Aulas abertas on-line do BTCA

Junho chegou e com ele mais uma maratona das aulas abertas do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que, desde maio, agora acontecem em ambiente digital. …





Teatro popular de Ilhéus no YouTube

Para manter uma programação para o seu público durante a quarentena, o Teatro Popular de Ilhéus agora está postando novo conteúdo em seu canal no …


Solos inéditos do BTCA criados na quarentena


Baía. Foto Mirela França/Divulgação

Em “Ponto de Vista”, exibido online, dançarinos da companhia expressam relações com a fisicalidade da cidade nas circunstâncias de isolamento social.

 No ano em que o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) se propunha a voltar as suas atividades e criações ao reencontro com a cidade de Salvador, o isolamento social faz estrear um novo projeto: “Ponto de Vista”, que exibirá online, em seu canal no YouTube, performances de seus dançarinos na relação com o entorno de seus locais de quarentena. Entre paredes, mas percebendo suas presenças na paisagem urbana, eles traduzem olhares sobre suas casas, prédios, ruas, bairros, a partir do que vê por cima de muros, brechas, janelas, vidraças. Estas nesgas soteropolitanas se misturam aos próprios elementos domésticos para compor cenários em que seus corpos expressam o contato com o exterior que os rodeia.

Mirela França

A primeira destas apresentações da companhia oficial de dança da Bahia, gerida pelo Teatro Castro Alves (TCA), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), será nos dias 8, 9 e 10 de maio (sexta a domingo), com exibição entre as 19h e a meia-noite do solo “Baía”, criado e interpretado por Mirela França. A obra é realizada numa parceria entre os dois corpos artísticos do TCA, junto com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), com a trilha sonora original criada pelo pianista Eduardo Torres, integrante da orquestra, a partir das imagens compostas pela bailarina.

De seu pequeno apartamento no bairro do Campo Grande, Mirela tem da janela do banheiro a vista mais bonita da casa. É possível ver telhados da comunidade do Solar do Unhão e o mar da Baía de Todos os Santos. “Dizem que a Gamboa de Baixo tem uma das mais belas vistas da cidade de Salvador, semelhante às paisagens vislumbradas dos prédios da parte de cima, como o meu. É quase uma ironia ter o mar no meu banheiro, mas, nesses dias de isolamento social, isso tem sido, mais que tudo, uma bênção”, define a bailarina, que incorpora esta sensação na performance que produziu.

 Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta:

“Ponto de Vista”

|| Estreia ||

“Baía”

Criação e interpretação: Mirela França

Trilha sonora original: Eduardo Torres, pianista da Orquestra Sinfônica da Bahia

Quando: 8, 9 e 10 de maio (sexta a domingo), das 19h à meia-noite

Exibição através do canal do BTCA no YouTube

O link será divulgado nas páginas de Instagram das instituições envolvidas:

8 de maio: @teatrocastroalvesoficial

9 de maio: @btca.oficial

10 de maio: @orquestrasinfonicadabahia


Mostra com trabalhos de 22 artistas internacionais


Medo/Angst. Foto de Edgar Azevedo/Divulgação

Público poderá assistir online na página do  Goethe-Institut Salvador-Bahia (ICBA) uma série de filmes, espetáculos, shows, performances, palestras e debates na “Mostra Perspectivas Vila Sul”.

Desde 2016, o Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia acolhe artistas e agentes culturais de diversas áreas, linguagens e origens com a proposta de fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul. Na “Mostra Perspectivas Vila Sul”, serão exibidos, na página www.goethe.de/perspectivasvilasul, variados trabalhos de 22 destes residentes internacionais que experienciaram temporadas na capital baiana.

São filmes, espetáculos, shows, performances, palestras e debates criados durante a residência ou que integraram eventos realizados em Salvador, dispostos online em dois volumes: o primeiro, no ar de 29 de abril, a partir das 10h, a 8 de maio, até 22h; o segundo, de 11 de maio, a partir das 10h, a 20 de maio, até 22h. A grande maioria dos materiais ficará disponível durante os 10 dias de cada grupo, mas alguns deles terão exibição exclusiva por apenas 24 horas.

