MAM abre mostra de Frans Krajcberg

O Museu de Arte Moderna (MAM Bahia) do Instituto do Patrimônio (IPAC) abre nesta quinta-feira (19.05) a exposição ‘Entreatos II – Frans Krajcberg Novas Aquisições’ …




Inscrições para edital de Qualificação no Circo da Funceb


Grão Circo. Foto Lucas Malkut/Divulgação

Com intuito de promover a interlocução entre o Circo Novo, artistas circenses que não vivem sob a lona e geralmente possuem residência fixa, e o Circo Tradicional, artistas circenses itinerantes, possibilitando uma troca de conhecimento, estão abertas as inscrições para a Qualificação no Circo, da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

A ação já aconteceu antes, nos anos de 2012, 2013 e 2014, e é um dos projetos estruturantes da Coordenação de Artes Circenses da Funceb. A inscrição está aberta até 14 de maio no site da Funceb e é gratuita.

Podem concorrer projetos de trabalhos artísticos inéditos ou não da linguagem, nas categorias Circo de Lona – grupos de artistas circenses organizados que atuam de forma itinerante; e Formação em Circo – artistas com formação e/ou experiência em transmissão de saberes circenses e que não atuem de forma itinerante.

Serão selecionados três Circos e três artistas formadores. Os prêmios serão de R$ 20 mil para a categoria Circo de Lona e R$ 5 mil para a categoria Formação em Circo, perfazendo o total de R$75 mil de recursos investidos no edital.

“É de fundamental importância que tenhamos em vista a urgência que esta linguagem exige do Estado. É uma linguagem que precisa ser fortalecida, visibilizada, e este edital é um começo deste novo fôlego que os circos itinerantes e profissionais circenses precisam”, afirma a diretora geral da Funceb, PitiCanella.

Poderão participar desta premiação em ambas as categorias: pessoas físicas: com idade igual ou superior a 18 anos, brasileiros natos ou naturalizados domiciliados na Bahia há pelo menos 24 meses e pessoas jurídicas de direito privado com atuação na área cultural há pelo menos 24 meses no estado.

Será formada uma Comissão de Seleção, que trabalhará de modo remoto, composta por cinco membros, sendo três representantes do poder público e dois membros da sociedade, designados pela Diretora Geral da FUNCEB, fruto de consulta pública. A execução das propostas ocorrerá na cidade baiana onde os circos estiverem instalados.

Premiação

Para a categoria Circo de Lona, serão premiados três apresentações de espetáculos de circos de lona itinerantes já existentes e que estejam sendo apresentados nas cidades em que estão instalados. Também serão responsáveis pela realização de Roda de Conversa com o tema Saberes da Itinerância, ambos realizados de forma presencial.  O diálogo será gravado e distribuído nas plataformas de Podcasts.

Já na categoria Formação em Circo, serão premiados artistas que tenham projetos de oficinas e/ou capacitações relativas à qualificação do espetáculo circense (ex. dramaturgia, direção, figurino, maquiagem), a serem desenvolvidos presencialmente sob as lonas dos circos itinerantes selecionados neste edital.

Cada Circo de Lona selecionado receberá o artista também selecionado sob sua lona, para recebimento da oficina por sua equipe e apresentação do espetáculo no último dia de realização da oficina.  As propostas estão previstas para serem realizadas em julho de 2023.

“Este edital é resultado da determinação do Governo do Estado em reconhecer, valorizar e apoiar a atividade circense na Bahia. Entendemos a importância desse segmento para a cultura baiana e, por isso, esperamos que esse edital, bem como os demais setoriais que serão lançados, possibilite a troca de saberes entre os artistas, ampliando o acesso do público e também potencializando essa importante tradição cultural em todo o estado”, afirma o secretário de Cultura, Bruno Monteiro.

Edital de Qualificação no Circo
Quando: Inscrições de 27/3 a 14/5/2023
Onde: site da Funceb – www.fundacaocultural.ba.gov.br
Quanto: Inscrições gratuitas


Solo “Memórias do Fogo” em cartaz no Sesc Senac Pelourinho


Divulgação

O Coletivo DUO Teatro está em comemoração de 13 anos e desde janeiro de 2023 apresenta repertório de espetáculos em praças públicas e teatros de Salvador. No mês de abril é a vez de Memórias do Fogo, solo com o atuação, encenação e dramaturgia de Saulus Castro (integrante e fundador do DUO), sob orientação da diretora teatral Meran Vargens.

