Sete cidades baianas têm espetáculos do Sesc


Espetáculo Ruína de Anjos em foto divulgação de Andrea Magnoni

O projeto Palco Giratório do Sesc chega a sua quarta e última etapa do ano com atividades gratuitas e a preços acessíveis até 30 de novembro. Dentre os espetáculos oferecidos estão “O que de você ficou em mim” e “Ruína de Anjos”, que exploram o teatro para representar temas de realidade e ficção. O roteiro começou dia 13 deste mês, em Paulo Afonso, e segue para mais seis cidades baianas: Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Vitória da Conquista, Barreiras e Salvador.

A atração “O que de você ficou em mim” traz assuntos relacionados a relacionamentos interpessoais e afetivos, crises financeiras, perdas familiares, o êxodo do interior para capital. O ingresso custa R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia), a classificação é 12 anos. Já “Ruína de Anjos” se debruça no estilo de intervenção urbana e performance para abordar discussões sobre violência, marginalidade, tráfico de drogas, invisibilidade social, comercialização da fé e gênero. Classificação: 16 anos.

Oficina– O Sesc Santo Antônio de Jesus recebe também o encontro “Pensamento Giratório – Descortinando o invisível”, no dia 18 de novembro, e a oficina de teatro documentário, nos dias 18 e 19 de novembro. Ambas atividades são gratuitas.
Confira a programação completa abaixo, com respectivas datas e horários em cada município.

Feira de Santana

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 15 de novembro (qua)
Horário: 19h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro do CUCA

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 16 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
Info.: 3622 1077

Santo Antônio de Jesus

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 17 de novembro (sex)
Horário: 19h
Gratuito
Local: Unidade Sesc Santo Antônio de Jesus (Teatro)
Info.: 3162-1700

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 20 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
OFICINA – TEATRO DOCUMENTÁRIO
Dias 18 e 19 de novembro
Horário: 9h às 13h
Inscrições gratuitas
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

PENSAMENTO GIRATÓRIO – DESCORTINANDO O INVISÍVEL
Dias 18 de novembro
Horário: 16h
gratuito
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

Jequié

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 21 de novembro (ter)
Horário: 20h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc Jequié
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 22 de novembro (qua)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Vitória Da Conquista

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 23 de novembro (qui)
Horário: 19h
Entrada Franca
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Auditório SESC Vitória da Conquista
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 24 de novembro (sex)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Barreiras

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 26 de novembro (dom)
Horário: 19h30
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 27 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Salvador

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 30 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Saída – Sede da “A Outra Companhia de Teatro” – R. Politeama de Cima, 114.


Juliana Ribeiro à frente do tributo a Clementina de Jesus com mais 30 cantores


A grande cantora Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, será reverenciada por 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, nesta sexta-feira (17), às 19 horas, após 30 anos de sua morte. A artista carioca  só teve seu talento reconhecido aos 63 anos, mas cuja contribuição musical fez dela uma das mais relevantes cantoras brasileiras.

Juntos e em clima de festa, participarão Aloísio Menezes , Carlos Barros, Claudya Costta, Clécia Queiroz, Edil Pacheco, Gal do Beco, GRUPO Barlavento, Grupo Tapuia, Lazzo Matumbi, Lia Chaves, Luciano Salvador Bahia, Marcia Short, Marília Sodré, Mazzo Guimarães, Pali Trombon e Pedro Morais.

Prova do legado único do canto ancestral de Clementina de Jesus é a sua força agregadora para, 30 anos após sua morte, reunir 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, em show multicultural de celebração à inesquecível obra e personalidade da cativante Rainha Quelé.

Projeto contemplado no Edital Arte todo Dia da Fundação Gregório de Mattos – Prefeitura de Salvador, o “Tributo a Clementina de Jesus – Ano IV” começa às 19h com a exibição do documentário “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, que tem direção de Werinton Kermes e roteiro de Míriam Cris Carlos, tendo sido premiado na categoria Melhor Filme de Longa Metragem no REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo em 2011

Em seguida, chega a hora de o palco ser tomado por ritmos como jongos, curimãs, partidos, sambas e batuques, que tanto marcam o repertório da Rainha Ginga – como também era chamada. “São 30 anos da passagem de Clementina e por isso eu quis realizar um evento com a força da coletividade para um tributo a uma obra que vai além do tempo”, comemora a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, que assina a direção artística da noite e também esteve à frente dos outros três eventos de tributo a Clementina em anos passados. O Grupo Botequim mais uma vez participa como banda base.

