Salem estreia espetáculo #onovobaiano

O ator carioca Luiz Salem fez as malas, escolheu Salvador para morar e estrear seu mais novo espetáculo #onovobaiano, uma bem humorada resenha das venturas …


“Voz e Guitarra e Mais Coisa” com Clarice Falcão


Foto do site da artista

Com o novo show “Voz e Guitarra e Mais Coisa”, Clarice Falcão, revelada nacionalmente no grupo de humor Porta dos Fundos, se apresenta no dia 15 de abril (domingo), às 18h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. Inédito, o espetáculo traz a artista acompanhada por somente um músico, o guitarrista João Erbetta, e reinventa o repertório autoral com arranjos sucintos e rebuscados, dando uma nova luz às canções dela.

O mote está na crença de que composições brilhantes não dependem de arranjos brilhantes. Por mais que produções cuidadosas transformem boas ideias em canções inesquecíveis, a essência de uma faixa independe daquilo que a cobre. A espinha dorsal de uma música é a sua verdade, sua vulnerabilidade, o sentimento bruto de um artista entregue.

Com direção geral do pai da cantora, o renomado diretor e roteirista João Falcão, e direção musical de João Erbetta, “Voz e Guitarra e Mais Coisa” é, em pouco mais de uma hora, o passado, o presente e o futuro musical de Clarice Falcão. Despidas dos arranjos sofisticados de “Monomania” (2013), seu aclamado álbum de estreia, e da versatilidade sonora do sucessor “Problema Meu” (2016), as composições de Clarice reluzem mais nos novos arranjos, construídos sob camadas de guitarras, elementos eletrônicos e, a cargo da própria Clarice, percussão.

Dinâmico, o novo formato traz nitidez à esperteza confessional das canções, conhecidas pelos versos ora tristes, ora bem-humorados, mas que sempre revelam novos sentidos a cada verso. Além das faixas já conhecidas, como “Monomania”, “Vagabunda” e “Eu Me Lembro”, o show ainda traz a estreia de três canções inéditas, escritas para o terceiro álbum, que tem lançamento previsto para 2019. Densas e reflexivas, as novas composições mostram uma faceta mais corajosa da Clarice-compositora, em que ela discorre sobre a própria intimidade em versos tocantes e doloridos. Uma das inéditas, ainda sem nome, é uma parceria com Tim Bernardes, líder do grupo paulistano O Terno. Integram o repertório do show versões de “Que Loucura”, clássico de Sérgio Sampaio, e “Marli”, frevo assinado por João Falcão.

Clarice Falcão

Quando: 15 de abril (domingo), 18h

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto:

R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia), das filas A a W

R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), das filas X a Z11

Desconto sobre a inteira:

30% para assinantes do Clube Correio*

Classificação: 12 anos


Samba Piatã 2018, maior festival do gênero, neste domingo


Péricles está dentre as atrações

O maior festival de samba, o Samba Piatã 2018, acontece em abril com mais de 10 atrações do samba e pagode nacional, consolidando-se como uma das festas mais desejadas da cidade. A grade tem mais de dez atrações do segmento popular mais querido do país. O evento acontece dia 8 de abril, a partir das 13h, no Parque de Exposições, na Avenida Paralela.

A quarta edição do Samba Piatã terá como atrações Sorriso Maroto, Dilsinho, Ferrugem, Léo Santana, Harmonia do Samba, Belo, Mumuzinho, Thiaguinho, Chininha e Príncipe, Imaginasamba, e É O Tchan. Além das participações dos cantores Péricles, Vitinho e do grupo Tá Na Mente.

Os ingressos podem ser adquiridos em todos os Balcões de Ingressos dos shoppings, na TicMix e Line Bilheteria, com setores que variam entre R$ 60,00 e R$ 380,00.

Samba Piatã 2018
Data: 8 de abril
Local: Parque de Exposições de Salvador

Atrações: Sorriso Maroto, Dilsinho, Ferrugem, Chininha e Príncipe, Imaginasamba, o Léo Santana, Harmonia do Samba, Belo, Mumuzinho, Thiaguinho, É O Tchan e participações de Péricles, Tá Na Mente, Vitinho.

Ingressos: Pista: R$ 120,00 (inteira) / R$ 60,00 (meia)

Casadinha: R$100,00

Camarote: R$ 380,00 (inteira) // R$ 190,00 (meia)


O que fazer em Salvador: Confira os encantos da primeira capital do país


Salvador é uma metrópole que possui a capacidade de se reinventar e encantar até mesmo os milhões de soteropolitanos que transitam diariamente pelas ruas, praças e regiões. A Cidade da Música completou 469 anos de tradições e história, no dia 29 de março, que podem ser conferidas em atrativos espalhados por diferentes locais e proporcionam, tanto a baianos quanto a turistas, um mergulho no passado e na cultura da primeira capital do Brasil.

