Festival de Cinema ‘CINE HORROR’ retoma mostra anual com sessões gratuitas


Zé do Caixão. Divulgação

O Instituto Cervantes de Salvador, com sede na Ladeira da Barra, recebe a sétima edição da Mostra de Cinema CINE HORROR, que retorna à forma presencial, com entrada gratuita, após dois anos sendo realizada em formato virtual devido às restrições impostas pela Covid-19. A programação começa no dia 17 e vai até o dia 26 de novembro, com uma seleção de filmes nacionais e internacionais do gênero terror, entre curtas e longas produzidos em diversos países.

A programação completa está disponível na página oficial do evento, através do endereço cinehorror.com.br/programacao. Com classificação indicativa de 16 anos, a mostra reúne 37 produções assinadas por cineastas do Brasil, Espanha, Rússia, Argentina, Japão e Cazaquistão.

A Mostra de Cinema CINE HORROR é um festival de cinema gratuito dedicado exclusivamente a filmes de gênero fantástico (horror, suspense, trash, b-movies, fantasia, ficção-científica e thrillers), realizado em Salvador. O projeto surgiu em 2016 com a ideia de promover e divulgar o gênero fantástico brasileiro, que neste ano ganhou o apoio cultural do Instituto Cervantes Salvador.

Para além da mostra anual, o CINE HORROR organiza exibições esporádicas, visando promover o cinema fantástico, priorizando produções de acesso limitado ao grande público e filmes cults. No último mês de setembro, o Instituto Cervantes Salvador recebeu uma dessas edições esporádicas, com duas exibições gratuitas.

SERVIÇO
Mostra de Cinema CINE HORROR
Datas das exibições: Dias 17, 18, 19, 25 e 26 de novembro de 2022
Horários: *Consulte programação completa nos links abaixo
Sessão de abertura: Quinta, 17/11 – 17h

Sexta, 18/11: 16h às 20h

Sábado, 19/11: 14h a 18h

Sexta, 25/11: 16h às 20h

Sábado 26/11: 14h às 18h

Onde: Instituto Cervantes Salvador
Endereço: Av. Sete de Setembro, 2792. Ladeira da Barra, Salvador.

Quanto: Entrada gratuita e aberta ao público
Classificação indicativa: 16 anos
Programação completa: http://www.cinehorror.com.br/programacao
Lista de filmes e sinopses: https://bit.ly/3UhxJEC
*A entrada do público está sujeita à lotação da sala, cuja capacidade máxima é de 80 pessoas.


Flipelô inicia programação em espaços culturais municipais


Casa do Rio Vermelho.Foto Valter Pontes/Secom

O mês de novembro começa com uma rica programação cultural em Salvador, promovida pela Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) 2022, a partir desta terça-feira (1º) até o próximo domingo (6). A Prefeitura apoiará o evento realizando um circuito de atividades em diversos espaços municipais.

A Casa do Carnaval, no Pelourinho, e a Casa do Rio Vermelho, no bairro de mesmo nome, estarão com entradas gratuitas durante todo o horário de funcionamento, das 10h às 18h. No primeiro local, o público terá acesso a um amplo acervo que conta a história da folia em uma viagem visual e sensorial, com diversos recortes temáticos da festa do Momo.

No outro, os visitantes poderão conhecer a última residência onde viveram os escritores Jorge Amado e sua companheira Zélia Gattai, num memorial sobre a vida e a obra do casal, que levou a literatura da Bahia para o mundo.

A grade de atrações da Flipelô também chegará à Casa do Benin e na Casa Amarela, com realizações de mesas de debates, bate-papos literários, lançamentos de livros, saraus de poesia, slams (competição de poesia), contação de história e muito mais.

Benin – Na Casa do Benin, a programação do espaço cultural na Flipelô 2022 começa na quarta-feira (2), às 13h, com a abertura do espaço para visitação e a realização da Olojá – Feira de Livros, Artesanias e Afetos. Às 14h, acontece uma visita guiada à exposição permanente do espaço e à ocupação Arvorecer, da artista visual Lívia Passos.

