Festa de Iemanjá em documentário gratuito


Fotos/Divulgação

Odoyá! Todos os anos, um ritual de fé e devoção se repete no mar da Bahia: dia 2 de fevereiro, uma multidão de fiéis – adeptos do Candomblé e admiradores – vai até a praia de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, para saudar Iemanjá, a Rainha do Mar. Patrimônio imaterial de Salvador, a festa acaba de ser retratada no documentário “Festa de Iemanjá” (2020, 42’), com roteiro e direção da cineasta Fabíola Aquino. O doc conta com financiamento da Fundação Gregório de Mattos (FGM), integra as ações de Salvaguarda da Festa de Iemanjá e faz parte das comemorações pelo mês da Igualdade Racial.

A primeira exibição do filme ocorrerá na sexta-feira (20), e ficará disponível no Canal do YouTube da Fundação por 24 horas (das 8h do dia 20 às 8h do dia 21), dentro da programação do #ConexãoFGM.Para conduzir a narrativa e recontar a história de uma das maiores festas populares do Brasil dedicada a um orixá, que congrega adeptos de todo o mundo para reverenciar a Mãe Iemanjá, pescadores, moradores do bairro, devotos e pesquisadores apresentam depoimentos a partir de variadas perspectivas. Carregado de imagens belíssimas da festa e de um simbolismo genuinamente afro-baiano, “Festa de Iemanjá” traz depoimentos de quem acompanha a festa desde o século passado e de novos adeptos. Resgata, por exemplo, informações sobre o surgimento das devoções à Rainha das Águas e a mitologia sobre Iemanjá, considerada a mãe de todos os orixás, também conhecida por Sereia, Janaína, Marabô, Inaé, Senhora das Cabeças, Dandalunda….

Live e exibição – O Canal #ConexãoFGM, disponível no YouTube da Fundação Gregório de Mattos, fará uma live de pré-lançamento do documentário “Festa de Iemanjá”, na quinta-feira (19), às 19 horas, aberta a todos os interessados. A mediação será feita por Gabriella Melo, gerente de Patrimônio Cultural da FGM, e contará com as presenças de Fernando Guerreiro, presidente da FGM, Milena Tavares, diretora de Patrimônio e Humanidades, Élcio Silveira, presidente interino da colônia de pescadores Z1 (Rio Vermelho), e a diretora e roteirista do documentário, Fabíola Aquino. Para evitar aglomerações, por causa da pandemia mundial causada pelo coronavírus (Covid-19), ainda neste mês de novembro serão realizadas outras exibições gratuitas, em ambiente virtual.

Feliz com a finalização do documentário, Fabíola Aquino diz que o filme é a materialização de um desejo antigo de produzir obras que evidenciam o culto aos Orixás. Filha de Iemanjá, a diretora viu na oportunidade uma forma de também reverenciar a sua fé e contribuir para desmistificar o candomblé com um filme sobre a Rainha do Mar. “Espero que chegue ao público a emoção que captamos, os cantos e encantamentos do entorno da Festa de Iemanjá e que todos sejam preenchidos de muita amorosidade e esperança. Evidenciar a cultura negra e, em especial, uma divindade feminima, uma deusa eco-feminista, é motivo de grande realização”, confessa.

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, em depoimento para o documentário, chamou a atenção para um tema que merece ser combatido: a intolerância com as religiões de matriz africana. “Na Bahia, você ter intolerância religiosa é patético e vai de encontro à própria cidade. Eu cresci numa casa em que minha família sempre esteve aberta para todas as crenças, e sempre para o bem. Essa é uma característica natural de Salvador, uma cidade que mistura tudo. A intolerância religiosa, que é uma coisa absurda, briga contra a identidade da cidade!”, desabafa.

Fé e devoção – A jornalista e ajuê do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Silvana Moura, acompanha a festa há alguns anos e concedeu um depoimento emocionado. “A gente vem do Garcia, em procissão, e no Dique do Tororó, fazemos uma oferenda para Oxum e Nanã, que também são divindades das águas. De lá seguimos para o Rio Vermelho, para homenagear Iemanjá. É uma festa incrível, que me toca muito, não apenas por eu ser do candomblé. É uma festa que reúne crentes, budistas e ateus, cultuando a força das águas. Iemanjá é para a gente amar! É aquela que nos dá o alimento”, destaca.

