Arte e Identidade: Festa de Arte e Literatura Negra Infanto Juvenil


Foto Edcleuza Sena/Divulgação

Com o objetivo de promover e incentivar a literatura negra desde a infância acontece, de 30 de março a 1º de abril, das 9h às 19h, a primeira edição da Arte e Identidade, Festa de Arte e Literatura Negra InfantoJuvenil. Em formato digital, reunirá gratuitamente escritores, artistas, educadores, pais, crianças e adolescentes, com acesso por meio das redes sociais e canal do youtube do evento.

A festa literária promoverá a difusão da literatura e da leitura infantojuvenil, com obras com protagonismo negro, e bate papos acerca da formação da identidade e desenvolvimento da autoestima da criança e adolescente negro.

Com tradução simultânea em libras, o evento on-line, contará com rodas de conversa e mesas literárias, contação de histórias, atividades lúdicas, apresentações culturais de artes integradas, oficinas, encontro com autor, lançamento de livros e feira de livros e brinquedos afirmativos.

A Arte e Identidade pretende democratizar o acesso aos livros de literatura negra infantil, despertar o gosto pela leitura do público alvo, incentivar a diversidade, além de fortalecer a cadeia criativa em torno da literatura do segmento.

A Festa de Arte e Literatura Negra InfantoJuvenil é uma realização da EdCarlão Eventos, com a autoria e produção executiva de Cris Santana e a curadoria de Mazé Lúcio, Cássia Valle e Carol Adesewa.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Cultura e Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Primeira edição da Arte e Identidade, Festa de Arte e Literatura Negra InfantoJuvenil
Onde: Transmitido pelas redes sociais e canal do youtube do evento
Quando: 30 de março a 1º de abril
Horário: das 9h às 19h
Quanto: Gratuito.

Redes Sociais

Instagram:https://www.instagram.com/arteeidentidadeoficial/


Enxurrada III lança o Podcast Casa Preta com bate-papo até abril


Encontros trazem temas que permeiam assuntos artísticos baseados em diversidade racial, de gênero e religiosa durante quatro meses.

A partir de 3 de março, às quartas-feiras de março e abril serão de encontros virtuais com artistas, pesquisadores e profissionais das artes da cena baianas que trazem importantes percepções sociais e coletivas no Podcast Casa Preta, ação que integra o Enxurrada III, projeto idealizado pelo Aldeia Coletivo. Ao todo, serão lançados oito bate-papos até o dia 21 de abril, que trazem reflexões cotidianas sobre perspectivas não hegemônicas.

Maju Passos. Foto Caio Lírio/Divulgação

Diante da pandemia e das consequências do novo Coronavírus (Covid-19), a estratégia é à distância possibilitar diálogos e análises de assuntos que são comuns no dia-a-dia da Casa Preta Espaço de Cultura, localizada no bairro Dois de Julho. Com 10 anos de ocupação artística e um vírus que desde março de 2020 interferiu na dinâmica e produção cultura do casarão de fachada preta, a intenção é abarcar experiências que surgem e aconteceram na convivência dos coletivos e frequentantes do espaço, mas que são comuns para outras pessoas, mediante as estruturas sociais e vivências quais estamos submetidos.

Com um tema diferente e com convidados que possam contribuir nas reflexões propostas, em cada episódio terá um mediador(a) que faz parte de um dos grupos da casa ou estão integrados às ações que atuam em parceria do espaço, para que haja diversidade e contribuições mais plurais. Essa é a poética do Enxurrada da Casa Preta III, que tem apresentado desde o mês de janeiro lives com produções culturais (música, teatro e poesia urbanas) baseadas em diversidade racial, de gênero e religiosa durante quatro meses.

O primeiro encontro debate o tema ”Espaços Culturais Alternativos”, movimento que cresceu em todo o país e que certamente está alterando o modo como a produção cultural se organiza. Com mediação de Vitor Barreto, co-gestor da Casa Preta, produtor cultural e integrante do Grupo Vilavox de Teatro, o #01 Podcast da Casa Preta traz os convidados Maju Passos (fundadora da Casa Charriot e especialista em produção cultural e economia criativa) e o artista LGBTQIA+, perfomer, educador social Georgenes Isaac, integrante do Coletivo das Liliths e gestor da Casa Evoé.

Os podcasts #02 e #03 tem como tema “Racismo estrutural, ambiental e religioso” e prometem aprofundar o racismo e suas manobras que exterminam e silenciam vidas, principalmente no que diz respeito às práticas religiosas e filosofias de vida afroindígenas. No dia 10 de março, o segundo podcast será conduzido por Belle Damasceno, cientista social e antropóloga, e traz como convidados Caboclo de Cobre, compositor, cantor e integrante do Aldeia Coletivo, e Sanara Rocha, pesquisadora, produtora cultural e multiartista.