Casa do Benin. Foto Jefferson Peixoto/Secom

A partir de 14h30, o grupo de Percussão da Ufba, comandado por Aquim Sacramento, apresenta o espetáculo “Bahia, Sim!”. Na sequência, a partir de 16h, acontece a Pré-Balada Literária da Bahia, capitaneada por Nelson Maca, com uma roda de conversa sobre sambas de blocos afro. Por fim, ocorrerá o Sarau Free Pelô.

De quinta (3) a domingo (6), a Casa do Benin e a Feira Olojá abrirão sempre às 10h, e as visitas orientadas acontecem sempre às 10h30. No mesmo dia, a Editora Organismo realiza duas rodas de conversa, sendo a primeira às 15h sobre o tema “Frantz Fanor, crítica e violência entre tempos”, com Cássia Maciel, Jesiel Oliveira e César Sobrinho.

A segunda será às 17h, com o tema “O falo ainda é importante? – Homens e masculinidades na contemporaneidade” com Tedson da Silva, Paulo Marcos Barros e Daniel Silva, na mediação.

Na sexta-feira (4), a partir das 14h, a programação será dedicada às crianças. A primeira atração é o lançamento do livro “Do Lado de Fora da Minha Caixola: Luto, de Seo Zé Ricardo”. O evento é acompanhado de uma roda de conversa com Maurício Anunciação e Donminique Azevedo. Às 15h30, escritores da editora Mostarda promovem a roda de conversa “A Importância da Apresentação de Personalidades Pretas para Criança”.

Às 17h, a autora Lívia Passos lança seu livro “O dia dos Caretas”, com a oficina de máscaras de Mabel Fontes e a roda de conversa e contação de histórias com Helena Nascimento e Karla Carvalho. Por fim, às 18h30, a programação infantil se encerra e dá espaço para a estreia do sarau Mulheres do Vento, Mulheres do Tempo, promovido pelo instituto A Mulherada e convidadas.

Casa do Rio Vermelho. Foto Valter Pontes/Secom

No sábado (5), acontece uma homenagem à saudosa chef e escritora Angélica Moreira, idealizadora do Ajeum da Diáspora, projeto etnogastronômico que marcou presença nas edições anteriores da Flipelô. Na sequência, o afrochef Jorge Washington convida a chef Lourence Alves para uma aula-show de gastronomia, com intervenções musicais de Udy Santos.

A partir das 17h, acontece a roda de conversa “Literatura e ancestralidade africana”, com Vagner Amaro e Marcos Cajé, promovida pela Editora Malê. Já às 18h30, a Ocupação Arvorecer lança o livro “Cotas Raciais”, da autora Livia Sant’Anna Vaz, seguida de uma roda de conversa com Lívia Passos.

Por fim, no domingo (6), às 12h, a programação da Casa do Benin na Flipelô se encerra com a Culinária Musical, em que o afrochef Jorge Washington prepara Maxixada para Tereza, e convida a cantora Lari Lima. Além dela marcam presença o grupo de escritoras negras para lançamento de livros das autoras Anajara Tavares, Carmen Faustino, Alessandra Sampaio, Analu Silva e Fabricia de Jesus. Haverá ainda o lançamento da nova coleção de Negra Lua e Cacau Crioula no Cantinho do Empreendedor.

Casa Amarela – Espaço provisório da Fundação Gregório de Mattos (FGM) para ações do Flipelô, situado ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a Casa Amarela terá no primeiro dia de atividades, na terça (1º), às 10h, atividades de leitura das três coleções do Selo João Ubaldo Ribeiro e livros infantis de diversas temáticas.

Às 15h, a Oficina Amigo Bola, com a artista plástica, professora e historiadora Débora Duarte, promove a importância do amigo e organiza uma atividade lúdica com bolas de assoprar, no qual as crianças utilizarão areia, lã e tintas para criar seu próprio amigo e levar para casa.

