Volta a Lençóis o cinema ao ar livre

Os moradores da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, vão contar com mais uma edição do Cineclube Fruto do Mato, um projeto cultural de cinema ao …


Sonho de uma noite de verão na Bahia

O dramaturgo e diretor João Falcão (Gabriela/Gonzagão – a lenda) estreia nacionalmente em Salvador o musical Sonho de uma noite de verão na Bahia, no …


Exposição “Habitantes de Cidade” no Palacete das Artes


Divulgação

O Palacete das Artes recebe a exposição “Habitantes de Cidade”, do artista Adilson Santos nesta quinta-feira (22 de novembro), às 19h e permanece até 27 de janeiro de 2019. A mostra, na Sala Contemporânea Mario Cravo Jr., apresenta 180 quadros em têmpera sobre tela e sobre papel. Vídeos produzidos em exposições anteriores e textos escritos por críticos de arte, além de curadores, também integram o espaço.

Renomado artista plástico baiano, Adilson Santos possui trajetória de vida e de trabalho reconhecidos pelos mais respeitáveis críticos de arte e galeristas do país. Suas obras estão incluídas nas mais importantes coleções de apreciadores da arte não só na Bahia, mas de todo o Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, onde residiu e expôs por vários anos. Agora, com residência fixa em Vitória da Conquista, Adilson continua com seu ofício de transmitir para as telas as suas memórias, ideias e sonhos.

“O que marca mais no meu trabalho, o que predomina na minha contemporaneidade, é a genialidade da cor, do desenho e da composição dos pintores pré-renascentistas – dos quatrocentos – e dos artistas flamengos”, diz Adilson Santos.

A curadora da exposição, Irene Santino, explica em detalhes os ‘habitantes’ de Adilson. “Que habitantes são esses? Figuras que repousam na imaginação fértil de Adilson; seres solitários, sisudos e expressivos que dialogam, numa linguagem silenciosa feita de gestos e expressões, e levam o observador mais sensível a imaginar as mais diversas conversações.

Os ex-votos transitam pelas telas do artista desde muito tempo, mas de forma tímida: ora no canto de uma mesa, ora compondo uma natureza morta ou mesmo numa composição surrealista. Agora elas ganham humanidade, com características fisionômicas e sentimentos e explodem nas telas, em primeiro plano, tendo como fundo os traçados geométricos de fachadas de casas de cidade interiorana”.

O também curador, Mario Britto, reforça a importância das ‘cidades’. “Que cidade é esta? É a cidade da memória afetiva do artista, aquela onde passou a sua infância, e da qual guarda as melhores lembranças. Talvez para o público, ela possa ser inserida no seu imaginário como a cidade da sua própria infância, ou pode ser uma cidade qualquer, dessas que são comuns no interior do Brasil ou mesmo em bucólicos bairros das grandes capitais, compostas de moradias com platibandas simples, em linhas retas, mas de uma beleza plástica inigualável”.

Em recente exposição apresentada na Caixa Cultural de Salvador, artistas e críticos discorreram sobre a trajetória e a obra de Santos. Rúbio Rocha declarou que “os Habitantes de Cidade, de Adilson, são representações de pessoas cujo pensamento perambula pelo terreno da infância. Em várias obras da aludida série, vemos um pião ou mais deitados sobre o chão. Poderemos interpretar esses piões tombados como símbolo da infância perdida”. Já César Romero complementa sobre a obra de Santos. “O gosto pelo simbólico faz dos desenhos de Adilson peças que sondam o inconsciente, a vida instintiva profunda. Seu vocabulário fixa o mistério do que foi e não é mais. Refaz o passado no aqui e agora, teima em reatualizar aquilo que não volta, que ficou nas dobras das tardes, dos gestos. O que passou não foi ficção, sim nódoa irretirável, que é matéria para uma nova realidade, a arte”.

O diretor do Palacete das Artes, Murilo Ribeiro, destaca que, além de uma grande figura humana, Adilson possui uma técnica de extrema qualidade. “Para o museu é um privilégio receber um artista do interior, que ganhou projeção internacional. Com certeza vamos promover debates durante a exposição e convidar o público para conhecer a obra desse extraordinário artista baiano”.

“Habitantes de Cidade” ficará à disposição do público até o dia 27 de janeiro/2019. O Palacete das Artes é um equipamento vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura/Estado da Bahia. Funciona de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Mais informações no tel. 71 3117 6987.


