Festa secular do Divino na Ilha de Boipeba


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A programação da festa do Divino Espírito Santo na ilha de Boipeba segue até 21 de de maio, com programação religiosa e cultural intensa.

Uma das principais tradições religiosas do Brasil Colônia, a Festa do Divino Espírito Santo, terá seu ponto alto este final este domingo (20), na Ilha de Boipeba, no Baixo Sul da Bahia. A programação começa às 5h com a chamada “Salva do Divino”, um ritual é preservado há séculos e anuncia o dia festivo. Às 10h haverá a missa solene na Igreja do Divino, seguindo de procissão com as imagens dos padroeiros das comunidades ribeirinhas, pelas principais ruas da antiga vila de pescadores.

Organizada pelas lideranças da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, o tema da programação este ano é “Igreja Comunidade – Casa da iniciação à vida Cristã”. O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Cairu, através da Secretarias de Cultura e Turismo.

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Tradição de 400 anos –  A festa é celebrada há mais de 400 anos e, tradicionalmente, começa sete semanas após a Páscoa, no domingo de Pentecostes, ocasião denominada como a chegada do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo. Em Boipeba, como em outras cidades brasileiras, os festejos ao Divino são marcados pelo forte traço religioso, mas também por um grande apelo cultural.

Programação – Neste sábado (19), às 16h, acontecerá uma grande celebração de batizados. Domingo (20),  às 5h com a chamada “Salva do Divino”, 10h missa solene na Igreja do Divino e procissão pelas principais ruas da antiga vila de pescadores. E encerra na segunda-feira (21), com a alvorada às 5h, em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos pescadores, com uma procissão marítima. Às 9h acontece uma romaria e missa.


97 anos de Jaguaquara com show junino e música do padre Antônio Maria


Foto Marcos Frahm

O aniversário de 97 anos de fundação de Jaguaquara, localizada na região sudoeste da Bahia, 336 km de Salvador, vai ser festejado em clima do São João, nesta sexta, dia 18 de maio com Célia Mares & BandaLéo Fera & Forrozão e no dia 19,  o cantor e padre Antônio Maria, às 21h na Praça Guilherme Silva.

De acordo com a Prefeitura Municipal este show do padre já está sendo esperado com muita expectativa pelos munícipes e em especial pela comunidade católica local e regiões circunvizinhas. E o aniversário da cidade que acontece no mês de maio, antecede os Festejos da Padroeira de Nossa Senhora Auxiliadora e a vinda do Sacerdote tem alegrado toda a paróquia e também a Comissão da Festa de 2018.

 São João 2018

Mas não fica por aí porque a festa de São João 2018 já está garantida e vai ter duração de 13 dias para a comemoração no município, tendo como tema “São João Campeão, Forró, Copa e Tradição!” e promete garantir alegria e despertar a atenção de todos iniciando com a Vila dos Campeões (Vila Junina) no dia 12 de Junho e se estendendo até o dia 24.

Do dia 12 a 21 a programação da Vila contará com a participação de atrações locais, garantindo assim a valorização dos artistas da terra e promovendo um espaço de interação e evolução cultural. A programação da Vila conta ainda com a apresentação de quadrilhas juninas que anualmente encantam a todos que assistem garantindo um clima festivo e acolhedor!

Jaguaquara – nasceu de uma fazenda chamada Toca da Onça, e sua história tem como ponto de partida a chegada do casal Guilherme Martins do Eirado e Silva & Luzia de Souza e Silva no ano de 1896. O casal trabalhou incansavelmente durante muitos anos na fazenda. Na sede da fazenda havia três casas: a casa da sede, residência do casal, posteriormente doada às Franciscanas Imaculatinas e, hoje, Colégio Luzia Silva, uma casa de negócios com depósitos, dependências de empregados e rancharia para viajantes, que foi demolida para dar lugar à Praça J.J. Seabra, e uma casa de farinha que foi reformada e atualmente pertence à família Minahim.

