Tropicália, Ouro Negro e Pipoca

O Carnaval da Cultura 2017 homenageia os 50 anos do Tropicalismo. E leva também para a avenida artistas como Moraes Moreira, Luiz Caldas, Anitta, Alexandre Peixe, …





Paulinho Boca de Cantor anima Arena Sesc Pelourinho


No próximo 18 de fevereiro (sábado), Paulinho Boca de Cantor se apresentará no Circuito de Música Pelô Summer, às 20 horas, na Arena Sesc Senac Pelourinho.

Iniciando sua temporada de apresentações de verão, que segue até o carnaval, Paulinho traz ao público o Baile do Boca, que reúne um repertório diversificado e rico em ritmos que vão desde as marchinhas e sambas consagrados do início do século passado, até os grandes sucessos da axé music e dos Novos Baianos.

Fechando com chave de ouro o Circuito de Música Pelô Summer, Paulinho Boca subirá ao palco trazendo Marcia Castro como convidada especial. A cantora, também baiana, possui uma longa proximidade com a obra do cantor, principalmente as relacionadas ao grupo Novos Baianos. Paulinho e Márcia prometem fazer um carnaval e levar muita diversão ao público presente.

Paulinho Boca de Cantor

De maneira ininterrupta, Paulinho Boca de Cantor se apresenta no carnaval baiano desde 1976, somando agora em 2017, 41 anos de folia. Integrante do grupo Novos Baianos, ele foi um dos responsáveis pela revolução do carnaval de Salvador na década de 1970, levando multidões às ruas desde então e influenciando e abrindo espaço para o surgimento de grandes estrelas baianas das ultimas quatro décadas.

No ano de 2012, Paulinho criou o Trio do Boca, projeto cultural que propõe um dialogo entre artistas da “velha guarda” com os nomes da nova geração da música popular brasileira. O Trio do Boca foi responsável pela participação de inúmeros artistas nacionais e locais no carnaval da Bahia, tais como Guilherme Arantes, Zeca Baleiro, Lucas Santana, Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Márcia Castro, Cláudia Cunha, Anelis Assumpção, dentre outros.

Agora em 2017, Paulinho Boca está com muitos planos para o carnaval e adverte: “Vai ter muita folia e diversão. O Baile do Boca, no Teatro Sesc Pelourinho, vai ser um grande ensaio para o que virá. Não deixem de comparecer à essa festa”.

 

Quem: Baile do Boca – Paulinho Boca de Cantor

Local: Arena Sesc Senac – Pelourinho

Data: 18/02

Horário: 20horas

Ingressos: 30 reais inteira, 15 reais meia (À venda pelo sympla.com.br e no dia, bilheteria do evento)


Lavagem de Itapuã nesta quinta


Foto divulgação de Mateus Pereira (Setur-BA)

Há  112 anos baianas vestidas a caráter com seus potes de cerâmica, perfume e flores lavam a escadaria da igreja para homenagear Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, mesclando o catolicismo com os rituais afro.É a tradicional Lavagem de Itapuã, última festa de largo, antes do Carnaval que acontece nesta quinta-feira, dia 16 de fevereiro. (Por Noemi Flores)

Antes da lavagem, as homenagens começam na madrugada quando o Bando Anunciador, grupo formado por percussionistas e pessoas da comunidade que percorrem as ruas do bairro para anunciar a festa e, ainda de madrugada, tem a alvorada de foguetes.

E por volta das 9 horas da manhã, as baianas e o cortejo, formado por pescadores, moradores do bairro, artistas, saem do bairro de Piatã e desfilam pela orla até a igreja, na Praça Caymmi, onde acontece a lavagem, com participação de blocos como o Malê de Balê, A Lenda do Pássaro do Abaeté,que se formaram neste bairro, e os Filhos de Gandhy, .Depois disto, começa a festa profana  nas diversas barracas espalhadas pelo local com música, comida e bebidas típicas.  .

O Malê de Balê foi fundado em 1979 quando moradores afrodescendentes  sentiram a necessidade de formar uma agremiação para que seu bairro pudesse participar do Carnaval de Salvador. Escolheram este nome, inspirados na população descendente dos Malês, povo de origem africana de religião muçulmana que lutaram na Revolta dos Malês contra o sistema escravocrata brasileiro.