Exposição “Orixás da Bahia” fica até março na Barroquinha


Exposição Orixás da Bahia. Foto Jefferson Peixoto (Secom/PMS)

Após breve recesso para manutenção das vestimentas, a exposição “Orixás da Bahia” foi reaberta semana passada, no Espaço Cultural da Barroquinha, dentro da programação do Festival da Primavera 2018. Além das 14 esculturas em tamanho real dos orixás, feitas por Alecy Azevedo (in memorian) em papel machê, a novidade é o acréscimo de mais quatro representações de entidades: Ossain, Iroco, Logun Edé e Ibeji.

A exposição fica em cartaz até março. A visitação é gratuita e estará aberta de quarta a domingo, das 14h às 19h. Visitas guiadas com grupos de escolas e instituições podem ser agendas previamente pelo telefone (71) 3202-7880.

Aberta em janeiro deste ano, em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a exposição Orixás da Bahia já foi visitada por 5 mil pessoas em sete meses. Além da mostra, os visitantes aproveitam para conhecer e reverenciar a Fonte de Oxum, Dandalunda e Aziri Tobossi, que fica no pátio do espaço, bem ao lado da Galeria Juarez Paraíso.

O gerente de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Chicco Assis, ressalta a beleza e a expressividade das esculturas feitas por Azevedo. “Há uma comoção geral em quem passa pela exposição. Tem gente que quer tocar e abraçar as esculturas como se sentisse a presença viva dos deuses iorubanos. Esse é considerado também um manifesto potente de valorização e de preservação das heranças africanas tão presentes na essência do povo soteropolitano”, destaca.

Foto Jefferson Peixoto (Secom/PMS)

Exposição – “Orixás da Bahia” é uma exposição criada em 1973 por D. Elyette Magalhães, com com 18 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel machê pelo artista plástico Alecy Azevedo (in memorian). As obras integram o acervo do Museu da Cidade e expostas na Galeria Juarez Paraíso, Espaço Cultural da Barroquinha.

A curadoria tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins. A consultoria religiosa foi feita por membros do Terreiro do Gantois, cuja yalorixá Mãe Menininha foi responsável por vestir os 16 orixás, na década de 1980.

O cenário projetado visa promover um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, Martins contou com a coordenação de Jane Palma e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.


Veja programação especial da Sala do Coro do TCA


Maestro Carlos Prazeres regendo a Osba. Divulgação

A Nova Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) promove, de setembro a dezembro, uma programação especial de retomada, reintegrando artistas, públicos e técnico na rotina do espaço reformado. Para esta ocupação, o TCA e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) lançaram a Convocatória Especial Nova Sala do Coro – Ocupação da Pauta Artística da Nova Sala do Coro do TCA, que contabilizou 113 inscrições.

Deste montante, 27 projetos artísticos selecionados, nas linguagens de teatro, dança, circo e música, se unem à Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), ao Balé Teatro Castro Alves (BTCA), aos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (NEOJIBA) e à Escola de Dança da Funceb para realizar um total de 80 apresentações, a preços populares.

Na seleção das propostas, a curadoria buscou contemplar o maior número possível de atividades, observando a capacidade técnica e operacional da Sala do Coro do TCA, a diversidade dos projetos e seus públicos-alvo. Conceberam-se também algumas categorias de programação: a “Terça da Música”, com shows musicais às terças-feiras, a “Quarta em Cena”, às quartas-feiras, e, de quinta a domingo, temporadas de estreia e de repertório de espetáculos variados, bem como mostras e festivais.

Na questão temática, em setembro, mês da diversidade, são privilegiadas produções que reforçam a diversidade da produção cultural na Bahia. Em outubro, destaque para as atividades voltadas para as crianças. Já em novembro, mês da consciência negra, as pautas se engajam na negritude e na criação de negros e negras.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO (sujeita a alterações)

SETEMBRO

CONVERSAS PLUGADAS

11/9, 19h Carlos Prazeres

PRATA DA CASA

12/9, 20h OSBA – Série Carybé III

19/9, 20h OSBA – Série Carybé IV – Quinteto de Sopros

MOSTRAS E FESTIVAIS

Festival de Dramaturgias da Melanina Acentuada

14/9 e 15/9, 20h: “Isto É Um Negro?”

16/9, 20h: “Namíbia, Não!”