O volume 1 da “Mostra Perspectivas Vila Sul” reúne o coreógrafo Augusto Soledade (Brasil/Estados Unidos), o dançarino, coreógrafo e performer Ben J. Riepe (Alemanha), o diretor artístico de teatro Diol Mamadou (Senegal), a artista interdisciplinar Grada Kilomba (Portugal/Alemanha), a dupla de artistas sonoros e multimídia Hans Diernberger e Will Saunders (Alemanha/Inglaterra), a saxofonista e compositora Ida Toninato (Canadá), o duo musical performático Klaus Janek e Milena Kipfmüller (Itália/Brasil/Alemanha), a cineasta Ng’endo Mukii (Quênia), o compositor Patrick Giguère (Canadá) e o artista multimídia Willem de Rooij (Holanda/Alemanha).

Sounding the Fabric. Foto Lara Carvalho/Divulgação

Já o volume 2 será com a DJ Ace of Diamonds (Alemanha), a artista visual Ana Hupe (Brasil/Alemanha), a cineasta e artista visual Annika Kahrs (Alemanha), o artista gráfico Gunther Schumann (Alemanha), o cineasta Isaac Julien (Inglaterra), o cenógrafo e figurinista Jürgen Kirner (Alemanha), a autora, curadora e ativista acadêmica Natasha A. Kelly (Inglaterra/Alemanha), o compositor e músico Neo Muyanga (África do Sul), a cineasta, artista visual e ensaísta Salma El Tarzi (Egito) e o músico e cineasta Segundo Bercetche (Argentina).

Abertura no Dia Internacional da Dança com o VIVADANÇA – A estreia da “Mostra Perspectivas Vila Sul”, em 29 de abril, Dia Internacional da Dança, será marcada pela exibição do espetáculo “MEDO/ANGST”, dirigido por Ben J. Riepe, que poderá ser visto das 18h desta data até as 18h do dia 30. O lançamento, pontualmente às 18h, vai ser acompanhado de um bate-papo ao vivo com o coreógrafo alemão, diretamente de seu país, transmitido pelo Facebook do Goethe-Institut Salvador (www.facebook.com/goethe.bahia) e mediado por Cristina Castro, diretora geral do VIVADANÇA Festival Internacional, onde a peça teria sido apresentada neste mês.

Grande produção germano-brasileira, estreada em junho passado na Alemanha, a obra toca em questões de identidade, corpo, poder e estruturas hegemônicas. Sua criação foi desenvolvida em Salvador, no início de 2019, e quatro dos dançarinos do elenco são da cidade, selecionados através de audições concorridas por 82 artistas. Suas primeiras apresentações, ainda enquanto work in progress, ocorreram no próprio VIVADANÇA, há exatamente um ano, no Centro Cultural Plataforma, que abrigou todo o processo criativo.

Grada Kilomba. Foto Lara Carvalho

“MEDO/ANGST” é uma produção de Ben J. Riepe, Goethe-Institut, Baobá Produções e Centro Cultural Plataforma, equipamento administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, sendo projeto abrigado pelo VIVADANÇA Festival Internacional. Foi realizado com recursos do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha e financiado por Kunststiftung NRW, Ministério da Cultura e Ciência da Renânia do Norte-Vestfália, Fonds Darstellende Künste, Goethe-Institut e Escritório Cultural da Cidade de Düsseldorf.

Outros destaques – Mais um destaque da programação é o filme “Frantz Fanon – Black Skin, White Masks” (1996), de Isaac Julien, que estará online das 18h do dia 11 até as 18h do dia 12 de maio. O documentário dramático reúne entrevistas, reconstruções e imagens de arquivo que contam a história da vida e da obra do altamente influente escritor anticolonialista Frantz Fanon, autor de “Black Skin, White Masks”. Fanon também foi aclamado por escrever “The Wretched of the Earth” e por sua atuação profissional como médico psiquiatra na Argélia durante sua guerra de independência com a França.