Bahia de Todos-os-Santos

Ela é a maior baía de águas tropicais do mundo e abriga 56 ilhas e praias paradisíacas desde o Porto da Barra (limite ao Norte) até a Ponta dos Garcez (ao Sul). Compreende pequenos pedaços do paraíso, a exemplo da praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades. A localidade recebeu, em 2016, o selo internacional Bandeira Azul, título que a certifica como procedente em quesitos de Educação e Informação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental; e Segurança e Serviços.

Uma das rotas para chegar a este destino é pegar uma das escunas que saem diariamente do Terminal Náutico da Bahia, no bairro do Comércio, com preços a partir de R$60 por pessoa. A outra opção é seguir até o município vizinho de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, onde há lanchas que fazem o trajeto regular ou fretado. Além disso, a Baía de Todos-os-Santos também abriga o Forte São Marcelo, que tem acesso pela região do Comércio. O equipamento possui 368 anos de história e é uma joia em meio à imensidão da baía.

Rio Vermelho

Largo de Santana Rio Vermelho
Foto: Valter Pontes_SECOM

A boemia é marca registrada do Rio Vermelho, além disso, o bairro dispõe de belas praias onde é possível apreciar um bom banho de mar e um pôr do sol pitoresco. Lá é também onde se concentra os acarajés mais famosos da cidade. Outro ponto alto é a nova orla do bairro, requalificada pela Prefeitura e que conta com pista de cooper, campo de futebol e os largos de Santana e da Mariquita onde tem uma grande variedades de bares. Bem pertinho, a Colônia de Pesca Z1 é palco da festa em celebração à orixá Iemanjá, no dia 2 de fevereiro.

O Cetro da AncestralidadeOpo Baba N’Laawa, situado na Rua da Paciência, é uma opção para aqueles que querem entender a importância da obra para o fortalecimento das origens baianas. O cetro é símbolo da ancestralidade afro que concentra os princípios femininos e masculinos do universo nagô. A obra é do Mestre Didi e foi instalada no local tendo ao fundo a linha do horizonte do oceano, em direção à África. Para se aprofundar na história do monumento, visitantes mais atentos podem usar o celular para fazer a leitura do selo QRCode localizado no equipamento. A tecnologia faz parte do projeto #Reconectar, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que busca ser um elo entre a história da Bahia, soteropolitanos e turistas.

Além de imergir na cultura de matriz africana, o visitante ainda tem como opção conhecer a Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, onde viveram o casal de escritores por aproximadamente 40 anos, localizada na Rua Alagoinhas, 33. O memorial abriga 20 espaços temáticos com efeitos de som e interatividade, além de livros e objetos do cotidiano dos escritores mundialmente conhecidos.

Elevador Lacerda, Mercado Modelo e Baía de Todos os Santos
Foto: Valter Pontes_SECOM

 

Elevador Lacerda

O primeiro elevador urbano do mundo, um dos equipamentos mais visitados e fotografados de Salvador. O elevador teve construção iniciada em 1869 e foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873, com projeto concebido pelo engenheiro Antonio de Lacerda e construído pelo irmão Augusto de Lacerda. O Elevador Lacerda, que inicialmente foi denominado Elevador Hidráulico da Conceição, transporta os cidadãos a 63 metros de altura.

Além de ser um dos principais elos entre a Cidade Alta e Cidade Baixa, transportando cerca de 28 mil pessoas por dia, o equipamento proporciona uma vista espetacular da Baía de Todos-os-Santos. É possível apreciar no local o pôr do sol, meditar observando a paisagem que se mistura com elementos naturais e urbanos na parte baixa de Salvador ou, até mesmo, desfrutar de um sorvete com frutas da estação e sabor da Bahia na sorveteria tradicional instalada no local.

O ascensor funciona diariamente, entre 6h e 23h, de segunda a sexta-feira, sábados e domingos das 6h às 22h. A tarifa custa apenas R$ 0,15 e a viagem é quase expressa – dura apenas 30s.

Mercado Modelo

Quem visita Salvador e pensa em adquirir souvenirs para presentear amigos e familiares no retorno para sua terra natal, precisa conhecer o Mercado Modelo, centro de compras que reúne mais de 200 lojas e recebe, diariamente, uma demanda de aproximadamente 300 visitas. O espaço é um dos patrimônios culturais da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

É possível encontrar no mercado peças trabalhadas em couro, argila e artesanatos das mais variadas formas além de produtos da terra, como pimenta. Por ser um centro que reúne elementos intrínsecos da capital baiana, o mercado atrai visitantes de todo o mundo.Mas, além de ser surpreendente para os visitantes de outros estados ou nacionalidades, o Mercado Modelo também é uma ótima opção de visitação para os próprios soteropolitanos que buscam, por exemplo, apreciar uma boa moqueca de peixeprato tradicional baiano e que é servido nos bares e restaurantes localizados no andar superior do centro de compras. Além disso, há uma série de atividades desenvolvidas no local como receptivo de baianas, apresentações musicais e performances de dança e teatro.

Cristo da Barra

Cristo da Barra
Foto: Washington Nunes

O Monumento ao Cristo Nosso Senhor, também conhecido como Cristo da Barra, está localizado entre os bairros de Ondina e Barra. A escultura foi fruto de uma encomenda do conselheiro José Botelho Benjamim. Natural de Lençóis, Benjamim foi promotor na Comarca de Lavras Diamantinas e juiz da Comarca de Valença, que se estabeleceu em Salvador em 1898. Ao se converter ao catolicismo, resolveu presentear a cidade com um monumento em louvor a Cristo.

A obra foi tombada em 2017, por ser um dos monumentos públicos que carregam em si a simbologia de pertencimento, valores e memória de determinado lugar ou grupo social. Outro argumento para ser enquadrado na Lei de Preservação ao Patrimônio Cultural do Município (Lei 8.550/2014) é a proximidade do centenário de existência da obra, o que reserva a ela mérito histórico e artístico.

Quem gosta de passeios ao ar livre, tem como opção admirar Salvador por um outro ângulo no topo do morro onde está situado o monumento. Aproveitar a brisa à beira-mar e fazer piqueniques no gramado que se estende ao redor do local é um dos programas favoritos de muitos baianos aos finais de semana. O local ainda é um ponto estratégico para os apaixonados por música que se reúnem para cantar ao ar livre e encerram a programação com uma caminhada pelo belíssimo calçadão na borda marítima.

Igreja do Bonfim

Palco de uma das maiores manifestações populares de sincretismo e fé do Brasil – a Lavagem do Bonfim – a Basílica Santuário Senhor do Bonfim ou Igreja do Bonfim é mais um traço da herança da colonização portuguesa na Bahia. Milhares de devotos visitam a basílica durante todo o ano para amarrar fitinhas coloridas no gradil que circunda a igreja. A tradição teve início em 1809 e, segundo os fiéis, ajuda a conseguir alcançar metas e pedidos, concedidos através da fé.

O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando sua imagem foi trazida pelo capitão português Teodósio Rodrigues de Farias, cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a própria igreja, construída na Colina Sagrada.

Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.

Pelourinho

Pelourinho
Foto: Valter Pontes_SECOM

Considerado o coração histórico e cultural da cidade, o Pelourinho é um dos principais pontos de visitação da cidade. Faz parte do conjunto arquitetônico colonial do Centro Histórico de Salvador, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O Pelô, como é carinhosamente chamado, conserva o calçamento em paralelepípedos, assim como os casarões coloniais em estilo barroco português. O nome refere-se a uma forma ou instrumento de jurisdição feudal, utilizado em terras brasileiras, para punir os negros escravos.

A localidade reúne diversos atrativos, desde a sede da primeira faculdade de Medicina do país, instalada na gestão do imperador D. Pedro II, assim como as igrejas da Ordem Terceira de São Francisco e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; a Fundação Casa de Jorge Amado e a Casa do Benin; e as sedes dos blocos afros e afoxés Olodum, Filhos de Gandhy e Didá. Também é possível apreciar a boa gastronomia do local com itens pitorescos, como o cravinho – bebida composta por infusão de cachaça, mel, cravo e limão.

Os visitantes também podem conferir a programação cultural promovida pela administração municipal, denominada Pelourinho Dia e Noite Clique aqui para mais informações.

A iniciativa envolve também uma série de ações para impulsionar o desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura da região. Bem ao lado, na Praça da Sé, vale a visita à recém-inaugurada Casa do Carnaval – um museu tecnológico  que traz, no acervo, desde artigos pessoais de artistas locais até a história da festa, contada através de instrumentos audiovisuais.

Casa do Carnaval


Chico Buarque traz “Caravanas” para Salvador


Foto divulgação de Robert Schwenck

Chico Buarque se apresenta em Salvador com a turnê “Caravanas”, de 17 a 20 de maio, no Teatro Castro Alves. O show já foi visto por 50 mil pessoas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro e vai a São Paulo para temporada entre março e abril. Depois, parte para Recife, no início de maio, até chegar à capital baiana. As vendas começam no dia 23 de fevereiro.

A turnê é inspirada no álbum homônimo lançado pela Biscoito Fino. A Icatu Seguros, que já havia patrocinado o último espetáculo do artista, assina a apresentação nestas cinco primeiras cidades. Em Salvador, o show é uma realização da Multi Entretenimento.

Os elogios à estreia de “Caravanas” foram unânimes. A imprensa aclamou o espetáculo: “É uma resposta a todo estado de grita surda que configura o país e o mundo hoje (…) o compositor responde ao mundo torto reafirmando um mundo maior”. A sofisticada costura do roteiro também foi enaltecida pela crítica: “O script é meticulosamente arquitetado pelo autor, como se fossem capítulos de um romance. Por meio dos versos ou da sonoridade, tudo está conectado”, “tudo faz sentido no roteiro do show dentro da intenção de abrir alas para o povo e o artista do Brasil”.

O álbum “Caravanas” está presente na íntegra e não apenas inspira o show, mas dá o norte de todo o repertório. As demais canções escolhidas dialogam com as mais recentes, seja por afinidades musicais ou temáticas. Através delas, Chico revisita sua própria história e reafirma, mesmo que não intencionalmente, a atemporalidade de sua criação. O show traz ainda 19 canções de diferentes décadas, do início dos anos 1960 até hoje. A obra de Chico se confunde com a própria história do Brasil. Cronista apurado de seu tempo, ele traçou, em mais de 50 anos de carreira, um painel preciso do país, com seus contrastes, belezas e paixões inflamadas.

Foto divulgação de Renam Brandão

A abertura de “Caravanas” é com a única canção não autoral do roteiro, “Minha embaixada chegou”, de Assis Valente. Os versos “minha embaixada chegou, deixa meu povo passar, meu povo pede licença, pra na batucada desacatar” desembocam no clássico buarquiano “Mambembe”, uma ode aos artistas, malandros, moleques, mendigos, a essa gente cigana que segue cantando. É a caravana de Chico pedindo passagem!

Com duração de aproximadamente 1h30, o roteiro inclui duas parcerias de Chico com Tom Jobim, “Retrato em branco e preto” e “Sabiá”, que nunca estiveram presentes em seus espetáculos oficiais. O repertório traz ainda clássicos que há muito não eram apresentadas ao vivo, como “Gota d’água”, “Partido alto”, “Estação derradeira” e “Iolanda”.

O eu lírico feminino está presente em “Palavra de mulher”, “A história de Lily Braun”, que se irmanam com canções da lavra mais romântica de Chico, como “Todo sentimento”, “As vitrines” e “Futuros amantes”. O show resgata também lados B da lavra do poeta, como “Outros sonhos”, “Injuriado” e “A bela e a fera”, que ressurgem com novos sentidos.

O célebre malandro cantado por Chico volta à cena mais atual do que nunca, como atestam os versos de “Homenagem ao malandro”: “agora já não é normal, o que dá de malandro regular, profissional, malandro com aparato de malandro oficial, malandro candidato a malandro federal, malandro com retrato na coluna social, malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal”.

O espetáculo é dedicado a Wilson das Neves, que faleceu no ano passado. Para relembrar uma canção composta com o parceiro e tradicional baterista de várias turnês, Chico interpreta “Grande Hotel”. Os músicos que acompanham o cantor são seus fiéis companheiros de palco: o maestro, arranjador e violonista Luiz Claudio Ramos, João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo), Marcelo Bernardes (flauta e sopros) e Jurim Moreira (bateria), substituindo Wilson das Neves.

A equipe que atua nos bastidores é composta por Vinícius França (produção geral), Maneco Quinderé (iluminação), Marcelo Pies (figurinos) e Ricardo Tenente Clementino (direção técnica). A cenografia leva novamente a assinatura de Helio Eichbauer, que esteve nas duas últimas turnês e para a atual concebeu uma escultura suspensa, descrita por ele como “uma esfera armilar que flutua no espaço azul como algum sistema planetário”.

Além disso, oito cordas coloridas desenham no horizonte sequências e ondas marítimas e sonoras, alternando as linhas sinuosas de cristas e vales. “O cenário de Eichbauer e a luz de Maneco Quinderé são fundamentais na construção da embaixada de Chico”, saudou a crítica.

