Mês colorido do Gamboa Nova com vasta programação


O mês colorido do Gamboa Nova, é o mês das cores e da diversidade! Setembro é GayBoa! E para comemorar nada melhor do que reforçar as parcerias com o que melhor representa o debate sobre gênero na Bahia. São espetáculos, shows, bate-papos, performances, documentários, que abrem espaço ao grito por liberdade e respeito, que todos merecem.

TEATRO

Divulgação

Xica! abre a programação do Setembro é GayBoa
O Coletivo das Liliths, um grande parceiro do Teatro Gamboa Nova, vai abrir a programação do espaço
durante o mês da diversidade, o Setembro é GayBoa. Serão duas apresentações, sábado dia 01, às 19h e
domingo, dia 02, às 17h.
Baseado em fatos reais o espetáculo Xica! conta a história de Francisco Manicongo, negro africano,
escravizado, quimbanda considerado como a primeira travesti não-índia do Brasil. Habitante da região da baixa dos sapateiros, Xica tornou-se símbolo de luta e resistência de uma época em que questionar o sexo biológico era tido como heresia e digno de punição.
Escrava de um sapateiro, Xica foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo. A sua história é mais um exemplo da presença de travestis e transexuais em toda a história do Brasil e é, sem dúvida, a mais legítima representação de afirmação político-social na luta pelo reconhecimento da identidade de gênero para além do sexo biológico.
O espetáculo é uma realização do Coletivo Das

Liliths, que vem atuando na cidade do Salvador há
4 anos fomentando e fortalecendo o debate acerca das diversidades de gênero e a quebra de paradigmas no âmbito da sexualidade através das artes cênicas. Os artistas atuam juntos desde 2012 desenvolvendo uma pesquisa artística em torno de temáticas como: afirmação das identidades de gênero, respeito às diferenças, combate a violência contra as ditas minorias, respeito às diversas formas de expressões de sexualidades e o
combate às hierarquias de gênero.
O quê: Espetáculo Xica com o Coletivo das Liliths
Quando: 01/09 (sábado) – 19h + 02/09 (domingo) – 17h
Quanto: R$20 e R$10 (meia c/ comprovante) – bilheteria abre às 17h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Duração: 50 minutos
Para saber mais: https://www.facebook.com/dasliliths/
Classificação etária: 18 anos
Ficha Técnica
Encenação: Georgenes Isaac
Elenco: Ricardo Andrade, Omar Leoni, Thiago Carvalho, Xan Marchal
Dramaturgia: Francisco André
Iluminação: Yoshi Aguiar
Direção musical: Gabriel Carneiro
Produção executiva: Matheus Bonfim

 “Uma Janela Para Elas” 

Foto divulgação Caio Lírio
Um texto original estrelado por elenco inteiro de drag queens da cena soteropolitana. A apresentação acontece dia 05 (quarta),
às 19h, com a participação de sete performers.
A trama se passa em um futuro distópico no qual, dez anos após a vitória dos conservadores nas urnas,
o Brasil de 2028 vive uma ditadura que cerceia os direitos de expressão de gênero. A arte drag está proibida
e os seus palcos fechados, artistas transformistas recebem um convite anônimo para reencontrar suas
personagens em um teatro abandonado e, juntas, discutem temas caros à comunidade LGBTQ.
Uma iniciativa da veterana do transformismo Valerie Orarah, o projeto partiu do desejo de levar a nova
geração do transformismo para uma plataforma maior que os bares e boates da cidade. “Não é só o público
que vai descobrir os talentos dessas meninas; elas próprias descobriram talentos que não conheciam, no
processo” diz Valerie.
A primeira temporada da montagem aconteceu em agosto, no Teatro do IRDEB. O espetáculo conta
com direção de Paula Lice (indicada ao Prêmio Braskem de Teatro e co-criadora do documentário “Jéssica
Cristopherry”), texto do publicitário Felipe Politano e apoio do Ateliê Jorge Andrade, Loulou Couture, Teatro
IRDEB, Concurso Super Talento e Bar Caras e Bocas.
Serviço
O que: Uma Janela para Elas – Paula Lice
Quando: 05/09 (quarta) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre às 17h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329 2418
Duração: 60 minutos
Para saber mais: http://www.pequenasaladeideias.com
Classificação: 16 anos
Ficha Técnica
Direção: Paula Lice
Texto: Felipe Politano
Iluminação: Vinicius Bustani
Elenco: Ah Teodoro, Angelina Meels, Flaminga, Milla Hunty, Minx Moon, Sasha Heels e Valerie Orarah

