Festival Barris de Música no Velho Espanha Bar e Cultura


Velho Espanha Bar e Cultura apresenta, entre 26 e 29 de julho (sexta a segunda-feira), a terceira edição do que marca dois anos da reinauguração do centenário Bar do Espanha, localizado no centro de Salvador/Ba. Durante quatro dias, 8 atrações da cena musical baiana desfilarão repertório de samba reggae, MPB, forró, sound system, samba, dub e rap. O evento é livre para todos os públicos e funciona mediante contribuições conscientes.

Com uma programação musical sintonizada com os sons que a Bahia produz hoje, o festival celebra a mistura de ritmos que caracteriza o estado. De sexta-feira (26) a domingo (28), apresentam-se no espaço interno do bar, as cantoras Luíza Britto e Nadjane Souza (ex-Olodum), além dos grupos Roça Sound, Linha 8 e Forró Sorrateiro O encerramento acontece na segunda-feira (29), com uma edição especial do Sarau Som das Sílabas, que recebe o cantor e compositor Armandinho Macêdo.

Música universal baiana

Armandinho em foto divulgação

A programação do Festival se inicia às 19h da sexta-feira (26), com o Grupo Linha 8, novo trabalho dos integrantes do Microtrio, Cinho Damatta e Ivan Bastos. O grupo apresenta um som marcado pela irreverência e pelo swing, passeando por ritmos como reggae, soul e african pop. No repertório, espaço para canções autorais como “Nada Vezes Nada” (Damatta e Jaime Sodré) e “Tempo de Amar” (Damatta e Val Macambira).

No sábado (27), às 16h, a banda Roça Sound traz a música de Feira de Santana ao Festival, com DJ e MCs misturando gêneros musicais como reggae e dub a batidas mais contemporâneas, como dancehall e Bahia Bass. A ex-vocalista do Olodum, Nadjane Souza, se apresenta às 19h, rememorando o surgimento do samba reggae, em canções do Ilê Aiyê, Banda Reflexus e do próprio Olodum.

Representante da nova safra de cantoras baianas, Luiza Britto canta suas influências de bossa, jazz e chorinho, às 16h do domingo (28). Ela, que já recebeu elogios de Caetano Veloso e Roberto Menescal, dividiu o palco com artistas como Toninho Horta e sua madrinha Rosa Passos. O grupo Forró Sorrateiro encerra a terceira noite, defendendo o movimento “Arrasta-Pélvis”, ao misturar baião, xote e galope com ritmos latinos como cumbia e merengue.

Na segunda (29), o encerramento do Festival fica a cargo de uma edição especial do Sarau Som das Sílabas. Idealizado pelo cantor e compositor Gabriel Póvoas, o projeto ocorre ordinariamente às segundas-feiras no Velho Espanha. Nesta edição especial, participam o músico Armandinho Macêdo, o compositor Tote Gira e os poetas Gabriel Morais Medeiros e Clarissa Macedo.

Dois anos de cultura e boemia:

Reinaugurado no ano de 2017, o Velho Espanha Bar e Cultura se situa num casarão antigo no centro de Salvador, que abrigava desde 1918, o Armazém Espanha.  A tradição de vender utensílios para famílias do bairro, como querosene e farinha de mandioca, transformou-se numa atividade de saciar a sede da boemia soteropolitana. Baianos ilustres com Glauber Rocha e Josaphat Marinho são alguns dos clientes que freqüentaram o local.

Ressignificado, o Velho Espanha hoje oferece uma programação cultural regular. Por ano, o espaço abriga em média 150 apresentações artísticas, que somam mais de 300 horas de atividade. Além de música, o espaço multilinguagem recebe exposições de arte, espetáculos de dança, teatro e debates. Desde a reinauguração, nomes como Margareth Menezes, Luedji Luna, Paulo Miguez, Côco Raízes de Arcoverde, Cláudio Prado e Balé Jovem de Salvador já integraram a programação do bar.

 

Serviço:

IIIº Festival Barris de Música

Período: de 26 a 29 de julho de 2019

 

Programação:

– Sexta (26/7) – 19h – Linha 8

– Sábado (27/7) – 16h – Roça Sound | 19h – Nadjane Souza (ex-Olodum)

– Domingo (28/7) – 16h – Luíza Britto | 19h – Forró Sorrateiro

– Segunda (29/7) – 19h – Sarau Som das Sílabas (com Armandinho Macêdo)

 

Local: Velho Espanha Bar e Cultura (Rua General Labatut, 38, Barris)

Valor: pague quanto puder

Informações: (71) 3043 7481

Classificação indicativa: livre

 

23/07/2019

Velho Espanha Bar e Cultura

(71) 3043 7481 | [email protected]


Cerimônia de agradecimento à canonização de Irmã Dulce será na Fonte Nova


Foto reprodução

Uma cerimônia de  agradecimento pela Canonização de Irmã Dulce  acontece aqui em Salvador no dia 20 de outubro na  Arena Fonte Nova Fonte, com missa e um grande evento festivo, reunindo cantores para apresentações musicais. A Canonização oficial da Santa Dulce dos Pobres será no dia 13 de outubro no Vaticano.