Se a noite já seria grandiosa por reviver a ternura e talento da velha rainha sorridente, que causou fascínio com seus cânticos de escravos interpretados com o peso ancestral da sua voz, os convidados que lá estarão para cantar com emoção e gratidão a obra de Clementina prometem fazer jus à ocasião, e eles não são poucos.

Completam o time Portela Açúcar, Rita Braz, Sueli Sodré e Vérciah Vérciah. E como a proposta é de uma noite multicultural, ainda haverá a performance dos poetas Maviael Melo e Juraci Tavares e dos transformistas Ferah Sunshine e Rainha Loulou. Todos arrebatados e inspirados pela fascinação que sempre causaram as aparições de Clementina.

Tributo a Clementina – Ano IV
Local: Teatro Vila Velha – Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Salvador
Horário: 19h
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (bilheteria do teatro ou no site


Vasta programação cultural do Novembro Negro na capital e interior


Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Novembro Negro com programação cultural diversificada, durante todo o mês, em atividades como música, dança, teatro e literatura, em vários espaços culturais da capital e interior, promovidas através das unidades da Secretaria de Cultura.

Momento de refletir sobre os desafios, lutar por avanços e também celebrar o legado e a Consciência Negra, o mês do Novembro Negro conta com uma extensa programação realizada pelo Governo do Estado. A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) participa do projeto, promovendo a diversidade e a dinamização de seus espaços através de atividades voltadas para linguagens variadas, como música, dança, artes visuais, teatro e literatura.

TCA – recebe, no dia 19, às 11h, o coletivo de percussão baiano Quabales, grande atração do projeto Domingo no TCA. O show conta com participação da cantora Margareth Menezes, e os ingressos serão vendidos a R$ 1 e R$ 0,50. Já no dia 23, a Conferência Mulher com a Palavra encerra o ciclo de encontros em 2017, e recebe a atriz e diretora Camila Pitanga para falar sobre o tema “Negra, Sim!”. O evento, com mediação de Rita Batista, terá ingressos vendidos a R$ 10 e R$ 5.

No dia 18 de novembro, 18h, a terceira edição do Concha Negra do Teatro Castro Alves traz ao palco o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro da Bahia, neste show os seus convidados são a rainha do axé Daniela Mercury e o rapper paulistano Criolo. Na abertura, o Bando de Teatro Olodum. Ingressos R$ 30 e R$ 15. (todos com matérias completas neste portal)

Novembro das Artes Negras – A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) promove as artes negras durante o mês de novembro. Entre os destaques de sua programação, a sede da Funceb, localizada no Liceu das Artes, no Pelourinho, recebe a Exposição Mestre King (foto), uma homenagem ao professor e coreógrafo, a mostra reúne fotografias de autoria de nomes como Any Valette e Rafael Martins, além de fotografias do acervo pessoal do Mestre. Na ocasião do lançamento, no dia 16, às 15h, será exibido o documentário Raimundos: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia.

Também na sede da Funceb, acontece o projeto Diálogo Possíveis. A primeira edição, no dia 21, às 14h, lança o tema Mulheres Negras na Dança: Memórias Estereótipos e Protagonismos, com participações de Nilidinha Fonseca (Balé Folclórico da Bahia), Inah Irenam (ExperimentandoNUS Cia de Dança), Vânia Oliveira (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e Marilza Oliveira (Universidade Federal da Bahia).

A segunda edição, no dia 28, às 15h, traz o debate Dança e Empreendedorismo, com Tatiane Campelo (BlackLuxo), Sivaldo Tavares (Black Atitude e TJP Models), Alex Millany (Abantu), Coletivo Aquarela (Alunos Curso Profissional), Denis Pop (Cravo e Canela), Jackson Machado (Criollo) e Carolina Miranda (Calanga).

A música também tem espaço, o projeto Áfricas na Gente realiza apresentação no dia 22, às 15h, na sede da Fundação, com o propósito maior de enaltecer a cultura afro-brasileira e trazer reflexão sobre a importância do povo negro para a nossa cultura.