Casa do Carnaval. Foto Jefferson Peixoto/Secom

Na quarta-feira (2), às 10h, acontece a contação de história “Menina Bonita do Laço de Fitas”. Às 15h, será realizada uma oficina de reciclagem baseada no livro “Eu Produzo Menos Lixo”, com a moradora e professora aposentada do bairro de Valéria, Dona Claudete. Na ocasião, as crianças e os adolescentes terão a oportunidade de aprender sobre a reciclagem, requalificando peças que seriam descartadas.

Na quinta-feira (3), às 10h30 e às 15h, acontece o projeto de produção textual “Mentes Criativas”. Nessa ação, crianças e adolescentes de 8 a 16 anos terão a oportunidade de criar uma história com capa a partir do tema proposto pelo bibliotecário José Antônio Nascimento. No mesmo dia, no espaço Ordem 3º de São Francisco, às 15h, a ação o Palhaço das Letras ensina de maneira lúdica o ABC para crianças menores de 8 anos.

Na sexta-feira (4), às 10h e às 15h, ocorre a contação de história “O Mistério da Risada no Chão”, com Letícia Paulina, cuja animação convoca o espectador a desvendar onde está a risada. No sábado (5), às 10h e às 15h, o espaço recebe a contação de história “A Bailarina que Chupava Dedo”, com Catarina Assis, pedagoga e escritora. Finalizando a programação, domingo, às 15h, acontece o Sarau de Poesia.

Realização – Com o tema “Os 110 anos do nascimento de Jorge Amado”, a Flipelô 2022 é apresentada pelo Ministério do Turismo, pela Secretaria Especial da Cultura e pelo Instituto CCR, com patrocínio da Prefeitura de Salvador e do Governo da Bahia. O evento é uma realização da Fundação Casa de Jorge Amado, em correalização com o Sesc e uma produção da Sole Produções.


Festival Internacional da Sanfona de Juazeiro com oficinas, jam session e shows


Foto Juliana Cardoso/ Usina de Fotos

A VIII edição do Festival Internacional da Sanfona, em Juazeiro, está com inscrições abertas para a oficina “Sanfona para Todos”, que será nos dias 17 e 18 de novembro, das 8h às 12h, no formato híbrido, presencialmente, para os que puderem comparecer às aulas no Grande Hotel de Juazeiro, ou virtualmente, através da plataforma Google Meet.

As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, até o dia 5 de novembro pelo link disponível no Instagram @festivaldasanfona ou clicando aqui https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform

Como o próprio nome já diz, é uma oficina para todos os sanfoneiros, independentemente do nível de habilidade com o instrumento, portanto, artistas iniciantes, intermediários ou avançados podem participar.

As aulas serão ministradas pelo professor paraibano Edglei Miguel, idealizador e fundador da escola “A Sanfonada”, integrada à Universidade Estadual da Paraíba, que já formou mais de 400 alunos.

Edglei Miguel é instrumentista, cantor e compositor. Filho do maestro Edmar Miguel, Edglei é natural de Campina Grande e teve seu talento revelado ainda na infância. Aos 7 anos de idade chegou ao quadro de músicos da Orquestra Sanfônica da Paraíba.

Realizou diversos trabalhos com artistas como: Inaudete Amorim, Os Três do Nordeste, Antônio Barros e Cecéu, Marinês, Carlos Moura e Jorge de Altinho. Em 2003 criou a banda “Forró de Mãe Joana”. E participou da Orquestra Sinfônica de Campina Grande, como membro solista tocando com a sanfona, do erudito ao popular. Gravou um CD musical e sete DVDs de aulas de sanfona.

O Festival traz uma vasta programação que contempla, além da oficina, jam sessions, shows de artistas nacionais e internacionais e um espaço democrático voltado para todos os sanfoneiros apresentarem um pouco do seu trabalho, na Jam Sanfona Session.