Geórgenes Isaac. Foto/Divulgação

Já no dia 17 de março, o debate será mediado pela comunicóloga Bruna Rocha e terá as ricas contribuições da encenadora, dramaturga e pesquisadora da relação candomblé e teatro Onijasé, a performer e diretora de arte Tina Melo e a atriz e ekedi do Ilê Asé Oyá L’adê Inan (Alagoinhas) Fabíola Nansurê.

Para encerrar a primeira parte da temporada do Podcast da Casa Preta, o tema escolhido foi Planejamento Estratégico e Assessoria de Imprensa para Artistas Independentes, com apresentação de Laísa Gabriela, jornalista, gestora cultural e assessora de imprensa, integrante do Aldeia Coletivo e co-criadora do EPA Criativo.

Lançado dia 24 de março, o encontro traz reflexões e dicas para que artistas emergentes possam compreender estratégias comunicacionais para divulgar seus trabalhos. Os convidados são Francini Ramos – gestora cultural e uma das responsáveis pela Jornada da Cena Independente; Rafael Brito – jornalista, assessor de comunicação e multi-artista – e ISSA – cantor, compositor e instrumentista.

O público ainda terá mais quatro encontros posteriores a esses, com os temas: Dimensões sensíveis do cotidiano na produção cultural: relações raciais, de gênero e sexualidades; Trabalho via apps, o dia na tela: posts, criações de conteúdo e edições de texto, redes sociais; Articulação: a importância de estar em canais de diálogo, grupos temáticos em redes sociais (o novo associativismo); O espaço cultural no território: experiências de relações com as comunidades do entorno; dias 31 de março, 07, 14 e 21 de abril, respectivamente.

O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Março

03 de março – PodCast 1 – gestão de espaços culturais alternativos com a participação de outras casas de cultura da cidade

10 de março – PodCast 2 – Debate com intelectuais acerca do racismo estrutural, religioso e ambiental

13 de março – Cabokaji e MC Coscarque

17 de março – PodCast 3 – Debate com intelectuais acerca do racismo estrutural religioso e ambiental

20 de março – Los Pesos

24 de março – PodCast 4 – Produção e Gestão Cultural: como montar um portfólio, realizar assessoria de si mesmo e/ou dividir as funções em trabalhos colaborativos

31 de março – PodCast 5 – Dimensões sensíveis do cotidiano na produção cultural: relações raciais, de gênero e sexualidades

Abril

03 de Abril – DJ Nay Kiesse e Cabôco Experiencia / MC Tipo A

07 de abril – PodCast 6 – Trabalho via apps, o dia na tela: posts, criações de conteúdo e edições de texto, redes sociais

10 de abril – Medeia Negra

14 de abril – PodCast 7 – Articulação: a importância de estar em canais de diálogo, grupos temáticos em redes sociais (o novo associativismo)

21 de abril – PodCast 8 – O espaço cultural no território: experiências de relações com as comunidades do entorno. Uma programação cultural de qualidade e diversificada, gratuita para o público adulto, jovem e infantil

24 de abril – Coletivo das Liliths e MC Di Cerqueira


Religiosos de terreiros e ativistas defendem lugares sagrados


Fotos Mônica Silveira Divulgação

Representantes das Comunidades de Terreiros das nações Angola, Jeje, Ketu e Umbanda do entorno da Pedra de Xangô receberam ativistas e lideranças religiosas do sitio natural sagrado Lagoa do Abaeté, bem como Milena Tavares, Diretora de Patrimônio e Humanidades, como representante da Fundação Gregório de Mattos, sábado passado(20/02). O encontro teve como objetivo reverenciar Xangô, Nzazi e Sogbo e, sobretudo, fortalecer as conexões e redes em defesa dos espaços sagrados e dos espaços verdes na cidade de Salvador.Patrimônio cultural da cidade, a Pedra de Xangô é uma formação geológica de mais de bilhões de anos, localizada na região central da cidade de Salvador-Bahia, em áreas de remanescentes de quilombos e do bioma Mata Atlântica. Outrora, o lugar era rota de fugas, portal da liberdade, moradas de indígenas e quilombolas e de divindades africanas e afro-brasileiras. Na atualidade, sede de um Parque Urbano, de uma Área de Proteção Ambiental – APA Municipal Vale do Assis Valente e de um Parque em Rede Pedra de Xangô, criados no PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) de 2016, os dois últimos, através de emenda popular. Considerando a complexidade do projeto, o Município de Salvador, em 2020, optou por implantar o Parque Urbano Pedra de Xangô e em paralelo desenvolver estudos para implantação das outras unidades.

 


Panorama Coisa de Cinema divulga filmes para a Competitiva Nacional


O amor dentro da câmera, documentário conta a história de Orlando e Conceição Senna, cineastas baianos. Divulgação

Oito longas-metragens produzidos na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram selecionados para a Competitiva Nacional do XVI Panorama Coisa de Cinema, que acontece entre os dias 24 de fevereiro e 3 de março, no formato on-line. De histórias de amor à opressão da classe trabalhadora, a mostra passeia por diversas temáticas, reunindo filmes de diferentes gêneros.