Crianças – o artista João Lima, referência na arte da palhaçaria, leva a oficina Brincando de Circo, que irá proporcionar ao público uma experiência de um treino de malabares, ensaio de números de palhaços, além da realização de alguns movimentos simples de acrobacia e pequenos truques de mágicas. Em seguida, ele apresenta o espetáculo O Circo de um Homem Só. A programação começa às 13h.

Outro grande destaque é a apresentação do espetáculo Kaiala, primeiro solo do ator Sulivã Bispo, que conta a história de uma menina de 10 anos, assassinada em uma invasão ao seu terreiro. Após a apresentação do espetáculo, abre-se um bate-papo sobre intolerância religiosa, tendo como convidada Mãe Jaciara, Ialorixá do terreiro Abassá de Ogum.

Espaços culturais – No sábado (11), o Centro Cultural Plataforma recebe mais uma edição do “Concurso Mona Crespa”, às 17h. O projeto sempre se preocupou em mostrar nas passarelas assuntos de interesse para a educação dos jovens, tratando de temas como feminismo, consciência negra, intolerância religiosa, questões LGBT+ e os mais diversos assuntos de cunho social.

A entrada custa R$ 20 e R$ 10. No mesmo dia, porém no Cine Teatro Lauro de Freitas, às 20h, Cartola recebe uma homenagem através do espetáculo “Memórias do Samba”, que apresenta fragmentos da história desse grande cantor e compositor, além de relatos da efervescência cultural entre as décadas de 60/70, perpassando por obras musicais emocionantes e inesquecíveis da MPB. A entrada custa R$ 30 e R$ 15.

O Cine Teatro Solar Boa Vista será cenário da festa Batekoo, também no dia 11, às 23h. Em uma noite de discotecagem, o movimento mostra a força da expressão musical e do movimento do corpo, da pele preta e seu suor, da liberdade corporal e sexual, das culturas negras periféricas e urbanas.

Ingressos R$ 20 e R$ 10. Ainda em destaque no espaço, o projeto Domingo no Parque volta com tudo no próximo dia 19, das 14h às 20h, visando movimentar o parque com a cultura hip-hop, fortemente trabalhada por jovens do Engenho Velho de Brotas. As entradas custam R$ 10 e R$ 5.

O Espaço Cultural Alagados também realiza diversas atividades durante o Novembro Negro. Entre os destaques, o Projeto Cultura Forra, de 8 a 22 de novembro, vem tratar de ações de empoderamento de crianças, adolescentes e jovens integrados através de oficinas e atividades culturais como forma de socialização.

Programação em outras cidades

Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Alagoinhas – O Centro de Cultura de Alagoinhas traz, entre suas atividades, o Big Chop Coletivo: Empoderamento e Empreendedorismo da Mulher Negra. O evento será no dia 19, a partir das 9h. Já entre os dias 20 e 22, acontece o I Circuito de Arte e Cultura Negra do Grupo Cultural Quilombo Andante, com mesas temáticas, apresentações culturais e exposições artísticas.

Porto Seguro – O Centro de Cultura de Porto Seguro tem em destaque da sua programação apresentações de dança, teatro e moda, em evento especial no dia 24, das 8h às 17h.

Valença – O Centro de Cultura Olívia Barradas comemora o Novembro Negro e os seus 31 anos de história, no dia 10 de novembro, a partir das 18h, com apresentações de música, teatro, dança, cultura popular, artes visuais e intervenções literárias.

Santo Amaro – Teatro Dona Canô promove no Dia da Consciência Negra (20), 20h, a apresentação do Grupo UHURU – EBY, que amplia o conhecimento cultural e valorizam as heranças dos antepassados através da música. Ingressos R$ 20 e R$ 10.

Bibliotecas com intensa programação

Bibliotecas – O Sistema de Bibliotecas da Bahia, administrado pela Fundação Pedro Calmon, realiza diversas atividades educativas e socioculturais. A Biblioteca Central, localizada nos Barris, no dia 23, às 10h, a socióloga Dra. Marcilene Garcia estará à frente da palestra “O Negro no Mundo do Trabalho, diversidade e cotas raciais nos concursos públicos”.

A Biblioteca Pública Thales de Azevedo, no dia 20, às 9h, promove a leitura Lendas Africanas de Iray Galvão, contando belíssimos mitos de origem yorubá. A Biblioteca Anísio Teixeira, no Pelourinho, também se destaca com palestras e bate papos.