O evento tem o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, além de ser uma realização da Conspiradoria Projetos e Produções e Toca Pra Nós Dois Produções e Eventos Ltda.

Agenda

VII Festival Internacional da Sanfona

Quando: 17 e 19 de novembro
Onde: Juazeiro/Ba
Inscrição das oficinas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform
Inscrição das JAM SESSIONS : https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform
Aberto ao PúblicoSanfoneiros do Brasil e do exterior podem participar da Jam Session

Com inscrições até 6 de novembro o evento conta mais uma vez na sua programação de um espaço dedicado aos apaixonados pelo instrumento. São artistas ou simplesmente anônimos que apreciam a sanfona ou acordeom, como é chamado em alguns lugares do Brasil e do mundo.

A Jam Sanfona Session é realizada desde a primeira edição do festival. Um momento para reunir talentos interpretando os mais diversos ritmos e melodias, voltado para divulgar e exibir os talentos de grandes artistas, músicos locais e amadores, sem discriminação. As apresentações acontecem nos intervalos dos shows do festival.

O termo jam vem das iniciais Jazz After Midinight, que no bom português significa Jazz Depois da Meia Noite, bastante É que nos anos 1950, depois da meia noite, os músicos nos Estados Unidos tinham o hábito, ao saírem dos seus concertos, de se reunirem para tocar de improviso. Assim surgiram as famosas jam sessions. Com os anos o termo passou a ser empregado em reuniões de músicos de outros estilos de música popular.

As inscrições são gratuitas e os interessados podem enviar seu vídeo com até 3 minutos tocando a música de sua preferência até 6 de novembro através do formulário disponibilizado no Instragram @festivaldasanfona ou clicando aqui https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform

Programação dos Shows VIII Festival Internacional da Sanfona

17/11 (quinta-feira)
Janderson do Acordeon (Feira Santana-BA),
Adriana Sanches (São Paulo-SP)
Rafael Meninão (Rio de Janeiro-RJ)

18/11 (sexta-feira)
Jó do Acordeon (Juazeiro-BA)
Denise do Acordeon (São Paulo-SP)
Petar Ralchev (Bulgária)

19/11 (sábado)
Gervilson Duarte (Juazeiro-BA)
Edglei Miguel (Campina Grande-PB) e Alice D’Ângelo (9 anos)
Yilin Han (China)

Agenda

VII Festival Internacional da Sanfona

Quando: 17 e 19 de novembro
Onde: Juazeiro/Ba
Inscrição das oficinas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform
Inscrição das JAM SESSIONS : https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvftoFq8meoV_4x7Bb2U-VB2oa_gjzzuxFRtHzqdj1QtRk_g/viewform
Aberto ao Público

 


Nelson Rufino e Ilê Aiyê na programação musical da Flica


Divulgação

Evento em Cachoeira ainda contará no Palco dos Ritmos com Sued Nunes e artistas locais, orquestras e filarmônicas

Uma diversa programação musical foi preparada para a décima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira, a Flica. O evento que acontece entre os dias 3 e 6 de novembro apresenta nomes como Filarmônica Lyra Ceciliana, Novos Cachoeiranos, Samba de Roda Suerdik, Nelson Rufino, Orquestra Reggae de Cachoeira, Sued Nunes e Ilê Aiyê.

A programação ainda contará com o Território Flica e o Circuito de Cultura Popular com atrações de locais como Cachoeira, Salvador, Maragogipe, São Félix e Lençóis. O evento é uma realização da Fundação Hansen Bahia em parceria com a CALI – Cachoeira Literária, conta com o patrocínio da Bahiagás e do Estado da Bahia e tem a LDM como livraria oficial, com apoio da Prefeitura de Cachoeira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB e Instituto Ibirapitanga.