O longa-metragem foi exibido em Salvador durante a residência de Julien na cidade, em maio de 2018, em sessão gratuita que lotou simultaneamente duas salas do Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. No mês de junho daquele mesmo ano, outras três sessões gratuitas foram promovidas no Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia para contemplar o enorme grupo de pessoas que havia ficado de fora.

De Grada Kilomba, será compartilhado, durante todo o período de 29 de abril a 8 de maio, registro na íntegra de uma das conversas públicas que ela realizou em Salvador, em 2016, no Teatro Vila Velha. Tematizando o “Futuro”, o evento partiu da performance ao vivo “Illusions” (2016), que teve estreia na 32ª Bienal de São Paulo e que foi mostrada pela primeira vez na capital baiana.

Em “Illusions”, Grada usa a tradição oral africana num contexto contemporâneo, para explorar esta coexistência de tempos, na qual o passado parece coincidir com o presente e o presente parece sufocado por um passado colonial que insiste em permanecer. Ela deixa transparecer uma sociedade narcisista, que dificilmente oferece símbolos, imagens e vocabulários para lidar com o presente: uma ilusão de tempos e espaços, que ela reconta através dos mitos de Narciso e Eco.

MOSTRA PERSPECTIVAS VILA SUL

Exibição online em: www.goethe.de/perspectivasvilasul

= Volume 1: 29 de abril, a partir das 10h, a 8 de maio, até 22h

1. Augusto Soledade – coreógrafo (Brasil/Estados Unidos)

2. Ben J. Riepe – dançarino, coreógrafo e performer (Alemanha)* 18h de 29/4 às 18h de 30/4

3. Diol Mamadou – diretor artístico de teatro (Senegal)

4. Grada Kilomba – artista interdisciplinar (Portugal/Alemanha)

5. Hans Diernberger e Will Saunders – artistas sonoros e multimídia (Alemanha/Inglaterra)

6. Ida Toninato – saxofonista e compositora (Canadá)

7. Klaus Janek e Milena Kipfmüller – duo musical performático (Itália/Brasil/Alemanha)

8. Ng’endo Mukii – cineasta (Quênia)

9. Patrick Giguère – compositor (Canadá)

10. Willem de Rooij – artista multimídia (Holanda/Alemanha)* 18h de 5/5 às 18h de 6/5

= Volume 2: 11 de maio, a partir das 10h, a 20 de maio, até 22h

1. Ace of Diamonds – DJ (Alemanha)

2. Ana Hupe – artista visual (Brasil/Alemanha)

3. Annika Kahrs – cineasta e artista visual (Alemanha)* 18h de 14/5 às 18h de 15/5

4. Gunther Schumann – artista gráfico (Alemanha)

5. Isaac Julien – cineasta (Inglaterra)* 18h de 11/5 às 18h de 12/5

6. Jürgen Kirner – cenógrafo e figurinista (Alemanha)

7. Natasha A. Kelly – autora, curadora e ativista acadêmica (Inglaterra/Alemanha)* 18h de 19/5 às 18h de 20/5

8. Neo Muyanga – compositor e músico (África do Sul)

9. Salma El Tarzi – cineasta, artista visual e ensaísta (Egito)

10. Segundo Bercetche – músico e cineasta (Argentina)

 


Conexão FGM em sua quinta semana no youtube


Mulheres da Pá Virada: Histórias e Trajetórias na Capoeira”. Fotos divulgação

O #ConexãoFGM da próxima semana, exibe mais produções audiovisuais com financiamento ou apoio da Fundação Gregório de Mattos, e já conta com mais de doze mil visualizações em seu canal do YouTube. É possível assistir do computador, smart TV, tablet, celular… qualquer dispositivo eletrônico com acesso à internet, através do canal do YouTube da FGM ( https://bit.ly/2vQgnJz ). De segunda a sexta, os filmes ficam disponíveis na plataforma, das 08h às 21h e no final de semana, a partir das 07h do sábado, saindo do ar às 00h do domingo.