Criança Viada em nova temporada

Foto divulgação de Diney Araújo

Solo de grande sucesso do ator Vinicius Bustani, que estreou no Gamboa Nova em maio deste ano,
“Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”, retorna ao palco do Teatro dentro do Setembro
é GayBoa, que contempla várias atrações conectadas ao debate de gênero. Serão oito apresentações, a
partir do dia07, todas as sextas e sábados.
Desde seus ensaios abertos, a obra vem despertando grande curiosidade e participação do público
soteropolitano, já que mistura relatos biográficos com cenas de ficção. Na peça escrita pelo próprio Vinicius,
ele usa sua história com humor e sarcasmo como ponto de partida para mostrar as dificuldades que viveu
como uma criança LGBT, que ainda nem sabe o que é, mas já é apontada por outras pessoas, passando pela
adolescência e chegando na idade adulta. “A gente precisa falar sobre isso e fazer uma revisão de nossos
hábitos para não continuar criando gerações de crianças solitárias, confusas, com sensação de isolamento e
falta de lugar no mundo” – reflete.
A motivação para o espetáculo surgiu logo após o ator contar aos pais, familiares e amigos sobre sua
sexualidade. “Depois de conversar com eles, disse para ficarem à vontade para perguntar o que quisessem” –
lembra. Foram questões, muitas vezes tão distantes da realidade, que ele viu nelas combustível para a peça.
“Resolvi fazer um espetáculo em que eu pudesse mostrar com minha história que ser gay é mais natural e
simples do que parece” – pontua.
“Quando Vinicius me mostrou todo o material que tinha coletado, achei que poderíamos ir pelo caminho
do biodrama e do teatro documental” – conta Paula Lice, que assina a direção e dramaturgia do espetáculo.
“Acredito que para falar sobre um tema tão complexo como sexualidade é fundamental arriscar um mergulho
em sua própria experiência nua e crua. Enfrentar esse tema através das estratégias do biodrama é estreitar
laços entre o público e a cena” -finaliza.
Para mais informações siga Criança Viada no Instagram: @crianca_viada. Os ingressos podem ser
comprados no sympla.com.br/criancaviada ou na bilheteria do teatro nos dias de apresentação.

O quê: Criança Viada ou de como me Disseram que eu Era Gay
Quando: 07, 08, 14,15 , 21, 22, 28 e 29 /09 (sextas e sábados) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre duas horas antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.instagram.com/crianca_viada/?hl=pt-br
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica:
Texto e atuação: Vinicius Bustani
Direção e dramaturgia: Paula Lice
Direção de arte: Lia Cunha e Tiago Ribeiro
Direção musical: Heitor Dantas
Desenho de Luz: Larissa Lacerda
Assessoria de Comunicação: Daniel Silveira

MÚSICA

Diva Box Canta Cazuza
Divulgação

Cazuza, grande ícone da música e do debate sobre gênero de sua época, completaria 60 anos de vida
no último dia 04 de abril. Em dez anos de carreira, o poeta de trajetória meteórica marcou o país com suas músicas, sua voz e sua atitude. Inspirados pelo legado do artista, o grupo Diva Box apresenta suas releituras dos maiores sucessos de Cazuza, dia 06, 13, 20 e 27 (quintas), enchendo de som a programação do Setembro é Gayboa.