Chico Buarque – Caravanas

Quando:

17 de maio, 21h

18 de maio, 21h

19 de maio, 21h

20 de maio, 20h

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto: 

R$ 490 (inteira) e R$ 245 (meia), das filas A a P

R$ 380 (inteira) e R$ 190 (meia), das filas Q a Z

R$ 320 (inteira) e R$ 160 (meia), das filas Z1 a Z11

Os ingressos poderão ser parcelados em duas vezes no cartão

Classificação: Livre


1º Festival da Caipirinha da Bahia vai até Domingo de Páscoa


Com a cachaça brasileira é feito o coquetel mais famoso do mundo, a caipirinha e no centenário desta bebida está sendo realizado o 1º Festival da Caipirinha da Bahia, de 15 de março a 1º de abril (Domingo de Páscoa), em diversos bares e restaurantes de Salvador e região que vão apresentar suas versões da bebida famosa que existe só no Brasil. Em outros países, as bebidas semelhantes à cachaça, devido ao teor alcoólico, são: vodka, na Rússia; tequila no México; saquê no Japão e gim na Inglaterra.

Com a proposta de divulgar a Cachaça baiana, a Caipirinha e a gastronomia regional, o festival será uma oportunidade de conhecer um pouco mais. “A caipirinha é um conceito que já extrapolou o limão. Desculpem os mais ortodoxos, mas a proposta do festival é que cada estabelecimento reveja os conceitos da caipirinha com limão e açúcar e crie novas sensações e novas experiências a seus clientes, usando exclusivamente a cachaça em sua produção”, informa o realizador do festival, Raimundo Freire.

O projeto é uma realização da Kikaxassa em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-Ba). Os drinques terão um preço fixo de R$ 10,00 e o evento pretende aumentar o fluxo de clientes nos estabelecimentos e contribuir para a divulgação de produtos e serviços que oferecem. A venda é proibida para menores de 18 anos.

Caipirinha – Parece simples fazer uma caipirinha. É só cortar o limão, uma boa cachaça, açúcar e misturar ao gelo. Porém, com o passar dos anos, a caipirinha ganhou diversas variações nas mãos de conceituados bartenders. “Há quem defenda ferrenhamente a receita tradicional, mas num país com tanta riqueza de frutas e cachaças de variados aromas, é desperdício ficar só na básica”, diz Freire.

História – Bebida típica do Brasil, ela foi criada por volta de 1918 no interior de São Paulo, e hoje é conhecida no mundo todo. Pesquisadores indicam que a caipirinha, como é conhecida, teria sido criada a partir de uma receita popular feita com limão, alho e mel e seria indicada para os doentes da gripe espanhola. A cachaça foi colocada porque na época era comum um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico.

Com o tempo foi retirado o alho e o mel e acrescentado umas colheres de açúcar para adoçar a bebida. O gelo veio em seguida. Outros pesquisadores dizem que a bebida foi criada por fazendeiros para festas de alto padrão, sendo um reflexo da forte cultura canavieira na região.

Para proteger a autenticidade do drink nacional, considerado um patrimônio brasileiro, o decreto de lei número 4.851 foi assinado em 2003 pelo governo para garantir a propriedade intelectual sobre as marcas Caipirinha e Cachaça na legislação internacional.

A receita tradicional é diretamente preparada no copo, no qual o limão deve ser levemente macerado com o açúcar, posteriormente acrescentar o gelo e, na sequência, a dose de Cachaça. Deve-se mexer levemente para misturar os sabores. A cachaça oficial do festival é a premiadíssima Rio do Engenho, produzida na cidade de Ilhéus, localizada na região sul do estado.

Ingredientes como sorvete, abacaxi, manga, morango, jabuticaba, Bacupari, cupuaçu, hortelã, maracujá e anis estão em receitas de restaurantes participantes do festival como Origem, Boteco Di Janela, Rua 15, Pedra Puã Restaurante, La Pulperia, Bar Quintal Raso da Catarina, AR Casa de Chá, Gattai, Restaurante Yemanjá (Armação e Shopping Barra), Bottino, La Parrilla Porteña, Ki-Mukeka Armação e Espaço Cultural Casa da Mãe.

1º Festival das Caipirinhas da Bahia

Quando: A partir de 15 de marco a 1º de abril
Onde: Nos melhores estabelecimentos de Salvador
Bahia – Brasil
Valor: drinques preço fixo de R$ 10,00
Venda é proibida para menores de 18 anos