Escândalo – A Comédia da Mulher Só em cartaz no Rubi


O espetáculo cênico-musical Escândalo – A Comédia Da Mulher Só, protagonizado pela atriz Cristiane Mendonça, volta ao palco do Café-Teatro Rubi, Wish Hotel da Bahia (ex-Sheraton) onde foi consagrado em 2014. O monólogo reestreia no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, às 20h30, em temporada de duas semanas de quinta a sábado (8 a 10 e 15 a 17), e nos dias 22 e 29 (quintas-feiras), sempre às 20h30.

Escândalo tem como tema central as desventuras de uma cantora que tenta, de todas as maneiras, fugir da solidão. A personagem Cristiana Monteiro é uma romântica convicta, que resolve fazer um show com as músicas que marcaram sua vida amorosa. Entre uma canção e outra, ela confidencia casos de sua vida afetiva, sempre regados com muito humor e leveza. O repertório inclui canções de Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lulu Santos, Ana Carolina, Djavan, dentre outros.

Prestes a completar 30 anos de carreira, a atriz Cristiane Mendonça lembra que Escândalo foi criado também para homenagear seu trabalho nos palcos de Salvador. “O espetáculo surgiu da minha vontade de falar sobre coisas leves e suaves, mas longe de um discurso vazio. E é incrível como, passados quase 10 anos, a narrativa mantém-se tão atual, tratando questões com as quais o público ainda se identifica por serem dramas universais, como o amor e solidão. Eu também me identifico muito com o texto e as músicas, afinal de contas, sou uma mulher de natureza romântica”, confidencia Mendonça.

Originalmente com direção de Fernando Guerreiro, a nova versão do espetáculo, que tem texto de Elísio Lopes Jr, será dirigida pelo ator Marcelo Praddo e manterá a direção musical de Luciano Salvador Bahia.

O musical estreou em 2009 e, em apenas dois meses, foi assistido por cerca de três mil pessoas. Voltou a cartaz em novembro de 2013, sendo a primeira obra a fazer temporada cênica no Rubi, para onde volta nesse mês que homenageia as mulheres.

Marcelo Praddo, cujo sucesso de O Corrupto, com Frank Menezes, no ano passado, demonstra seu talento para a direção de comédias, enfrenta o desafio de conduzir uma Cristiana Monteiro ainda mais desesperada na busca por um grande e verdadeiro amor.

Sobre Cristiane Mendonça

Graduada em dança pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Cristiane começou a trabalhar com música em 1989 e, aos poucos, foi guiada para o mundo teatral. Trabalhou com os principais diretores de teatro locais e nacionais, como Fernando Guerreiro, Paulo Dourado, Deolindo Checcucci e João Falcão. Comemorou, em 2009, seus 20 anos de carreira com o monólogo musical Escândalo – A Comédia da Mulher Só.

Foi três vezes indicada ao prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Atriz, tendo sido premiada em 2007, pelo espetáculo Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia. Fez parte do elenco dos espetáculos 2 de Julho – A Ópera da Independência (2013), interpretando Joana Angélica e A Paixão de Cristo (2014), interpretando Maria Madalena. Desde 2014, vive uma aventura infantil com o musical O Circo de Só Ler, onde dirige, atua e canta. O espetáculo venceu o Prêmio Braskem na categoria melhor espetáculo infanto-juvenil.

Escândalo – A Comédia da Mulher Só

Quando: 8, 9, 10, 15, 16, 17, 22 e 29/3 (quinta, sexta e sábado)
Horário: 20h30
Onde: Café-Teatro Rubi
Quanto: Couvert artístico – Dias 08 e 15 – R$ 50 / Dias 09, 10, 16, 17, 22 e 29 – R$ 60

Compra

Bilheteria: Café–Teatro Rubi
Tel: (71) 3013-1011
segunda a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30)
Site: www.compreingressos.com
Call Center: (71) 2626-0032


Formandos de Teatro da UFBA fazem financiamento coletivo para espetáculo Zucco


Estudantes de Teatro da UFBA realizam financiamento coletivo para espetáculo de formatura,  Zucco, escrito pelo dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès, a peça traz uma reflexão sobre o nosso tempo e uma sociedade que carece de afeto e será encenado pelos formandos de Interpretação Teatral da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Etufba), de 3 a 18 de março, de quarta-feira a domingo, no Teatro Martim Gonçalves, localizado no bairro do Canela. A montagem tem direção de Gil Vicente Tavares e a temporada será inteiramente gratuita.