TERÇA DA MÚSICA

18/9, 20h Marcia Castro – “Do Pecadinho à Treta”

TEMPORADA ESPETÁCULO DE DANÇA

21/9 a 23/9, 20h “Salão” – Coletivo Casa 4

TERÇA DA MÚSICA

25/9, 20h Josyara – Lançamento do álbum “Mansa Fúria”

TEMPORADA ESPETÁCULO DE PALHAÇARIA

27/9 a 30/9, 20h “Tudo que você precisa é amor” – Felícia de Castro

TERÇA DA MÚSICA

2/10, 20h Thiago Trad – Lançamento do álbum “Moscote”

OUTUBRO

QUARTA EM CENA

3/10 a 31/10, às quartas, 20h “Revele” – Fernando Guerreiro

TEMPORADA TEATRO INFANTO-JUVENIL

5/10 a 7/10, 16h “Virgulino Menino, Futuro Lampião” – Start Studio de Arte

TERÇA DA MÚSICA

9/10, 20h Patuscada – “Patuscando o Choro”

TEMPORADA CIRCO INFANTO-JUVENIL

12/10 a 14/10, 16h “O Jardineiro” – Cia. Condão de Rainha e Núcleo Circo Único

TEMPORADA CIRCO ADULTO

12/10 a 14/10, 20h “Mágico Mar” – Fernando Lopes

MOSTRAS E FESTIVAIS

Mostra Teatro da Princesa do Sertão

19/10, 16h e 20h: “Encarceradas”

20/10, 16h: “A peleja de Maria Bonitinha”

20/10 e 21/10, 20h: “Matraga”

21/10, 16h: “Os Fogatas”

TERÇA DA MÚSICA

16/10, 20h Bruna Barreto & Filipe Lorenzo

TERÇA DA MÚSICA

23/10, 20h Nana – “CMG-NGM-PDE”

PRATA DA CASA

25/10, 20h NEOJIBA

26/10, 20h OSBA

27/10 e 28/10, 20h Escola de Dança da Funceb

TERÇA DA MÚSICA

30/10, 20h Manno Góes, Tenison Del Rey e Jorge Zárath – “Papo de autor”

NOVEMBRO

TEMPORADA ESPETÁCULO DE TEATRO

2/11 a 11/11, sex a dom, 20h “Medeia Negra” – Vilavox

TERÇA DA MÚSICA

6/11, 20h Aiace – “Dentro Ali”

QUARTA EM CENA

7/11 e 14/11, 20h “Isto Não É Uma Mulata” – Mônica Santana

TERÇA DA MÚSICA

13/11, 20h Igor Gnomo Group – “Afrontar”

MOSTRAS E FESTIVAIS

15/11 a 18/11, 20h X Jornada de Dança da Bahia

TERÇA DA MÚSICA

20/11, 20h Cida Martinez, Aloisio Menezes e Portela Açúcar – “Movimento Black Afro Pop”

TEMPORADA ESPETÁCULO DE TEATRO

23/11 a 9/12, sex a dom, 20h “As Tentações de Padre Cícero” – Teatro NU

TERÇA DA MÚSICA

27/11, 20h Pedro de Rosa Morais – “As Rosas Não Falam – Uma homenagem a Cartola”

QUARTA EM CENA

28/11 e 29/11, 20h “Traga-me a cabeça de Lima Barreto” – Hilton Cobra e Cia. dos Comuns

DEZEMBRO

TERÇA DA MÚSICA

4/12, 20h Aline Falcão e Rodrigo Heringer – “Este e outros mares”

TERÇA DA MÚSICA

11/12, 20h Pirombeira

TERÇA DA MÚSICA

18/12, 20h Juliana Ribeiro e Fernando Marinho – “Na Batucada da Vida”

PRATA DA CASA

12/12, 20h OSBA

14/12 a 16/12, 20h BTCA

19/12, 20h NEOJIBA


Mês colorido do Gamboa Nova com vasta programação


O mês colorido do Gamboa Nova, é o mês das cores e da diversidade! Setembro é GayBoa! E para comemorar nada melhor do que reforçar as parcerias com o que melhor representa o debate sobre gênero na Bahia. São espetáculos, shows, bate-papos, performances, documentários, que abrem espaço ao grito por liberdade e respeito, que todos merecem.

