“Woyzeck – Zé Ninguém” no Teatro Goethe – ICBA


Simone Brault e Felipe Viguini em Foto divulgação de Diney Araújo

Relações de poder e antagonismos sociais conduzem a montagem de Woyzeck – Zé Ninguém, adaptada do original de Georg Büchner, no Teatro Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA, no Corredor da Vitória. O espetáculo dirigido pelo ator e encenador Caio Rodrigo, com co-direção de Guilherme Hunder, estreia no dia 29 de novembro, às 20h, e fica em cartaz até o dia 10 de dezembro , de quarta a domingo.

Concebida a partir do original de Georg Büchner, obra-prima deste dramaturgo, esta peça faz uma reflexão sobre a exploração do homem pelo próprio homem. Baseada em fatos reais, a história conta a vida de um homem que luta desenfreadamente pela sobrevivência e desenvolve imperativamente várias atividades (soldado/fuzileiro, barbeiro e cobaia de um médico). As inúmeras tarefas não permitem que ele fique muito tempo num espaço, o que impõe o fim abrupto e precoce das cenas, influenciando na linearidade da dramaturgia.

Executadas no ritmo da urgência e do desespero, essas atividades o tiram da convivência familiar e social. Em algumas cenas, Woyzeck se despede da esposa Marie sem sequer ter entrado em casa ou logo depois de chegar. “A construção da individualidade de Woyzeck é feita a partir das relações de opressão, dos antagonismos sociais”, reforça Caio Rodrigo.

Com cortes abruptos e cenas ritmadas cinematograficamente, a adaptação é composta de elementos que reforçam a aproximação desta história com a realidade social e cultural brasileira. Em algumas cenas, Woyzeck é chamado de “Zé”. Interpretado pelo ator Felipe Viguini, esta personagem é o primeiro protagonista proletário da literatura alemã. Escrita em 1837, a obra influencia dramaturgos como Bertold Brecht, em Tambores na Noite e Um homem é um homem.

Musicalidade

Além das composições que já estão no texto original, muitas delas jocosas, Caio Rodrigo traz para sua adaptação músicas do cancioneiro popular brasileiro, que ganham novos arranjos orquestrados pelo diretor musical Elinas Nascimento – Os atores cantam e tocam os instrumentos ao vivo.

Em sua maioria, as músicas sugeridas pela dramaturgia original são aproveitadas, mas reescritas para se adequarem à atualidade musical dada a adaptação. A música assume um lugar de potência afetiva e conduz a dramaturgia. Entre as composições do imaginário nacional estão “Pois é, seu Zé”, “Comportamento Geral” e “O Preto que satisfaz”, de Gonzaguinha.

Circo e Horror

Com objetivo de mostrar a diferença muito sutil entre realidade e ficção, a direção utiliza-se das estéticas do circo e do horror show, que reforçam ainda a personalidade de “Zé” e as relações de poder que estão incrustadas em sua trajetória. A alegoria circense fica a cargo de personagens como o Capitão (Caio Rodrigo), o Médico (Wanderley Meira), o Tombeiro-mor (Rui Mantur) e o “fiel companheiro” André (Marcos Lopes). Tem ainda uma tenda circense, em que um charlatão (Elinas Nacimento), traz o recurso da metalinguagem para sublinhar a ação dramática.

Já Woyzeck e Marie/Maria (Simone Brault) são a “personificação” do horror social. “Fica evidente na repetição das falas das personagens quanto as características que Woyzeck carrega. Ele é uma pessoa que não tem vontade própria, que vive numa condição de profunda opressão e exploração. Já o Capitão e o Médico são máscaras das instituições que representam”, explica Caio Rodrigo.

Woyzeck – Zé Ninguém
Quando: 29 de novembro até 10 de dezembro – quarta a sábado, 20h e domingo, 19h
Onde: Teatro Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA, no Corredor da Vitória
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Classificação: 18 anos


Sete cidades baianas têm espetáculos do Sesc


Espetáculo Ruína de Anjos em foto divulgação de Andrea Magnoni

O projeto Palco Giratório do Sesc chega a sua quarta e última etapa do ano com atividades gratuitas e a preços acessíveis até 30 de novembro. Dentre os espetáculos oferecidos estão “O que de você ficou em mim” e “Ruína de Anjos”, que exploram o teatro para representar temas de realidade e ficção. O roteiro começou dia 13 deste mês, em Paulo Afonso, e segue para mais seis cidades baianas: Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Vitória da Conquista, Barreiras e Salvador.

A atração “O que de você ficou em mim” traz assuntos relacionados a relacionamentos interpessoais e afetivos, crises financeiras, perdas familiares, o êxodo do interior para capital. O ingresso custa R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia), a classificação é 12 anos. Já “Ruína de Anjos” se debruça no estilo de intervenção urbana e performance para abordar discussões sobre violência, marginalidade, tráfico de drogas, invisibilidade social, comercialização da fé e gênero. Classificação: 16 anos.

Oficina– O Sesc Santo Antônio de Jesus recebe também o encontro “Pensamento Giratório – Descortinando o invisível”, no dia 18 de novembro, e a oficina de teatro documentário, nos dias 18 e 19 de novembro. Ambas atividades são gratuitas.
Confira a programação completa abaixo, com respectivas datas e horários em cada município.

Feira de Santana

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 15 de novembro (qua)
Horário: 19h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro do CUCA

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 16 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
Info.: 3622 1077

Santo Antônio de Jesus

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 17 de novembro (sex)
Horário: 19h
Gratuito
Local: Unidade Sesc Santo Antônio de Jesus (Teatro)
Info.: 3162-1700

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 20 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
OFICINA – TEATRO DOCUMENTÁRIO
Dias 18 e 19 de novembro
Horário: 9h às 13h
Inscrições gratuitas
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

PENSAMENTO GIRATÓRIO – DESCORTINANDO O INVISÍVEL
Dias 18 de novembro
Horário: 16h
gratuito
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

Jequié

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 21 de novembro (ter)
Horário: 20h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc Jequié
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 22 de novembro (qua)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Vitória Da Conquista

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 23 de novembro (qui)
Horário: 19h
Entrada Franca
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Auditório SESC Vitória da Conquista
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 24 de novembro (sex)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Barreiras

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 26 de novembro (dom)
Horário: 19h30
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 27 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Salvador

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 30 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Saída – Sede da “A Outra Companhia de Teatro” – R. Politeama de Cima, 114.


Juliana Ribeiro à frente do tributo a Clementina de Jesus com mais 30 cantores


A grande cantora Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, será reverenciada por 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, nesta sexta-feira (17), às 19 horas, após 30 anos de sua morte. A artista carioca  só teve seu talento reconhecido aos 63 anos, mas cuja contribuição musical fez dela uma das mais relevantes cantoras brasileiras.

Juntos e em clima de festa, participarão Aloísio Menezes , Carlos Barros, Claudya Costta, Clécia Queiroz, Edil Pacheco, Gal do Beco, GRUPO Barlavento, Grupo Tapuia, Lazzo Matumbi, Lia Chaves, Luciano Salvador Bahia, Marcia Short, Marília Sodré, Mazzo Guimarães, Pali Trombon e Pedro Morais.

Prova do legado único do canto ancestral de Clementina de Jesus é a sua força agregadora para, 30 anos após sua morte, reunir 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, em show multicultural de celebração à inesquecível obra e personalidade da cativante Rainha Quelé.

Projeto contemplado no Edital Arte todo Dia da Fundação Gregório de Mattos – Prefeitura de Salvador, o “Tributo a Clementina de Jesus – Ano IV” começa às 19h com a exibição do documentário “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, que tem direção de Werinton Kermes e roteiro de Míriam Cris Carlos, tendo sido premiado na categoria Melhor Filme de Longa Metragem no REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo em 2011

Em seguida, chega a hora de o palco ser tomado por ritmos como jongos, curimãs, partidos, sambas e batuques, que tanto marcam o repertório da Rainha Ginga – como também era chamada. “São 30 anos da passagem de Clementina e por isso eu quis realizar um evento com a força da coletividade para um tributo a uma obra que vai além do tempo”, comemora a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, que assina a direção artística da noite e também esteve à frente dos outros três eventos de tributo a Clementina em anos passados. O Grupo Botequim mais uma vez participa como banda base.

