5 pontos turísticos para se aproveitar em um dia em Salvador


Chegou em Salvador para uma visita rápida na cidade? Pensa em tantos lugares para ir, mas por conta de compromisso com o congresso, seminário, negócios ou resoluções de pendências particulares que devem ser cumpridas talvez não dê tempo suficiente para curtir muita coisa boa desta cidade abençoada por todos os santos e orixás! Mas tire um dia, apenas um dia e sinta a energia desta cidade! (Noemi Flores)

Neste dia escolhido, é possível se fazer um pouquinho de tudo que se tem direito, ao visitar uma cidade, em apenas cinco lugares que podem ser fundamentais para viver momentos inesquecíveis nesta terra tropical e acolhedora. Basta  seguir um roteiro especial preparado pelo OqueFazernaBahia e se sentir à vontade na sua estada.

1- Em primeiro lugar vá a praia logo cedinho, para o dia render mais. O Porto da Barra é o lugar ideal por ser uma praia mais central que auxiliará no roteiro traçado a ser seguido. Lá o mar é quase uma piscina, não tem ondas muito altas e dá para começar o dia com um banho de sol e mar regados a um coco bem gelado. De lanche pode ser um acarajé, abará ou peixe frito; queijo assado na brasa e há sempre alguém vendendo sanduiche natural!

Mercado Modelo e Elevador Lacerda em foto de Jota Freitas Bahiatursa

2- A manhã já avançou, então chegou o momento de pensar em onde almoçar. O segundo lugar será o Mercado Modelo que fica localizado no bairro do Comércio, Cidade Baixa, a 5,2 km de distância, desta praia. Aí se dirija até um ponto de ônibus, onde passam os executivos (frescão) e pegue um que vai para Comércio, ou se preferir um táxi ou uber. Lá vai encontrar restaurantes típicos com bela vista para a Baía de Todos-os-Santos, além de várias lojas com souvenires para levar de lembrança.

3- Saindo do mercado, a sua locomoção vai mudar radicalmente: atravesse a rua e em terceiro lugar se dirija a um dos cartões postais mais importantes da cidade, o primeiro elevador urbano do mundo, fundado em 8 de dezembro de 1873, o Elevador Lacerda, e em 30 segundos estará na parte alta da cidade!

4- Agora chegou no Centro Histórico de Salvador, onde poderá fazer um passeio agradável no Pelourinho ou Pelô (como os baianos carinhosamente chamam), sempre há grupos de capoeira na Praça do Terreiro e alguns restaurante e barzinhos com música ao vivo, além de lojas de souvenires espalhadas no local.

No Pelô, ainda dá tempo de passar no Restaurante e Espaço Cultural Cantina da Lua, contando com a simpatia do dono Clarindo Silva e música ao vivo; se  tiver sorte pode ouvir o som do batuque de blocos que ensaiam lá como o Olodum e a Banda Didá (só de mulheres). E visitar o Museu da Cidade, ao lado a Fundação Casa de Jorge Amado e tomar um cafezinho no Café Zélia Gattai, todos localizados no Largo do Pelourinho.

 

5- Mais tarde, no quinto lugar a ser explorado pode ser um bairro localizado na orla de Salvador, o Rio Vermelho, a uma distância de 6,7 do Pelourinho. Para esta locomoção também a opção pode ser um ônibus frescão, na Praça da Sé, ponto próximo do Elevador Lacerda. Quando chegar neste bairro, considerado o mais boêmio da cidade, há ótimos restaurantes para jantar e baianas tradicionais vendendo acarajés e abarás em todos os largos do bairro também com vista para o mar. Se quiser espichar a noite tem um leque de estabelecimentos com músicas ao vivo para todos os gostos!

 


Dique do Tororó: caminhada, passeio de barco, pescaria e muito mais lazer


Foto de Hans Sterkendries

Um dos locais mais belos e atrativos de Salvador, um verdadeiro encontro com a natureza, praticamente no centro da cidade é o Dique do Tororó. A lagoa, onde patos, gansos, garças, pássaros e flores azem parte da paisagem natural, é também rodeada por árvores centenárias e possui 110m³ de água, 25 mil m²  de área, extensão de 1,6km e profundidade máxima de 5,6m. (Por Noemi Flores)

Inúmeras pessoas, que desejam uma ótima preparação física, preferem as pistas ao redor da lagoa para realizarem suas corridas e caminhadas em meio a uma vegetação saudável. E também para a prática da pescaria, uma boa opção para quem visita a cidade com familiares, dentre estes crianças e adolescentes. Inclusive tem quem alugue varas e iscas para aqueles que só querem praticar o esporte.

A pescaria no Dique é permitida, onde o pescador pode encontrar alguns peixes como tilápia, surubim, pacu e tucunaré. Esporadicamente a Bahia Pesca, vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), faz repovoamento do manancial de tilápia, geralmente solta cerca de cinco mil peixes. Uma iniciativa que tem como objetivo estimular o fortalecimento da pesca esportiva e a atividade de subsistência no local.