Passando desde as primeiras canções como “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” até os clássicos
como “Faz Parte do Meu Show” e “O Tempo Não Para”, o trio vocal segue fazendo suas misturas
impensáveis através dos mashups mais improváveis de divas pop, incluindo bases de cantoras como Amy
Winehouse e Lady Gaga, passando pelas girl bands Little Mix e Spice Girls.
O Diva Box nasceu em meados de 2013 no Cabaret 54, bar que surgiu com a proposta de revitalizar a
noite da Carlos Gomes junto ao Âncora do Marujo. O convite do dono visou diversificar as atrações da noite e, Fernando Ishiruji, mentor do projeto, trouxe a proposta de um grupo vocal que cantasse divas da música pop mundial.
De lá pra cá a banda passou por diversas transformações, mudou de conceito e passou a trabalhar com, um desafio musical que se propagou pela internet que consiste em utilizar a base de uma música para cantar outras por cima, criando assim misturas inusitadas. Com isso, o grupo mistura gêneros e artistas dos mais variados estilos, desde o pop de Madonna ao jazz de Amy Winehouse, passando por cantoras brasileiras como Ivete Sangalo e Maria Bethânia.
O quê: Show Diva Box Canta Cazuza
Quando: 06, 13, 20 e 27  (quintas) – 19h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante) – bilheteria abre duas horas antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.youtube.com/diva_box
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Ficha Técnica
Realização e atuação: Gleison Richelle, Mario Bezerra, Fernando Ishiruji
BATE-PAPOS E DOCUMENTÁRIO
O olhar da foto-ativista Adeloyá Magnoni invade o GayBoa
Luiz Guimarães em foto de Adeloyá Magnoni.
“Queremos inundar o Setembro é GayBoa nessa provocação de repensar sobre os padrões
normativos de gênero e sexualidade” – assim explica Adeloyá Magnoni que, durante o mês da diversidade, o
Setembro é Gayboa, assina a exposição fotográfica do espaço, exibe o documentário sobre a história de seu
tio e outros trans, o Cores e Flores para Tita, além de promover três importantes bate-papos em defesa ao
respeito e cuidado social e legal com as diferenças de gênero. Serão três quartas (12,19 e 26/09) e todos
podem participar gratuitamente ou colaborando com o “pague quanto puder” na exibição do doc, no primeiro
encontro. Acompanhe o resumo abaixo:Bate-papo Corpóreo + Documentário Cores e Flores para Tita (12/09 às 18h00)
O filme aborda a transgeneridade a partir da exposição que Adeloyá Magnoni realizou em homenagem ao
seu tio Renato “Tita”, homem trans que foi suicidado em 1973, aos 15 anos de idade. A partir de depoimentos
de pessoas trans que participaram da exposição, o documentário constrói um diálogo entre o sofrimento
enfrentado por Tita há mais de 40 anos e a luta contra à transfobia nos dias atuais. Tem direção, roteiro de
Susan Kalik, que com competência conseguiu fazer um longa sem aporte financeiro.
Foi premiado por melhor roteiro na etapa regional da Mostra SESC de Cinema, e passou para a etapa
estadual e nacional, tendo sido veiculado em todas as capitais brasileiras. Com uma linguagem sensível e
contundente, “Cores e Flores para Tita” tem tocado de maneira profunda e transformadora a pessoas do
país inteiro. Após a exibição haverá um breve bate-papo com a foto-ativista Adeloyá Magnoni e o trans-
ativista Diego Nascimento, que participou de todo o processo. A exibição terá a entrada no sistema Pague
Quanto Puder com a verba revertida para o tratamento de saúde do ativista Diego Nascimento.
Bate-papo Sexualidades Monodissidentes –  Eu não estou [email protected]! (19/09 – 18h30)
Quando uma pessoa diz ser bissexual é muito comum ouvir: "você só está confusa, isso é coisa de quem tem
medo de se assumir gay". Já quando a pessoa se afirma panssexual, é normal dizerem: "você transa com
árvores?" e pior ainda é quando a pessoa é polissexual: "o que é isso?".Para quem é monossexual imaginar
que alguém se atrai por mais de um gênero parece no mínimo confuso, constantemente é taxado como
promíscuo e muitas vezes é julgado como enrustido de alguma das monossexualidades (gay ou lésbica).
Este bate-papo tem o intuito de dar voz a pessoas que se atraem por mais de um gênero, compreender um
pouco mais de suas especificidades e ouvir sobre a vivência de quem enfrenta o julgamento e a incredulidade
tanto de héteros quanto de gays e lésbicas. “Já que o B da sigla não significa biscoito, vamos falar sobre
bifobia e o apagamento das identidades sexuais monodivergentes” – completa Adeloyá.Percepções Tardias das Dissidências Sexuais –   Cheguei atrasada no vale! (26/09 – 18h30)
A heteronorma catequiza para um padrão rígido de sexualidade e castiga impiedosamente quem ousa olhar
para além dele, o que faz com que algumas pessoas nem se questionem muito em relação à sua
sexualidade. “Principalmente, se houver alguma atração pelo gênero aposto, arredonda-se tudo para a
heterossexualidade e pronto, afinal, ela, a heterossexualidade, é compulsória!” – enfatiza a foto-ativista.
O Bate-Papo Corpóreo do dia 26 vai abordar justamente as experiências de pessoas que se perceberam
tardiamente de uma sexualidade dissidente e fora da heteronorma, será composto por pessoas que toparam
despir a alma e compartilhar sua preciosa intimidade, seus medos, dúvidas, dores e delícias de ver um
mundo novo se abrir, repleto de sensações que só quem tem coragem de romper com o padrão está
autorizado a sentir.  O papo tem produção e condução da foto-ativista Adeloyá Magnoni, que vivencia em
primeira pessoa essa experiência e convidou amigos e amigas para uma conversa descontraída e gostosa
sobre coragem, permissão e entrega.