Filho de boi/Divulgação

Cinco curtas baianos estão entre os 16 escolhidos para a competição, formada ainda por produções de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Distrito Federal, Amazonas, Ceará e Rio Grande do Sul. Os filmes serão exibidos gratuitamente seguindo programação a ser divulgada em breve, acompanhados de debates com diretores e equipe de longas e curtas.

O XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Depois da primavera/Divulgação

 

Confira os filmes selecionados 

Longas

A flecha e a farda – Miguel Antunes Ramos | SP

Depois da primavera – Isabel Joffily e Pedro Rossi | RJ

Eu, empresa – Leon Sampaio e Marcus Curvelo | BA/MG

Filho de boi – Haroldo Borges e Ernesto Molinero | BA

O amor dentro da câmera – Jamille Fortunato e Lara Back Belov | BA

Rio de vozes – Andrea Santana & Jean Pierre Duret | BA

Vil, má – Divinely Evil – Gustavo Vinagre | SP

Voltei! – Ary Rosa e Glenda Nicácio | BA

Curtas

5 Fitas – Heraldo de Deus e Vilma Martins | BA

A Destruição do Planeta Live – Marcus Curvelo | BA

Adelaide, Aqui Não há Segunda Vez Para o Erro – Anna Zêpa | SP

Celio’s Circle – Diego Lisboa | BA

Chão de Rua – Tomás von der Osten | PR

Filhas de Lavadeiras – Edileuza Penha de Souza | DF

Inabitável – Matheus Farias & Enock Carvalho | PE

Inspirações – Ariany de Souza | RJ

Joãosinho da Goméa – Janaína Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra | RJ

Menarca – Lillah Halla | SP

Noite de Seresta – Sávio Fernandes e Muniz Filho | CE

O Barco e o Rio – Bernardo Ale Abinader | AM

Opy’i Regua – Júlia Gimenes, Sérgio Guidoux | RS

Portugal Pequeno – Victor Quintanilha | RJ

Vamos à Luta – Paula Carneiro e Tenille Bezerra | BA

Ventania no Coração da Bahia – Tenille Bezerra | BA

 


Inscrições para Festival de Teatro do Subúrbio


Fotos Mila Souza/Divulgação

Até o dia 15 de fevereiro estão abertas as inscrições para o Festival de Teatro do Subúrbio – FTS / Ano 5, que vai selecionar espetáculo teatral profissional e amador, de grupos, companhias e/ou artistas sediados e/ou oriundos dos subúrbios e periferias de todo Brasil. Idealizado pela 1A Múltipla – Ideias e Ações Culturais e o Coletivo de Produtores Culturais, o Festival, o Festival vai promover um ciclo de mostra destas produções, contribuindo com o processo de formação de público, difusão do teatro brasileiro e profissionalização.

Os proponentes deverão enviar vídeos de suas montagens gravados e editados conforme especificações da convocatória e enviados no momento da inscrição. Os vídeos serão avaliados por uma curadoria formada por artistas e produtores culturais que integram o Coletivo, além de curadoras convidadas, Simone Braz e Geise Oliveira. As inscrições estão sendo feitas no site www.coletivodeprodutores.com.br, onde também está o edital.

Com realização inteiramente online, a mostra dos espetáculos do FTS / Ano 5 será de 23 a 28 de março de 2021 no Youtube do Festival, com acesso gratuito. Poderão se inscrever espetáculos de todo o país, sem restrição temática. O resultado será divulgado nas redes sociais do Festival e do Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, no início de março.

Sem caráter competitivo, o Festival terá em sua programação apresentação de espetáculos convidados (com notório reconhecimento nacional), apresentação de espetáculos selecionados (após curadoria das inscrições) e apresentações do Painel Cênico (espetáculo teatral, de grupos,companhias e/ou artistas iniciantes e/ou amadores). Mais informações sobre esta edição podem ser obtidas nos perfis do instagram @coletivodeprodutores e @ftssuburbio.

O Festival de Teatro do Subúrbio nasceu da inquietação de jovens agitadores culturais da região, tendo como objetivo criar um circuito no qual os grupos das periferias de Salvador estivessem inseridos, numa troca constante com diversos profissionais do segmento. Desde 2009, quando da sua primeira edição, o Festival já alcançou mais de 6 mil pessoas e por ele já passaram mais de 40 espetáculos.

Edital – O Festival de Teatro do Subúrbio foi contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundo da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Festival de Teatro do Subúrbio

Quando: Inscrições online até 15 de fevereiro | Mostra: 23 a 28 de março

Quanto: gratuito

Onde: Youtube do Festival de Teatro do Subúrbio (acesse aqui)

Mais informações: www.coletivodeprodutores.com.br