Aulas abertas on-line do BTCA

Junho chegou e com ele mais uma maratona das aulas abertas do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que, desde maio, agora acontecem em ambiente digital. …



Convocação para Cadastro Cultural na SecultBA


A partir desta quinta-feira (28),a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) convoca para inclusão e atualização do Cadastro Cultural no Sistema de Informações e Indicadores em Cultura, disponível em: siic.cultura.ba.gov.br/cadastrocultural. O intuito da iniciativa é traçar um panorama dos agentes, espaços, grupos e instituições culturais dos 27 territórios de identidade baianos.

O cadastro possibilitará a criação de indicadores sobre a cadeia produtiva da cultura no estado, contribuindo no planejamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas; na otimização dos mecanismos de fomento e no fortalecimento do processo de territorialização das ações culturais.

A plataforma funciona como um mapeamento online, dinâmico, georreferenciamento, sendo a responsabilidade da informação assumida pelo próprio usuário. Já os agentes culturais contarão com uma vitrine para difundir suas atividades e ampliar o diálogo com outros profissionais da área. As dúvidas podem ser encaminhadas no e-mail: [email protected] ou ainda por telefone no número: (71) 99688-1460.

Termo de Compromisso – No dia 19 de maio de 2020, a SecultBA e a Secretaria de Trabalho Emprego e Renda assinaram termo de compromisso para a criação de um cadastro de trabalhadores do campo cultural atuantes nos 27 territórios de identidade baiano.

A partir desse banco dados pode-se obter um reflexo de quantos são e como atuam esses trabalhadores dentro da cadeia produtiva da Cultura.


Lançamento de “Pernambués – Quilombo Urbano” e reprises de filmes


Pernambués. Divulgação

Próxima segunda-feira (25), no #ConexãoFGM, acontece o lançamento do documentário “Pernambués – Quilombo Urbano”, com direção de Lúcio Lima, resultado do projeto contemplado pelo edital Arte Todo Dia – Ano V, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador.O filme terá estreia no canal do YouTube da FGM, disponível das 08h às 21h. Oriundo do antigo Quilombo do Cabula, Pernambués é um bairro periférico de Salvador que tem em sua raiz uma negritude que pode ser vista em sua paradoxal existência entre casarões nobres e a resistência de um povo batalhador.

“Pernambués – Quilombo Urbano” retrata a construção da localidade e do seu contexto histórico, desde os laranjais à sua desvinculação do Cabula, percorrendo por rostos que validam o título de bairro mais negro de Salvador. As histórias navegam pelas personalidades nascidas em Pernambués a partir da condução do Rapper Negro Davi, músico reconhecido em seu local de origem. O documentário navega pelas ondas que carregam memórias, lutas e realizações, ingredientes que fazem de qualquer local um mar de descobertas. (trailer: https://m.youtube.com/watch?v=TaOyqWGpIrE

Divulgação

Na terça-feira (26), o #ConexãoFGM reprisa “Água de Meninos, A Feira do Cinema Novo”, com direção de Fabíola Aquino. Relembra os filmes “Sol Sobre a Lama” e “A Grande Feira”, que retratavam as condições de vida da sociedade baiana na década de 60, o cenário era a Feira de Água de Meninos que foi incendiada. Hoje a Feira de São Joaquim e seus feirantes vivem situações semelhantes às dos filmes do Cinema Novo, em paralelo aguardam com esperança o início da revitalização e ampliação da maior feira livre da Bahia.

Na quarta-feira (27), quem volta para a programação é a série “O Samba que Mora Aqui – Episódios 1 e 2”, que tem direção de Vitor Rocha. Ao abordar diferentes rodas de samba de Salvador, mestras e mestres sambistas como Ganhadeiras de Itapuã, Riachão e Walmir Lima, a produção discute as origens do samba e sua relação umbilical com os rituais de matriz africana. A obra tem participação do maestro Letieres Leite, da líder religiosa Makota Valdina, e do ritmista Gabi Guedes e suas mãos forjadas nos toques dos atabaques.

Na quinta-feira (28), os episódios 3 e 4, da série “O Samba que Mora Aqui”, com direção de Vitor Rocha. Ao abordar diferentes rodas de samba de Salvador, mestras e mestres sambistas como Ganhadeiras de Itapuã, Riachão e Walmir Lima, a produção discute as origens do samba e sua relação umbilical com os rituais de matriz africana. A obra tem participação do maestro Letieres Leite, da líder religiosa Makota Valdina, e do ritmista Gabi Guedes e suas mãos forjadas nos toques dos atabaques.

Na sexta-feira (29), serão exibidos dois filmes com direção de Lorena Sales e Murilo Deolino: “As Máscaras de Nilo”, onde na véspera do Dia de Finados, o cortejo dos caretas sai pelas ruas da pequena cidade de Nilo Peçanha. Com um ar de mistério, o som dos búzios e as batidas de enxada se ouvem de longe. As máscaras carregam o culto aos antepassados, uma herança preservada ao longo dos tempos que constitui o imaginário presente na localidade; e “Dia de Visita”, que aborda a história entre conexões e desconexões um garoto da cidade visita seus tios no interior.

No final de semana, a partir das 07h da manhã do sábado (30), até às 00h do domingo (31), ficará disponível todo o conteúdo apresentado durante a semana.

É possível assistir do computador, smart TV, tablet, celular… qualquer dispositivo eletrônico com acesso à internet, através do canal do YouTube da FGM ( https://bit.ly/2vQgnJz ).

Para saber de toda programação do #ConexãoFGM, basta seguir a FGM nas redes @fgmoficial (Instagram) e @fgmcultura (Facebook).


Teatro popular de Ilhéus no YouTube


Divulgação

Para manter uma programação para o seu público durante a quarentena, o Teatro Popular de Ilhéus agora está postando novo conteúdo em seu canal no YouTube. A página, que já possuía alguns vídeos de espetáculos na íntegra, documentários, trailers, entrevistas e cobertura de eventos, agora está disponibilizando materiais feitos especialmente para o período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Com a campanha “TPIFLIX”, o grupo convida a todos a assistirem teatro sem sair de casa.

Dentre os vídeos disponíveis, o grupo postou a contação infantil “A Raposa e a Onça”, narrada e interpretada pela atriz Tânia Barbosa e com trilha sonora executada por Pablo Lisboa. A fábula trata da desavença entre uma raposa e uma onça que acaba indo longe demais, trazendo uma importante lição de moral. Este e outros vídeos do Teatro Popular de Ilhéus podem ser acessados no link youtube.com/teatropopulardeilheus.

Além de seu conteúdo online, o Teatro Popular de Ilhéus faz campanha para arrecadar recursos com venda antecipada de ingressos, disponibilizando um passaporte que dá direito a oito espetáculos que ocorrerão na Tenda do TPI quando as atividades forem restabelecidas após o fim da quarentena. O passaporte está à venda por R$ 80, e é válido por um ano, para todos os eventos que venham a acontecer durante esse prazo.

Para adquirir o passaporte, basta fazer um depósito identificado na conta do TPI e enviar o comprovante para o e-mail [email protected] ou para o whatsapp da instituição, no número (73) 98822-0057. O depósito deverá ser feito no Banco do Brasil, agência 3192-5, conta corrente 15598-5. Para transferência entre bancos, a identificação é Teatro Popular de Ilhéus, CNPJ 05.348.041/0001-97.

Ao enviar o comprovante, o comprador receberá um cartão digital com um QR Code que identifica a compra e garante a retirada dos ingressos quando as atividades da Tenda retornarem. Quem desejar comprar o passaporte para ajudar o grupo, mas não puder ir aos eventos, poderá optar por ter seus ingressos destinados a estudantes de escolas públicas.

Fundado em 1995 por Équio Reis (in memorian), o grupo já produziu dezenas de espetáculos, tendo circulado em diversas cidades do Brasil, chegando também a se apresentar na Europa. Em 2020 completa 25 anos de existência, cujas comemorações contarão com a publicação do livro “A vida é uma rima”.

Trata-se de um ensaio biográfico do Teatro Popular de Ilhéus que está sendo escrito pelo crítico teatral e jornalista Valmir Santos. Além disso, antes da quarentena o grupo vinha se preparando para estrear o espetáculo “Sonho de uma noite de verão: ópera brega rock para acordar do pesadelo”, cuja estreia ainda não tem data.

O Teatro Popular de Ilhéus está localizado na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, e é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa do Governo do Estado com recursos do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

 


Solos inéditos do BTCA criados na quarentena


Baía. Foto Mirela França/Divulgação

Em “Ponto de Vista”, exibido online, dançarinos da companhia expressam relações com a fisicalidade da cidade nas circunstâncias de isolamento social.

 No ano em que o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) se propunha a voltar as suas atividades e criações ao reencontro com a cidade de Salvador, o isolamento social faz estrear um novo projeto: “Ponto de Vista”, que exibirá online, em seu canal no YouTube, performances de seus dançarinos na relação com o entorno de seus locais de quarentena. Entre paredes, mas percebendo suas presenças na paisagem urbana, eles traduzem olhares sobre suas casas, prédios, ruas, bairros, a partir do que vê por cima de muros, brechas, janelas, vidraças. Estas nesgas soteropolitanas se misturam aos próprios elementos domésticos para compor cenários em que seus corpos expressam o contato com o exterior que os rodeia.

Mirela França

A primeira destas apresentações da companhia oficial de dança da Bahia, gerida pelo Teatro Castro Alves (TCA), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), será nos dias 8, 9 e 10 de maio (sexta a domingo), com exibição entre as 19h e a meia-noite do solo “Baía”, criado e interpretado por Mirela França. A obra é realizada numa parceria entre os dois corpos artísticos do TCA, junto com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), com a trilha sonora original criada pelo pianista Eduardo Torres, integrante da orquestra, a partir das imagens compostas pela bailarina.

De seu pequeno apartamento no bairro do Campo Grande, Mirela tem da janela do banheiro a vista mais bonita da casa. É possível ver telhados da comunidade do Solar do Unhão e o mar da Baía de Todos os Santos. “Dizem que a Gamboa de Baixo tem uma das mais belas vistas da cidade de Salvador, semelhante às paisagens vislumbradas dos prédios da parte de cima, como o meu. É quase uma ironia ter o mar no meu banheiro, mas, nesses dias de isolamento social, isso tem sido, mais que tudo, uma bênção”, define a bailarina, que incorpora esta sensação na performance que produziu.

 Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta:

“Ponto de Vista”

|| Estreia ||

“Baía”

Criação e interpretação: Mirela França

Trilha sonora original: Eduardo Torres, pianista da Orquestra Sinfônica da Bahia

Quando: 8, 9 e 10 de maio (sexta a domingo), das 19h à meia-noite

Exibição através do canal do BTCA no YouTube

O link será divulgado nas páginas de Instagram das instituições envolvidas:

8 de maio: @teatrocastroalvesoficial

9 de maio: @btca.oficial

10 de maio: @orquestrasinfonicadabahia


Conexão FGM em sua quinta semana no youtube


Mulheres da Pá Virada: Histórias e Trajetórias na Capoeira”. Fotos divulgação

O #ConexãoFGM da próxima semana, exibe mais produções audiovisuais com financiamento ou apoio da Fundação Gregório de Mattos, e já conta com mais de doze mil visualizações em seu canal do YouTube. É possível assistir do computador, smart TV, tablet, celular… qualquer dispositivo eletrônico com acesso à internet, através do canal do YouTube da FGM ( https://bit.ly/2vQgnJz ). De segunda a sexta, os filmes ficam disponíveis na plataforma, das 08h às 21h e no final de semana, a partir das 07h do sábado, saindo do ar às 00h do domingo.

Na segunda-feira (20), apresenta “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 1”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e o documentário “Samba Junino – de porta em porta”, dirigido por Dayane Sena e Fabíola Aquino.