Sinopse – Festa de Iemanjá narra o surgimento, há quase um século, dessa manifestação da cultura de Salvador. É organizada e protagonizada por pescadores, pelo povo de santo do Candomblé, da Umbanda, outras religiões e, inclusive, ateus, no bairro do Rio Vermelho, no dia 2 de fevereiro. O filme traz as transformações, pertencimentos, a salvaguarda da louvação à divindade de matriz africana, em crescente visibilidade da cultura ancestral. Em 2020, obteve registro especial como patrimônio imaterial de Salvador.

Calendário de Exibições (novembro/2020):

· Exibição 1: Canal do YouTube da FGM no dia 20/11, disponível por 24 horas (das 8h do dia 20/11 às 8h do dia 21/11 (live e bate-papo sobre o filme com a cineasta Fabíola Aquino, no dia 19/11, às 19 horas);

· Exibição 2: Cineclube ABI, dia 24.11, às 19h, inscrições pelo Sympla;

· Exibição 3: Cineclube CIEG, dia 25/11, às 17h, com inscrições pelo Sympla;

· Exibição 4: Youtube Redes Muncab – Cineclube Antônio Pitanga – Boca de Brasa, às 19h;

· Exibição 5: Cine Janela, dia 29/11, às 20h, via Instagram.

 

Sobre Fabíola Aquino – Cineasta, sócia da Obá Cacauê, produtora com mais de 22 anos de experiência. Entre suas produções, estão o documentário “Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo” (2012, 52’), onde assina o roteiro, direção e produção e levou o Prêmio de Melhor Composição Sonora no Recine, 2012. Foi diretora de produção e pesquisadora do documentário “A Luta do Século”, direção de Sérgio Machado, produzido pela Ondina Filmes, vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem de Documentário no Festival do Rio 2016.

Destaca-se como roteirista e produtora executiva de “Sem Descanso”, dirigido por Bernard Attal, que ganhou o prémio de Melhor Documentário no Black Montreal International Film Festival, em 2019. Atualmente está em fase de finalização do seu primeiro longa, “Diário da Primavera”(2021, 90’) onde faz roteiro, direção, produção e é personagem no doc para TV. Produtora executiva de “Àkàrà no fogo da intolerância” (2020, 72’), longa dirigido por Claudia Chavez, e “Homem de Teatro” (2021, 52’), telefilme dirigido por Alexandre Marinho. Em 2019 dirigiu e produziu dois documentários: “Samba Junino – de porta em porta” (50´), e “Balizando Dois de Julho” (25´). Produtora Executiva da série de ficção “Sonhadores”, disponível na Amazon Prime Video em todo o Brasil, Reino Unido e Estado Unidos, a partir de julho 2020.

Participam da criação e produção do documentário:

Diretora, Produtora Executiva, Roteirista: Fabíola Aquino

Montadora: Claudia Chávez

Diretor de Fotografia e Finalizador de cor e som: Marcelo Pinheiro

Música Original: Ubiratan Marques

Cinegrafistas: Petrus Pires e George Diniz

Técnico de Som Direto: Weider Regis

Pesquisadora: Luciana de Castro

Produtoras: Renata Almeida e Xanda Fontes

Assistentes de Produção: Careca e Felipe Martins

Computação Gráfica: Diogo Nonato

Designer Gráfico: Ricardo Bertol

Assessoria de Imprensa: Clube Press Comunicação/Marcos Paulo Sales

Serviço

O que: Lançamento virtual do documentário Festa de Iemanjá (com disponibilização gratuita por 24 horas) e live de pré-lançamento;

Quando: Exibição na sexta-feira (20), pelo YouTube, e live de pré-lançamento na quinta-feira, às 19 horas;

Onde: Canal do YouTube da FGM;
Cartaz e imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1jVclJmAburePndj0u-Rze5dmgfx4WsCn?usp=sharing;
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=UFDEH5vvzd4


Show de Ivete Sangalo na Praia do Forte foi adiado para 2021


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O Tivoli Ecoresort Praia do Forte, em parceria com a equipe da cantora Ivete Sangalo, decidiram por adiar para 22 de maio de 2021 o show que a cantora faria em outubro no hotel, priorizando saúde, segurança e respeitando as medidas de prevenção governamentais contra o avanço da COVID-19,

“Adiamos para uma nova data visando que em 2021 os hóspedes possam desfrutar de toda experiência exclusiva que os shows do Tivoli Ecoresort Praia do Forte sempre proporcionaram, de uma forma ainda mais segura, seguindo todas as normas recomendadas. Nesse momento a saúde de todos os envolvidos (artista, público, produção, colaboradores, fornecedores) é nossa prioridade absoluta.” comenta João Eça Pinheiro, Diretor Geral do Tivoli Ecoresort Praia do Forte.

