Começa o Novembro Negro no TCA

No próximo dia 1º (sexta-feira), às 19h, o Teatro Castro Alves (TCA) será palco da abertura oficial do Novembro Negro, mês emblemático da luta pelos …




Mal invisível até dia 27 no Vila Velha


Foto divulgação de Saulo Robledo

O ator e diretor teatral Marcelo Sousa Brito e a equipe do Coletivo Cruéis Tentadores ajustam os últimos
preparativos para estreia do espetáculo Mal invisível, marcada para 10 de outubro de 2019, às 20h, no
Teatro Vila Velha. A curta temporada segue em cartaz sextas e sábados 20h e domingos 19h, até dia 27,
com ingressos no valor de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
O projeto faz parte de uma longa pesquisa do encenador iniciada em Paris em 2002, ao conhecer a obra La
supplication, da autora bielorrussa Svetlana Alexievitch, que fala das vítimas de contaminação radioativa
em Chernobyl. Prêmio Nobel de Literatura em 2016 e homenageada na Festa Literária Internacional
de Paraty no mesmo ano, a escritora começa a ter seus livros traduzidos no Brasil.
Foi a atualidade dessa obra que fez Brito construir uma dramaturgia forte, que traz também
dados, relatos e informações de canais de notícias, além de passagens do livro “Holocausto
brasileiro”, da autora Daniela Arbex, como fonte de pesquisa para a escrita do texto,
potencializando as histórias de males muitas vezes silenciados, mas densos da trajetória humana.
Em 2009, Brito passou uma temporada de pesquisa em Berlin, convivendo com ativistas e
frequentando lugares destruídos por conflitos ambientais e sociais. Em 2015 ele retorna a Paris,
dessa vez para presenciar o silêncio e a invisibilidade de corpos estrangeiros na parte subterrânea
do metrô.
Agora, em 2019, a convite do Teatro Vila Velha, o encenador dribla as dificuldades por falta de
patrocínio e decide que é o momento de tocar nessa ferida, que está cada vez mais próxima de
nós: o mal que o ser humano causa a si mesmo ao se colocar no lugar de prioridade.
Para isso o diretor reuniu uma equipe de artistas que está, desde março deste ano, dividindo o
espaço de criação juntamente com os moradores da Comunidade do Solar do Unhão. “Ali, é
possível ouvir o grito dos invisibilizados pela sociedade e fazer com que a comunidade ouça o
clamor de artistas-personagens que querem problematizar nossa estadia na Terra e pensar o que
será das civilizações futuras. Qual é a nossa real responsabilidade para com o mundo onde
vivemos?” – questiona Brito.
Os ensaios são sempre repletos de emoção e questionamentos a cada dia, sobre cada
acontecimento noticiado pela imprensa. “Não se pode falar do cotidiano, da vida real, sem vivê-la,
preso em salas de ensaio. Meu desejo é que o elenco viva na pele as dores e delícias das
personagens e para isso é comum ensaiar com chuva, sol, crianças, moradores de rua, moradores
locais, que esperam socorro diante de um desabamento de terr; a mãe aflita aguardando

ambulância para socorrer filho afogado, a polícia em busca de chefe de tráfico e por aí seguimos
nos alimentando até o dia da estreia” – destaca.
Sobre Marcelo _Os trabalhos do diretor e autor Marcelo Sousa Brito, que realiza estágio de pós-
doutorado em Artes Cênicas pela Ufba, com dois livros lançados em seu Mestrado (O Teatro
Invadindo a Cidade – 2012) e Doutorado (O Teatro que Corre nas Vias – 2017), já percorreram
cidades do interior baiano, do Brasil e da Europa, sempre com um traço performático diferenciado
em relação ao meio. Sua peça de graduação também, Guilda (2006), ganhou o prêmio Braskem de
Teatro na categoria Revelação.
Agora ele se une a artistas experientes como Márcia Andrade (“Em Família), José Carlos Jr
(“Compadre de Ogum”), Irema Santos, Nilson Rocha (“A Bofetada”), Paulo Paiva e Saulo Robledo,
para sua nova estreia. A ideia vem sendo amadurecida nos últimos anos para debater a
responsabilidade humana com o planeta e ganhou força com o convite de Márcio Meirelles para
que a estreia acontecesse no Teatro Vila Velha.
Vale ressaltar que a comunidade do Solar do Unhão está apoiando o espetáculo e os interessados
terão acesso ao teatro na ocasião da estreia. Outro ponto é que Marcelo volta com uma proposta
pessoal forte, em um teatro convencional, depois de mais de uma década sem realizar este perfil
de obra em sua carreira.
Mal Invisível – Coletivo Cruéis Tentadores, direção Marcelo Sousa Brito
Data: 10/10 (única quinta da estreia – 20h) + 11, 12, 13, 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de outubro de 2019
(sextas e sábados 20h e domingos 19h)
Local: Teatro Vila Velha – Passeio Público (Salvador)
Valor: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia com comprovante)
Informações: (71- 98823-2787 Marcelo / 71- 98824-2978/ 99274 0136 Tatiane)
https://www.facebook.com/crueis.tentadores
https://www.ingressorapido.com.br/event/31384-1/
Realização: Coletivo Cruéis Tentadores
Classificação: 16 anos