A Biblioteca Juracy Magalhães Jr. promove atividades nas suas unidades de Salvador e Itaparica. Em Itaparica, fica em cartaz, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, a exposição Procura-se Bonecas Negras, composto por bonecas de pano buscando o resgate da identidade negra no país.

Ao longo do mês acontecem ações como rodas de conversa, palestras e oficinas de dança afro e de yourubá. Na unidade de Salvador, o destaque fica a exposição Vitrine Cultural: Novembro Negro, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, e para o desfile de moda Beleza Negra, no dia 24, às 14h.

A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato tem destaques para todas as idades. No dia 09, às 15h, a APAE Salvador realiza uma apresentação de dança afro em homenagem ao Novembro Negro. A biblioteca recebe no dia 10 a exposição Boi Multicor, em homenagem ao recém falecido professor e arte-educador Jorge Conceição. A programação de abertura, a partir das 10h, contará com bate-papo pela manhã, contação de história e oficina de arte durante a tarde, e encerra com apresentação do Neojibá.

A BIBEX estará instalada com a Biblioteca Móvel no Instituto Central de Cidadania, no bairro do Pernambués, nos dias 10, 17 e 24. A programação é composta por jogos, brincadeiras, além do acesso das crianças ao acervo da BIBEX, com mais de 1000 livros.

Destaque também para a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé. No dia 13, tem a exposição “Lentes Negras: festas, festejos e celebrações”, retrata, através do olhar artístico, as comemorações, celebrações, festejos e costumes da população negra baiana nas suas mais diversas dimensões.

Já no dia 25, quando se comemora o Dia da Baiana de Acarajé, a BVCP lançará minidocumentário sobre o oficio, produzido a partir do depoimento das baianas de acarajé mais antigas da cidade. Além disso, no dia 25 será lançado o dossiê especial online sobre o ofício das baianas de acarajé.

Museus – Os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) participam do Novembro Negro. No Pelourinho, o Museu Tempostal em parceria com o grupo Contadeiras promove uma contação de histórias especial, aberta ao público, no dia 21, às 15h. Além disso, o mês terá atividades de Capoeira, Samba de Roda, entre outras atividades em parceria com o Colégio Estadual Azevedo Fernandes.

O Museu Udo Knoff apresenta o Projeto Somos Parte de Você, com bate-papo e jogos educativos, nos dias 16, 23, 29 e 30, a partir das 14h. O evento é voltado para grupos de alunos de 15 a 20 anos de escolas parceiras, porém é também aberto para o público em geral. Permanece em cartaz no museu a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’, de terça a sábado das 13 às 17 horas. Já o Solar Ferrão continua com a Exposição instrumentos africanos e afro-baianos, da coleção da etnomusicóloga Emília Biancardi, de terça a sábado das 13 às 17 horas.

Cabaceira do Paraguaçu – No Parque Histórico Castro Alves, durante todo o mês as visitas monitoradas serão voltadas para importância dos negros na vida e na obra de Castro Alves. A biblioteca do Parque Histórico Castro Alves, com o Projeto Sopa de Letras que visa estimular a leitura infantil por meio da contação de histórias, vai trabalhar a história ‘Menina Bonita do Laço de fita de Rute Rocha’, visando a valorização da beleza negra. De terça a domingo, de 9 às 13h


Exposição, cinema, oficina, teatro, sarau e festival no Mês da Consciência Negra


Espetáculo “O Caminho de Volta” em foto divulgação de Dan Rammirez

No Mês da Consciência Negra o Gamboa Nova busca formas de dialogar com este marco com programação variada como exposição, cinema, oficina, teatro e festival , no período de 1º a 30 de novembro, no Gamboa Nova, Rua Gamboa de Cima, 3, Aflitos.

O negro consciente de si, de seu intenso tempo, beleza, sua voz e participação em todas as esferas culturais e sociais, mesmo diante da brutal adversidade racial por todo o mundo. De acordo com os organizadores: “Estar atento diante das constantes senzalas, onde o preconceito, o retrocesso e a ausência de direitos reais teimam em querer nos aprisionar com o tapume da intolerância.Sim, estamos aqui e somos lindos”.

Cine
Mostra de Curtas Ouriçado Produções

1º a 30/11 (quarta a domingo)
antes das apresentações com autorização prévia das produções – GRATUITO
Canal de humor negro (essencialmente feito por negros) que para além do humor lança mão do audiovisual para discutir questões como representatividade, racismo e preconceito.