O pacote adquirido para a data original será válido para o novo período anunciado.

Rodeado pela natureza, refúgio paradisíaco de paz e tranquilidade, o hotel retoma as atividades no dia 1 de setembro seguindo um rigoroso protocolo de segurança.

Sobre a Tivoli Hotels & Resorts – Faz parte da Minor Hotels e gere 16 hotéis em Portugal, no Brasil e no Qatar. Com mais de 80 anos de existência, a Tivoli Hotels & Resorts destaca-se pela oferta de experiências únicas que dão a conhecer o mais autêntico em cada destino, e por um serviço inovador e de excelência. Em Portugal, a Tivoli está presente nos principais destinos turísticos: da cosmopolita cidade de Lisboa à romântica vila de Sintra, das praias do Algarve à histórica cidade de Évora. No Brasil, marca presença na vibrante São Paulo e na calorosa Bahia. No Qatar, o portfolio da marca inclui três unidades, duas no centro histórico de Doha e uma junto à costa, em Al Wakra.

A Tivoli Hotels & Resorts é membro da Global Hotel Alliance (GHA), a maior aliança de marcas de hotéis independentes.

Para mais informações sobre a Tivoli Hotels & Resorts, visite www.tivolihotels.com/pt. Siga-nos no Facebook: www.facebook.com/tivolihotels/ Twitter e Instagram: @TivoliHotels

Sobre a Minor Hotels – A Minor Hotels é proprietária, operadora e investidora em hotéis a nível internacional, contando atualmente com 516 unidades em funcionamento. A Minor Hotels explora entusiasticamente novas possibilidades no mercado hoteleiro, com um portfólio diversificado de hotéis projetado de forma inteligente para atrair diferentes tipos de viajantes, tendo em conta novas paixões e necessidades pessoais. Através das marcas Anantara, Avani, Oaks, Tivoli, M Collection, NH Collection, NH, nhow, Elewana, Marriott, Four Seasons, St. Regis, Radisson Blu e unidades da Minor International, a Minor Hotels está presente em 53 países distribuídos pela região da Ásia-Pacífico, Médio Oriente, África, Oceano Índico, Europa e América do Norte e do Sul.

Com planos de expansão das marcas existentes e de crescimento por aquisições estratégicas em novos mercados, a Minor Hotels tem a visão de um mundo mais apaixonante e interligado. Para mais informações, consulte www.minorhotels.com.

 


Missa no Dia da Santa Dulce será celebrada pelo arcebispo Dom Sérgio


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O Dia da Santa Dulce dos Pobres, celebrado em 13 de agosto (quinta-feira), será marcado por uma Missa Solene, às 9h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal Dom Sérgio da Rocha. Seguindo as recomendações de isolamento social em tempos de pandemia do novo coronavírus, a celebração terá transmissão online e poderá ser acompanhada pelo público através das redes sociais: Instagram e Facebook (@santuariosantadulce) e YouTube (obrasirmadulce). A Missa Solene é um dos pontos altos da programação da primeira Festa da Santa Dulce dos Pobres, que ao longo do mês de agosto reuniu diversas homenagens à santa baiana, canonizada em outubro de 2019.

Atento aos cuidados com a saúde diante da pandemia do novo coronavírus, todo o calendário festivo dedicado ao Anjo Bom do Brasil está sendo transmitido exclusivamente pelas redes sociais e conta com missas; novena; lançamento de um documentário inédito sobre a trajetória da primeira santa brasileira; peregrinação da imagem de Santa Dulce; exibição de programas sobre o legado de amor da Mãe dos Pobres; concurso virtual; lançamento de um curta-metragem; sarau com a participação de artistas; romaria virtual; entre outras atrações. As transmissões online da festa acontecem até o dia 13 pelas redes sociais: Instagram e Facebook (@santuariosantadulce) e YouTube (obrasirmadulce).