Na segunda-feira (20), apresenta “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 1”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e o documentário “Samba Junino – de porta em porta”, dirigido por Dayane Sena e Fabíola Aquino.

O filme mostra como um ritmo essencialmente soteropolitano foi reconhecido em 2018 como Patrimônio Cultural e Imaterial de Salvador. Conhecer seus mais de 40 anos de história, sonoridade, grupos, sambistas, a forma de apresentação – em cortejo pelas ruas dos bairros nordestinas. Filme financiado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), integrando as ações de Salvaguarda do Samba Junino. Populares – influenciam as manifestações culturais e destacam as tradições

Balizando 2 de Julho

Na terça-feira (21), serão exibidos “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 2”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e “Balizando 2 de Julho”, com direção: Fabíola Aquino. Documentário que aborda a temática LGBT no desfile cívico do 2 de Julho, Independência da Bahia, sob a ótica das balizas gays e transexuais das bandas de fanfarra e toda comunidade. Participação especial do ativista dos direitos humanos Jean Wyllys.

Quarta-feira (22), serão exibido “InstruMentes – Música para (re)invenção – Episódio 3”, com direção de Victor Uchôa. Acostumados à imersão solitária em seus próprios ateliês, oficinas e pensamentos, seis artistas, musicistas e músicos-inventores, foram convidadas(os) para mergulhar numa vivência coletiva de criação. Abrigadas no Espaço Coaty, casarão no Centro Histórico de Salvador, as residências artísticas do Instrumentes abriram caminho para o compartilhamento de referências, debates sobre as linguagens da Arte Sonora e o surgimento de obras concebidas para este lugar; e videoclipes resultantes do projeto Cajartitude: “Cajartitude” e “Joias Raras”.

O projeto Cajartitude é uma iniciativa de artistas de Cajazeiras, cujo objetivo é atender aos jovens entre 14 e 29 anos moradores do bairro a partir de ações que estimulem a produção cultural e artística, no intento de estabelecer discussão em torno de temas relacionados à identidade e ao pertencimento. Esta proposta visa integrar as artes visuais (graffiti), a música e o audiovisual através de oficinas que tiveram como produtos finais a criação de RAPs, Graffitis e Videoclipes. Os videoclipes “Cajartitude” e “Joias Raras” são alguns desses produtos.

Na quinta-feira (23), será apresentado o doc “Aiuê – Escutando o som dos Quilombos”, com direção de Donminique Azevedo, Leo Rocha e Danilo Umbelino. Em Kimbundo, língua da família banta, “aiuê” é também uma expressão de espanto, alegria, festa. Assim, partindo de uma abordagem etnográfica, linguística e musicológica, o documentário é uma experiência imersiva que revela as mais diversas expressões sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos.

Na sexta-feira (24), será apresentado “Mulheres da Pá Virada: Histórias e Trajetórias na Capoeira”, com direção de Adriana Albert, Christine Zonzon e Joana Points. O documentário, com direção do Grupo de Estudos e Intervenção Marias Felipas (www.mariasfelipas.wordpress.com), apresenta experiências e trajetórias de mulheres capoeiristas contadas pelas próprias protagonistas. A produção tem como fio condutor uma parte da história de vida de Mestra Ritinha, uma das precursoras do protagonismo das mulheres na capoeira da Bahia, falecida em janeiro de 2019.

A narrativa da história de resistência dessa mulher “negra, pobre e da pá virada” dialoga no filme com o registro de depoimentos, histórias e luta de mulheres capoeiristas, de diferentes estilos, linhagens e percursos, trazendo uma diversidade étnico-racial, geracional e de inserção na capoeira com a participação de mestras, contramestras, professoras e outsiders. Filmadas em Salvador, essas mulheres corajosas partilharam, em roda, suas dores e delícias, suas mágoas e vitórias no universo da capoeira.