Se a noite já seria grandiosa por reviver a ternura e talento da velha rainha sorridente, que causou fascínio com seus cânticos de escravos interpretados com o peso ancestral da sua voz, os convidados que lá estarão para cantar com emoção e gratidão a obra de Clementina prometem fazer jus à ocasião, e eles não são poucos.

Completam o time Portela Açúcar, Rita Braz, Sueli Sodré e Vérciah Vérciah. E como a proposta é de uma noite multicultural, ainda haverá a performance dos poetas Maviael Melo e Juraci Tavares e dos transformistas Ferah Sunshine e Rainha Loulou. Todos arrebatados e inspirados pela fascinação que sempre causaram as aparições de Clementina.

Tributo a Clementina – Ano IV
Local: Teatro Vila Velha – Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Salvador
Horário: 19h
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (bilheteria do teatro ou no site


Vasta programação cultural do Novembro Negro na capital e interior


Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Novembro Negro com programação cultural diversificada, durante todo o mês, em atividades como música, dança, teatro e literatura, em vários espaços culturais da capital e interior, promovidas através das unidades da Secretaria de Cultura.

Momento de refletir sobre os desafios, lutar por avanços e também celebrar o legado e a Consciência Negra, o mês do Novembro Negro conta com uma extensa programação realizada pelo Governo do Estado. A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) participa do projeto, promovendo a diversidade e a dinamização de seus espaços através de atividades voltadas para linguagens variadas, como música, dança, artes visuais, teatro e literatura.

TCA – recebe, no dia 19, às 11h, o coletivo de percussão baiano Quabales, grande atração do projeto Domingo no TCA. O show conta com participação da cantora Margareth Menezes, e os ingressos serão vendidos a R$ 1 e R$ 0,50. Já no dia 23, a Conferência Mulher com a Palavra encerra o ciclo de encontros em 2017, e recebe a atriz e diretora Camila Pitanga para falar sobre o tema “Negra, Sim!”. O evento, com mediação de Rita Batista, terá ingressos vendidos a R$ 10 e R$ 5.

No dia 18 de novembro, 18h, a terceira edição do Concha Negra do Teatro Castro Alves traz ao palco o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro da Bahia, neste show os seus convidados são a rainha do axé Daniela Mercury e o rapper paulistano Criolo. Na abertura, o Bando de Teatro Olodum. Ingressos R$ 30 e R$ 15. (todos com matérias completas neste portal)

Novembro das Artes Negras – A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) promove as artes negras durante o mês de novembro. Entre os destaques de sua programação, a sede da Funceb, localizada no Liceu das Artes, no Pelourinho, recebe a Exposição Mestre King (foto), uma homenagem ao professor e coreógrafo, a mostra reúne fotografias de autoria de nomes como Any Valette e Rafael Martins, além de fotografias do acervo pessoal do Mestre. Na ocasião do lançamento, no dia 16, às 15h, será exibido o documentário Raimundos: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia.

Também na sede da Funceb, acontece o projeto Diálogo Possíveis. A primeira edição, no dia 21, às 14h, lança o tema Mulheres Negras na Dança: Memórias Estereótipos e Protagonismos, com participações de Nilidinha Fonseca (Balé Folclórico da Bahia), Inah Irenam (ExperimentandoNUS Cia de Dança), Vânia Oliveira (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e Marilza Oliveira (Universidade Federal da Bahia).

A segunda edição, no dia 28, às 15h, traz o debate Dança e Empreendedorismo, com Tatiane Campelo (BlackLuxo), Sivaldo Tavares (Black Atitude e TJP Models), Alex Millany (Abantu), Coletivo Aquarela (Alunos Curso Profissional), Denis Pop (Cravo e Canela), Jackson Machado (Criollo) e Carolina Miranda (Calanga).

A música também tem espaço, o projeto Áfricas na Gente realiza apresentação no dia 22, às 15h, na sede da Fundação, com o propósito maior de enaltecer a cultura afro-brasileira e trazer reflexão sobre a importância do povo negro para a nossa cultura.