Em 1988,  Koltès escreveu uma peça que nos leva a perguntar: É possível ser livre, mesmo que, para isso, seja preciso libertar-se de algo ou de alguém? Ao narrar essa vontade, ele escreve: “Eu sou como um hipopótamo afundado na lama, que se movimenta muito devagar e que nada poderia desviar o meu caminho nem o ritmo que ele decidiu tomar”. As aspas anteriores são da personagem, o italiano Roberto Succo, um serial killer, no qual o autor se baseou para escrever a obra.

Para tornar essa obra uma realidade, os futuros atores estão a realizar um financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria – https://benfeitoria.com/zucco. O valor arrecadado será utilizado para confecção de figurino, cenário, iluminação, maquiagem, divulgação e ajuda de custo para profissionais convidados.

Apresentada em quadros interligados, a peça desperta uma reflexão sobre o nosso tempo e traça um panorama de uma sociedade que carece de afeto nas relações humanas. Inspirada na trajetória psicopata do assassino Roberto Succo, o espetáculo coloca uma lupa de aumento para esmiuçar a violência e a crueldade que existe nas interações cotidianas.

Dramaturgia – O personagem principal, Roberto Zucco, é uma figura intrigante. Um assassino em série, que comete diversos crimes num curto espaço de tempo, mas que ao mesmo tempo é capaz de gestos doces e delicados. Na mesma tranquilidade com que ajuda uma pessoa, ele tira a vida de outra. A falta de amor fica evidente mesmo dentro do núcleo familiar. No seu lugar só se vê violência, crueldade e intolerância.

Koltès construiu uma peça movida por ações, em que os crimes cometidos por Zucco não seguem uma lógica consciente, ou seja, não existe psicologismos ou explicações concretas para seus atos. O personagem simplesmente age.

Não existe dor ou arrependimento em Zucco. Para ele, o ato de matar nada tem de amoral. “Eu não tenho inimigos e eu não ataco. Eu acabo com os outros animais não por maldade, mas porque eu não os vi e porque eu pisei em cima deles”, defende-se Zucco.

Koltès cutuca, provoca, sacode várias esferas sociais. Em meio à poeira que sobe, podemos perceber quanta contradição também existe por trás das máscaras das pessoas comuns.

Direção – Zucco conta com a direção de Gil Vicente Tavares, professor da Universidade e diretor de grande reconhecimento no cenário teatral baiano. Em 2017, Gil montou duas peças, Os pássaros de Copacabana e Um Vânia, que juntas receberam 9 indicações ao Prêmio Braskem.

Entre os espetáculos recentes podemos destacar também Sargento Getúlio (2011), que recebeu os Prêmios Braskem de melhor espetáculo adulto e melhor ator, além de ter rodado o Brasil com o Palco Giratório; Quarteto (2014); Caymmi: do rádio para o mundo (2014); SADE (2015), texto de Gil, que recebeu o Prêmio Braskem de melhor texto.

Ficha Técnica
Texto: Bernard-Marie Koltès
Direção: Gil Vicente Tavares
Assistência de Direção: Guilherme Hunder
Elenco: Ana Scheidegger, Águeda Tavares, Artur Moura, Carluce Couto, Dimitria Herrera, Fábio Machado, Felipe Viguini, Genário Neto, Junior Brito, Klaus Hastenreiter, Mila Lapa, Ronei Silva, Tulasi Devi
Direção de Movimento: Bárbara Barbará
Direção Musical: Luciano Bahia
Iluminação: Eduardo Tudella
Figurino: Tina Melo
Design Gráfico: Guto Chaves
Fotografia: Diney Araujo
Direção de Produção: Felipe Viguini
Produção Executiva: Fernanda Beltrão
Assessoria de Comunicação: Théâtre Comunicação – Rafael Brito
Produção Audiovisual: Olho de Vidro Produções

Financiamento Coletivo – espetáculo de formatura ZUCCO

Quando: até 25 de fevereiro de 2018
Site para contribuição:https://benfeitoria.com/zucco
Temporada: de 3 a 18 de março, de quarta-feira a domingo


Dramofone Tribal Festival em sua IX edição no Sesc



O  IX Dramofone Tribal Festival, um festival de dança tribal e outras hibridações, com a direção geral  de Joline Andrade, acontece no dia 17 de fevereiro (sábado) às 19h30 no Teatro Sesc Senac Pelourinho (Largo do Pelourinho, 19 – Salvador-BA) com classificação indicativa para maiores de 18 anos com ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia).