Este emocionante documentário propõe um debate inédito acerca da invisibilidade das mulheres na capoeira, da opressão, da violência de gênero, tanto física quanto psicológica, e da capacidade de união, mobilização e resistência destas capoeiristas. Com financiamento do prêmio Capoeira Viva Salvador ano II, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, além de um crowdfunding online (Plataforma Catarse). Produção: Grupo Marias Felipas e Cortejo Filmes. Fotografia, Som Direto e Montagem: Cortejo Filmes.

No final de semana, sábado (25) e Domingo (26), reprise de todos os filmes exibidos durante a semana, disponíveis a partir das 07h do dia 25, até as 00h do dia 26.

Para saber de toda programação do #ConexãoFGM, basta seguir a FGM nas redes @fgmoficial (Instagram) e @fgmcultura (Facebook).


Cinemateca na TVE on line


Merê. Divulgação

Com o intuito de difundir e aproximar o público baiano das realizações audiovisuais produzidas no estado, a Cinemateca da Bahia, em parceria com a TVE, lança, a partir de 6 de abril, a Sessão Cinemateca da Bahia.

Serão exibidos na programação da TV Educativa da Bahia 12 programas temáticos compostos por filmes baianos que integram a Cinemateca, gerida pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Dimas/Funceb). Os programas irão ao ar às segundas e sextas-feiras, às 21h30.

A curadoria dos programas se articula em torno de afetos: sentimentos transversais e representativos das experiências sociais, culturais e íntimos dos cineastas e realizadores baianos. Trata-se de uma seleção que convida o telespectador a experienciar sessões com filmes variados e captados nos mais diversos suportes, do cinema em 16mm à produção digital.

Sessões temáticas

Astrogildo e a Astronave.Divulgação

Os doze programas que irão compor a programação da Sessão Cinemateca da Bahia são: Saudade, Amizade, Persistência, Surpresa, Pertencimento, Resiliência, Ardor, Esperança, Desencanto, Comunhão, Inspiração e Afeto. Saiba um pouco mais sobre cada um deles:

Programa Saudade – 06/04/2020
Valoriza a arte de recordar, palavra que remete a lembranças guardadas no coração. Muitas e muitos poderiam estar contemplados nesse programa, por ora, integram Walter Smetak e Roberto Pires, documentados em memórias cinematográficas, processos de pesquisa e realização;
Filmes: O Alquimista do som, de Walter Lima (1976)
O Cinema foi à feira
, de Paulo Hermida (2016)

Programa Amizade – 10/04/2020
Com estima e intimidade necessárias para falar daqueles que se misturam no cotidiano, uma voz reflexiva sobre a vida do polonês radicado no Brasil e morador de Cachoeira, Michal Bogdanowics;
Filme: Um filme para Michal, de Violeta Martinez (2013)

Programa Persistência – 13/04/2020
Documentários que apresentam perspectivas diferentes sobre Candomblé, comungam da obstinação de perpetuar uma sabedoria, um modo de vida, a necessidade de ter sua fé respeitada;
Filmes: Do que aprendi com Minhas mais Velhas, de Susan Kalik e Onisajé (2017)
O Papel da Mulher em Candomblés de Vitória da Conquista
, de Eliana Souza, Lucélia Ribeiro (2016)
Merê
, de Urania Munzanzu (2017)

Programa Surpresa – 17/04/2020
Curtas metragens que desafiam a realidade dos dias comuns, brincam com a linguagem cinematográfica investigando as formas de contar narrativas surreais dessa Bahia;
Filmes: Confronto Casual, de Marcus Barbosa (2016)
O Fantasma de Glauber Rocha
, de L.H. Girarde (2019)
Sensações Contrárias, de Amadeu Alban
, Jorge Alencar, Matheus Rocha (2007)
O rei do Cagaço
, de Edgard Navarro (1977)
Sair do Armário
, de Marina Pontes (2018)

Programa Pertencimento – 20/04/2020
Algumas facetas na realização audiovisual, atuação e performance social de pessoas negras. Elas e eles falam de si e sua comunidade, para e com sua comunidade;
Filmes: Náufraga, de Juh Almeida (2018)
Cinzas
, de Larissa Fulana de Tal (2015)
Sarau da Onça
, de Vinícius Elizário (2017)