Crianças – o artista João Lima, referência na arte da palhaçaria, leva a oficina Brincando de Circo, que irá proporcionar ao público uma experiência de um treino de malabares, ensaio de números de palhaços, além da realização de alguns movimentos simples de acrobacia e pequenos truques de mágicas. Em seguida, ele apresenta o espetáculo O Circo de um Homem Só. A programação começa às 13h.

Outro grande destaque é a apresentação do espetáculo Kaiala, primeiro solo do ator Sulivã Bispo, que conta a história de uma menina de 10 anos, assassinada em uma invasão ao seu terreiro. Após a apresentação do espetáculo, abre-se um bate-papo sobre intolerância religiosa, tendo como convidada Mãe Jaciara, Ialorixá do terreiro Abassá de Ogum.

Espaços culturais – No sábado (11), o Centro Cultural Plataforma recebe mais uma edição do “Concurso Mona Crespa”, às 17h. O projeto sempre se preocupou em mostrar nas passarelas assuntos de interesse para a educação dos jovens, tratando de temas como feminismo, consciência negra, intolerância religiosa, questões LGBT+ e os mais diversos assuntos de cunho social.

A entrada custa R$ 20 e R$ 10. No mesmo dia, porém no Cine Teatro Lauro de Freitas, às 20h, Cartola recebe uma homenagem através do espetáculo “Memórias do Samba”, que apresenta fragmentos da história desse grande cantor e compositor, além de relatos da efervescência cultural entre as décadas de 60/70, perpassando por obras musicais emocionantes e inesquecíveis da MPB. A entrada custa R$ 30 e R$ 15.

O Cine Teatro Solar Boa Vista será cenário da festa Batekoo, também no dia 11, às 23h. Em uma noite de discotecagem, o movimento mostra a força da expressão musical e do movimento do corpo, da pele preta e seu suor, da liberdade corporal e sexual, das culturas negras periféricas e urbanas.

Ingressos R$ 20 e R$ 10. Ainda em destaque no espaço, o projeto Domingo no Parque volta com tudo no próximo dia 19, das 14h às 20h, visando movimentar o parque com a cultura hip-hop, fortemente trabalhada por jovens do Engenho Velho de Brotas. As entradas custam R$ 10 e R$ 5.

O Espaço Cultural Alagados também realiza diversas atividades durante o Novembro Negro. Entre os destaques, o Projeto Cultura Forra, de 8 a 22 de novembro, vem tratar de ações de empoderamento de crianças, adolescentes e jovens integrados através de oficinas e atividades culturais como forma de socialização.

Programação em outras cidades

Foto de Paula Fróes – Gov/BA

Alagoinhas – O Centro de Cultura de Alagoinhas traz, entre suas atividades, o Big Chop Coletivo: Empoderamento e Empreendedorismo da Mulher Negra. O evento será no dia 19, a partir das 9h. Já entre os dias 20 e 22, acontece o I Circuito de Arte e Cultura Negra do Grupo Cultural Quilombo Andante, com mesas temáticas, apresentações culturais e exposições artísticas.

Porto Seguro – O Centro de Cultura de Porto Seguro tem em destaque da sua programação apresentações de dança, teatro e moda, em evento especial no dia 24, das 8h às 17h.

Valença – O Centro de Cultura Olívia Barradas comemora o Novembro Negro e os seus 31 anos de história, no dia 10 de novembro, a partir das 18h, com apresentações de música, teatro, dança, cultura popular, artes visuais e intervenções literárias.

Santo Amaro – Teatro Dona Canô promove no Dia da Consciência Negra (20), 20h, a apresentação do Grupo UHURU – EBY, que amplia o conhecimento cultural e valorizam as heranças dos antepassados através da música. Ingressos R$ 20 e R$ 10.

Bibliotecas com intensa programação

Bibliotecas – O Sistema de Bibliotecas da Bahia, administrado pela Fundação Pedro Calmon, realiza diversas atividades educativas e socioculturais. A Biblioteca Central, localizada nos Barris, no dia 23, às 10h, a socióloga Dra. Marcilene Garcia estará à frente da palestra “O Negro no Mundo do Trabalho, diversidade e cotas raciais nos concursos públicos”.