O quê: Debates sobre gênero no GayBoa: Bate-papos e exibição de documentário
Quando:, 12/09/2018 –  (quarta) – 18h – Documentário e Bate-papo Cores e Flores para Tita (pague quanto puder)
19/09/2018 –  (quarta) – 18h30 – Sexualidades Monossidentes – Eu não estou [email protected]!
26/09/2018 –  (quarta) – 18h30 – Percepções Tardias das Dissidências Sexuais – Cheguei atrasada no vale!
Quanto: Gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Para saber mais: https://www.facebook.com/adeloyamagnonifotoscomalma/
Duração: cerca de 90 minutos (cada evento)
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica
Realização: Adeloyá Magnoni e convidados

PERFORMANCE

Sargaço com Frutífera Ilha

Foto Divulgação de Matheus Thierry

Frutífera Ilha é uma Drag Queen, performer, artista visual e ‘artivista’ que, trabalhando sob a ótica do
afro futurismo, busca corpos reais e a naturalização de sua nudez, revelando o corpo estranho, quase
feminina, negra, marginalizada e monstruosa, que consome ao se deixar consumir. Dentro desta proposta
traz ao Setembro é GayBoa o solo performático “Sargaço”.
O trabalho aborda a ancestralidade futurista, transcendendo corpos, espaços e imagens “Passado,
presente, futuro, espelho rasgando feridas que nunca foram nossas enquanto a boca que tudo come devora
subjetividades e se cria em potencia” – completa poeticamente : “o convite é ao oceano de nós mesmos,
deixe sua voz ecoar, corpos reais, pós humanas, pretas, faveladas, transfiguradas, loucas, corpos que amam,
pulsam e existem, dissidências não mais adestradas, donas da própria fome devoram um banquete ancestral
em oferenda aos corpos que estão por vir“.
Segundo Frutífera e Mamba Negra (Diego Alcântara), que assina a direção performática, Sargaço é
como um xirê do novo tempo, numa necessidade de novos corpos que preencham um novo mundo em
estado performático.

O quê: solo performático Sargaço – Frutífera Ilha
Quando: 16/09 (domingo) – 17h
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia com comprovante) – bilheteria abre uma hora antes
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329-2418
Duração: 60 minutos
Para saber mais: https://pt-br.facebook.com/Frutilha/
Classificação: Livre
Ficha Técnica
Roteiro, Performance e direção geral: Clarissa Nunes AKA Frutífera Ilha)
Direção Performática: Diego Alcântara AKA Mamba Negra
Fotografia e Audiovisual: Levi Barbosa e Victor Mota
Sonorização : Ah Teodoro