De acordo com a diretora Joline Andrade “numa tentativa de acompanhar a liquidez das informações no mundo contemporâneo, a dança tribal, popularmente chamada de dança étnica de “fusão”, surge como proposta de agregar diferentes manifestações de danças étnicas das mais variadas regiões do mundo, e busca mesclar referências e matrizes de danças tradicionais e transpô-las numa estética contemporânea atualizada,” sinaliza

Para ela “é uma linguagem que, tendo como referência a dança do ventre, mescla conceitos e movimentos de danças étnicas como o flamenco, a dança indiana e danças da cultura Hip Hop, ou seja, danças de diferentes culturas e regiões do mundo bem como o(a) yoga. É relativamente recente no mundo da dança (surgiu em torno da década de 60, na Califórnia, durante os movimentos contraculturais do Woodstock), mas bebe na fonte de diversas culturas antigas e mistura tudo numa alquimia contemporânea.”

O espetáculo Dramofone leva a uma imersão em universos exóticos e híbridos, através da dança e música étnica e contemporânea. e foi uma invenção de 1887 e inspirou o título do espetáculo que é dirigido por Joline Andrade e o elenco é formado por seu grupo de pesquisa em dança tribal de Salvador-BA e demais convidados.

Elenco

– Banda de Dança (Adriana Munford, Aishá Roriz, Daniele Denovaro, Daniela Veiga, Juliana Leite e Rita Basttos).

– Trupe Mandhala (Antonia Ribeiro? Mary Braga Figuerêdo e Viviane Macedo)
– Coreografia “Cy” de Antonia RIbeiro (Adjanali Moreira, Aline Britto Olivier, Carla Maria Nunes, Joana Astro?, Mary Braga Figuerêdo, Nanda Rachell?, Neilinha Andrade?, Paula Marinho?, Raina Santos?, Sidinha Damasceno, Thais Gomes, Vênus Carvalho, Viviane Macedo)
– Alunas: Ariana De Aquino, Camila Marchena, Fernanda Mantelli, Fernanda Teles, Gabriela Medrado, Gabriela Macedo, Isis Noguti, Ju Barreto, Ellbereth Gilthoniel e Tatiana Freitas.

 

Compra online (Sympla): https://www.sympla.com.br/dramofone-tribal-festival-ix-edicao


Mulher-Dama: mostra de fotógrafo que ilustrou livros de Jorge Amado


Exposição Mulher-Dama, do fotógrafo gaúcho Flávio Damm, que fez diversos trabalhos em Salvador, com publicações nos livros do escritor Jorge Amado, está em exibição até 10 de março, com entrada franca, no Museu da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), Rua do Tesouro, no centro da capital baiana.

Com retratos do universo da prostituição no Centro Histórico de Salvador na década de 60, a Exposição Mulher-Dama possui 42 fotografias inéditas da Rua do Maciel, no Pelourinho, e uma projeção com outras 53 fotos do Cabaré Meia-Três, na Ladeira da Montanha, que marcam a primeira mostra individual do fotógrafo gaúcho,

“Foram fotos feitas em 1966 para um livro que seria chamado Mulher-Dama, com fotos de Flávio Damm e texto de Jorge Amado. Foi um ensaio proposto pelo próprio Jorge. Nesse intervalo, entre fazer as fotos e publicar o livro, aconteceu o Ato Institucional nº 5. A partir dali seria muito complicado fazer um livro simpático à prostituição, então Jorge desistiu do projeto e ficaram essas fotos guardadas e que pouquíssimas pessoas conheciam”, explicou a curadora da exposição, a arquiteta Silvana Olivieri.

Exposição Mulher-Dama
Quando: visitação até 10 de março. De terça à sábado, das 10 às 18h
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) – Rua do Tesouro- Centro Histórico
Entrada Gratuita


 


5 anos de “Compadre de Ogum” com participação de Filhos de Ghandy e Cortejo Afro


A peça “Compadre de Ogum”, que tem adaptação e direção de Edvard Passos, celebra cinco anos fazendo o que de melhor se pode fazer quando se vive de teatro : entrar em cena ! Por isso, nos próximos sábados, dias 13, 20, 27 de janeiro e 3 de fevereiro , às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, “Compadre de Ogum” faz temporada onde a entrada custa apenas um quilo de alimento não perecível, que será doado ao Nacci – Núcleo de Assistência à Criança com Câncer.