O termo de parceria para a concessão de uso do estádio foi assinado hoje, 19/07, pela superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e o presidente da Arena Fonte Nova, Dênio Cidreira; na presença do do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger; do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson de Magalhães e do secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco.

A missa em homenagem ao Anjo Bom da Bahia será  às 16h, celebrada por Dom Murilo Krieger,  que sobre o local escolhido para a comemoração afirmou “quando nos foi oferecido a Fonte Nova, vimos que, com isso, resolveríamos vários problemas; o essencial está pronto. Além disso, o visual é especial e também é um lugar central, muito importante na vida do povo da cidade e do estado”.

Maria Rita Pontes adiantou que no evento se apresentarão  artistas como Margareth Menezes, Saulo e Tuca Fernandes e que pode haver surpresa com a presença de outros cantores. Os fieis terão acesso livre ao estádio, cujos portões vão abrir às 13h e a partir das 14h até a missa haverá apresentações de peças teatrais e música. A expectativa é de que 55 mil pessoas participem das homenagens à primeira santa brasileira.


Show e gravação de DVD nos 15 anos das Ganhadeiras de Itapuã


Foto divulgação Ricardo Prado

A celebração da história e do canto de mulheres negras. É o que será a gravação do DVD “Ganhadeiras de Itapuã 15 Anos – Uma História Cantada”, que acontecerá no Teatro Castro Alves, no dia 31 de julho, às 20h. Será um show registro de um dos mais importantes grupos musicais de cultura popular do Brasil, cujo conteúdo será disponível em versão física e On Demand. A direção audiovisual e artística é da Movida Conteúdo e a produção da Maré Produções Culturais, viabilizada através do Natura Musical e Fazcultura – Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.

Além das vozes das ganhadeiras de Itapuã, o show receberá como convidados Mariene de Castro, Margareth Menezes, Larissa Luz, dentre outros. No repertório, canções autorais das próprias integrantes do grupo, quanto de compositores do bairro de Itapuã, além de uma passagem por canções de Dorival Caymmi, prestando uma homenagem ao lendário bairro de Salvador. A direção musical é de Alê Siqueira e os arranjos criados por Amadeu Alves.

O espetáculo envolverá multilinguagens artísticas, evocando a atmosfera de Itapuã, sua paisagem suas cores, a memória do lugar, mas também a história das mulheres negras, suas lutas, o matriarcado, seu trabalho e o lugar do canto, como um espaço de criação e reinvenção das crônicas do dia a dia através da música.

Sobre as Ganhadeiras – As Ganhadeiras de Itapuã remontam uma trajetória de gerações e séculos. O bairro de Itapuã, em Salvador, era uma vila de pescadores, e um grupo de mulheres negras já lutava pela subsistência de suas famílias. Elas lavavam de ganho, preparavam peixes e outras iguarias para vender na rua, mercados, feiras. Iam a pé até o centro da cidade, equilibrando balaios nas cabeças. No trajeto, “para espantar o cansaço”, iam compondo e cantando; eram cantigas de roda, sambas e cirandas. Dessa tradição, surge o grupo As Ganhadeiras de Itapuã.

Cronistas do dia a dia, As Ganhadeiras comunicam-se com diferentes gerações. Em pleno litoral da capital baiana, sua música foi recentemente nomeada de “Samba de Mar Aberto”, que se distingue das células do samba de roda do Recôncavo e traz características próprias, é aberta à influência da ciranda, sambas de diferentes matrizes, candomblé entre outras misturas rítmicas.

O grupo, que completará 15 anos em 2019, já recebeu o Prêmio Culturas Populares – Mestre Duda 100 Anos de Frevo, concedido pelo Ministério da Cultura, e foi reconhecido como uma das iniciativas exemplares das culturas populares do Brasil. Em 2014, lançou um disco homônimo que em 13 músicas reúne raridades da cultura negra baiana e brasileira, candomblé, a importância da presença e liderança feminina, o amor pela natureza e crianças. O trabalho foi contemplado na 26ª edição do Prêmio da Música Popular Brasileira na categoria Melhor Grupo e Melhor Álbum Regional em cerimônia realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

SERVIÇO

As Ganhadeiras de Itapuã

Quando: 31 de julho de 2019 (quarta-feira), 20h

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), das filas A a Z11

Classificação indicativa: Livre

 

VENDAS

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelos canais da Ingresso Rápido. Acesse página de vendas em http://site.ingressorapido.com.br/tca.