O filme mostra como um ritmo essencialmente soteropolitano foi reconhecido em 2018 como Patrimônio Cultural e Imaterial de Salvador. Conhecer seus mais de 40 anos de história, sonoridade, grupos, sambistas, a forma de apresentação – em cortejo pelas ruas dos bairros nordestinas. Filme financiado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), integrando as ações de Salvaguarda do Samba Junino. Populares – influenciam as manifestações culturais e destacam as tradições

Balizando 2 de Julho

Na terça-feira (21), serão exibidos “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 2”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e “Balizando 2 de Julho”, com direção: Fabíola Aquino. Documentário que aborda a temática LGBT no desfile cívico do 2 de Julho, Independência da Bahia, sob a ótica das balizas gays e transexuais das bandas de fanfarra e toda comunidade. Participação especial do ativista dos direitos humanos Jean Wyllys.

Quarta-feira (22), serão exibido “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 3”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e videoclipes resultantes do projeto Cajartitude: “Cajartitude” e “Joias Raras”.

O projeto Cajartitude é uma iniciativa de artistas de Cajazeiras, cujo objetivo é atender aos jovens entre 14 e 29 anos moradores do bairro a partir de ações que estimulem a produção cultural e artística, no intento de estabelecer discussão em torno de temas relacionados à identidade e ao pertencimento. Esta proposta visa integrar as artes visuais (graffiti), a música e o audiovisual através de oficinas que tiveram como produtos finais a criação de RAPs, Graffitis e Videoclipes. Os videoclipes “Cajartitude” e “Joias Raras” são alguns desses produtos.

Na quinta-feira (23), será apresentado o doc “Aiuê – Escutando o som dos Quilombos”, com direção de Donminique Azevedo, Leo Rocha e Danilo Umbelino. Em Kimbundo, língua da família banta, “aiuê” é também uma expressão de espanto, alegria, festa. Assim, partindo de uma abordagem etnográfica, linguística e musicológica, o documentário é uma experiência imersiva que revela as mais diversas expressões sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos.

Na sexta-feira (24), será apresentado “Mulheres da Pá Virada: Histórias e Trajetórias na Capoeira”, com direção de Adriana Albert, Christine Zonzon e Joana Points. O documentário, com direção do Grupo de Estudos e Intervenção Marias Felipas (www.mariasfelipas.wordpress.com), apresenta experiências e trajetórias de mulheres capoeiristas contadas pelas próprias protagonistas. A produção tem como fio condutor uma parte da história de vida de Mestra Ritinha, uma das precursoras do protagonismo das mulheres na capoeira da Bahia, falecida em janeiro de 2019.

A narrativa da história de resistência dessa mulher “negra, pobre e da pá virada” dialoga no filme com o registro de depoimentos, histórias e luta de mulheres capoeiristas, de diferentes estilos, linhagens e percursos, trazendo uma diversidade étnico-racial, geracional e de inserção na capoeira com a participação de mestras, contramestras, professoras e outsiders. Filmadas em Salvador, essas mulheres corajosas partilharam, em roda, suas dores e delícias, suas mágoas e vitórias no universo da capoeira.

Este emocionante documentário propõe um debate inédito acerca da invisibilidade das mulheres na capoeira, da opressão, da violência de gênero, tanto física quanto psicológica, e da capacidade de união, mobilização e resistência destas capoeiristas. Com financiamento do prêmio Capoeira Viva Salvador ano II, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, além de um crowdfunding online (Plataforma Catarse). Produção: Grupo Marias Felipas e Cortejo Filmes. Fotografia, Som Direto e Montagem: Cortejo Filmes.

No final de semana, sábado (25) e Domingo (26), reprise de todos os filmes exibidos durante a semana, disponíveis a partir das 07h do dia 25, até as 00h do dia 26.

Para saber de toda programação do #ConexãoFGM, basta seguir a FGM nas redes @fgmoficial (Instagram) e @fgmcultura (Facebook).