No dia 3 se apresenta a Filarmônica Lyra Ceciliana, Novos Cachoeiranos e Gege Nagô. A Filarmônica Lyra Ceciliana tem mais de 150 anos de história. Com cerca de 50 músicos, a atração apresenta um vasto repertório. Os Novos Cachoeiranos reúnem atualmente vinte e dois músicos. O grupo tem como base a cultura musical do recôncavo baiano, por meio das sonoridades dos músicos das filarmônicas, do candomblé e do samba de roda, em constante diálogo com as sonoridades contemporâneas. A noite termina com o Gege Nagô, um coral afrobarroco de voz e percussão, que mantem a tradição cultural inaugurada pelos Tincõas.

A noite do dia 4 será de samba. Com o Samba de Roda Suerdieck como primeira atração. Também conhecido como Samba de D. Dalva é um dos mais tradicionais Sambas de Roda do Recôncavo baiano. Nelson Rufino encerra a programação musical do dia. Dono de canções como Verdade, Todo menino é um rei e Nas águas de Amaralina e de seis CDs gravados, tem canções gravados por Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Alcione e tantos outros.

A Orquestra Feminina do Recôncavo abre o dia 5. A atração é seguida pela primeira orquestra do Recôncavo Baiano, a Orquestra Reggae de Cachoeira. A atração, que conta com 21 músicos, reúne duas tradições culturais marcantes da região: o instrumental da filarmônica e o estilo reggae, agregando composições dos jamaicanos Bob Marley e Gregory Isaacs e de artistas de referências do reggae baiano.

A noite termina com a cantora e compositora Sued Nunes que traz referências de suas experiências e trajetória enquanto mulher, negra, baiana e de candomblé nas suas canções. Suas músicas falam sobre ancestralidade, representatividade e pertencimento, com influências na musicalidade de artistas e grupos baianos como Margareth Menezes, Lazzo Matumbi, Cortejo Afro, Olodum e Baiana System. Sua canção Povoada viralizou no TikTok com quase 400 mil visualizações na rede, a canção é replicada e ganhou diversos vídeos. O clipe da música no YouTube conta com quase 700 mil views e aproximadamente 1,2 milhões de plays no Spotify.

O Ilê Aiyê encerra a programação musical da Flica 2022, no domingo, dia 6. Primeiro bloco afro do Brasil, o Ilê já foi cantado por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury e Margareth Menezes. Quando a performance poderosa do Ilê Aiyê ganhar o palco da Flica, o público ouvirá o ritmo de surdos e repiques do Mais Belo dos Belos com canções como Pérola Negra e Negrume da Noite e canções mais recentes.

Sobre a Flica Com primeira edição em 2011, há 10 anos a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) se estabelece como um dos principais encontros literários do Brasil, tornando-se um local de reunião de multidões criativas de todas as origens. A festa nasceu e se afirmou no Recôncavo da Bahia, no município de Cachoeira, região estratégica para o entendimento do desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil e pano de fundo para escritores como Gregório de Matos, Castro Alves, João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado. O evento é uma realização da Fundação Hansen Bahia em parceria com a CALI – Cachoeira Literária, conta com o patrocínio da Bahiagás e do Estado da Bahia e tem a LDM como livraria oficial., com apoio da Prefeitura de Cachoeira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia -UFRB e Instituto Ibirapitanga.

Agenda

10ª edição Festa Literária Internacional de Cachoeira – FLICA

Quando: 03 a 06 de novembro (quinta-feira á domingo)

Aberto ao Público


Exposição resgata o Museu de Arte Popular de Lina Bo Bardi


Foto Geraldo Moniz/Divulgação

Depois de 60 anos, como atitude de redemocratização e compromisso histórico, a Secult/Ipac/Dimus via MAM-Bahia passam a salvaguardar e exibir a ‘Coleção de Arte Popular’ no Solar do Unhão com cerca de 1.000 peças, resgatando a ideia de Lina Bo Bardi por um  Museu de Arte Popular na Bahia

Será aberta amanhã sexta-feira (21.10), às 17h, e continua até dezembro/2022, a exposição ‘Reminiscências Museu de Arte Popular’ no Museu de Arte Moderna (MAM-Bahia). Depois de 60 anos a Secretaria de Cultura do Estado e o IPAC/Dimus, através do MAM, como uma ação de redemocratização e compromisso histórico, voltam a salvaguardar e expor a ‘Coleção de Arte Popular Lina Boa Bardi’ no seu local de origem, o Solar do Unhão.