No ano de 1912 foi iniciada a construção das primeiras casas que formariam o povoado Toca da Onça, cujo território fazia parte do município de Areia, atual Ubaíra. Em 1913, após enfrentar árduas lutas políticas, Guilherme Silva conseguiu a passagem da Estrada de Ferro de Nazaré, pela sede do povoado, impedindo que a estação fosse construída no povoado da Casca. A Lei nº 174, de 05 de outubro de 1915 mudou a denominação do então povoado Toca da Onça, para Jaguaquara, que tem o mesmo significado na língua Tupy. Em  18 de maio de 1921, Jaguaquara foi elevada à categoria de vila e município sendo, conseqüentemente, seu território desmembrado do município de Areia.

Imigrantes – em 1950, imigrantes vindos de diversas regiões da Itália, desembarcaram em Jaguaquara. Eram 41 famílias, que receberam do governo um pequeno lote de terra para recomeçarem a vida. Introduziram a lavoura, ainda pouco incrementada, com produtos até então desconhecidos da população e técnicas mais avançadas de cultivo. Fundaram uma Colônia, que hoje, encontra-se desativada. Além de hortifrutigranjeiros, os italianos plantaram uva e trigo, que se desenvolveram bem graças ao clima. Jaguaquara, acolheu ainda imigrantes de várias nações como Japão, Portugal, Espanha e Peru.

Clima -caracteriza-se por possuir um clima do tipo seco sub-úmido: apresenta frio no inverno e quente e seco no verão, mantendo uma temperatura média anual de 21,5°C, e um índice pluviométrico ente 600 e 1.000mm.

 


Tradicional manifestação cultural em Santo Amaro


Foto Lázaro Menezes (Divulgação)

A Festa do Bembé do Mercado completa 129 anos de história e se realiza em Santo Amaro, 81 km da capital, nesta quarta-feira (9), se estendendo até o domingo (13). O Bembé do Mercado teve a sua primeira comemoração em 1889, um ano após a abolição da escravidão no Brasil. É considerado o maior candomblé de rua do mundo, reunindo mais de 40 terreiros do território do recôncavo no barracão no Mercado de Santo Amaro. Tradição, cultura, tolerância, paz e igualdade são alguns dos valores difundidos há 129 anos pela Festa do Bembé do Mercado.

Com o apoio do Governo do Estado a manifestação cultural, que é registrada como Patrimônio Imaterial da Bahia desde o ano de 2012, foi assinado um termo de cooperação e fomento pelos secretários de Cultura, Arany Santana e de Turismo, José Alves, o chefe de gabinete do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), André Reis, e Raimundo Konmannanjy, presidente da ACBANTU, que participa da organização da festa.

“Considerando que é a Festa é patrimonializada e a sua vocação para o turismo, é muito importante firmar esta parceria junto à Setur para a sua manutenção e preservação. Isto é reconhecer também a sua importância como fato histórico, o qual nós precisamos relembrar e saudar, especialmente em tempos de intolerância como ora vivemos”, ressalta a secretária de cultura Arany Santana.

“Temos orgulho da nossa cultura, da nossa religião, da forma que vivemos. Precisamos preservar cada vez mais isso, entendendo que o turismo de hoje tem muito mais a ver com experiência”, declara o secretário de turismo José Alves, que revelou a intenção da Setur em investir cada vez mais do recôncavo baiano.

O chefe de gabinete do IPAC, André Reis, representando o diretor João Carlos Oliveira, destaca que o potencial do Bembé não se restringe aos dias da festa. “O estado acredita nas ações estruturantes que perpassam o ano inteiro. Com este objetivo, o IPAC incentiva o Plano de Salvaguarda do Bembé, para criar oportunidades que tenham este foco”, declara.

O plano será centro de discussão durante o “1º Fórum de Fortalecimento do Bembé do Mercado de Santo Amaro – Processos para a construção das Diretrizes do Plano de Salvaguarda”, promovido pela Associação dos Terreiros do Candomblé da região, em parceria com o IPAC, e que acontece nos dias 10 e 11 de maio, no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro.

Confira a programação completa da Festa do Bembé do Mercado.