Data litúrgica – O dia 13 de agosto é a data oficial da celebração da festa litúrgica de Santa Dulce dos Pobres. O significado da data remete a 1933, quando a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). Naquele mesmo ano, no dia 13 de agosto, com 19 anos de idade, ela recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Santa Dulce – Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização de sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa marca as raízes da criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição que abriga hoje um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país, com 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano.

Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, e foi canonizada no dia 13 de outubro de 2019, no Vaticano, passando a se chamar, oficialmente, Santa Dulce dos Pobres.


“Amigos Sertanejos” com Danniel Vieira no domingo


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Reunir três gerações do sertanejo na Bahia e contar o passo a passo da música por aqui. Vai ser mais ou menos assim que o projeto “Danniel Vieira e Amigos Sertanejos” vai acontecer; mas seguindo todas as orientações dos órgãos internacionais de saúde.

A Live, que será transmitida no canal do Gordinho no YouTube, será neste domingo, dia 19, às 14 horas. Um dos convidados é Guiga Reis, que está ansioso e conta um pouco de sua expectativa. “Como precursor da música sertaneja da Bahia, poder contar essa história pra todos nessa live maravilhosa, ao lado dos amigos sertanejos, é uma honra. Desde o início foi muito difícil trabalhar a música sertaneja no ‘país do axé’.

Guiga Reis. Divulgação

Nossa música era estigmatizada como música jeca, caipira, de segundo plano, dos caras da roça. Mas conseguimos quebrar isso e ver vocês hoje fazendo sucesso, dando continuidade a esse trabalho que comecei lá atrás, é maravilhoso”, explica Guiga. Para Berguinho, vocalista do Seu Maxixe, a ocasião é para celebrar. Celebrar o bom momento que a música sertaneja vive no Brasil inteiro, mas também mostrar, que mesmo com as carreiras corridas, os músicos conseguem manter vínculos.

“Que a gente consiga estar enfatizando a questão da interação que temos nos bastidores, como amigos que somos. Vai ser ótimo ter a oportunidade de estar com todos e de cantar com artistas que começaram o sertanejo aqui, como Paulo Raio e Guiga Reis”. O artista ressalta ainda a importância de evidenciar as diferentes gerações do gênero na Bahia, dando voz a todos. “A mistura de gerações é importante.

A live terá os primeiros, terá também a nossa geração – de Danniel, do Seu Maxixe e a nova, com André e Mauro e outras duplas que estão surgindo agora, como Péricles e Leonardo”. “Pra nós é uma honra imensa. Além de participar da live com tantas pessoas do bem e do sertanejo, essa é uma oportunidade maravilhosa para mostrar que essa união faz a força do movimento.

Ao mesmo tempo, é ainda mais incrível fazer parte dessa história porque nós estaremos ao lado de dois artistas que foram grandes influenciadores do trabalho da nossa dupla, que são Danniel Vieira e Seu Maxixe”, contam André Fontoura e Mauro Matter, que formam a dupla André e Mauro.

Vale lembrar que a Live Danniel Vieira e Amigos Sertanejos será neste domingo, 19, às 19 horas, no www.youtube.com/dannielvieira. Além de Danniel Vieira, Berguinho, do Seu Maxixe, Guiga Reis e André e Mauro, a live contará ainda com as presenças de Rode Torres, da dupla Péricles e Leonardo e dos cantores Paulo Raio e Luana Matos.

4 anexos


Programação diferente no Dois de Julho e com agenda virtual


O Dia da Independência do Brasil na Bahia, nesta quinta-feira, Dois de Julho, terá atos comemorativos simbólicos no Largo da Lapinha, com as devidas restrições – para garantir o isolamento social, o acesso será liberado apenas às autoridades civis e militares, além da imprensa identificada. A partir das 8h, haverá hasteamento das bandeiras nacional, do estado e da capital baiana, seguido pela deposição de flores aos Heróis da Independência no monumento do General Labatut.