Ficha técnica:
Dramaturgia, direção e responsável pelo projeto: Marcelo Sousa Brito
Elenco: Márcia Andrade, Paulo Paiva, Irema Santos, José Carlos Jr., Nilson Rocha, Marcelo Sousa
Brito, Saulo Robledo
Cenografia: Haroldo Garay
Figurino: Silverino Oju
Trilha sonora: Daniel Nepomuceno
Iluminação: Marcos Dedê


Exposição “O Preço do Sorriso” no Palacete das Artes


A exposição “O Preço do Sorriso”, do artista João Neto, terá abertura na terça-feira, 1º de outubro, das 19h até 21h, no segundo pavimento do Palacete das Artes. A mostra apresenta um conjunto de peças em cerâmica, modeladas na figura do palhaço, refletindo sobre o cotidiano de muitas pessoas, uma exteriorização do grande circo da vida. São figuras contemporâneas baseadas em lembranças, vivencias e intenções de mudanças.
Alguns resultados do percurso criativo e de investigação do artista sobre os processos cerâmicos são apresentados em 49 cabeças inquietantes. Um grito de tudo que ficou preso ao longo dos anos ecoa. Cada cabeça é modelada assim como a personalidade de cada um. Com paciência, aprendizado, e sentimento.

João Neto (Minas Gerais – Bahia), Artista, Arquiteto e Urbanista vive e trabalha em Salvador – Bahia. Graduado pela FAUFBA em 2006, há quatro anos vem se dedicando exclusivamente às artes plásticas. Inicialmente desenvolveu várias atividades artísticas com a pintura e a partir de 2016 desenvolve processos cerâmicos e uma produção de séries escultóricas, nas quais seu principal motivo criativo está relacionado com as questões do homem contemporâneo. Tendo participado de exposições coletivas, feiras de arte e recentemente integrou um programa de TV na rede GNT.

A exposição poderá ser conferida pelo público até o dia 24 de novembro. O Palacete das Artes é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). Funciona de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Mais informações no tel. 71 3117 6987.


Domingo no TCA tem o espetáculo “O Velho Homem Rio”


Celo Costa em foto divulgação de Ricardo Prado

Em setembro, o projeto Domingo no TCA apresenta para o público a articulação entre os universos musical e literário na obra “O Velho Homem Rio”. Inspirado no conto “A Terceira Margem do Rio”, do autor Guimarães Rosa, o solo é protagonizado pelo cantador, multi-instrumentista e compositor Celo Costa. Entrelaçando a arte da cantoria com a beleza da narração de histórias, o espetáculo tem direção artística de Jackson Costa e conta com direção musical de André Tiganá. A Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) receberá o artista no dia 29 de setembro, às 11h. Os ingressos custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia) e serão vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato à plateia do teatro.

Em “O Velho Homem Rio”, Celo Costa mergulha os espectadores em composições inspiradas no imaginário atemporal do sertão. O músico inspirou-se na riqueza de significados e simbolismos do sertão para criar o show, levando para o palco canções de Elomar, Dominguinhos, Chico Buarque e Mauro Aguiar, articuladas com o repertório autoral do artista. “Esse projeto traz uma singularidade bem especial, porque vamos contar uma história no meio de um show musical, sob o olhar de um contador de histórias. Então, no palco, serei um cantador, tocador de viola e também um contador dessa história tão profunda, que é ‘A terceira margem do rio’”, afirma Celo Costa.