 


Arrigo Barnabé homenageia Roberto e Erasmo


Depois de um hiato de quase 10 anos sem vir à Bahia, o cantor e compositor paranaense Arrigo Barnabé vem a Salvador para apresentar o show Quero que Vá Tudo pro Inferno, só com músicas de Roberto e Erasmo Carlos, no Café-Teatro Rubi, Wish Hotel da Bahia, dias 05 e 06 de julho às 20h30.

Arrigo também fez Caixa de Ódio, um mergulho no universo das canções de Lupicínio Rodrigues, e agora interpreta canções da mais famosa dupla de compositores brasileiros, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, neste novo show.

Arrigo, que também é instrumentista, conta que morava em Londrina (PR), sua cidade natal, estava trabalhando e havia juntado um dinheiro que dava para comprar apenas um LP. Na loja, hesitou um pouco entre dois discos: O Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues, e o de Roberto Carlos Quero que vá Tudo para o Inferno. Então, Arrigo não resistiu e se rendeu ao rei.

No show, a escolha do repertório transita entre canções acentuadamente românticas, líricas – Como é Grande o meu Amor por Você, Gatinha Manhosa, Os seus Botões, Eu te Darei o Céu, Detalhes – canções irreverentes e inconformadas – Quero que vá Tudo para o Inferno, Sua Estupidez, Se Você Pensa, Vem Quente que eu Estou Fervendo (Carlos Imperial e Eduardo Araújo) e canções com um toque existencialista – Sentado à Beira do Caminho e As Curvas da Estrada de Santos.  Todas são dirigidas a um “você”, que é o ser amado, são declarações de amor, coloquiais, confessionais.

Arrigo também interpreta duas canções que Caetano Veloso fez para Roberto – Como Dois e Dois e Força Estranha. As duas são tocadas em guarânia, o que faz com que elas soem diferentes e despertem nossa escuta, criando um diálogo sutil entre a letra, um poema moderno e filosófico, e a forma musical, mais tradicional, ingênua, espontânea.

História – O reconhecimento de Arrigo pelo grande público veio logo com o primeiro disco Clara Crocodilo, em 1980, quando foi recebido pela imprensa como a maior novidade na música brasileira desde a Tropicália. Em suas composições, Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. O músico propõe uma linguagem poética e musical anticonvencional, mesclando música erudita de vanguarda, rock e MPB.

 

O instrumentista escreveu também várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e, junto a outros artistas, é referência para a Vanguarda Paulista, movimento do qual faz parte, ao inserir atonalismo e serialismo na MPB.

É responsável por diversas trilhas sonoras para cinema e participa como ator dos filmes Nem Tudo É Verdade (1984), de Rogério Sganzerla (1964-2004), interpretando Orson Welles, e Anjos da Noite (1987), de Wilson Barros (1948-1992), além da novela da Globo Direito de Amar (1987).

Serviço

O quê: Arrigo Barnabé – Quero que Vá Tudo pro Inferno
Quando: 05 e 06/7 (sexta e sábado)
Horário: 20h30
Onde: Café-Teatro Rubi
Quanto: Couvert artístico – R$ 100

 

Compra

Bilheteria: Café-Teatro Rubi – 71 3013.1011
segunda a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30)
Vendas online: https://couvertartistico.cafeteatrorubi.com.br/ 


Tuca Fernandes em temporada no Rio Vermelho


Após uma temporada de casa cheia e muito sucesso em 2018, Tuca Fernandes vai voltar a agitar a noite na capital baiana, com o projeto intitulado “As Baladas do Tuca”. Será nesta sexta-feira, dia 05 de julho, no bairro mais boêmio da cidade: o Rio Vermelho. No repertório, clássicos que se tornaram sucesso na sua voz, nos mais de 20 anos de carreira; além de grandes hits que marcam a trajetória do Axé e que são músicas eternizadas nas vozes de amigos e parceiros. O RV Lounge, localizado na Vila Caramuru, será mais uma vez o palco que receberá o show. “O projeto promove uma grande viagem pela música da Bahia! Fizemos uma temporada no ano passado e estamos voltando esse ano com todo o gás. Espero a minha galera por lá!”, comenta Tuca.

Serviço:

As Baladas do Tuca – projeto especial de Tuca Fernandes

RV Lounge, Vila Caramuru, Rio Vermelho

Sexta-feira, 05/07/2019, a partir das 21 horas.

Valor: R$ 40

Vendas: https://www.sympla.com.br/as-baladas-do-tuca–5-edicao__565233

Informações: (71) 99968-4374