A solenidade contará com as presenças do prefeito ACM Neto e do governador Rui Costa, dos presidentes da Assembleia Legislativa da Bahia, da Câmara de Vereadores e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Nelson Leal, Geraldo Júnior e Eduardo Morais de Castro, respectivamente, entre outras autoridades e imprensa.

O local onde ocorrerá as celebrações será interditado com gradil, com intuito de evitar aglomerações. Também será montado um toldo onde as autoridades darão uma coletiva aos jornalistas em área reservada. Não haverá o tradicional cortejo cívico e nem a apresentação de grupos folclóricos ou culturais.

Agenda virtual – Diante da impossibilidade da realização dos festejos e desfiles que marcam o Dois de Julho, por conta da pandemia da Covid-19, a Prefeitura promoverá uma agenda virtual para celebrar a data magna do estado.

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) disponibilizará em seu canal no Youtube uma programação recheada de atrações, durante seis dias, com direito à exibição de filmes, encontro de filarmônicas, videoaulas e rodas de conversas. Também haverá jogos educativos temáticos para crianças e adolescentes nos perfis da FGM no Instagram (@ fgmoficial) e Facebook (@ fgmcultura).

A partir das 8h desta quinta-feira (2), o canal do Youtube da fundação transmitirá a estreia do documentário “Dois de Julho – Um Sonho de Liberdade”, com direção de Yuri Rosat. O curta-metragem retrata a importância da Independência da Bahia na construção da identidade cultural do povo baiano. Ao lançar um olhar sobre as expressões populares que tomam as ruas todos os anos, o documentário mostra como a história se manifesta através do protagonismo do povo e do seu desejo por liberdade.

Às 18h, será exibido o 29º Encontro de Filarmônicas, conduzido pelo maestro Fred Dantas, com apresentações musicais gravadas e entrevistas ao vivo. Dentre os grupos participantes estão: Escola de Música 25 de dezembro, a Erato Nazarena (filarmônica mais antiga da Bahia), Lira 8 de Setembro, União Sanfelixta, União dos Ferroviários Bonfinenses e Oficina de Frevos e Dobrados.

Na sexta (3), das 8h às 21h, ficará disponível para o público o filme “Dois de Julho: Guerra da Independência na Bahia”, de Renato Barbieri. O longa detalha os conflitos ocorridos na Bahia entre portugueses e brasileiros, apresentando um rico acervo de imagens históricas e atuais, além de entrevistas com historiadores baianos e cenas de celebração popular.

Mulheres – No mesmo dia, às 14h, acontecerá a estreia da série “Mulheres da Independência”. Trata-se de videoaulas que abordarão temas relacionados às heroínas que lutaram pela Independência do Brasil da Bahia: Joana Angélica, Maria Quitéria, Maria Felipa, a Cabocla (representando as desconhecidas e anônimas), as mulheres das Caretas do Mingau, entre outras.

Os vídeos foram gravados previamente e serão direcionados para o canal do Youtube. A primeira aula será ministrada pela professora Marianna Farias, que apresentará o “Episódio 1 – Maria Quitéria”.

Às 18h, ocorrerá o Cineclube Boca de Brasa com a roda de conversa sobre o filme “Sonho de Liberdade”. A atividade terá participação do diretor Yuri Rosat, mediação de George Vladimir e alunos do Boca de Brasa, ao vivo, no canal do Youtube da FGM.

Infantil – No sábado (4), a partir das 8h, será exibido o filme “Dois de Julho: Caminhos da Liberdade”, de direção de Mira Silva e Pedro Santana. Na história, quatro crianças encontram, numa antiga senzala, um mapa bem diferente do que elas conhecem. A partir daí, os pequenos Felipa, Quitéria, Ladislau e João embarcam em uma aventura histórica e lúdica, cheia de conhecimento, na companhia do professor Marcelo. Ao longo da narrativa, fatos curiosos da guerra pela Independência do Brasil na Bahia são revelados.

A partir do mesmo horário, a FGM promoverá jogos educativos com o objetivo de entreter e estimular crianças e jovens a aprenderem sobre os fatos e personagens históricos relacionados à Independência da Bahia. Denominada de “Brincando com o Dois de Julho”, a atividade acontecerá no Instagram (@ fgmoficial) e no Facebook (@ fgmcultura) da FGM, envolvendo jogos de tabuleiro e virtuais (caça-palavras, quiz, cruzadinha e bingo) direcionados a públicos de diferentes idades.