Próximo à Arena da Fonte Nova o dique é o único manancial natural da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ótimo lugar para o visitante passar momentos deliciosos em plena natureza, pois tem equipamentos de lazer e ginástica, a ciclovia,  além da opção de passeio em pedalinhos  e pequenos barcos em plena lagoa, apreciando tudo de mais belo que a natureza oferece.

Pode-se passar horas e horas sem se preocupar com o que comer ou beber porque lá e ao redor encontra-se bares e restaurantes que servem pratos apetitosos e bebidas a gosto. E tem também quiosques e vendedores ambulantes com coco verde, refrigerantes e cervejas em lata.

A beleza das esculturas na paisagem

Apreciar a beleza do Dique, um local de reverência a Oxum, a Rainha das Águas Doces, crença do Candomblé, religião de raiz africana, seguida por seus descendentes e adeptos. E foi assim que o artista Tati Moreno quis homenagear este sincretismo baiano produzindo 12 esculturas com sete metros de altura cada, que representam 12 orixás.

Oito estão nas águas do dique formando uma visão bela do local, são elas: Oxum, orixá da água doce, prosperidade e riqueza; Xangô, orixá do fogo, do trovão, do raio e da justiça; Ogum, orixá da guerra; Oxalá, pai  de todos os orixá e mortais; Oxossi, orixá da caça e da fartura; Nanã, senhora da morte e da ressurreição; Iansã, orixá dos  raios e do fogo; e Iemanjá orixá das águas salgadas.

As esculturas citadas formam a Roda dos Orixás no dique, segundo os seguidores do sincretismo estão em posição de Xirê. Já na terra estão as esculturas de Oxumaré, orixá da chuva e da riqueza; Ossanha ou Ossain, orixá das folhas sagradas; Logun-Edé, orixá jovem da caça e da pesca e Ewá, orixá da beleza e dos mistérios.

 

 


Festival Internacional do Chocolate e Cacau em Ilhéus

Quatro dias especiais com direito a saborear uma das melhores iguarias de todos os tempos, em todas as formas e adicionadas aos mais variados sabores! Vem aí o Chocolat Bahia – Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em sua 9ª edição


Foto divulgação de Mauricio Maron

“Chocolate, chocolate… Eu só quero chocolate!”, os versos de “Chocolate” do “síndico” Tim Maia, deixam bem clara a paixão do brasileiro por esse alimento, feito a partir da amêndoa fermentada e torrada do cacau.

Para celebrar a intimidade entre o sul da Bahia e o melhor desta iguaria apreciada em todo o mundo acontece entre os dias 20 e 23 de julho a 9ª edição do Chocolat Bahia – Festival Internacional do Chocolate e Cacau.

A festa é apoiada pelo governo do estado, através do edital de Eventos Calendarizados, do Fundo de Cultura da Bahia. Voltado para consumidores e profissionais da área, o Chocolat atrai anualmente milhares de visitantes, marcando o calendário turístico da cidade e firmando o Sul da Bahia como principal região produtora de chocolate de origem do Brasil.

Estátua de Jorge Amado no bar conhecido através do romance “Gabriela Cravo e Canela

Durante o festival, serão reunidos mais de 30 marcas de chocolate e cerca de 80 expositores no pavilhão de feiras Centro de Convenções de Ilhéus, além de promover cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais.

A programação inclui workshops gratuitos de receitas à base de chocolate com renomados chefs do país. Um deles é Lucas Corazza, aclamado confeiteiro e jurado do reality show Que Seja Doce, do canal GNT. Serão também realizadas visitas a fazendas produtoras de cacau, exposição de esculturas de chocolate e uma vasta programação.

O idealizador e organizador do projeto, Marco Lessa conta que o Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia alcançou sucesso nas oito edições anteriores e que sua inclusão no rol dos Eventos Calendarizados atendidos pelo Fundo de Cultura da Bahia garante a ampliação e crescimento de um projeto que traduz como nenhum outro a cultura centenária da região sul da Bahia em todos os seus aspectos.

 

 

 

 

 

 


Ilhéus, uma cidade cheia de encantos para o turista


Ilhéus, localizada na Costa do Cacau, é uma cidade cheia de atrativos para quem a visita, tanto para os que gostam do sossego nas praias, curtir programações culturais  ou os que adoram a agitação noturna.

E por que não mesclar todas as opções? Pois é, isto é possível, basta se agendar e viver a cidade, da eterna “Gabriela, Cravo e Canela”, romance  escrito por Jorge Amado.

Estátua de Jorge Amado no Bar Vesúvio

Ao chegar no Bar Vesúvio, o visitante poderá tomar um drinque e se imaginar um dos personagens do escritor. Um dos mais antigos da cidade, o estabelecimento oferece delicioso quibe e tradicional moqueca para ninguém botar defeito.

