Devotos festejam São Jorge com tríduo, missa e procissão


A Festa de São Jorge promovida pela Devoção a São Jorge no Centro Histórico de Salvador, na  Igreja São Pedro dos Clérigos (ao lado da Cantina da Lua), Largo do Terreiro de Jesus, neste ano,  tem como tema central “São Jorge, um cristão leigo, a serviço de fé, da esperança e da paz!” e o lema é ” Escuta, aprende, anuncia e defende com alegria, o reino de Deus!“. Serão quatro dias de devoção, com o tríduo nos dias 20, 21 e 22 e a grande comemoração no dia dedicado ao santo, 23, será com alvorada, café da manhã, adoração ao santíssimo sacramento, missa solene e procissão.

Os membros da devoção  convidam todos os devotos e devotas de São Jorge para participar  das celebrações do glorioso guerreiro, pois sinalizam que é o momento de renovação da fé em Deus com a intercessão de São Jorge.

Programação

Tríduo: 20,21 e 22 de abril, às 18 horas

Solenidade: 23 de abril
6h – alvorada com fogos e repiques de sinos
7h – café partilhado
8h – Adoração do Santíssimo sacramento
9h – Missa solene
10h – procissão nas ruas do centro histórico


“Paz, Amor e Alegria” na Festa de Arembepe


Com o tema “50 anos do Movimento Hippie em Arembepe” e o subtema “Paz, Amor e Alegria”,  Arembepe, a 42 km de Salvador, estará em festa de 9 a 12 de março, reunindo foliões do município e de vários cantos da Região Metropolitana de Salvador, transformando a localidade num grande centro de arte, cultura e lazer. O grande destaque deste ano fica por conta do Palco Costa de Camaçari, instalado na faixa de areia da praia do Porto, próximo à Igreja de São Francisco e a valorização dos artistas da terra, que são mais de 40 e representam quase 76% da grade de atrações.

“Pensamos com carinho em cada detalhe da tradicional Festa de Arembepe que pela primeira vez terá uma grade amplamente dedicada aos cantores e bandas de Camaçari, talentos que precisam ser reconhecidos”, declarou o prefeito Elinaldo Araújo à imprensa. O gestor ressaltou ainda que a iniciativa aquece a economia local, gerando renda para trabalhadores informais e empreendedores locais, como os da rede hoteleira e gastronômica que recebem turistas durante os quatro dias de festa.

A programação é composta por quase 60 atrações. Pelo palco da Arena vão passar nomes como Harmonia do Samba, Denny Denan, Psirico, Adão Negro, Chiclete com Banana e Edson Gomes. Além dos shows, a população vai poder assistir a 50 grupos culturais e se divertir com 14 blocos que vão fazer a alegria dos associados, em sua maioria conduzidos por bandas e cantores locais, que se apresentarão em minitrios para proporcionar mais espaço para o público e facilitar a locomoção do veículo dentro do percurso.

Aldeia Hippie

São esperadas cerca de 70 mil pessoas nos quatro dias de festa, que vão contar com 100 horas de música e muita diversão, distribuídas entre quatro palcos, o da Praça Salustiano Santiago de Souza (antiga Amendoeiras), da Praça Tia Deja (antiga dos Coqueiros), e da Arena Arembepe, espaço com cerca de 20 mil metros quadrados, situado na principal via de acesso à localidade, além do palco da praia, novidade da ediçã

Este ano, o festejo traz o tema “50 anos do Movimento Hippie em Arembepe” e o subtema, “Paz, Amor e Alegria”, sentimentos que definem bem o evento, que encerra o ciclo de festas populares de Camaçari e do verão baiano e conta com mais de 200 profissionais de prefeitura envolvidos na realização.

Para garantir a tranquilidade de quem vai curtir o evento, vão atuar 200 policias, entre civis e militares, além de 100 seguranças particulares, que vão dispor de câmeras de videomonitoramento. Aproximadamente 100 profissionais de imprensa vão realizar a cobertura da Festa de Arembepe.

Na Arena, os foliões contarão com 100 barracas de comidas e bebidas, wi-fi, bem como um posto de atendimento médico, com duas ambulâncias e equipe profissional qualificada, composta por dois médicos plantonistas, dois enfermeiros, cinco técnicos de enfermagem e duas recepcionistas por dia. O módulo de saúde terá um leito de sutura, um de parada e seis de observação e vai contar também com suporte da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que terá equipe reforçada, e da Base do Serviço Móvel de Urgência (SAMU), ambas localizadas em Arembepe.