TEATRO

Divulgação

Xica! abre a programação do Setembro é GayBoa
O Coletivo das Liliths, um grande parceiro do Teatro Gamboa Nova, vai abrir a programação do espaço
durante o mês da diversidade, o Setembro é GayBoa. Serão duas apresentações, sábado dia 01, às 19h e
domingo, dia 02, às 17h.
Baseado em fatos reais o espetáculo Xica! conta a história de Francisco Manicongo, negro africano,
escravizado, quimbanda considerado como a primeira travesti não-índia do Brasil. Habitante da região da baixa dos sapateiros, Xica tornou-se símbolo de luta e resistência de uma época em que questionar o sexo biológico era tido como heresia e digno de punição.
Escrava de um sapateiro, Xica foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo. A sua história é mais um exemplo da presença de travestis e transexuais em toda a história do Brasil e é, sem dúvida, a mais legítima representação de afirmação político-social na luta pelo reconhecimento da identidade de gênero para além do sexo biológico.
O espetáculo é uma realização do Coletivo Das

Liliths, que vem atuando na cidade do Salvador há
4 anos fomentando e fortalecendo o debate acerca das diversidades de gênero e a quebra de paradigmas no âmbito da sexualidade através das artes cênicas. Os artistas atuam juntos desde 2012 desenvolvendo uma pesquisa artística em torno de temáticas como: afirmação das identidades de gênero, respeito às diferenças, combate a violência contra as ditas minorias, respeito às diversas formas de expressões de sexualidades e o
combate às hierarquias de gênero.
O quê: Espetáculo Xica com o Coletivo das Liliths
Quando: 01/09 (sábado) – 19h + 02/09 (domingo) – 17h
Quanto: R$20 e R$10 (meia c/ comprovante) – bilheteria abre às 17h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Duração: 50 minutos
Para saber mais: https://www.facebook.com/dasliliths/
Classificação etária: 18 anos
Ficha Técnica
Encenação: Georgenes Isaac
Elenco: Ricardo Andrade, Omar Leoni, Thiago Carvalho, Xan Marchal
Dramaturgia: Francisco André
Iluminação: Yoshi Aguiar
Direção musical: Gabriel Carneiro
Produção executiva: Matheus Bonfim

 “Uma Janela Para Elas” 

Foto divulgação Caio Lírio
Um texto original estrelado por elenco inteiro de drag queens da cena soteropolitana. A apresentação acontece dia 05 (quarta),
às 19h, com a participação de sete performers.
A trama se passa em um futuro distópico no qual, dez anos após a vitória dos conservadores nas urnas,
o Brasil de 2028 vive uma ditadura que cerceia os direitos de expressão de gênero. A arte drag está proibida
e os seus palcos fechados, artistas transformistas recebem um convite anônimo para reencontrar suas
personagens em um teatro abandonado e, juntas, discutem temas caros à comunidade LGBTQ.
Uma iniciativa da veterana do transformismo Valerie Orarah, o projeto partiu do desejo de levar a nova
geração do transformismo para uma plataforma maior que os bares e boates da cidade. “Não é só o público
que vai descobrir os talentos dessas meninas; elas próprias descobriram talentos que não conheciam, no
processo” diz Valerie.
A primeira temporada da montagem aconteceu em agosto, no Teatro do IRDEB. O espetáculo conta
com direção de Paula Lice (indicada ao Prêmio Braskem de Teatro e co-criadora do documentário “Jéssica
Cristopherry”), texto do publicitário Felipe Politano e apoio do Ateliê Jorge Andrade, Loulou Couture, Teatro
IRDEB, Concurso Super Talento e Bar Caras e Bocas.
Serviço
O que: Uma Janela para Elas – Paula Lice
Quando: 05/09 (quarta) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre às 17h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329 2418
Duração: 60 minutos
Para saber mais: http://www.pequenasaladeideias.com
Classificação: 16 anos
Ficha Técnica
Direção: Paula Lice
Texto: Felipe Politano
Iluminação: Vinicius Bustani
Elenco: Ah Teodoro, Angelina Meels, Flaminga, Milla Hunty, Minx Moon, Sasha Heels e Valerie Orarah