 


Conferência sobre Carnaval


Osmar Macedo, um dos inventores do Trio Elétrico

“Carnaval da Bahia: nota histórica e desafios contemporâneos” é tema de conferência que será pronunciada pelo professor e vice-reitor da Ufba, Paulo Miguez, dia 16 de fevereiro (quinta), às 17h, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (Piedade), com entrada gratuita.

Durante o encontro, o especialista em estudos sócio-econômicos da cultura e políticas culturais falará sobre a conjunção de três momentos do nosso cenário, de forma diferente: o trio elétrico (em 1950), dando nova forma a música brasileira, os blocos afro (metade dos anos 1970) e a empresarialização dos blocos carnavalescos, que estabeleceu, a partir dos anos 1980, um carnaval “afro-elétrico-empresarial”, caracterizado por uma robusta economia da festa.

Nos últimos cinco anos, conforme explica o professor, mudanças na arquitetura do mercado carnavalesco vem provocando impactos que, certamente, apontam para uma reconfiguração dos festejos de Momo em Salvador. Que Carnaval será este? É o que será discutido com o público.

O IGHB é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa de ações continuadas a instituições culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura.

Sobre Paulo Miguez: Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia UFBA (1979), mestre em Administração (UFBA, 1995) e doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas (UFBA, 2002). Atualmente é vice-reitor da Ufba e professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências e do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, da mesma universidade. Pesquisador do CULT – Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (UFBA), foi Assessor Especial do Ministro Gilberto Gil e Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, e membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Principais áreas de interesse: estudos sócio-econômicos da cultura; políticas culturais; e estudos da festa, com ênfase no carnaval.
Conferência sobre o Carnaval da Bahia
16 de fevereiro, às 17h
Sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Avenida Joana Angélica, 43


Motumbaxé convida Muzenza


Muzenza em foto divulgação de Joá Souza / Ag. A TARDE

O Motumbá se despede do Pelourinho, onde aconteceu a primeira temporada do Motumbaxé, nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, às 20h, no Largo Pedro Archanjo. Alexandre Guedes promete seu tradicional “coquetel de suingues”, que vai do axé ao que ele chama de afro-pop-caribenho, aberto sempre a novas experimentações e misturas. Nesta última edição, o cantor recebe o grupo Muzenza e o também ex-Timbaleiro Augusto Conceição. No palco, Alexandre ainda promete uma “bagunça” organizada, colocando os colegas radialistas Leandro Guerrilha e Adriana Silva para cantar.

MOTUMBAXÉ – À frente da Banda Motumbá, Alexandre capricha na cenografia e no figurino, contando até mesmo com corpo de baile e muita movimentação no palco, atraindo os olhares não só do público baiano, mas do turista nacional e internacional, que se encanta com a energia da Bahia.

ALEXANDRE GUEDES – Cantor, compositor e arranjador, Alexandre Guedes traz na bagagem mais de 20 anos de carreira. Experiente, comandou a primeira formação da banda Timbalada e prova sua versatilidade com participações em trabalhos de artistas como Marisa Monte, Netinho, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Sérgio Mendes no currículo.

SERVIÇO:

Motumbaxé com Motumbá

16 de fevereiro (quinta-feira), 20h

Largo Pedro Archanjo, Pelourinho

Participações: Muzenza e Augusto Conceição

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)


Moraes Moreira em trio sem cordas



O primeiro cantor de trio elétrico tocará na terça-feira, dia 28, no circuito Barra-Ondina. Moraes, que em 2017 completa 70 anos, garante que sua participação será um verdadeiro ‘chame gente’. No repertório, canções como Preta Pretinha, Pombo Correio, Vassourinha Elétrica, Chão da Praça e Eu Sou o Carnaval.

Na década de 1980 ele já anunciava que o baiano é Carnaval. Por isso, sabendo da importância de Moraes Moreira para a folia baiana, o Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa), anuncia a segunda atração pipoca do Carnaval da Bahia.

“A programação do Carnaval da Bahia é feita para agradar todo tipo de público. Queremos trazer o novo para as ruas e o tradicional da nossa festa, a exemplo de Moraes Moreira”, garante o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado.