda de Conversa – Poetas da Revista Organismo n.7. Com Jorge Augusto (BA), Nelson Maca (BA) e convidados
17h – Slam e poesia – SLAM FreePelô (BA)

Casa de Castro Alves
17h – Leitura dramática de peça infanto-juvenil – Um Pequenino Grão de Areia. Direção João Falcão. Elenco: Evelyn Buchegger, Aisha Marques, Leandro Villa, Talis Castro, Fernanda Silva, Lucas Sicupira, Vinicius Bustani e Mariana Borges.


Lançamento da Flipelô será nesta quarta-feira


O lançamento da 3ª edição da FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho será nesta quarta-feira (24) no  Foyer da Faculdade de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus. Patrocinado pelo Ministério da Cidadania, Instituto CCR, Banco do Nordeste e TPC Logística, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o evento tem ainda o apoio da CCR Metrô Bahia, Bahiagás e Shopping da Bahia, correalização do Sesc e realização da Fundação Casa de Jorge Amado. Neste ano, a feira acontece entre os dias 7 a 11 de agosto.

Um os maiores eventos literários do estado, a Flipelô recebe pessoas vindas de todo o país e exterior que se reúnem em  ruas e espaços culturais que são ocupados por mesas de debates, lançamentos de livros, oficinas literárias, saraus, apresentações teatrais, exibição de vídeos, shows musicais, no histórico bairro da capital baiana.

Na primeira edição, a Festa comemorou os 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado e homenageou o escritor que dá nome à Casa, além de Zélia Gattai e Myriam Fraga, duas das mais relevantes escritoras e personalidades culturais, diretamente interligadas com a trajetória de vida do escritor. Já na segunda edição, a FLIPELÔ homenageou o escritor João Ubaldo Ribeiro e celebrou a amizade, tendo como tema “a amizade é o sal da vida”.

FLIPELÔ
3ª Festa Literária Internacional do Pelourinho

07/08/2019 até 11/08/2019
Salvador – BA

Acesso ao evento : Aberto ao público
Horário Padrão: 9h às 22h
Localização
Local: FUNDAÇÃO CASA DE JORGE AMADO, SESC PELOURINHO, FAMED, E OUTROS
Endereço : Largo do Pelourinho, – Pelourinho
Site do Evento: http://www.flipelo.com.br/
Promoção
Promotora : Fundação Casa de Jorge Amado
Telefone : (71) 3321-0122 Fax: (71) 3321-0122
Endereço : Rua das Portas do Carmo , – Pelourinho
Cidade : Salvador – BA
CEP : 40026-280
Site: http://www.jorgeamado.org.br
E-mail: [email protected]


Participação popular marca os festejos do 2 de Julho


 

Foto: Max Haack/Secom

 

Há precisamente 196 anos, a união dos cidadãos baianos resultou na libertação do estado do domínio da Coroa Portuguesa, culminando de vez com a Independência do Brasil. Neste ano, a celebração pelo Dois de Julho, data magna do estado, tem como foco a participação popular com a temática “Patrimônio do Povo”. A festividade é organizada pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

Com início às 6h, a programação do desfile da Independência será aberto com uma alvorada de fogos no Largo da Lapinha, seguido do cortejo cívico, que terá a presença do prefeito ACM Neto. A programação contempla ainda o hasteamento de bandeiras realizado por representantes da sociedade civil, autoridades municipais, estaduais e das Forças Armadas, acendimento da Pira do Fogo Simbólico e encontro de filarmônicas.

De acordo com o historiador Francisco Senna, a presença do público nas ruas do cortejo cívico para se manifestar e reverenciar a história travada por batalhas acirradas é motivada pela essência das batalhas: a importância da união popular no processo de luta até a libertação do estado das tropas portuguesas e a permanência do sentimento de missão cumprida pelos baianos.

“O cortejo, essa manifestação de alegria e espontaneidade nunca foi organizada por militares, sempre foi organizada por uma comissão civil. Diferente do 7 de Setembro, o Dois deJulho tem outro foco, com o povo desfilando, se manifestando e vibrando. É uma organização desorganizada, pois não tem cordas, todos participam. É a festa mais bonita da Bahia tanto pela participação popular quanto pelo simbolismo”, detalhou o professor.

Os símbolos do Caboclo e da Cabocla são marca registrada da festa e buscam proporcionar uma reflexão sobre o povo, os habitantes e os herdeiros originais do território brasileiro: os índios. As esculturas em madeira dos caboclos – tanto a original esculpida pelo artista Manoel Inácio da Costa quanto a réplica – representam justamente o povo, o que demostra que a participação popular está intrinsecamente ligada ao movimento que culminou na Independência da Bahia.

Figuras populares históricas – Segundo Francisco Senna, diversos pontos históricos mostram o quanto a participação da população foi imprescindível no processo. Um dos momentos emblemáticos é o assassinato do soldado Tambor Soledade, mártir da Independência. Ele foi atacado por uma canhoneira enquanto comemorava, em Cachoeira, o resultado da votação da consulta de base com os deputados que aprovou a proposta de Independência do Brasil.

Mas há outros nomes tão importantes quanto este registrados na história baiana e que colaboraram nas lutas, a exemplo das guerreiras Maria Quitéria e Maria Felipa. Disfarçada dehomem, Quitéria ingressou no Exército para fazer resistência a Portugal. Já Felipa lutou bravamente na Ilha de Itaparica, ao lado de outras marisqueiras, com o auxílio apenas depedaços de pau e ramos de cansanção.

“Houve a liderança de nobres no movimento, mas quem lutou, foi à frente e deu sua vida a prêmio, foi o povo – brancos mais humildes, negros, índios. Foi o povo quem abraçou a causa e alguns grupos populares se destacaram, como as marisqueiras da Ilha de Itaparica e os boiadeiros de Pedrão que ainda desfilam no cortejo. Foi assim que se constituiu uma luta popular de fato”, destacou Senna.

O historiador complementa que a essência da celebração do Dois de Julho se fortalece a cada ano. “É uma festa rica em simbolismo, registros históricos, monumentos, reúne pessoas de todas as idades, escolas, grupos folclóricos, capoeiristas, baianas e até a classe política. Esse espirito não morre! Tem autenticidade e espontaneidade, todos participam. A história todos conhecem, então é uma festa viva!”, finalizou.

Foto: Max Haack/Secom

São Pedro em Dias d’Ávila


Divulgação

Os festejos juninos de Dias d’Ávila ainda continuam desde o lançamento no final de maio, realizado pela Prefeitura Municipal da localidade, na Praça ACM, o que marcou o ponta pé oficial no evento.

 

Os festejos juninos prosseguem com festa de São Pedro, considerada a maior da região, que chega a 7ª edição com uma variada programação e com muito sucesso, prometendo animar o público durante cinco dias: de 28 de Junho a 2 de Julho.

Programação São Pedro Dias D’Ávila 2019

28/06 Lambasaia

29/06 Seu Maxixe

Aduílio Mendes

Arreio De Ouro

30/06 Calcinha Preta

Magníficos

01/07 Unha Pintada Thullio Milionário

02/07 Concurso De Quadrilhas Juninas E Muito Mais

: