Exposição e espetáculo teatral movimentam a CAS


Exposição Varal das Memórias em foto divulgação de Leonardo Pastor

O Grupo de Teatro Finos Trapos residente da Casa de Artes Sustentáveis – CAS realiza exposição Varal das Memórias – ano II e o espetáculo teatral Mós Aí Quê, durante o mês de  dezembro e janeiro. O grupo que está desde março realizando atividades de forma interrupta, no interior da Bahia e em Salvador e visa celebrar a nova fase do coletivo na atual sede da CAS, no Largo Dois de Julho.
Até o dia 31 de janeiro de 2018, o público terá acesso à exposição fotográfica, Varal das Memórias – ano II que retrata momentos de bastidores, espetáculos, ações de formação e projetos executados e idealizados pelos integrantes do Grupo de Teatro Finos Trapos. Sendo uma oportunidade para celebrar a vida, a permanência, os sabores e dissabores deste fazer e os aprendizados. A exposição já esteve no ano de 2016 no Espaço Xisto Bahia e no Teatro Gamboa Nova e no ano de 2017 circulou por cinco cidades do Estado da Bahia.

Na abertura da exposição, o público presente terá oportunidade de prestigiar gratuitamente a produção musical do grupo Kiki e os Amores Clandestino, que dialoga com o mundo subjetivo dos intérpretes, que é transpassado pelas culturas LGBTQ, afro-brasileira e pela necessidade dos corpos estarem à luz, dando visibilidade aos (des)afetos e urgências.

Espetáculo Mós Aí Quê em foto divulgação de Leonardo Pastor

Ainda como ação integrante do projeto de Ocupação da CAS será encenado no dia 14,15 e 16 de dezembro, às 19h, o espetáculo Mós Aí Quê. A trama se passa no interior de uma companhia de teatro, que em crise, revisita seus antigos trabalhos em busca de uma nova e inspiradora história para ser encenada e trazer outro fôlego para os artistas que trabalham juntos a longa data.

Determinados, João das Dores – o dramático, Zé Galhofa – o cômico e Armando Trama – o Poeta buscam em seus imaginários criativos motivações para superar as dificuldades e, a partir do mosaico de seus espetáculos de repertório, o grupo encontra a sua obra-prima. Mós Aí Quê é indicado para pessoas a partir de 16 anos e possui 60 min de duração, R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

O Grupo Finos Trapos trabalha no desenvolvimento continuado de repertório de espetáculos e realização de atividades de pesquisa, produção de eventos culturais e fomento das Artes Cênicas na Bahia. Seu teatro contemporâneo com sotaque regional fundamentado na filosofia do trabalho em grupo e no imaginário da cultura de tradição popular nordestina já possui reconhecimento de público e crítica registrado nas indicações a Prêmios e aprovações em Editais Públicos Estaduais e Nacionais. Fazem parte do Fino Repertório os espetáculos: “Sussurros…” (2004), “Sagrada Folia” (2005), “Sagrada Partida” (2007), “Auto da Gamela” (2007), “Gennésius – Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor” (2009), Berlindo (2011) e “O Vento da Cruviana” (2014), “Mós Aí Quê” (2016).

Exposição Varal das Memórias │ Espetáculo teatral Mós Aí Quê
Quando: Exposição Varal das Memórias –até 31 de janeiro de 2018, das 16h às 20h. │ Espetáculo teatral Mós Aí Quê – 14, 15 e 16 de dezembro, às 19h.
Quanto: Exposição Varal das Memórias – Gratuito │ Espetáculo: Mós Aí Quê – R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia)
Onde: Casa de Artes Sustentáveis – CAS, localizada na Rua Democrata, nº 21, Dois de Julho.
Classificação: Exposição Varal das Memórias – livre │ Espetáculo: Mós Aí Quê – 16 anos


Balé Teatro Castro Alves estreia “Urbis in Motus”


Fotos divulgação de Fábio Bouzas

 “Urbis in Motus”, um projeto multimídia que une dança, vídeo e intervenção urbana para discutir racismo, LGBTfobia e misoginia em espaços públicos da cidade tem sua estreia em uma temporada de quatro apresentações que iniciou na Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), no dia 30 de novembro, seguindo para o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), em 1º de dezembro, Forte de Santo Antônio Além do Carmo, em 7 de dezembro, e finalizando mais uma vez na Esplanada do TCA, no dia 8 de dezembro, sempre às 19h e livremente aberta ao acesso do público.