EXPOSIÇÃO

Tatiane Carcanhollo – Relógio do Sol Comunicações e Artes– 71 988242978/99274 0136
Cores e Flores para Tita
O projeto da foto-ativista Adeloyá Magnoni fica em cartaz no Teatro Gamboa Nova durante o mês da
diversidade, o Setembro é GayBoa, de quarta a domingo. Seu objetivo é questionar a naturalização das
performances binárias, cis e heteronormativas, com ênfase na utilização de fotografias como dispositivo de
empoderamento de pessoas trans e travestis, denunciando também o genocídio dessa população e a falta de
políticas públicas contundentes na defesa de seus direitos.
Nasce em homenagem ao tio da artista, um homem trans suicidado em 1973, após uma sucessão de
violências físicas e emocionais. Entre as várias ações, o projeto gerou uma oficina de fotografia exclusiva
para pessoas trans e travestis que culminou em “Solidões Trans e Travesti”, exibida no Teatro Gamboa Nova
em março de 2016, a primeira exposição totalmente composta por pessoas trans e travestis, tanto na
captação das imagens quanto sendo fotografadas.
Com o nome "A Transgeneridade e a Ocupação dos Espaços Negados", houve também exposições
itinerantes acompanhadas de palestras feitas por uma pessoa trans e pela fotógrafa em escolas, faculdades,
espaços de arte e cultura.  A exposição de grande porte foi lançada no Teatro Gregório de Mattos com as
fotos divididas em 3 etapas: Masculinidades, Feminilidades e Não-Binaridades. São 24 pessoas fotografadas,
8 em cada etapa que, além das fotos, apresenta fragmentos autobiográficos que acompanham as imagens,
falando do difícil desafio de viver fora dos padrões.
Além das imagens, a exposição apresenta algumas instalações, como a "parede dos horrores", que é
um aglomerado de etiquetas semelhantes àquelas usadas nos necrotérios, contendo centenas de nomes,
idades, localização e causa de morte de pessoas trans e travestis. Outra instalação é a da roupa preta, em
detrimento do vestido de noiva, fazendo alusão ao mistério que envolve a morte do tio da fotógrafa. “Após
anos tendo sido enterrado com um vestido de noiva, mesmo pedindo em sua carta de despedida por uma
roupa preta masculina, 20 anos após seu enterro, ao ter seu caixão exumado, não havia nenhum vestígio do vestido, mas a roupa preta que haviam dobrado e colocado junto no caixão, estava intacta” – relata Adeloyá.

O quê: Exposição Cores e Flores para Tita_Adeloyá Magnoni
Quando: de 01 a 30/09/2018 (quarta a sábado das 16h às 19h) + domingo (das 15h às 17h)
Quanto: gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Classificação: 14 anos
Ficha Técnica:
Realização: Adeloyá Magnoni e parceiros

CINEMA

Mais um mês com O Gongo

Sucesso na internet, o canal de videos sobre temas contemporâneos tratados com muito humor, O
Gongo firma nova parceria com o Teatro Gamboa Nova. A cada semana serão exibidos alguns curtas
presentes no canal, antes dos espetáculos, dentro do CineGamboa.
O Gongo é um canal de humor na Bahia, mas que faz comédia com piadas que vão além do contexto
regional. Textos sobre o cotidiano, temas atuais e comportamento, além de conteúdo nonsense. A equipe é
formada por Rafael Medrado, Fábio Vaz, Jarbas Oliver e Eduardo Oliveira, profissionais de artes e
comunicação que cultivam o humor como ferramenta diária.
Serviço
O que: Exibição de vídeos semanal de O Gongo
Quando: de 01 a 30/09/2018 – qua a dom – antes dos espetáculos com autorização das produções

Quanto: gratuito
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)
Informações: 71 3329 2418
Para saber mais: www.ogongo.com.br
Classificação etária: livre
Ficha Técnica:
Equipe : Rafael Medrado, Jarbas Oliver, Fábio Vaz, Eduardo Oliveira
Realização: O Gongo + Teatro Gamboa Nova


O Corrupto está de volta no Teatro Módulo


 

Foto de Andreia Magnoni. Divulgação

Disputadíssimo como marqueteiro em várias campanhas eleitorais pelo país, ele decidiu não se aliar a ninguém, mas deixar as possibilidades abertas para qualquer lado… afinal, ele é professor de Corrupção Ativa. Suas aulas, cada dia mais disputadas, acontecem no Teatro Módulo, na Pituba, de 21/07 a 29/09, aos sábados e domingos, às 20h. A aula individual custa pouco, menos que um suborno simples, R$ 50,00 ( para profissionais)  e R$ 25,00 ( para aspirantes).