Exposição
10 anos de Boa Nova – Galeria Jayme Fygura

1º a 30/11
quarta a sábado das 16h às 20h e domingo das 15h às 17h – GRATIS
Imagens diversas, com conteúdo afetivo e visual da história do projeto Gamboa Nova, através da colaboração de diferentes artistas que ilustraram as capas das programações do teatro nos últimos anos.

Oficina
Turbantes para Cerimoniais – Tulany
13/11 (segunda) – 15 às 17h – Valor R$ 50 (inscrição no dia – levar tecido a partir de 1m/lotação 30 pessoas)
Aristóteles Guerra Filho, conhecido como Tulany – nome de origem africana ‘aquele que tira raízes e abre caminho’ – é artista plástico, educador, artesão e agente de mudanças sociais há mais de 40 anos no Centro Histórico de Salvador. Oferece esta oficina como resgate e preservação da cultura afro-brasileira, com ênfase na reconstrução da identidade étnico-cultural.

Teatro-Performance
Rosas Negras- Nata (Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas)
01, 02, 03, 08, 09 e 10/11 (quartas, quintas e sextas) – 20h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
sessão extra dia 10 (sexta), 16h, apresentação gratuita para escolas
Espetáculo solo de Fabíola Nansurê, com direção de Diana Ramos, que integra o Natas em Solos – Seis Olhares sobre o Mundo, projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra.
Classificação: Livre

Coisa de Viado – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
04 (sábado) – 20h / 05/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Performance que desvela questões importantes do universo lgbt, tirando o véu de temas como diversidade de gênero, transexualidade, invisibilidade lésbica, com foco também étnico/racial, ao refletir sobre o esteriótipo da ‘bicha preta da favela’.
Classificação: 12 anos

Oralidade Africana- O Caminho de Volta – Grupo Teatral Ayá
11/11 (sábado) – 17h + 20h (duas sessões)- R$10 (inteira)/ R$5 (meia)
Um teatro experimental, onde o corpo negro tem livre expressão de si e sobre si, de forma afrocentrada e dinâmica, trazendo para o palco temas como África tradicional e Cultura Afro- brasileira.
Classificação: Livre

Festival
UFNA – Ubuntu Festival de Negras Artes II
15, 16, 17, 18 + 22, 23, 24, 25/11 (quarta a sábado) – 20h
19 e 26/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Em sua segunda edição, traz como tema Artes Entrecruzadas, levando ao palco do teatro Gamboa Nova diversos artistas negros nas mais variadas linguagens artísticas. O festival nasceu em 2016, idealizado por Leno Sacramento, Naira da Hora, Shirlei Sanjeva e Luciene Brito.

1º Semana
15/11 (quarta-feira) – Eles não me disseram isso – 16 anos
16/11(quinta-feira) – Candomblackesia – livre
17/11 (sexta-feira) – EntreLinhas – 14 anos
18/11 (sábado) – En(cruz)ilhada – livre
19/11(domingo) – Banda confusão – livre

2º Semana
22/11(quarta-feira) – Ardor – livre
23/11 (quinta-feira) – Performáticos Quilombo – livre
24/11(sexta) – Kaiala- livre
25/11 (sábado) – Slam das Minas – livre
26/11 (domingo) – Visita – Show musical de Alexandra Pessoa – livre

Sarau
Boi da Cara Preta – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
30/11 (quinta) – 20h – R$20 (inteira) / R$10 (meia)
No mês da celebração da consciência negra, a Bumbá leva ao público a força da arte negra feita por artistas de Salvador. Performances, poesias, documentário, danças e música, com o intuito de promover a valorização dos mais diversos cantos e periferias da cidade. 14 anos


Salvador e Cachoeira: Mostra de Cinema com filmes premiados em Cannes, Berlim e Roterdã


A Bela da Tarde (1967) com Catherine Deneuve

Filmes premiados nos mais importantes festivais do mundo serão exibidos pela primeira vez em Salvador e Cachoeira (Recôncavo Baiano) na XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema  A mostra reúne sete longas-metragem e treze curtas produzidos nas Américas, Ásia, Europa e África entre 2016 e 2017. As sessões acontecem entre os dias 8 e 15 de novembro, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha (Salvador) e no Cine Theatro Cachoeirano (Cachoeira).  .