A Biblioteca Pública Thales de Azevedo, no dia 20, às 9h, promove a leitura Lendas Africanas de Iray Galvão, contando belíssimos mitos de origem yorubá. A Biblioteca Anísio Teixeira, no Pelourinho, também se destaca com palestras e bate papos.

A Biblioteca Juracy Magalhães Jr. promove atividades nas suas unidades de Salvador e Itaparica. Em Itaparica, fica em cartaz, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, a exposição Procura-se Bonecas Negras, composto por bonecas de pano buscando o resgate da identidade negra no país.

Ao longo do mês acontecem ações como rodas de conversa, palestras e oficinas de dança afro e de yourubá. Na unidade de Salvador, o destaque fica a exposição Vitrine Cultural: Novembro Negro, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h, e para o desfile de moda Beleza Negra, no dia 24, às 14h.

A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato tem destaques para todas as idades. No dia 09, às 15h, a APAE Salvador realiza uma apresentação de dança afro em homenagem ao Novembro Negro. A biblioteca recebe no dia 10 a exposição Boi Multicor, em homenagem ao recém falecido professor e arte-educador Jorge Conceição. A programação de abertura, a partir das 10h, contará com bate-papo pela manhã, contação de história e oficina de arte durante a tarde, e encerra com apresentação do Neojibá.

A BIBEX estará instalada com a Biblioteca Móvel no Instituto Central de Cidadania, no bairro do Pernambués, nos dias 10, 17 e 24. A programação é composta por jogos, brincadeiras, além do acesso das crianças ao acervo da BIBEX, com mais de 1000 livros.

Destaque também para a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé. No dia 13, tem a exposição “Lentes Negras: festas, festejos e celebrações”, retrata, através do olhar artístico, as comemorações, celebrações, festejos e costumes da população negra baiana nas suas mais diversas dimensões.

Já no dia 25, quando se comemora o Dia da Baiana de Acarajé, a BVCP lançará minidocumentário sobre o oficio, produzido a partir do depoimento das baianas de acarajé mais antigas da cidade. Além disso, no dia 25 será lançado o dossiê especial online sobre o ofício das baianas de acarajé.

Museus – Os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) participam do Novembro Negro. No Pelourinho, o Museu Tempostal em parceria com o grupo Contadeiras promove uma contação de histórias especial, aberta ao público, no dia 21, às 15h. Além disso, o mês terá atividades de Capoeira, Samba de Roda, entre outras atividades em parceria com o Colégio Estadual Azevedo Fernandes.

O Museu Udo Knoff apresenta o Projeto Somos Parte de Você, com bate-papo e jogos educativos, nos dias 16, 23, 29 e 30, a partir das 14h. O evento é voltado para grupos de alunos de 15 a 20 anos de escolas parceiras, porém é também aberto para o público em geral. Permanece em cartaz no museu a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’, de terça a sábado das 13 às 17 horas. Já o Solar Ferrão continua com a Exposição instrumentos africanos e afro-baianos, da coleção da etnomusicóloga Emília Biancardi, de terça a sábado das 13 às 17 horas.

Cabaceira do Paraguaçu – No Parque Histórico Castro Alves, durante todo o mês as visitas monitoradas serão voltadas para importância dos negros na vida e na obra de Castro Alves. A biblioteca do Parque Histórico Castro Alves, com o Projeto Sopa de Letras que visa estimular a leitura infantil por meio da contação de histórias, vai trabalhar a história ‘Menina Bonita do Laço de fita de Rute Rocha’, visando a valorização da beleza negra. De terça a domingo, de 9 às 13h


Exposição, cinema, oficina, teatro, sarau e festival no Mês da Consciência Negra


Espetáculo “O Caminho de Volta” em foto divulgação de Dan Rammirez

No Mês da Consciência Negra o Gamboa Nova busca formas de dialogar com este marco com programação variada como exposição, cinema, oficina, teatro e festival , no período de 1º a 30 de novembro, no Gamboa Nova, Rua Gamboa de Cima, 3, Aflitos.

O negro consciente de si, de seu intenso tempo, beleza, sua voz e participação em todas as esferas culturais e sociais, mesmo diante da brutal adversidade racial por todo o mundo. De acordo com os organizadores: “Estar atento diante das constantes senzalas, onde o preconceito, o retrocesso e a ausência de direitos reais teimam em querer nos aprisionar com o tapume da intolerância.Sim, estamos aqui e somos lindos”.