 


Turismo religioso na Semana Santa em Nazaré, Monte Santo e Serrinha


Cristo de Nazaré das Farinhas em foto da UPB (União dos Municípios da Bahia)

Todos os caminhos levam a estas três cidades baianas porque é  tradicional na Semana Santa realizarem eventos religiosos alusivos à data. Serrinha, os fiéis se unem em penitência na Procissão do Fogaréu e há encenação da Paixão de Cristo; em Monte Santo, também tem encenação da Paixão e procissão até o monte, que originou o nome da cidade, localizado em uma serra, semelhante ao Monte Calvário, em Jerusalém; e Nazaré das Farinhas, onde acontece a famosa Feira dos Caxixis e  visitas à Via Sacra, com monumento de Cristo, de 15 metros. (Noemi Flores)

A Semana Santa, neste ano, começa no dia 25 de março quando os católicos celebram o Domingo de Ramos e termina no dia 1º de Abril, Domingo de Páscoa. Porém, os dias mais significativos para todos, quando ocorrem eventos mais importantes, começam na Quarta(28) e terminam na Sexta-feira (30), dia da Paixão de Cristo e Sábado de Aleluia(31), dia da Ressurreição de Cristo.

 

Monte Santo  fica  a 363 km da capital  e o nome da cidade tem sua origem em outubro de 1775, momento em que o capuchinho Frei Apolônio de Todi ao apreciar a serra ficou impressionado com a semelhança da mesma com o Monte Calvário de Jerusalém e convidou os fiéis que o acompanhava para transformar o Monte em um “Sacro-Monte” e rebatizá-lo com o nome de Monte Santo, marcando seu dorso com os passos da Paixão.

A Semana Santa na cidade conserva até hoje suas tradicionais procissões e encenações da Paixão de Cristo, por isto reúne milhares de fiéis na localidade. Tem início no Domingo de Ramos e continua durante a semana com celebrações religiosas e procissões, culminando com o principal dia da programação, na Sexta-feira da Paixão.

Geralmente  começa por volta das 4 da manhã, horário em que os fiéis se preparam para subir a serra, para pagar promessas e buscar as imagens do Nosso Senhor Morto. Pela tarde e a noite tem celebração da Paixão do Senhor.  No sábado, à noite, início da celebração com Benção do Fogo, preparação do Círio Pascal, na parte externa da igreja. Os fiéis entram no interior da igreja com o Círio Pascal acesso e acendem velas . Após à missa, a procissão de Jesus Ressuscitado ao redor da Igreja. Logo após a procissão há show na Praça Monsenhor Berenguer.

Nazaré das Farinhas, distante cerca de 85 km de Salvador, realiza a centenária Feira dos Caxixis, no período de  Quinta-feira Santa a Domingo de Páscoa ( 29 de março a 1º de abril). Trata-se de uma exposição de produtos de artesanato de barro, confeccionados de forma artesanal, em Maragogipinho (Aratuípe). Nesta feira, há também a exposição e comercialização de artesanatos de tecidos, palhas, madeira e outros, além de apresentações musicais..

O turista poderá unir o útil ao agradável porque, além dos produtos expostos para comercialização, terá a oportunidade de apreciar o riquíssimo acervo arquitetônico, estilo barroco da localidade como o galpão próximo ao espaço onde acontece a feira e que exibe a famosa locomotiva “Maria Fumaça”, adquirida em 1873, patrimônio histórico dos nazarenos.

Há a Via Sacra da cidade no imponente Cristo, com 15 metros de altura, localizado no Morro do Silêncio, que conta, de forma artística e com esculturas, a história da Paixão de Cristo, em 14 estações. No alto da Via Sacra, o turista poderá observar uma bela vista da cidade e, ainda, as peças artísticas de autoria do escultor Felix Sampaio.

Procissão do Fogaréu, foto do Facebook da cidade

Serrinha está localizado,  a 173 km de Salvador  e tradicionalmente, desde a década de 1930, toda a Quinta-feira Santa  os fiéis se unem em penitência na Procissão do Fogaréu e seguem com as tochas para a procissão que percorre o trajeto até o Monte de Nossa Senhora de Santana, simbolizando  o acompanhamento a Jesus Cristo ao Jardim das Oliveiras, local em que ele se entregou para ser sacrificado. Neste evento, também há a encenação teatral da Paixão de Cristo com personagens que atuam como Cristo, Maria, Maria Madalena, Herodes, os apóstolos e os soldados romanos que crucificaram Jesus.

Na sexta-feira, ocorre a via sacra para o Cruzeiro do Monte, Celebração da Paixão e Morte do Senhor e Procissão do Senhor Morto. E no sábado, missa da Vigília Pascal e Queima de Judas, evento divertido com brincadeiras, gastronomia e bebida típicas nos estabelecimentos da cidade. Já no domingo tem a tradicional subida ao cruzeiro do monte, Procissão do Encontro, seguida de Missa de Páscoa e da Ressurreição do Senhor.

 

 


Samba Junino é Patrimônio Cultural e abre inscrição para prêmio


Fotos divulgação de Gilucci Augusto

O Samba Junino foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador, em comemoração a Fundação Gregório de Mattos promove evento com a presença de diversos grupos de Samba Junino e lança edital que contemplará propostas voltadas à salvaguarda dessa expressão cultural genuinamente soteropolitana

O Prefeito ACM Neto assinou Decreto 29.489 no dia 07/02/2018, com publicação no Diário Oficial do Município (DOM), nº 7.043, Ano XXX, página 3, de 08/02/2018, reconhecendo o Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador. A solenidade acontece na próxima terça (20), às 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha.