A apresentação garante uma aproximação com instrumentos característicos da música nordestina, mas em diálogo com as tantas possibilidades musicais: sanfona e viola convivem com percussão e piano num ambiente de sonoridade acústica. Jackson Costa afirma que essa é uma boa oportunidade para o público se deleitar com a prosa poética de Guimarães Rosa, na voz de um cantador que ousa se aventurar com a palavra falada, assim como a personagem do conto, em busca do desconhecido, dessa terceira margem.

“O Velho Homem Rio” traz à tona os imaginários dos sertões, transitando entre muitos simbolismos evocados pela palavra e música. “O sertão de Elomar é seco, com pouca água, com o bode. Ele tem uma paisagem, uma fauna, aquela coisa de chuva rara, o sofrimento do nordestino, alimentação escassa, a carne seca. Mas ele traz também alguns elementos que estão no conto, como a solidão, o isolamento, a saudade e, de certa forma, traz também o abandono, presente em ‘A Terceira Margem do Rio’”. Já Guimarães Rosa, descreve ainda Celo, traz um sertão colorido, de vida, com água abundante. “É outro sertão. A narrativa acontece na beira de um rio, não tem tanta miséria, embora compartilhe elementos em comum, como abandono e solidão. São dois sertões presentes aí”, explica.

Celo Costa foi criado na beira de um rio, na cidade de Santa Maria da Vitória, situada no oeste da Bahia, banhada pelo Rio Corrente. Ele também encontrou nas suas memórias de infância a relação com as expressões artísticas que apresentará em cena. “O narrador do conto é o filho que fica. É a história de um pai que manda fazer uma canoa para si e passa a viver no meio do rio. Mas quem conta essa história é o filho. Eu me identifico com essa narrativa porque fui criança também dentro de uma família, e os meus pais se separaram. Eu vi o meu pai, falando de uma maneira metafórica, mandar fazer pra si uma canoa e viver no meio desse rio. É uma memória forte que eu tenho”, conta.

DOMINGO NO TCA – O Domingo no TCA é uma iniciativa do Teatro Castro Alves, Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que se compromete em ampliar e diversificar o seu público frequentador, oferecendo-lhe acesso a espetáculos qualificados, das mais diversas linguagens artísticas. Desde 2007, com mais de 140 edições e cerca de 200 mil espectadores, o projeto engloba apresentações de música, teatro, dança, circo, cinema, de variados estilos e proposições estéticas, da Bahia, do Brasil e do mundo.

Celo Costa

No espetáculo “O Velho Homem Rio”

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quando: 29 de setembro de 2019 (domingo), 11h

Quanto*: R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia)

* Vendas somente no dia, a partir de 9h, com acesso imediato do público.

Classificação indicativa: Livre


Cabaré Vibrátil em curta temporada no Martim Gonçalves


Foto Caio Lírio

O espetáculo “Cabaré Vibrátil”, criação colaborativa livremente inspirada no conceito de “corpo vibrátil”, de Suely Rolnik, integra a programação do Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (2019) com apresentações dias 28 e 29 de setembro, às 20h30, no Teatro Martim Gonçalves (TGM).

Inspirada na estética dos cabarés alemães, em Brecht e Weill, os atores-cantores Duda Woyda, Leandro Villa e Talis Castro, acompanhados por uma banda feminina composta por Roberta Dantas, Poliana Coelho, Luísa Santos, Ingrid Steinhagen e Maira Lins, executam ao vivo músicas do cancioneiro queer.

Produzida pela Ateliê voadOR Companhia de Teatro e com direção de Djalma Thürler, “Cabaré Vibrátil” é uma peça-festa, que leva o público a se comover, divertir, refletir e interagir com os atores em cena, fazendo estranhar o regime exclusivo de representação identitária fechada em si mesma e abrindo o leque da explosão da diversidade e também da sexualidade. Com muito charme, sedução, corpos fluídos e questionadores, Duda Woyda, Leandro Villa e Talis Castro vão transformar o palco do TGM em um espaço para reflexões e diversões.

O “Cabaré Vibrátil é um ponto de encontro para cantar, dançar e pensar. Um espaço festivo de encontros, de resistência através da arte. O encontro é o começo de tudo. Tudo isso, regado a um pouco de erotismo. Algumas músicas e textos são extraídos do Almanak Caralhal, de 1881, com arranjos de Roberta Dantas. Vale lembrar que teremos participações especiais”, conta Thürler.