Indispensável  é o passeio pelas fazendas de  cacau, onde são contadas histórias vividas pelos moradores do local. Uma das mais importantes a ser visitada é a Fazenda Primavera que abriga um museu com mobiliário e documentos que datam da época do Império.

A outra é a Fazenda Renascer que ficou nacionalmente conhecida por servir de cenário para as gravações da adaptação do livro “Gabriela, Cravo e Canela”, de Jorge Amado, para a novela da TV Globo.

Nas duas fazendas, o visitante pode presenciar a colheita do fruto e o beneficiamento das amêndoas nas barcaças, além disto ganha uma aula sobre a fabricação de chocolates artesanais com direito a degustação.

Outra visita interessante é na Fábrica de Chocolate, que foi construída em 1985 nos moldes de um chalé suíço. Trata-se da primeira fábrica de chocolate artesanal da região. Uma curiosidade sobre os chocolates produzidos por lá é que as barras mais famosas têm esculturas eróticas em seu formato.

Quem gosta de passeios marítimos pode ir até o Rio do Engenho, ao embarcar em uma canoa ou chalana (embarcação que comporta até cem pessoas). Uma diversão pra lá de segura que pode ser feita no início da tarde.

As embarcações partem da Praça Maramata, no Pontal, com destino ao povoado de Engenho de Santana, onde fica a terceira mais antiga capela rural do Brasil, a capela de Santana, que data de 1537.

A vida noturna de Ilhéus é bem movimentada e com várias opções, dentre estas as barracas localizadas na orla da cidade que oferecem comidas típicas e música ao vivo.

Os bares do centro da cidade com seus karaokês e videokês; os pubs, no bairro do Pontal, com show de voz e violão e os barzinhos situados à beira do antigo cais, com uma vista privilegiada e preços mais em conta.

Praias mais visitadas

Foto divulgação da Setur de Rodrigo Macedo

A Praia dos Milionários, uma das mais movimentadas a sete km do centro, ganhou este nome devido às mansões dos fazendeiros ao redor, está entre as mais visitadas. Assim como a Praia de Batuba que fica no distrito de Olivença, a 19 km, preferida de surfistas, pois tem ondas de mais de 2 metros de altura.

Outra praia interessante para quem busca um sossego e tranquilidade, mas não dispensa o atendimento vip das barracas é a Praia do Jairi. Com suas águas calmas fica também no distrito de Olivença a 23 km da cidade.

Quem aprecia uma praia tipo rural,  em meio à vegetação de restinga e belos coqueirais, vá à Praia de Acuípe que fica em meio às fazendas de cacau a 33 Km da cidade.

Cartões postais da cidade

Bataclan em foto da Prefeitura Municipal de Ilhéus

Os pontos turísticos mais visitados em Ilhéus são a Casa de Cultura Jorge Amado, palacete que pertenceu à família do escritor foi doado em vida pelo próprio para a prefeitura.

O  átrio é decorado com azulejos ingleses em alto relevo, abriga museu, auditório e galeria de arte.A depender do calendário de programação, o turista pode encontrar apresentações artísticas e recitais de poesias no local.

Centro Cultural  Bataclan tem origem do antigo Bataclan, com o mesmo nome da casa de espetáculo francesa fundada em Paris em 1864, que no Brasil foi fundado em Ilhéus em 1923, dirigido por Maria Antonieta Machado (Maria Machadão) como cabaré até o final da década de 40. Mas em 2008 foi restaurado e hoje funciona como Centro Cultural, restaurante e bar, das 10 às 23 horas.

O Palácio do Paranaguá, atualmente sede da prefeitura, também é um marco arquitetônico e histórico de Ilhéus. Palacete Misael Tavares que, com suas 70 fazendas de cacau, chegou a ostentar a condição de maior produtor da fruta em todo o mundo.

O Cine Teatro Ilhéus¸fica no Quarteirão Jorge Amado, uma das mais antigas casa de espetáculo da Bahia, fundado em 1932, com capacidade para 1mil espectadores, mas após incêndio foi remodelado e agora tem capacidade para 475 pessoas.


Itacaré: turismo rural em fazendas

Quem já pensou em fugir da correria da cidade grande? ou do movimento do interior? O Agroturismo ou Turismo Rural é a opção que permite um contato mais direto e genuíno com a natureza, a agricultura e as tradições locais, através da hospedagem domiciliar em ambientes rurais ou no sistema “day use”, onde a turista paga para passar o dia na fazenda com direito a café da manhã, almoço e passeios variados.


Quem já pensou em fugir da correria da cidade grande? ou do movimento do interior? O Agroturismo ou Turismo Rural é a opção que permite um contato mais direto e genuíno com a natureza, a agricultura e as tradições locais, através da hospedagem domiciliar em ambientes rurais ou no sistema “day use”, onde a turista paga para passar o dia na fazenda com direito a café da manhã, almoço e passeios variados.

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