Companhia pública de dança da Bahia, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) se posiciona nos tempos contemporâneos e estreia um projeto artístico que, aliando tecnologia, redes informacionais e audiovisual, desenvolve temas urgentes que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais.

“Urbis in Motus” resulta de um processo criativo em dança que engajou os dançarinos em reflexões continuadas a respeito de racismo, LGBTfobia e misoginia. Em cena, o público presenciará a interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana, em circulação em espaços públicos de Salvador, incorporando assim também pensamentos a respeito de cidade, ocupação, patrimônio histórico-cultural e memória.

Flexa II

 

“Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de David Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA, Antrifo Sanches, e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. Dois artistas-pesquisadores foram convidados para desenvolver as coreografias com a companhia: os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com o tema da misoginia. Já a pauta do racismo será abordada em um videodança, exibindo um solo do bailarino Renivaldo Nascimento (Flexa II).

Para este trabalho coletivo e reflexivo, o BTCA e sua equipe, diretores e coreógrafos, assim como os criadores do figurino e da trilha sonora, atuaram de forma dialógica por um período de três meses, desde o último mês de agosto. Questionar intolerâncias e acionar diferentes linguagens artísticas para expressar poeticamente a defesa das liberdades foram os guias desta produção.

Urbis in Motus – Balé Teatro Castro Alves
Concepção: David Cavalcanti (VJ Gabiru), Antrifo Sanches e Dina Tourinho
Direção Coreográfica: Djalma Thürler, Meran Vargens e Renivaldo Nascimento (Flexa II)
Locais e datas:
= Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA)
30 de novembro (quinta-feira)
= Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)
1º de dezembro (sexta-feira)
= Forte de Santo Antônio Além do Carmo
7 de dezembro (quinta-feira)
= Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA)
8 de dezembro (sexta-feira)
Horário: Sempre às 19h
Classificação indicativa: 12 anos
Acesso livremente aberto público


“Woyzeck – Zé Ninguém” no Teatro Goethe – ICBA


Simone Brault e Felipe Viguini em Foto divulgação de Diney Araújo

Relações de poder e antagonismos sociais conduzem a montagem de Woyzeck – Zé Ninguém, adaptada do original de Georg Büchner, no Teatro Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA, no Corredor da Vitória. O espetáculo dirigido pelo ator e encenador Caio Rodrigo, com co-direção de Guilherme Hunder, estreia no dia 29 de novembro, às 20h, e fica em cartaz até o dia 10 de dezembro , de quarta a domingo.

Concebida a partir do original de Georg Büchner, obra-prima deste dramaturgo, esta peça faz uma reflexão sobre a exploração do homem pelo próprio homem. Baseada em fatos reais, a história conta a vida de um homem que luta desenfreadamente pela sobrevivência e desenvolve imperativamente várias atividades (soldado/fuzileiro, barbeiro e cobaia de um médico). As inúmeras tarefas não permitem que ele fique muito tempo num espaço, o que impõe o fim abrupto e precoce das cenas, influenciando na linearidade da dramaturgia.

Executadas no ritmo da urgência e do desespero, essas atividades o tiram da convivência familiar e social. Em algumas cenas, Woyzeck se despede da esposa Marie sem sequer ter entrado em casa ou logo depois de chegar. “A construção da individualidade de Woyzeck é feita a partir das relações de opressão, dos antagonismos sociais”, reforça Caio Rodrigo.

Com cortes abruptos e cenas ritmadas cinematograficamente, a adaptação é composta de elementos que reforçam a aproximação desta história com a realidade social e cultural brasileira. Em algumas cenas, Woyzeck é chamado de “Zé”. Interpretado pelo ator Felipe Viguini, esta personagem é o primeiro protagonista proletário da literatura alemã. Escrita em 1837, a obra influencia dramaturgos como Bertold Brecht, em Tambores na Noite e Um homem é um homem.

Musicalidade

Além das composições que já estão no texto original, muitas delas jocosas, Caio Rodrigo traz para sua adaptação músicas do cancioneiro popular brasileiro, que ganham novos arranjos orquestrados pelo diretor musical Elinas Nascimento – Os atores cantam e tocam os instrumentos ao vivo.

Em sua maioria, as músicas sugeridas pela dramaturgia original são aproveitadas, mas reescritas para se adequarem à atualidade musical dada a adaptação. A música assume um lugar de potência afetiva e conduz a dramaturgia. Entre as composições do imaginário nacional estão “Pois é, seu Zé”, “Comportamento Geral” e “O Preto que satisfaz”, de Gonzaguinha.

Circo e Horror

Com objetivo de mostrar a diferença muito sutil entre realidade e ficção, a direção utiliza-se das estéticas do circo e do horror show, que reforçam ainda a personalidade de “Zé” e as relações de poder que estão incrustadas em sua trajetória. A alegoria circense fica a cargo de personagens como o Capitão (Caio Rodrigo), o Médico (Wanderley Meira), o Tombeiro-mor (Rui Mantur) e o “fiel companheiro” André (Marcos Lopes). Tem ainda uma tenda circense, em que um charlatão (Elinas Nacimento), traz o recurso da metalinguagem para sublinhar a ação dramática.

Já Woyzeck e Marie/Maria (Simone Brault) são a “personificação” do horror social. “Fica evidente na repetição das falas das personagens quanto as características que Woyzeck carrega. Ele é uma pessoa que não tem vontade própria, que vive numa condição de profunda opressão e exploração. Já o Capitão e o Médico são máscaras das instituições que representam”, explica Caio Rodrigo.

Woyzeck – Zé Ninguém
Quando: 29 de novembro até 10 de dezembro – quarta a sábado, 20h e domingo, 19h
Onde: Teatro Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA, no Corredor da Vitória
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Classificação: 18 anos


Sete cidades baianas têm espetáculos do Sesc


Espetáculo Ruína de Anjos em foto divulgação de Andrea Magnoni

O projeto Palco Giratório do Sesc chega a sua quarta e última etapa do ano com atividades gratuitas e a preços acessíveis até 30 de novembro. Dentre os espetáculos oferecidos estão “O que de você ficou em mim” e “Ruína de Anjos”, que exploram o teatro para representar temas de realidade e ficção. O roteiro começou dia 13 deste mês, em Paulo Afonso, e segue para mais seis cidades baianas: Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Vitória da Conquista, Barreiras e Salvador.

A atração “O que de você ficou em mim” traz assuntos relacionados a relacionamentos interpessoais e afetivos, crises financeiras, perdas familiares, o êxodo do interior para capital. O ingresso custa R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia), a classificação é 12 anos. Já “Ruína de Anjos” se debruça no estilo de intervenção urbana e performance para abordar discussões sobre violência, marginalidade, tráfico de drogas, invisibilidade social, comercialização da fé e gênero. Classificação: 16 anos.

Oficina– O Sesc Santo Antônio de Jesus recebe também o encontro “Pensamento Giratório – Descortinando o invisível”, no dia 18 de novembro, e a oficina de teatro documentário, nos dias 18 e 19 de novembro. Ambas atividades são gratuitas.
Confira a programação completa abaixo, com respectivas datas e horários em cada município.

Feira de Santana

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 15 de novembro (qua)
Horário: 19h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro do CUCA

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 16 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
Info.: 3622 1077

Santo Antônio de Jesus

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 17 de novembro (sex)
Horário: 19h
Gratuito
Local: Unidade Sesc Santo Antônio de Jesus (Teatro)
Info.: 3162-1700

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 20 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade
OFICINA – TEATRO DOCUMENTÁRIO
Dias 18 e 19 de novembro
Horário: 9h às 13h
Inscrições gratuitas
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

PENSAMENTO GIRATÓRIO – DESCORTINANDO O INVISÍVEL
Dias 18 de novembro
Horário: 16h
gratuito
Local: Sesc Santo Antônio de Jesus

Jequié

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 21 de novembro (ter)
Horário: 20h
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc Jequié
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 22 de novembro (qua)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Vitória Da Conquista

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 23 de novembro (qui)
Horário: 19h
Entrada Franca
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Auditório SESC Vitória da Conquista
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 24 de novembro (sex)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Barreiras

O QUE DE VOCÊ FICOU EM MIM
Dia: 26 de novembro (dom)
Horário: 19h30
Ingresso: R$10 (inteira), R$8 (Carteira Social do Sesc) e R$5 (meia)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
Local: Teatro Sesc
Info.: 3525-5007

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 27 de novembro (seg)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Centro da cidade

Salvador

RUÍNA DE ANJOS
Dia: 30 de novembro (qui)
Horário: 19h
Classificação: 16 anos
Duração: 75 min
Local: Saída – Sede da “A Outra Companhia de Teatro” – R. Politeama de Cima, 114.


Juliana Ribeiro à frente do tributo a Clementina de Jesus com mais 30 cantores


A grande cantora Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, será reverenciada por 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, nesta sexta-feira (17), às 19 horas, após 30 anos de sua morte. A artista carioca  só teve seu talento reconhecido aos 63 anos, mas cuja contribuição musical fez dela uma das mais relevantes cantoras brasileiras.

Juntos e em clima de festa, participarão Aloísio Menezes , Carlos Barros, Claudya Costta, Clécia Queiroz, Edil Pacheco, Gal do Beco, GRUPO Barlavento, Grupo Tapuia, Lazzo Matumbi, Lia Chaves, Luciano Salvador Bahia, Marcia Short, Marília Sodré, Mazzo Guimarães, Pali Trombon e Pedro Morais.

Prova do legado único do canto ancestral de Clementina de Jesus é a sua força agregadora para, 30 anos após sua morte, reunir 30 artistas no palco do Teatro Vila Velha, em show multicultural de celebração à inesquecível obra e personalidade da cativante Rainha Quelé.

Projeto contemplado no Edital Arte todo Dia da Fundação Gregório de Mattos – Prefeitura de Salvador, o “Tributo a Clementina de Jesus – Ano IV” começa às 19h com a exibição do documentário “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, que tem direção de Werinton Kermes e roteiro de Míriam Cris Carlos, tendo sido premiado na categoria Melhor Filme de Longa Metragem no REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo em 2011

Em seguida, chega a hora de o palco ser tomado por ritmos como jongos, curimãs, partidos, sambas e batuques, que tanto marcam o repertório da Rainha Ginga – como também era chamada. “São 30 anos da passagem de Clementina e por isso eu quis realizar um evento com a força da coletividade para um tributo a uma obra que vai além do tempo”, comemora a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, que assina a direção artística da noite e também esteve à frente dos outros três eventos de tributo a Clementina em anos passados. O Grupo Botequim mais uma vez participa como banda base.

Se a noite já seria grandiosa por reviver a ternura e talento da velha rainha sorridente, que causou fascínio com seus cânticos de escravos interpretados com o peso ancestral da sua voz, os convidados que lá estarão para cantar com emoção e gratidão a obra de Clementina prometem fazer jus à ocasião, e eles não são poucos.

Completam o time Portela Açúcar, Rita Braz, Sueli Sodré e Vérciah Vérciah. E como a proposta é de uma noite multicultural, ainda haverá a performance dos poetas Maviael Melo e Juraci Tavares e dos transformistas Ferah Sunshine e Rainha Loulou. Todos arrebatados e inspirados pela fascinação que sempre causaram as aparições de Clementina.

Tributo a Clementina – Ano IV
Local: Teatro Vila Velha – Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Salvador
Horário: 19h
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (bilheteria do teatro ou no site