Formada por cerca de 1.000 peças de arte popular nordestina coletadas desde o final da década de 1950 e início dos anos 1960, é integrada por carrancas da proa de barcaças do Rio São Francisco, ex-votos, imaginária, esculturas em cerâmica representando animais e figuras humanas, fifós/candeeiros, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos de uso diário criados a partir de materiais recicláveis. A exposição tem acesso gratuito e estará aberta de terça-feira a domingo, sempre das 13h às 17h.

BIENAL e NORDESTE no UNHÃO – A coleção tem o nome em homenagem a arquiteta e designer ítalo-brasileira, também primeira diretora do MAM (1959-1964), Lina Bo Bardi (1914–1992), pois foi ela que deu continuidade ao acervo de arte popular iniciado pelo cenógrafo e diretor de teatro pernambucano, Martim Gonçalves (1919–1973) que implantava a pioneira Escola de Teatro da UFBA. A partir da amizade e afinidade entre os dois foram viabilizadas duas mostras com essas peças: ‘Exposição Bahia’ de Arte Popular Nordestina na 5ª Bienal Internacional de São Paulo (1959); e a exposição ‘Nordeste’ no Solar do Unhão (1963).

Foi também Lina Bo Bardi que concebeu e coordenou as obras de restauro do complexo arquitetônico-histórico do Solar do Unhão, originário do século XVII e tombado como Patrimônio do Brasil em 1943. Desde o início, Lina planejou criar dois museus no Unhão: o de Arte Popular e o de Arte Moderna, incluindo um Centro de Estudos e Trabalhos Artesanais (CETA) como uma escola produtiva de arte e design que unia o saber popular ao acadêmico. Impedida e pressionada pelo Golpe Militar em 1964, Lina foi obrigada a abandonar as suas ideias inovadoras e à frente do seu tempo.

ESPAÇO LINA BO BARDI – A abertura da exposição ‘Reminiscências Museu de Arte Popular’ marca o resgate do Museu de Arte Popular (MAP) no MAM-Bahia, como um ato de redemocratização em relação à ditadura militar e reafirma o complexo educacional-museológico da proposta inicial de Lina Bo Bardi para o Unhão. “O MAM hoje detém o Espaço Lina Bo Bardi, composto pela sala da exposição ‘Reminiscências’, outra sala para pesquisas e a grande sala das Oficinas do MAM para práticas educativas e de formação, e isso é o reinício do MAP”, explica o diretor do MAM-Bahia, Pola Ribeiro.

O curador do MAM, Daniel Rangel, ressalta que a atitude da Secult/IPAC/Dimus/MAM mostra o entendimento e a pertinência simbólica do gesto do resgate histórico do MAP, tornando o sonho uma realidade. “A retomada do projeto ‘utópico’ de reservar um espaço permanente para o MAP e a arte do povo no MAM, colocando essa coleção de Arte Popular em diálogo constante com a produção moderna e contemporânea do museu, se tornou aqui uma missão poética e política”, revela Daniel.

Como a ‘Coleção de Arte Popular Lina Bo Bardi’ é muito extensa com cerca de 1.000 peças, novas exposições serão montadas depois da ‘Reminiscências Museu de Arte Popular’. Mais informações sobre o museu via telefones (71) 31176132 e 31176139 (segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 15h). Acesse o instagram @bahiamam e site www.mam.ba.gov.br.