Criança Viada em nova temporada

Foto divulgação de Diney Araújo

Solo de grande sucesso do ator Vinicius Bustani, que estreou no Gamboa Nova em maio deste ano,
“Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”, retorna ao palco do Teatro dentro do Setembro
é GayBoa, que contempla várias atrações conectadas ao debate de gênero. Serão oito apresentações, a
partir do dia07, todas as sextas e sábados.
Desde seus ensaios abertos, a obra vem despertando grande curiosidade e participação do público
soteropolitano, já que mistura relatos biográficos com cenas de ficção. Na peça escrita pelo próprio Vinicius,
ele usa sua história com humor e sarcasmo como ponto de partida para mostrar as dificuldades que viveu
como uma criança LGBT, que ainda nem sabe o que é, mas já é apontada por outras pessoas, passando pela
adolescência e chegando na idade adulta. “A gente precisa falar sobre isso e fazer uma revisão de nossos
hábitos para não continuar criando gerações de crianças solitárias, confusas, com sensação de isolamento e
falta de lugar no mundo” – reflete.
A motivação para o espetáculo surgiu logo após o ator contar aos pais, familiares e amigos sobre sua
sexualidade. “Depois de conversar com eles, disse para ficarem à vontade para perguntar o que quisessem” –
lembra. Foram questões, muitas vezes tão distantes da realidade, que ele viu nelas combustível para a peça.
“Resolvi fazer um espetáculo em que eu pudesse mostrar com minha história que ser gay é mais natural e
simples do que parece” – pontua.
“Quando Vinicius me mostrou todo o material que tinha coletado, achei que poderíamos ir pelo caminho
do biodrama e do teatro documental” – conta Paula Lice, que assina a direção e dramaturgia do espetáculo.
“Acredito que para falar sobre um tema tão complexo como sexualidade é fundamental arriscar um mergulho
em sua própria experiência nua e crua. Enfrentar esse tema através das estratégias do biodrama é estreitar
laços entre o público e a cena” -finaliza.
Para mais informações siga Criança Viada no Instagram: @crianca_viada. Os ingressos podem ser
comprados no sympla.com.br/criancaviada ou na bilheteria do teatro nos dias de apresentação.

O quê: Criança Viada ou de como me Disseram que eu Era Gay
Quando: 07, 08, 14,15 , 21, 22, 28 e 29 /09 (sextas e sábados) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre duas horas antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.instagram.com/crianca_viada/?hl=pt-br
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica:
Texto e atuação: Vinicius Bustani
Direção e dramaturgia: Paula Lice
Direção de arte: Lia Cunha e Tiago Ribeiro
Direção musical: Heitor Dantas
Desenho de Luz: Larissa Lacerda
Assessoria de Comunicação: Daniel Silveira

MÚSICA

Diva Box Canta Cazuza
Divulgação

Cazuza, grande ícone da música e do debate sobre gênero de sua época, completaria 60 anos de vida
no último dia 04 de abril. Em dez anos de carreira, o poeta de trajetória meteórica marcou o país com suas músicas, sua voz e sua atitude. Inspirados pelo legado do artista, o grupo Diva Box apresenta suas releituras dos maiores sucessos de Cazuza, dia 06, 13, 20 e 27 (quintas), enchendo de som a programação do Setembro é Gayboa.