Programa Resiliência – 24/04/2020
Com o perdão do clichê, “o sertanejo é um forte”, mitologia e imaginário, olhares sobre o Sertão;
Filmes: Boi Aruá, de Chico Liberato (1992)
Eu carrego um sertão dentro de mim
, de Geraldo Sarno (1980)

Programa Ardor – 27/04/2020
A exaltação, o furor, um programa dedicado “à pátria de chuteiras”, a paixão que é o futebol;
Filmes: Fora Corja, de Matheus Vianna (2013)
Argentina, Me Desculpe
, de Leandro Afonso (2015)
Pênalti,
 Adler Kibe Paz (2000)
Rádio Gogó
, de José Araripe Jr. (1999)

Programa Esperança – 01/05/2020
A arte também é loucura, sonho, imaginação. Um programa de curtas que convida a manter a fé, os combustíveis para continuar e realizar;
Filmes: Os insênicos, de Rafaela Uchoa (2016)
Astrogildo e a Astronave, 
de Edson Bastos (2016)
Jessy, de Paula Lice
, Ronei Jorge e Rodrigo Luna (2013)

Programa Desencanto – 04/05/2020
Dos problemas sociais de nossa capital, olhares sobre as habitações Soteropolitanas, os encantos e agruras da favela;
Filmes: Por exemplo: Caxundé, de Antonio Cury, Eduardo Cabrera, Fernando Belens, Homero Teixeira, Maria Edna Oliveira, Pola Ribeiro e Romero Azevedo; Guido Araujo foi Coordenador de Direção (1977)
Muros
, de Fabricio Ramos e Camele Queiroz (2015)

Programa Comunhão – 08/05/2020 
Das muitas comunidades daqui, um olhar sobre Jequié, Cachoeira, o litoral do Xaréu, o Pelourinho na suas diversidades de modos de vida;
Fimes: Efêmera Ilha, de Rogério Luiz Oliveira e Filipe Gama (2018)
Enquadrocanto
, de Lindiwe Aguiar (1994)
Xareú
, de Alexandre Robatto (1954)
Obra autorizada
, de Iago Cordeiro Ribeiro (2016)

Programa Afeto – 11/05/2020 
Sessão de curtas com encontros, docilidade no olhar de quem se deixa tocar, seja afetadx por uma benquerença.
Filmes: Vermelho rubro do ceú da boca, de Sofia Frederico (2005)
O velho Rei
, de Ceci Alves (2013)
Tempo,
 de Victor Uchôa (2018)

Programa Inspiração – 15/05/2020
Respiremos as aspirações dos saberes ancestrais de mulheres, dos artistas, da Insurreição de Canudos;
Filmes: Maré, de Amaranta César (2018)
Na Terra do sol
, de Lula Oliveira (2005)
O Bruxo Bel Borba
, de Tuna Espinheira (2001)

Serviço:
Sessão Cinemateca da Bahia
Quando: 6 de abril a 15 de maio, às segundas e sextas-feiras, às 21h30
Onde: TVE e www.tve.ba.gov.br


Mês da Dança com série de espetáculos na internet


Essa Tempestade. Foto Isabel Gouvêa/Divulgação

Companhia lança o projeto #BTCAplay para exibir online espetáculos de seu repertório durante a quarentena.

O Dia Internacional da Dança  é dia 29 de abril e o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) celebra mais um aniversário . Criada em 1981, a companhia oficial de dança da Bahia, corpo artístico estável mantido pelo Teatro Castro Alves (TCA), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), chega aos seus 39 anos.

Com a programação presencial suspensa por conta das medidas para enfrentamento da Covid-19 (Coronavírus), o grupo adia as comemorações em espetáculos ao vivo, mas resgata e exibe na internet coreografias e videodanças de seu vasto repertório, dentro da série #BTCAplay, nas redes sociais do BTCA, no Facebook e Instagram (@btca.oficial), sempre às quartas e sextas-feiras, das 10h à 0h. A estreia do projeto ocorre no próprio dia 1º, com a disponibilização da íntegra de “A quem possa interessar” (2010), coreografia de Henrique Rodovalho.