Conforme a Lei 8.550/2014, o Registro Especial é aplicado aos bens culturais de natureza imaterial, inclusive aqueles comumente designados como eventos, passíveis de verificação no plano material por suas práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, modos de fazer e instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados. O registro funciona para o patrimônio imaterial como o tombamento para o patrimônio físico.

A Fundação Gregório de Mattos (FGM), iniciou o processo de registro do Samba Junino como Patrimônio Imaterial de Salvador em 19 de junho de 2016, num reconhecimento mais que merecido para esta que é uma significativa manifestação popular da cidade. Com essa ação, além de valorizar o trabalho dos músicos e seus grupos, a Fundação colabora com a seu reconhecimento e organização.

De acordo com pesquisas realizadas pela Gerente de Patrimônio Cultural da FGM, Magnair Barbosa, o Samba Junino surgiu em torno das casas de candomblé de Salvador, com forte influência dos sambas de caboclo e do samba de roda, assim como no bojo da religiosidade popular, já que realizado na sequência das rezas direcionadas aos santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro.

Representa uma expressão cultural genuinamente soteropolitana, marcada pela rítmica do samba duro, disseminada há pelo menos 40 anos em diversos bairros de Salvador. Serviu como base para o surgimento de estilos musicais contemporâneos como o pagode baiano, projetando muitos artistas conhecidos do grande público como Tatau, Reinaldo, Ninha e Márcio Victor.

Hoje, existem muitos grupos que representam o Samba Junino espalhados na cidade. Os bairros tradicionais, que realizam os festejos são: Engenho Velho de Brotas, Engenho Velho da Federação, Federação, Fazenda Garcia, Tororó e Nordeste de Amaralina.

Edital Prêmio Samba Junino

O Edital Prêmio Samba Junino destina-se a contemplar 06 (seis) propostas voltadas à salvaguarda do Samba Junino, de acordo com as diretrizes de política cultural do município e ao Registro Especial do Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador, com premiação no valor de R$ 30 (trinta) mil, cada.

Os projetos deverão contemplar iniciativas que visem o fortalecimento, manutenção e dinamização do Samba Junino no município de Salvador, além das suas formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, entre outras, no período das festas juninas.

Serão priorizadas as propostas de grupos, federações, entidades e coletivos de Samba Junino, a serem realizadas nos bairros onde tradicionalmente acontece a expressão cultural, conforme o Decreto 29.489/2018, salvo insuficiência de demanda e/ou inadequação aos critérios de avaliação e seleção estabelecidos neste Edital.

O período de execução dos projetos, incluindo a fase de pré-produção, começa em 1º/06 até 31/07/2018. As inscrições estarão abertas a partir do dia 19/02 até 04/04, e devem ser feitas através do link www.premiosambajunino.ba.gov.br

Solenidade de reconhecimento do Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador e lançamento do edital Prêmio Samba Junino
Quando: 20/02, às 17h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha


Cada Pôr do Sol do Carnaval com Baby, Pepeu, Moraes, Davi, Armandinho e Átoxxá


“A Praça Castro Alves é do povo como o céu é do avião”, já dizia o verso da música “Um frevo novo”, lançada na década de 1970 por Caetano Veloso. Se naquela época a praça já era referência, muito mais nos dias atuais, quando foliões se concentrarão no espaço para curtir três dias especiais de Carnaval. O local volta a receber o projeto Pôr do Sol da Prefeitura, que neste ano unirá diversos artistas.

O Pôr do Sol na Castro Alves começa domingo (11), às 18h, com o guitarrista Pepeu Gomes e Baby do Brasil. A cantora tem como sua marca a ousadia criativa e a sua performance de artista única no seu estilo, ao marcar décadas com interpretações de sucesso que vão do rock ao MPB.

 

Às 20h30, Moraes Moreira e Davi Moraes animam os foliões com toda a magia característica do frevo, do baião, do samba, do choro e até mesmo música erudita. Na segunda (12), um dos grupos de sucesso do momento, o Àttøøxxá, levará um repertório, que passeia pelo pagode, pop e música eletrônica. “Vai ser lindo puxar trio naquela visão sensacional de Salvador. Vamos fazer um som pesado na Castro Alves”, convoca Rafa Dias, DJ e produtor do grupo.

Armandinho encerra a grade de programação do Pôr do Sol na Castro Alves na terça (13), às 18h. O artista vai agitar o público com sucessos da carreira e, claro, no seu estilo inconfundível de tocar a guitarra baiana.

“O Pôr do Sol é um projeto criado recentemente e que deu muito certo. Este ano prolongamos as atrações, que antes aconteciam em um único dia, para que pudesse acontecer três vezes no Carnaval. A ideia é garantir que mais pessoas sentissem a vibração e a energia do que é pular o Carnaval em um dos cartões-postais mais bonitos da cidade”, ressalta o presidente da Saltur, Isaac Edington.