Passando desde as primeiras canções como “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” até os clássicos
como “Faz Parte do Meu Show” e “O Tempo Não Para”, o trio vocal segue fazendo suas misturas
impensáveis através dos mashups mais improváveis de divas pop, incluindo bases de cantoras como Amy
Winehouse e Lady Gaga, passando pelas girl bands Little Mix e Spice Girls.
O Diva Box nasceu em meados de 2013 no Cabaret 54, bar que surgiu com a proposta de revitalizar a
noite da Carlos Gomes junto ao Âncora do Marujo. O convite do dono visou diversificar as atrações da noite e, Fernando Ishiruji, mentor do projeto, trouxe a proposta de um grupo vocal que cantasse divas da música pop mundial.
De lá pra cá a banda passou por diversas transformações, mudou de conceito e passou a trabalhar com, um desafio musical que se propagou pela internet que consiste em utilizar a base de uma música para cantar outras por cima, criando assim misturas inusitadas. Com isso, o grupo mistura gêneros e artistas dos mais variados estilos, desde o pop de Madonna ao jazz de Amy Winehouse, passando por cantoras brasileiras como Ivete Sangalo e Maria Bethânia.
O quê: Show Diva Box Canta Cazuza
Quando: 06, 13, 20 e 27  (quintas) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre duas horas antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.youtube.com/diva_box
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Ficha Técnica
Realização e atuação: Gleison Richelle, Mario Bezerra, Fernando Ishiruji
BATE-PAPOS E DOCUMENTÁRIO
O olhar da foto-ativista Adeloyá Magnoni invade o GayBoa
Luiz Guimarães em foto de Adeloyá Magnoni.
“Queremos inundar o Setembro é GayBoa nessa provocação de repensar sobre os padrões
normativos de gênero e sexualidade” – assim explica Adeloyá Magnoni que, durante o mês da diversidade, o
Setembro é Gayboa, assina a exposição fotográfica do espaço, exibe o documentário sobre a história de seu
tio e outros trans, o Cores e Flores para Tita, além de promover três importantes bate-papos em defesa ao
respeito e cuidado social e legal com as diferenças de gênero. Serão três quartas (12,19 e 26/09) e todos
podem participar gratuitamente ou colaborando com o “pague quanto puder” na exibição do doc, no primeiro
encontro. Acompanhe o resumo abaixo:Bate-papo Corpóreo + Documentário Cores e Flores para Tita (12/09 às 18h00)
O filme aborda a transgeneridade a partir da exposição que Adeloyá Magnoni realizou em homenagem ao
seu tio Renato “Tita”, homem trans que foi suicidado em 1973, aos 15 anos de idade. A partir de depoimentos
de pessoas trans que participaram da exposição, o documentário constrói um diálogo entre o sofrimento
enfrentado por Tita há mais de 40 anos e a luta contra à transfobia nos dias atuais. Tem direção, roteiro de
Susan Kalik, que com competência conseguiu fazer um longa sem aporte financeiro.
Foi premiado por melhor roteiro na etapa regional da Mostra SESC de Cinema, e passou para a etapa
estadual e nacional, tendo sido veiculado em todas as capitais brasileiras. Com uma linguagem sensível e
contundente, “Cores e Flores para Tita” tem tocado de maneira profunda e transformadora a pessoas do
país inteiro. Após a exibição haverá um breve bate-papo com a foto-ativista Adeloyá Magnoni e o trans-
ativista Diego Nascimento, que participou de todo o processo. A exibição terá a entrada no sistema Pague
Quanto Puder com a verba revertida para o tratamento de saúde do ativista Diego Nascimento.
Bate-papo Sexualidades Monodissidentes –  Eu não estou [email protected]! (19/09 – 18h30)
Quando uma pessoa diz ser bissexual é muito comum ouvir: "você só está confusa, isso é coisa de quem tem
medo de se assumir gay". Já quando a pessoa se afirma panssexual, é normal dizerem: "você transa com
árvores?" e pior ainda é quando a pessoa é polissexual: "o que é isso?".Para quem é monossexual imaginar
que alguém se atrai por mais de um gênero parece no mínimo confuso, constantemente é taxado como
promíscuo e muitas vezes é julgado como enrustido de alguma das monossexualidades (gay ou lésbica).
Este bate-papo tem o intuito de dar voz a pessoas que se atraem por mais de um gênero, compreender um
pouco mais de suas especificidades e ouvir sobre a vivência de quem enfrenta o julgamento e a incredulidade
tanto de héteros quanto de gays e lésbicas. “Já que o B da sigla não significa biscoito, vamos falar sobre
bifobia e o apagamento das identidades sexuais monodivergentes” – completa Adeloyá.Percepções Tardias das Dissidências Sexuais –   Cheguei atrasada no vale! (26/09 – 18h30)
A heteronorma catequiza para um padrão rígido de sexualidade e castiga impiedosamente quem ousa olhar
para além dele, o que faz com que algumas pessoas nem se questionem muito em relação à sua
sexualidade. “Principalmente, se houver alguma atração pelo gênero aposto, arredonda-se tudo para a
heterossexualidade e pronto, afinal, ela, a heterossexualidade, é compulsória!” – enfatiza a foto-ativista.
O Bate-Papo Corpóreo do dia 26 vai abordar justamente as experiências de pessoas que se perceberam
tardiamente de uma sexualidade dissidente e fora da heteronorma, será composto por pessoas que toparam
despir a alma e compartilhar sua preciosa intimidade, seus medos, dúvidas, dores e delícias de ver um
mundo novo se abrir, repleto de sensações que só quem tem coragem de romper com o padrão está
autorizado a sentir.  O papo tem produção e condução da foto-ativista Adeloyá Magnoni, que vivencia em
primeira pessoa essa experiência e convidou amigos e amigas para uma conversa descontraída e gostosa
sobre coragem, permissão e entrega.