Os oito jogadores que tiverem maior pontuação no quiz online serão premiados com kits de livros que abordam temas relativos ao patrimônio cultural baiano, doados pelo IGHB. Às 14h, será transmitido o “Mulheres da Independência: Episódio 2 – Joana Angélica”, com a professora Patrícia Valim.

Domingo – No domingo (5), a partir das 8h, a FGM exibirá o documentário “Fui pra Rua e Volto Já”, de direção de Lucas Franco. Com três episódios, a obra apresenta de que maneira os baianos se relacionam com o Dois de Julho, como é o cortejo em Salvador e questiona se a data deve ter mais relevância ou não.

Às 10h, haverá mais uma edição dos jogos educativos do quadro “Brincando com o Dois de Julho”, e, às 14h, ocorrerá a videoaula “Mulheres da Independência: Episódio 3 – Maria Felipa”, com a professora Luana Soares.

LGBT – Na próxima segunda (6), às 8h, será exibido o documentário “Balizando Dois de Julho” (direção de Fabíola Aquino), que aborda a temática LGBT no desfile cívico da Independência da Bahia, sob a ótica das balizas gays e transexuais das bandas de fanfarra e toda comunidade. A exibição terá participação especial do ativista dos direitos humanos Jean Wyllys.

Às 10h, a garotada poderá se divertir com mais um dia do “Brincando com o Dois de Julho”. Às 14, será transmitida a videoaula “Mulheres da Independência: Episódio 4 – Caretas do Mingau”, com a professora Vanessa Pereira.

Encerramento – O último dia de atividades virtuais, na terça (7), terá início às 10h com o “Brincando com o Dois de Julho”. Às 16h, a população poderá assistir ao bate-papo “Patrimônio É… A Independência do Brasil na Bahia”, que terá como convidados Antonietta D’Aguiar Nunes, Fábio Baldaia, Fred Dantas, Rita Barbosa e mediação de Edvard Passos, no canal do Youtube da FGM.

Mostra – A Fundação Gregório de Mattos também promoverá a Mostra Fotográfica Virtual #clicknodoisdejulho. Do dia quinta (2) até a segunda (6), nas redes sociais da fundação, será postada uma foto por dia, explicando os elementos da data cívica, com fotos de Marisa Vianna ilustrando.

Os seguidores podem participar postando em suas redes fotos do Dois de Julho de qualquer ano, usando a #clicknodoisdejulho e marcando a FGM no Instagram (@ fgmoficial) e Facebook (@ fgmcultura). Na terça (7), será postado um álbum com as fotos selecionadas, durante a semana.

Adaptação – O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, explica que a pandemia do coronavírus afetou, inevitavelmente, as comemorações pela Independência do Brasil na Bahia este ano e que o momento é de adaptação. “Nosso desejo era bolar uma festa incrível, mas estamos vivendo algo fora de esquadro no mundo. A festa do Dois de Julho é de aglomeração e acontece em ruas estreitas. Íamos nos esbarrar no risco muito grande para cidade, de contaminação, que não vale a pena. Nossa prioridade é preservar vidas”, destaca.

O jeito, acrescenta o gestor, é usar a criatividade para não deixar de comemorar, exibindo uma série de conteúdos online como forma de tentar manter a tradição, sob a ótica de novas perspectivas. “Perderemos um pouco do caráter da festa, mas ganharemos em conteúdo. Será uma oportunidade das pessoas mergulharem na data, no que ela é hoje e no que significou”, ressalta Guerreiro.

Tradição – A Independência do Brasil na Bahia comemora o início da separação definitiva do país do domínio de Portugal pelas tropas do Exército e da Marinha Brasileira, em Dois de Julho de 1823 – ano seguinte ao anúncio da emancipação brasileira proclamada por Dom Pedro I (7 de setembro de 1822).

As batalhas em solo baiano contaram com amplo apoio da população e foram essenciais para expulsar as tropas portuguesas que insistiam em ocupar algumas províncias brasileiras. Dentre os nomes hoje lembrados pela vitória estão Maria Felipa, Sóror Joana Angélica, General Labatut e Maria Quitéria.