A corrupção nossa de cada dia …

Com texto escrito por ele, Frank Menezes dá uma sacudida na plateia e faz todo mundo pensar, ao mesmo tempo que arranca gargalhadas, sobre como todos colaboram para a corrupção que tanto condenamos

A corrupção em larga escala no Brasil foi escancarada ! Mas será que é só entre os políticos e empresários que ela existe ? Em que situações do dia a dia ela está presente ? Frank Menezes, de forma super engraçada, encarna um professor que dá aulas de corrupção ativa para uma plateia repleta de alunos repetentes… e não poupa nada nem ninguém.

Fala dos políticos, é claro, mas fala também da corrupção perpetrada por líderes espirituais de várias religiões, da corrupção nas instituições públicas e nas empresas privadas, nos meios de comunicação e das pequenas corrupções do dia a dia, aquelas toleradas sem dores de consciência pelo cidadão comum, como estacionar na vaga de deficientes, furar fila e outras tantas “coisinhas”.

A peça acaba por ser uma “paulada” na consciência, dada entre gargalhadas. E Frank Menezes promete também atualização constante dos fatos, para que as risadas  do público não percam nunca prazo de validade. Para isso está de olho nos muitos fatos que toda semana balançam o país e, claro, nas próximas eleições !

“O Corrupto” – Frank Menezes

Direção : Marcelo Praddo

Em Salvador –  De 21.07 a 29.09, aos sábados, no Teatro Módulo – Pituba

Horário: 20h

Compra de ingressos : www.compreingressos.com e na bilheteria do Teatro Módulo – 71 2102.1392 / 1350

Selma Santos Produções e Eventos

Fone: 55 (71) 3261.2179

End: Av. Vasco da Gama,

2.931 – sl 126 – Edf. Gold Center

CEP: 40.230-731,

Vasco da Gama,

Salvador-Bahia-Brasil

 

 


Oficina Lab Eros ministrada pela performer Alda Maria Abreu


A criação de atos performativos a partir de uma dramaturgia aberta: essa é a linha de pesquisa da oficina Lab Eros – Laboratório de Práticas Corporais e Experimentos Erótico-Filosóficos sobre o Tempo, que ocorrerá nos próximos dias 23, 25, 27 e 28 de julho, no Espaço Cronópios, localizado na Rua Direta do Santo Antônio, no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, número 179.

A oficina faz parte da programação de atividades do Transborda – Programa de Formação em Artes Performativas. As inscrições para o Lab Eros já estão abertas e com preço promocional até o dia 16 de julho, podendo ser realizadas através do site www.gameleiraintegra.com/transborda (link de acesso ao final da página). O valor da inscrição promocional é R$200.

Espaço de formação e de compartilhamento de experiências em artes, onde a criação é entendida pela transversalidade entre as linguagens, especialmente dança, literatura, performance e teatro, o Transborda é um projeto que tem concepção da Gameleira Artes Integradas, coordenada pelas artistas Raiça Bomfim e Olga Lamas, e desenvolvido em parceria com o artista e gestor Matias Santiago.

 

Para se inscrever nas atividades do programa não é necessário ter experiência prévia em artes, mas sim o interesse em experimentar modos de expressão, de vivência estética e de implicação na construção da realidade. O Transborda é um espaço para quem quer se arvorar em experimentar e pensar a respeito das artes performativas, além de ser também um local para performers já atuantes.

Peyote_Jardim dos Tempos em foto divulgação de Ligiana Braga

Na oficina Lab Eros, ministrada pela dançarina/performer Alda Maria Abreu, será criado um espaço experimental para mobilizar atos performativos e vivências coletivo-corporais que fazem parte da atual pesquisa de doutorado de Alda, a partir dos motes “do sujeito erótico à experiência-limite” (Georges Bataille) e “o tempo e o corpo do incomensurável” (Henri Bergson). Esses modos de performar/existir, sustentados no que Alda chama de imersões ecopoéticas, irão ganhar corpo no convívio diário com o grupo a partir de uma dramaturgia aberta, convocada por epistemologias xamânicas ainda sem nome, idade ou tempo.