O quê: Debates sobre gênero no GayBoa: Bate-papos e exibição de documentário
Quando:, 12/09/2018 –  (quarta) – 18h – Documentário e Bate-papo Cores e Flores para Tita (pague quanto puder)
19/09/2018 –  (quarta) – 18h30 – Sexualidades Monossidentes – Eu não estou [email protected]!
26/09/2018 –  (quarta) – 18h30 – Percepções Tardias das Dissidências Sexuais – Cheguei atrasada no vale!
Quanto: Gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.facebook.com/adeloyamagnonifotoscomalma/
Duração: cerca de 90 minutos (cada evento)
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica
Realização: Adeloyá Magnoni e convidados

PERFORMANCE

Sargaço com Frutífera Ilha

Foto Divulgação de Matheus Thierry

Frutífera Ilha é uma Drag Queen, performer, artista visual e ‘artivista’ que, trabalhando sob a ótica do
afro futurismo, busca corpos reais e a naturalização de sua nudez, revelando o corpo estranho, quase
feminina, negra, marginalizada e monstruosa, que consome ao se deixar consumir. Dentro desta proposta
traz ao Setembro é GayBoa o solo performático “Sargaço”.
O trabalho aborda a ancestralidade futurista, transcendendo corpos, espaços e imagens “Passado,
presente, futuro, espelho rasgando feridas que nunca foram nossas enquanto a boca que tudo come devora
subjetividades e se cria em potencia” – completa poeticamente : “o convite é ao oceano de nós mesmos,
deixe sua voz ecoar, corpos reais, pós humanas, pretas, faveladas, transfiguradas, loucas, corpos que amam,
pulsam e existem, dissidências não mais adestradas, donas da própria fome devoram um banquete ancestral
em oferenda aos corpos que estão por vir“.
Segundo Frutífera e Mamba Negra (Diego Alcântara), que assina a direção performática, Sargaço é
como um xirê do novo tempo, numa necessidade de novos corpos que preencham um novo mundo em
estado performático.

O quê: solo performático Sargaço – Frutífera Ilha
Quando: 16/09 (domingo) – 17h
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia com comprovante) – bilheteria abre uma hora antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Duração: 60 minutos
Para saber mais: https://pt-br.facebook.com/Frutilha/
Classificação: Livre
Ficha Técnica
Roteiro, Performance e direção geral: Clarissa Nunes AKA Frutífera Ilha)
Direção Performática: Diego Alcântara AKA Mamba Negra
Fotografia e Audiovisual: Levi Barbosa e Victor Mota
Sonorização : Ah Teodoro

EXPOSIÇÃO

Tatiane Carcanhollo – Relógio do Sol Comunicações e Artes– 71 988242978/99274 0136
Cores e Flores para Tita
O projeto da foto-ativista Adeloyá Magnoni fica em cartaz no Teatro Gamboa Nova durante o mês da
diversidade, o Setembro é GayBoa, de quarta a domingo. Seu objetivo é questionar a naturalização das
performances binárias, cis e heteronormativas, com ênfase na utilização de fotografias como dispositivo de
empoderamento de pessoas trans e travestis, denunciando também o genocídio dessa população e a falta de
políticas públicas contundentes na defesa de seus direitos.
Nasce em homenagem ao tio da artista, um homem trans suicidado em 1973, após uma sucessão de
violências físicas e emocionais. Entre as várias ações, o projeto gerou uma oficina de fotografia exclusiva
para pessoas trans e travestis que culminou em “Solidões Trans e Travesti”, exibida no Teatro Gamboa Nova
em março de 2016, a primeira exposição totalmente composta por pessoas trans e travestis, tanto na
captação das imagens quanto sendo fotografadas.
Com o nome "A Transgeneridade e a Ocupação dos Espaços Negados", houve também exposições
itinerantes acompanhadas de palestras feitas por uma pessoa trans e pela fotógrafa em escolas, faculdades,
espaços de arte e cultura.  A exposição de grande porte foi lançada no Teatro Gregório de Mattos com as
fotos divididas em 3 etapas: Masculinidades, Feminilidades e Não-Binaridades. São 24 pessoas fotografadas,
8 em cada etapa que, além das fotos, apresenta fragmentos autobiográficos que acompanham as imagens,
falando do difícil desafio de viver fora dos padrões.
Além das imagens, a exposição apresenta algumas instalações, como a "parede dos horrores", que é
um aglomerado de etiquetas semelhantes àquelas usadas nos necrotérios, contendo centenas de nomes,
idades, localização e causa de morte de pessoas trans e travestis. Outra instalação é a da roupa preta, em
detrimento do vestido de noiva, fazendo alusão ao mistério que envolve a morte do tio da fotógrafa. “Após
anos tendo sido enterrado com um vestido de noiva, mesmo pedindo em sua carta de despedida por uma
roupa preta masculina, 20 anos após seu enterro, ao ter seu caixão exumado, não havia nenhum vestígio do vestido, mas a roupa preta que haviam dobrado e colocado junto no caixão, estava intacta” – relata Adeloyá.