Contemplado com o Prêmio Especial do Júri, Rei (Rey), de Niles Atallah, é um dos longas selecionados. Uma coprodução Chile/França/Holanda/Alemanha, o filme traz um fictício explorador francês que se dedicou a conquistar a Patagônia, no século XIX. A mostra traz também o vencedor do Europa Cinemas Label do Festival de Cannes, A Ciambra, de Jonas Carpignano. Produzido por uma parceria Itália/Alemanha, o filme mostra um adolescente colocando sua maturidade à prova em uma pequena comunidade romana.

A seleção de longas se completa com o argentino O Inverno (El Invierno), de Emiliano Torres; o português Luz Obscura, de Susana de Sousa Dias; o espanhol A Mão Invisível (La Mano Invisible), de David Macián; o holândes Um Lugar Tranquilo (Hier Is het Nooit Stil), de Sjoerd Oostrik; e Medea, de Alexandra Latishev Salazar, uma coprodução Costa Rica/Chile/Argentina.

Entre os curtas da mostra estão Saudações de Aleppo (Greetings From Aleppo), de Issa Touma, Floor van der Meulen e Thomas Vroege. Premiada no Festival de Roterdã, essa produção holandesa documenta histórias de pessoas comuns que permanecem na cidade síria. Entre os premiados estão ainda o argentino Centauro, de Nicolás Suárez, um faroeste greco-crioulo, contemplado com menção especial no Festival de Berlim; e o chinês Uma Noite Suave (A Gentle Night), de Qiu Yang, uma ficção premiada em Cannes, que traz uma mãe que se recusa a desistir da procura por sua filha desaparecida.

A seleção inclui os portugueses Penúmbria, de Eduardo Brito; Altas Cidades de Ossadas, de João Salaviza; e Farpões Baldios, de Marta Mateus; e os franceses After School Knife Fight, de Caroline Poggi e Jonathan Vine; Vovô Morsa (Grandpa Walrus), de Lucrèce Andreae; As Ilhas (Les Îles), de Yann Gonzalez.

Completando a mostra estão o tailandês Morte do Técnico de Som (Death of the Sound Man), de Sorayos Prapapan; o senegalês Terça-feira de Nder (Talaatay Nder), de Chantal Durpoix; o espanhol Cucli, de Xavier Marrades; e Uma Breve História da Princesa X (A Brief History of Princess X), de Gabriel Abrantes, uma coprodução Portugal/França/Reino Unido.

                       Sessão especial “A Mulher no Cinema”

Cineasta Agnes Varda

A Mulher no Cinema é uma das sessões especiais programadas para o XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Serão exibidos o longa Cinéast(e)s, de Julie Gayet e Mathieu Busson, que entrevista diretoras para debater a participação feminina na produção cinematográfica; e o curta Histórias Maternas (Histoires Maternelles), de Anouk Dominguez-Degen, que explora as nuances dos instintos maternos. “Nossa proposta é criar um espaço de reflexão sobre o lugar da mulher no cinema”, explica a cineasta Marília Hughes, coordenadora e curadora do Panorama.

A programação inclui outras duas sessões especiais. A primeira delas irá exibir Zama (2017), de Lucrécia Martel, longa que traz a saga de um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul. Cansado de esperar pela tão desejada transferência, ele acaba partindo em busca de um bandido perigoso. A segunda sessão será com A Negação do Brasil (2000), de Joel Zito Araujo, que analisa o papel dos atores negros na história da telenovela.

A sessão Cineclube Walter da Silveira realiza a primeira exibição da cópia restaurada de A Grande Cidade (1966), em Salvador. Dirigido por Cacá Diegues e protagonizado por Anecy Rocha, irmã de Glauber Rocha, o filme mostra uma nordestina que vai para o Rio de Janeiro em busca do noivo e descobre que ele se tornou um temido assaltante.

                       Clássicos de David Lynch, Bergman e Buñuel

Cidade dos Sonhos, de David Lynch (2001)

Diretores que marcaram a história do cinema mundial terão filmes icônicos exibidos no Coisa de Cinema, David Lynch, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, John Cassavetes e outros cinco cineastas integram a Mostra Clássicos, com obras realizadas entre 1928 e 2001.