Cine
Mostra de Curtas Ouriçado Produções

1º a 30/11 (quarta a domingo)
antes das apresentações com autorização prévia das produções – GRATUITO
Canal de humor negro (essencialmente feito por negros) que para além do humor lança mão do audiovisual para discutir questões como representatividade, racismo e preconceito.

Exposição
10 anos de Boa Nova – Galeria Jayme Fygura

1º a 30/11
quarta a sábado das 16h às 20h e domingo das 15h às 17h – GRATIS
Imagens diversas, com conteúdo afetivo e visual da história do projeto Gamboa Nova, através da colaboração de diferentes artistas que ilustraram as capas das programações do teatro nos últimos anos.

Oficina
Turbantes para Cerimoniais – Tulany
13/11 (segunda) – 15 às 17h – Valor R$ 50 (inscrição no dia – levar tecido a partir de 1m/lotação 30 pessoas)
Aristóteles Guerra Filho, conhecido como Tulany – nome de origem africana ‘aquele que tira raízes e abre caminho’ – é artista plástico, educador, artesão e agente de mudanças sociais há mais de 40 anos no Centro Histórico de Salvador. Oferece esta oficina como resgate e preservação da cultura afro-brasileira, com ênfase na reconstrução da identidade étnico-cultural.

Teatro-Performance
Rosas Negras- Nata (Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas)
01, 02, 03, 08, 09 e 10/11 (quartas, quintas e sextas) – 20h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
sessão extra dia 10 (sexta), 16h, apresentação gratuita para escolas
Espetáculo solo de Fabíola Nansurê, com direção de Diana Ramos, que integra o Natas em Solos – Seis Olhares sobre o Mundo, projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra.
Classificação: Livre

Coisa de Viado – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
04 (sábado) – 20h / 05/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Performance que desvela questões importantes do universo lgbt, tirando o véu de temas como diversidade de gênero, transexualidade, invisibilidade lésbica, com foco também étnico/racial, ao refletir sobre o esteriótipo da ‘bicha preta da favela’.
Classificação: 12 anos

Oralidade Africana- O Caminho de Volta – Grupo Teatral Ayá
11/11 (sábado) – 17h + 20h (duas sessões)- R$10 (inteira)/ R$5 (meia)
Um teatro experimental, onde o corpo negro tem livre expressão de si e sobre si, de forma afrocentrada e dinâmica, trazendo para o palco temas como África tradicional e Cultura Afro- brasileira.
Classificação: Livre

Festival
UFNA – Ubuntu Festival de Negras Artes II
15, 16, 17, 18 + 22, 23, 24, 25/11 (quarta a sábado) – 20h
19 e 26/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Em sua segunda edição, traz como tema Artes Entrecruzadas, levando ao palco do teatro Gamboa Nova diversos artistas negros nas mais variadas linguagens artísticas. O festival nasceu em 2016, idealizado por Leno Sacramento, Naira da Hora, Shirlei Sanjeva e Luciene Brito.

1º Semana
15/11 (quarta-feira) – Eles não me disseram isso – 16 anos
16/11(quinta-feira) – Candomblackesia – livre
17/11 (sexta-feira) – EntreLinhas – 14 anos
18/11 (sábado) – En(cruz)ilhada – livre
19/11(domingo) – Banda confusão – livre

2º Semana
22/11(quarta-feira) – Ardor – livre
23/11 (quinta-feira) – Performáticos Quilombo – livre
24/11(sexta) – Kaiala- livre
25/11 (sábado) – Slam das Minas – livre
26/11 (domingo) – Visita – Show musical de Alexandra Pessoa – livre

Sarau
Boi da Cara Preta – ONG Bumbá Escola de Formação Artística
30/11 (quinta) – 20h – R$20 (inteira) / R$10 (meia)
No mês da celebração da consciência negra, a Bumbá leva ao público a força da arte negra feita por artistas de Salvador. Performances, poesias, documentário, danças e música, com o intuito de promover a valorização dos mais diversos cantos e periferias da cidade. 14 anos