Os participantes serão convidados a mergulhar num mesmo mar, na memória do fogo nos corpos e desafiados a deslocar-se de certezas antropocêntricas e pontos de vista demasiado humanos sobre quem somos ou o que é um corpo, um Ser, uma Vida. “Buscar dar à luz estados de caos, novas danças, novas ecologias, novos modos, graus e naturezas daquilo que chamamos Liberdade”, explica poeticamente a dançarina-performer.

Alda Maria Abreu é artista independente que atua na cena cultural do eixo São Paulo-Bahia-Portugal há mais de 10 anos, escritora e ávida leitora de Artaud, Bataille, Nietzsche, Bergson e Spinoza, na esteira da filosofia da diferença, acompanhada também por Deleuze, Guattari e seus mil platôs. Atualmente dedica-se à criação de atos performativos que visam efetuar danças-pensamentos livres das coleiras da dita arte contemporânea.

O Transborda conta ainda com mais seis oficinas além da Lab Eros: Silêncios e Tesouros (20, 22, 24 e 25 de agosto), com Olga Lamas; A Poética do Corpo-Lugar (10, 12, 14 e 15 de setembro), com Marcelo Sousa Brito; Berro Estribilho (15, 17, 19 e 20 de outubro), com Raiça Bomfim; Dança Estilhaçada (05, 07, 09 e 10 de novembro), com Leonardo França; Abordagens Artísticas para o Corpo e o Movimento (19, 21, 23 e 24 de novembro); e Ojúran – Transe e Fluxo (10, 12, 14 e 15 de dezembro), com Laís Machado. As inscrições para estas oficinas já estão abertas, também pelo site www.gameleiraintegra.com/transborda.

O quê: Lab Eros – Laboratório de Práticas Corporais e Experimentos Erótico-Filosóficos sobre o Tempo
Quando: 23, 25, 27 e 28 de julho – segunda, quarta e sexta, das 18h30 às 21h30; sábado, 15h às 18h
Onde: Espaço Cronópios, localizado na Rua Direta do Santo Antônio, no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, número 179
Inscrição: R$ 200 – www.gameleiraintegra.com/transborda


Espetáculo infanto-juvenil O Mundo das Minhas Palavras estreia sábado


Divulgação

O Núcleo Teatro Viável em temporada com o espetáculo O Mundo das Minhas Palavras até o dia 29 de julho, dentro do projeto de ocupação do Laboratório de Experimentação Estética do MAB, no Corredor da Vitória. O novo espetáculo, que fica em cartaz em curta temporada, aos sábados e domingos, com sessões às 11h e 16h, é direcionado ao público infanto-juvenil e tem como tema a construção do vocabulário e da linguagem das crianças.

Com texto de Wanderley Meira, que divide a direção com Guilherme Hunder, O Mundo das Minhas Palavras tem no elenco Augusto Nascimento e Fernanda Beltrão, integrantes do Núcleo, que se apresentam como atores adultos, estabelecem um bate-papo e, se alternam entre papéis de adultos, crianças, palavras e outros personagens do mundo infanto-juvenil, construindo a reflexão sobre o assunto.

De forma ágil, não linear e contemporânea, o espetáculo é uma conversa sobre como os adultos, a educação formal e a sociedade vão disponibilizando as palavras para a construção da linguagem das crianças, e a maneira como elas vão capturando e guardando essas palavras, ao mesmo tempo em que constroem sua personalidade e seu discurso pessoal, social e político.

“Certo dia li numa página de rede social que não tem como as crianças crescerem afastadas dos preconceitos. E isso é real, principalmente, por vivermos numa sociedade que muitas vezes dão sentidos às palavras que elas não têm. Nesse mundo machista e que segrega, as palavras ganham conotações sexuais e violentas, que vão influenciar diretamente na formação do vocabulário da criança e na forma como ela pode se comportar ao longo da vida. Trazemos esse debate de forma divertida”, realça Augusto Nascimento.

O espetáculo dialoga de maneira lúdica com as crianças sobre suas próprias experiências com a construção de significados, mas, ao mesmo tempo, é um alerta para a responsabilidade dos adultos sobre a entrega que se faz desses significados.