09 de maio (quarta-feira)

5h – Alvorada e Preceitos no Barracão

18h30 – Grupo de Capoeira Angola Cativeiro

20h – Grupo Afro Baluarte

21h – Celebrações religiosas no Barracão

10 de maio (quinta-feira)

8h – “1º Fórum de Fortalecimento do Bembé do Mercado de Santo Amaro – Processos para a construção das Diretrizes do Plano de Salvaguarda” – Teatro Dona Canô

18h30 – Grupo de Capoeira Raízes e Estilo

20h – Balé Afro do Recôncavo

21h – Celebrações religiosas no Barracão

11 de maio (sexta-feira)

8h – Roda de Conversa sobre Samba de Roda com Mestras e Mestres

15h – Roda de Conversa: Tradição, Histórica, Cidadania e Emancipação

18h – (Agcarba) Raízes Baianas

19h – Grupo de Maculelê, Os Gemas Po vi vá

20h – Puxada de rede e Lindroamor Grupo Acarbo

21h30 – Samba de Nicinha

23h – Samba Chula João do Boi

12 de maio (sábado)

15h – Samba Criôla

19h – Grupo Gunga Capoeira

21h – Celebrações religiosas no Barracão

23h30 – Samba Chula de São Braz

13 de maio (domingo)

11h – Saída do presente para entrega na Praia de Itapema

Almoço Festivo dos Povos de Terreiro


Festival do Descobrimento movimenta Porto Seguro


Fotos divulgação de Marcio Filho (MTUR)

Promover a integração entre turistas e a população nativa é um dos objetivos do ‘Festival do DescobrimentoSemana do Brasil’, que acontece de 18 a 22 de abril, em Porto Seguro, para celebrar a história e a cultura brasileiras. Realizado pela prefeitura local, com apoio, dentre outros, da Secretaria do Turismo da Bahia e Bahiatursa, o evento comemora os 518 anos do Descobrimento do Brasil, com ampla programação cultural.

“A programação, alusiva ao Descobrimento, é voltada para o público local e também turistas, com perspectiva de atrair 5 mil pessoas por dia”, afirma o secretário de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Richard Alves.Segundo ele, a cidade costuma receber, nesse período, entre 30 mil a 40 mil visitantes, com ocupação hoteleira acima de 70%.

A Cidade Histórica, em Porto Seguro, será palco da maior parte da programação da Semana do Brasil. O local, situado no alto de uma colina com vista para o mar, reúne atrativos turísticos como casario colonial, igrejas, museus e o monumento do Marco do Descobrimento, trazido de Portugal como atestado da chegada ao país da esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500.

Apresentações musicais, atividades esportivas, espetáculos de som e luz, exposições fotográficas, celebrações indígenas, festival de aves, oficinas de pipa, de circo, de bonecas africanas e de pintura indígena, além da comemoração do Dia do Índio e da tradicional Missa do Descobrimento, compõem a programação. Também se integra ao evento o IV Colóquio Regional de História Colonial, a ser realizado entre os dias 18 e 20.


Devotos festejam São Jorge com tríduo, missa e procissão


A Festa de São Jorge promovida pela Devoção a São Jorge no Centro Histórico de Salvador, na  Igreja São Pedro dos Clérigos (ao lado da Cantina da Lua), Largo do Terreiro de Jesus, neste ano,  tem como tema central “São Jorge, um cristão leigo, a serviço de fé, da esperança e da paz!” e o lema é ” Escuta, aprende, anuncia e defende com alegria, o reino de Deus!“. Serão quatro dias de devoção, com o tríduo nos dias 20, 21 e 22 e a grande comemoração no dia dedicado ao santo, 23, será com alvorada, café da manhã, adoração ao santíssimo sacramento, missa solene e procissão.

Os membros da devoção  convidam todos os devotos e devotas de São Jorge para participar  das celebrações do glorioso guerreiro, pois sinalizam que é o momento de renovação da fé em Deus com a intercessão de São Jorge.

Programação

Tríduo: 20,21 e 22 de abril, às 18 horas

Solenidade: 23 de abril
6h – alvorada com fogos e repiques de sinos
7h – café partilhado
8h – Adoração do Santíssimo sacramento
9h – Missa solene
10h – procissão nas ruas do centro histórico