Na lista de espetáculos do #BTCAplay, às quartas-feiras, haverá, no dia 8 de abril, “Essa tempestade” (2012), coreografia de Cláudio Bernardo; nos dias 15, 22 e 29, serão peças integrantes do projeto “Endogenias” (2016): “Dê Lírios”, de Tutto Gomes; “Generxs”, de Leandro de Oliveira; e “Youkali”, de Konstanze Mello, respectivamente.

Generxs Endogenias. Foto Matheus Buranelli/Divulgação

Na seleção de videodanças, às sextas-feiras, serão exibidos “Kick on taish too” (2014), de Alex Soares e idealização de Luiza Meireles, no dia 3; “Sob rasura” (2014), da mesma dupla de artistas, no dia 17; e “Voyeur do movimento: uma exposição de dança” (2016), concepção de Antrifo Sanches, Dina Tourinho, Evandro Macedo, Licia Morais e Paullo Fonseca, no dia 24.

“Um aniversário de 39 anos fica sempre como uma preparação para a chegada dos 40. Tínhamos planejado uma programação de comemoração que teve de ser interrompida por conta da situação mundial que estamos atravessando. Essa reclusão, no entanto, também tem sido produtiva, porque o que eu penso que alimenta o BTCA ao longo desses anos é a sua capacidade de se reinventar”, pondera Wanderley Meira, diretor artístico do BTCA desde abril do ano passado.

“Recebemos, este ano, oito novos bailarinos, e nossa comemoração será revendo a nossa história, revisitando nossa memória, para que os novos possam chegar com seus assuntos e os veteranos não esqueçam a potência que eles são”, completa Meira.

A Quem Possa Interessar. Foto Isabel Gouvêa/Divulgação

O BTCA é a primeira companhia pública de dança do Norte e Nordeste e a quinta companhia de dança no Brasil. Referência na dança moderna e contemporânea, conta com mais de 90 montagens de importantes coreógrafos, como Antônio Carlos Cardoso, Victor Navarro, Carlos Moraes, Cláudio Bernardo, Guilherme Botelho, Henrique Rodovalho, Ismael Ivo, Lia Robatto, Luis Arrieta, Mario Nascimento, Oscar Araiz, Tíndaro Silvano e Tuca Pinheiro. Nos últimos 13 anos, o BTCA realizou mais de 450 apresentações alcançando um público de mais de 100 mil pessoas.

“Desde 2007, quando se estabeleceu no TCA uma Direção Artística que se volta também aos corpos artísticos, ao passo em que se instituía na Bahia a sua Secretaria de Cultura, a gestão destes grupos se alinha a políticas públicas que os fazem buscar não somente a qualidade artística, mas também a democratização de sua produção, a conexão máxima com a contemporaneidade e a ampliação do acesso aos diversos públicos”, resume Rose Lima, diretora artística do TCA.

“A atuação do BTCA se compromete cada vez mais com uma troca ativa entre a companhia, a comunidade artística da Bahia, do Brasil e do mundo, os artistas em formação, as plateias cativas da dança e os novos públicos que são sempre desejados”, completa Rose.

 

#BTCAplay

1º de abril (qua): “A quem possa interessar” (2010), de Henrique Rodovalho
3 de abril (sex): “Kick on taish too” (2014), de Alex Soares e Luiza Meireles
8 de abril (qua): “Essa tempestade” (2012), de Cláudio Bernardo
15 de abril (qua): “Dê Lírios” (2016), de Tutto Gomes
17 de abril (sex): “Sob rasura” (2014), de Alex Soares e Luiza Meireles
22 de abril (qua): “Generxs” (2016), de Leandro de Oliveira
24 de abril (sex): “Voyeur do movimento: uma exposição de dança” (2016), de Antrifo Sanches, Dina Tourinho, Evandro Macedo, Licia Morais e Paullo Fonseca
29 de abril (qua): “Youkali” (2016), de Konstanze Mello