Após o término da terceira temporada de Twin Peaks e a breve passagem do documentário David Lynch: A vida de um artista pelos cinemas de Salvador, Lynch será representado por Cidade dos Sonhos (2001), filme que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor em Cannes. Acompanhada por um guia para “decifrar” sua trama, na época do lançamento, a obra é “ambientada no universo irreal de Los Angeles”, com uma “mistura desconfortável de inocência e corrupção, amor e solidão, beleza e depravação”, como descreve a sinopse.

Outra produção que desafia o espectador é Persona (1966), do sueco Ingmar Bergman. O filme mostra uma atriz que perde a fala durante uma apresentação teatral e é internada em uma clínica psiquiátrica. Seguindo orientações médicas, ela se isola em uma ilha sob os cuidados da enfermeira Alma, o que dá início a uma relação com intimidade crescente, estabelecendo trocas de identidade.

Premiado no Festival de Veneza e protagonizado por Catherine Deneuve, A Bela da Tarde (1967) traz o cinema de Luis Buñuel para a mostra. Na trama, uma jovem dona de casa tenta conciliar suas fantasias com o cotidiano ao lado do marido. Ela começa a trabalhar eventualmente em um bordel secreto, usando o pseudônimo de “bela da tarde”. No entanto, o surgimento de um cliente possessivo faz com que tente voltar à sua vida normal.

Uma figura feminina também está no centro da trama de Uma Mulher sob Influência (1974), de John Cassavetes. No filme, Mabel é uma dona de casa em constante desequilíbrio emocional, o que começa a afetar a vida dos seus filhos. Quando ela é internada, o marido precisa assumir o controle da casa.

A mostra se completa com A Colecionadora (1967), de Eric Rohmer; O Martírio de Joana D’Arc (1928), de Carl Th. Dreyer; Cesar e Rosalie (1972), de Claude Sautet; Cidadão Klein (1976), de Joseph Losey; e Memórias do Subdesenvolvimento (1968), de Tomás Gutiérrez Alea.

Homenagem a Guido Araújo e Luiz Paulino
Falecido em setembro deste ano, o cineasta Guido Araújo será homenageado no XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, com a exibição de dois episódios da série O Senhor das Jornadas, dirigida por Jorge Alfredo. Criador da Jornada Internacional de Cinema da Bahia (1972 – 2012), Guido dirigiu diversos documentários focados no interior da Bahia, como Maragogipinho, Feira da Banana, A Morte das Velas do Recôncavo, Lambada em Porto Seguro e Raso da Catarina.

Índios Zoró – Antes, Agora e Depois? (2016)

O Panorama exibe o primeiro e o último dos cinco episódios de O Senhor das Jornadas. A série começa resgatando a vida de Guido em Castro Alves, cidade natal do cineasta, sua chegada a Salvador e a passagem pelo Rio de Janeiro; e termina focando na produçao de curtas e nas memórias das Jornadas de Cinema. As sessões acontecem nos dias 13 (17h50) e 14 (19h) no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, sede do festival.

Outros dois cineastas brasileiros falecidos este ano serão homenageados no XIII Panorama: o baiano Luiz Paulino dos Santos e o gaúcho Geraldo Moraes. Paulino também era ator e interpretou o peregrino em O Homem que não dormia, do amigo Edgard Navarro. O festival vai exibir seu último trabalho como diretor, o documentário Índios Zoró – Antes, Agora e Depois? (2016), no dia 9/11, às 16h, na sede do Panorama, e dia 10/11, às 15h, na Sala Walter da Silveira.

A obra de Geraldo estará representada por A Difícil Viagem (1981), o primeiro longa da sua carreira, que será exibido dia 10/11, às 15h25, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. O cineasta foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, na década de 1990, e coordenou a regulamentação da Lei do Audiovisual, publicada em 1993.

O XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema acontece de 8 a 15 de novembro, em Salvador e Cachoeira, com patrocínio da Petrobras; apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura; e apoio institucional da Prefeitura de Cachoeira.

XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema
Quando: 08 a 15 de novembro
Onde: Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha / Cine Theatro Cachoeirano
Preço: Salvador: R$ 10,00 (inteira)/ R$ 5,00 (meia) avulso – R$ 40,00 passaporte com 10 ingressos
Cachoeira: Gratuito
Programação completa: http://coisadecinema.com.br/xiii-panorama/