O quê: Exposição Cores e Flores para Tita_Adeloyá Magnoni
Quando: de 01 a 30/09/2018 (quarta a sábado das 16h às 19h) + domingo (das 15h às 17h)
Quanto: gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica:
Realização: Adeloyá Magnoni e parceiros

CINEMA

Mais um mês com O Gongo

Sucesso na internet, o canal de videos sobre temas contemporâneos tratados com muito humor, O
Gongo firma nova parceria com o Teatro Gamboa Nova. A cada semana serão exibidos alguns curtas
presentes no canal, antes dos espetáculos, dentro do CineGamboa.
O Gongo é um canal de humor na Bahia, mas que faz comédia com piadas que vão além do contexto
regional. Textos sobre o cotidiano, temas atuais e comportamento, além de conteúdo nonsense. A equipe é
formada por Rafael Medrado, Fábio Vaz, Jarbas Oliver e Eduardo Oliveira, profissionais de artes e
comunicação que cultivam o humor como ferramenta diária.
Serviço
O que: Exibição de vídeos semanal de O Gongo
Quando: de 01 a 30/09/2018 – qua a dom – antes dos espetáculos com autorização das produções

Quanto: gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329 2418
Para saber mais: www.ogongo.com.br
Classificação etária: livre
Ficha Técnica:
Equipe : Rafael Medrado, Jarbas Oliver, Fábio Vaz, Eduardo Oliveira
Realização: O Gongo + Teatro Gamboa Nova


O Corrupto está de volta no Teatro Módulo


 

Foto de Andreia Magnoni. Divulgação

Disputadíssimo como marqueteiro em várias campanhas eleitorais pelo país, ele decidiu não se aliar a ninguém, mas deixar as possibilidades abertas para qualquer lado… afinal, ele é professor de Corrupção Ativa. Suas aulas, cada dia mais disputadas, acontecem no Teatro Módulo, na Pituba, de 21/07 a 29/09, aos sábados e domingos, às 20h. A aula individual custa pouco, menos que um suborno simples, R$ 50,00 ( para profissionais)  e R$ 25,00 ( para aspirantes).

A corrupção nossa de cada dia …

Com texto escrito por ele, Frank Menezes dá uma sacudida na plateia e faz todo mundo pensar, ao mesmo tempo que arranca gargalhadas, sobre como todos colaboram para a corrupção que tanto condenamos

A corrupção em larga escala no Brasil foi escancarada ! Mas será que é só entre os políticos e empresários que ela existe ? Em que situações do dia a dia ela está presente ? Frank Menezes, de forma super engraçada, encarna um professor que dá aulas de corrupção ativa para uma plateia repleta de alunos repetentes… e não poupa nada nem ninguém.

Fala dos políticos, é claro, mas fala também da corrupção perpetrada por líderes espirituais de várias religiões, da corrupção nas instituições públicas e nas empresas privadas, nos meios de comunicação e das pequenas corrupções do dia a dia, aquelas toleradas sem dores de consciência pelo cidadão comum, como estacionar na vaga de deficientes, furar fila e outras tantas “coisinhas”.

A peça acaba por ser uma “paulada” na consciência, dada entre gargalhadas. E Frank Menezes promete também atualização constante dos fatos, para que as risadas  do público não percam nunca prazo de validade. Para isso está de olho nos muitos fatos que toda semana balançam o país e, claro, nas próximas eleições !

“O Corrupto” – Frank Menezes

Direção : Marcelo Praddo

Em Salvador –  De 21.07 a 29.09, aos sábados, no Teatro Módulo – Pituba

Horário: 20h

Compra de ingressos : www.compreingressos.com e na bilheteria do Teatro Módulo – 71 2102.1392 / 1350

Selma Santos Produções e Eventos

Fone: 55 (71) 3261.2179

End: Av. Vasco da Gama,

2.931 – sl 126 – Edf. Gold Center

CEP: 40.230-731,

Vasco da Gama,

Salvador-Bahia-Brasil