Para completar a celebração, a peça contará com as participações especiais dos Filhos de Ghandy e do Cortejo Afro, que como revela o diretor Edvard Passos, estavam presentes na concepção inicial do espetáculo. “A participação do Gandhy e do Cortejo é uma vontade antiga. Quando o projeto de Compadre de Ogum nasceu em 2013, as duas entidades carnavalescas já estavam conosco dando suporte e respaldo. Ou seja, Compadre de Ogum sempre nutriu esse namoro com o Gandhy e o Cortejo. É um retorno às origens e a realização de um sonho”, diz ele.

A cantora Matilde Charles também faz uma participação especial. “Mathilde Charles traz elegância e sofisticação à peça. É um toque de fino trato, um carinho, um amor, uma presença de Oxum, um aprimoramento que estou tendo o grande prazer e a responsabilidade de inserir no “Compadre de Ogum”. O canto e a presença de Mathilde, por si só, contaminam e despertam em todos os artistas o que há de melhor em cada um”, enfatiza Edvard. Além das apresentações, serão realizados dois colóquios na Fundação Casa de Jorge Amado, sobre a obra do grande autor baiano. Os colóquios acontecem nos dias 17 e 24.01, às 16h, com entrada franca.

Colóquios – Dia 17.01, às 16h, com entrada franca, na Fundação Casa de Jorge Amado – Palestra do diretor Edvard Passos que terá como tema o artigo “Compadre de Ogum : o papel da cidade de Salvador e da Igreja Primeira de Santana na construção da poética do espetáculo”. Com capacidade para 60 pessoas e duração 1h30min, o colóquio tem como público-alvo encenadores, estudantes de teatro, arquitetura e urbanismo, dramaturgos e estudiosos da obra de Jorge Amado.

Dia 24.01, às 16h, com entrada franca, na Fundação Casa de Jorge Amado Colóquio sobre a obra “Os Pastores da Noite”, com participação do diretor Edvard Passos, da diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga e de dois escritores convidados. O público presente será incentivado a interagir com os participantes. Com capacidade para 60 pessoas e duração 1h30min, o colóquio tem como público-alvo estudantes de literatura, acadêmicos e estudiosos da obra amadiana.

Compadre de Ogum – Adaptado da obra de Jorge Amado, dirigido Edvard Passos, indicado a seis Prêmios Braskem em 2015 e vencedor na categoria Melhor Direção, o espetáculo “Compadre de Ogum” narra a história do biscateiro Massu das Sete Portas, um homem negro que, com a ajuda de amigos, organiza o batizado na igreja de seu filhinho “galego”. Até aí seria pouca novidade se o padrinho da criança não fosse Ogum, que anuncia o batizado dentro da igreja católica. Convivência de credos, diversidade étnica em Salvador e o valor da amizade verdadeira são elementos que permeiam a divertida trama.

Sucesso internacional, o espetáculo foi debatido em eventos de peso como a Quadrienal de Praga, a Conferência Anual Federação Internacional de Pesquisa em Teatro, em Hyderabad, na Índia e na Conferência Dramatic Architectures, na cidade de Porto, em Portugal. “Compadre de Ogum” foi pensado para a ocupação de espaços não convencionais e a peculiaridade de ter sido montado para ser realizado fora da caixa cênica – a primeira encenação foi feita na Igreja de Santana no Rio Vermelho – chamou a atenção da crítica especializada e de pesquisadores.

Elenco: Amós Heber – Sacristão Inocêncio e Isídro do Batualê; Marcela Brito – Otália;Diogo Lopes Filho – Padre Gomes; Danilo Cairo – Pé de Vento; Evaldo Macarrão – Guiminha; Everton Machado – Ogum; Daniel Farias – Cabo Martim; Leandro Villa – Massu; Leomaria Novaes – Léo; Luisa Muricy – Benedita; Luiz Pepeu – Jesuíno Galo Doido; Manu Moraes – Tibéria; Talis Castro – Curió; Zé Carlos Júnior – Pai Guima. Participações especiais: Matilde Charles; Anderson Capacete; Filhos de Gandhy; Cortejo Afro

Celebração dos 5 anos do Espetáculo Compadre de Ogum – Aos sábados, dias 13, 20, 27 de janeiro e 3 de fevereiro, às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha.
Ingresso – um quilo de alimento não perecível, que será doado ao Nacci – Núcleo de Assistência à Criança com Câncer.
Colóquios na Fundação Casa de Jorge Amado – dias 17 e 24.01, às 16h, com entrada franca.