“O universo do espetáculo é o espaço da subjetividade das crianças: colorido, não linear, mas, ao mesmo tempo fluido, e em constante construção – essa é a máxima que norteia a construção da encenação, do cenário, do figurino, da iluminação e dos efeitos que ambientam a cena, associada ao pensamento de viabilidade de execução que norteia o pensamento do Núcleo”, diz Wanderley.

A ficha técnica, além dos membros do grupo, reúne Luciano Salvador Bahia, com os efeitos sonoros e os arranjos para canções de Wanderley Meira; Erick Saboya, criando o cenário; Allison de Sá, pensando a iluminação e construindo o projeto elétrico. Seguindo uma política de sustentabilidade e baixo-custo, Erick Saboya e Alison de Sá aproveitam a estrutura da primeira produção do Núcleo, Ponto e Vírgula – pequena pausa antes do fim.

O movimento dos atores em cena está sob a direção de Mônica Nascimento. Para criar o mundo das palavras, o mágico e ator Fernando Lopes criou e construiu os efeitos especiais do espetáculo; André Luís Silva, traduzindo as ideias na programação visual; Rafael Pimentel Brito, fazendo assessoria de imprensa; e Diney Araújo, capturando as imagens para as fotografias.

O Núcleo Teatro Viável é formado por Augusto Nascimento, Fernanda Beltrão, Guilherme Hunder e Wanderley Meira, que se revezam nas diversas funções técnicas e artísticas. O grupo tem como foco de pesquisa e realização a produção de espetáculos autossustentáveis, cujas apresentações não dependam de estruturas de casas de espetáculo, de forma que se possam realizar em espaços alternativos, com alta economia de energia elétrica.

O quê: espetáculo infanto-juvenil O Mundo das Minhas Palavras
Quando: até 29 de julho – sessões às 11h e 16h
Onde: Laboratório de Experimentação Estética, Museu de Arte da Bahia – Avenida Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória.
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – venda pelo site www.sympla.com.br

FICHA TÉCNICA
Texto: Wanderley Meira
Direção: Guilherme Hunder e Wanderley Meira
Elenco: Augusto Nascimento e Fernanda Beltrão
Composições Musicais: Wanderley Meira
Arranjos Musicais e Efeitos Sonoros: Luciano Salvador Bahia
Direção de Movimento: Mônica Nascimento
Iluminação e projeto elétrico: Allison de Sá
Efeitos Especiais: Fernando Lopes
Figurino: Guilherme Hunder
Maquiagem: Fernanda Beltrão
Cenário: Erick Saboya
Programação Visual: André Luís Silva
Assessoria de Imprensa: Théâtre Comunica – Rafael Brito Pimentel


Temporada de Nú Buzú com Tania Toko


Divulgação

A peça Nú Buzú, com direção e atuação em cena da consagrada atriz Tania Toko, faz temporada de 6 a 28 de julho, às sextas e sábados, sempre às 20h, no Espaço Xisto Bahia, nos Barris com ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). A peça retrata, com muita irreverência, o cotidiano do baiano que utiliza o ônibus como meio de transporte em Salvador. Nele, três personagens travam diálogos e vivem situações engraçadas e dramáticas bem próximas da realidade de quem utiliza o “coletivo” no seu dia-a-dia na capital.

Assim, uma aposentada (Tânia Toko), uma evangélica (Meire Margarete) e um gay (Naldo Brito) interagem, reagem e driblam com muita arte as dificuldades da vida contemporânea numa cidade desordenada, difícil, mas cheia de vida. O texto, também assinado por Tania Toko, transita pelas questões sociais e econômicas da nossa terra e tem todo o tempero da nossa cultura, revelando as estórias e histórias que acontecem nesse universo, de parada em parada, até o destino final dos personagens.Tania Toko se consagrou nacionalmente com a personagem Neuzão da série global e do filme Ó PAÍ Ó, que terá nova filmagem ainda este ano.

Nú Buzú

Texto e direção: Tânia Toko

Com: Tânia Toko, Meire Margarete e Naldo Brito

Quando: sextas e sábados, 20h. De 06 a 28 de julho de 2018

Onde: Espaço Xisto, Barris, Centro

Quanto: 30 inteira/15 meia.

Reservas: Teatro Xisto, 71-3117-6155 e Priscila Marques, 71-9999-0949, os ingressos serão vendidos também no teatro.