Cabaré Vibrátil
Onde: Teatro Martim Gonçalves
Quando: 28 e 29 de setembro, às 20h30
Valor: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia – ingressos pelo link https://www.sympla.com.br/filtebahia-2019—cabare-vibratil__650750
Classificação: 16 anosFicha Técnica:
Dramaturgia e Direção: Djalma Thürler
Iluminação e Cenografia: Marcus Lobo
Elenco: Duda Woyda, Leandro Villa e Talis Castro
Musicistas: Roberta Dantas, Poliana Coelho, Luísa Santos, Ingrid Steinhagen e Maira Lins
Direção Musical e Arranjos Musicais: Roberta Dantas
Arranjos e preparação vocal: Neto Costa
Figurinos e Caracterização: Rainha Loulou
Direção de Movimentos: Adriana Bamberg
Design Visual: Talis Castro
Produção: ATeliê voadOR Companhia de Teatro
Assessoria de Imprensa: Théâtre Comunicação – Rafael Brito
Concepção e realização geral: ATeliê voadOR Companhia de Teatro

2 anexos

Audição de balé para a Ópera Lídia de Oxum


Fotos Reprodução do Memorial Lindembergue Cardoso (Facebook)

Vinte bailarinos serão selecionados para participar da mais nova montagem da Ópera Lídia de Oxum, obra de Ildásio Tavares e do maestro Lindembergue Cardoso, que acontecerá em novembro, no Teatro Castro Alves. Interessados em participar devem se inscrever até o dia 26 de setembro acessando o site www.colecaoildasiotavares.com.br e preencher a ficha de inscrição.

Os testes para o corpo de balé acontecerão no dia 27 de setembro (sexta-feira), das 9 às 18 horas, no Piso B do Teatro Castro Alves (TCA). Os selecionados participarão de ensaios no mês de outubro e em duas semanas de novembro.

Com coordenação geral de Ildazio Júnior e direção artística de Gil Vicente Tavares filhos de Ildásio Tavares, que junto a Lindembergue Cardoso assina a obra, a montagem acontecerá de 21 a 23 de novembro.

A primeira ópera baiana do Brasil e a primeira ópera brasileira escrita em português, a montagem homenageia a cultura afro e será remontada 25 anos após sua estreia, com apresentações no teatro e em praça pública. No palco, 164 artistas divididos em oito solistas, 75 músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), 60 coristas, 20 bailarinos, cinco percussionistas e um violeiro-repentista.

O projeto BAHIA AFRO BAHIA tem patrocínio da Skol Puro Malte, por meio da Cervejaria Ambev, e do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Coleção Ildásio Tavares – Além da Ópera Lídia de Oxum estão previstos no projeto também a realização de outras peças escritas por Ildásio e a reedição de quatro livros do autor, como Xangô e Candomblés da Bahia. Entre os títulos a Antologia Negra uma reedição de quatro livros (Xangô, Lídia de Oxum, Candomblés da Bahia e Nossos Colonizadores Africanos), com nova diagramação e box com capa pintada por Caribé.

Encenada pela primeira vez em 1978, em coprodução com o Teatro Castro Alves, a Ópera Caramuru será remontado pela Vira Mundo Produções e apresentada em praça pública, popularizando o gênero ÓPERA na Bahia. Já o LP Espetáculo Os Orixás, que foi lançado em 1978, pelo Som Livre, ganhará novos arranjos e uma versão inédita de show, com artistas baianos convidados, com reedição em LP deste disco clássico.

Ildásio Tavares – Poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta e compositor, Ildásio Tavares, viveu 70 anos, entre 1940 e 2010. Em vida publicou centenas de artigos em colunas dos jornais. Na sua carreira, fez 17 poemas em livros de Antologias Poéticas; sete contos em livros de Antologias de Conto; 12 roteiros de espetáculos; 14 livros de poesia; dois libretos de Ópera; dois roteiros de filmes; três romances e 46 músicas gravadas.

Lindembergue Cardoso  – Foi um compositor, maestro e professor, nasceu em 30 de junho de 1939, Livramento de Nossa Senhora, Bahia e faleceu em 23 de maio de 1989. Quando faleceu, aos 49 anos, era vice-diretor da Escola de Música da UFBA.

Ópera Lídia de Oxum

Dia do teste: 27 de setembro(sexta-feira)
Horário: 9 às 18 horas

Onde:Piso B do Teatro Castro Alves (TCA)

Quando a montagem: 21 á 23 de novembro

Onde: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n – Campo Grande, Salvador – BA, 40080-121