A montagem fica em cartaz no Teatro Sesc Senac Pelourinho, dias 06, 08, 12, 13, 14 e 15 de abril, às 19h, com ingressos a valor R$10 (meia) e R$20 (inteira); e dias 19 e 20 de abril, 15h, com entrada gratuita e exclusiva para escolas públicas, ongs e projetos sociais. Os ingressos para temporada, que faz parte da programação do projeto DUO 13 anos, podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.

“Memórias do Fogo” é o primeiro solo de Saulus Castro, criado em 2019, um mirante-espelho da América do Sul. O espetáculo tem como obras inspiradoras livros do escritor uruguaio Eduardo Galeano – Veias da América Latina e a trilogia Memórias do Fogo (Os Nascimento, As Caras e as Máscaras, O Século do Vento).

O corpo enquanto dramaturgia de memórias. “Memórias do Fogo” é uma obra que traz em sua dramaturgia motes que ainda são vivenciados atual e cotidianamente, estampados nas capas e manchetes de jornais: a exploração do Ser e Natureza pelas estruturas de poder, a usurpação das terras de comunidades originárias por criminosos dos garimpos, etc..

“Este solo traz histórias espiraladas, vividas ontem e amanhã, no hoje. Em meio a pandemia vimos o Brasil ser tomado por grandes incêndios em suas florestas e biomas. Homens e mulheres sendo resgatados em situação trabalhista análoga à escravidão. Indígenas Yanomami em crise humanitária, sendo dizimados pelos garimpos. São estas histórias vivenciadas no Brasil e na América Latina que levamos à reflexão”, conta Castro.

Dentro de um ambiente realista fantástico, o Tempo, o Fogo, a Terra e a Memória – personificados no corpo atuante de Saulus Castro – contam de forma não linear as histórias dessas vozes não escutadas pelas estruturas de poder, abafadas pelo colonizador europeu e branco. Uma dramaturgia cheia de avanços e recuos, uma trama permeada de sangue derramado.

No palco, uma grande área circular de quatro metros de diâmetros composto por barbantes vermelhos, que criam uma trama que simboliza o sangue derramado e o silenciar de vozes mortas por uma política econômica social que dizima corpos vulneráveis. A cenografia é de Zuarte Júnior.

O figurino é de Rino Carvalho, composto por barbantes brancos que permeiam o corpo de Saulus Castro, uma metáfora das veias sanguíneas, que trazem memórias ancestrais, cordas que limitam corpos e espaços. O branco mercúrio da extração de ouro e minérios que tem destruído nossa fauna e flora.

“Memórias do Fogo” é mais uma obra do DUO permeada de musicalidade, em que a música também é dramaturgia, com direção de Luciano Salvador Bahia.

Circulação

Dos cinco espetáculos que compõem o projeto de circulação DUO 13 anos, o coletivo traz três solos: “O Barão nas Árvores”, com Marcos Lopes; “Jonas: Dentro do Grande Peixe” e “Memórias do Fogo”, com Saulus Castro. “Estas obras colocam em cena uma necessidade coletiva e/ou individual de lançar uma percepção sobre (in)determinado tema, situação, questão para e com o teatro, encontrar pessoas. Um mirante-espelho”, contextualiza Saulus Castro, que integra o DUO desde a sua formação.

Após temporadas dos solos, o projeto parte para o interior da Bahia, para apresentar os infantis O Barão nas Árvores e Em Busca da Ilha Desconhecida. Em Maio, de 11 a 14, passará pela região da Chapada Diamantina – Rio de Contas, Andaraí, Morro de Chapéu e Lençóis. De 25 a 28 de maio, o Sul da Bahia recebe o repertório DUO 13 ANOS – Itabuna, Camacan, Canavieiras e Ilhéus.

Por fim, em Junho, de 08 a 11, o Sertão – berço inspirador de algumas obras do Coletivo – será palco para os espetáculos – Ribeira do Pombal, Tucano, Cícero Dantas e Euclides da Cunha.  O projeto DUO 13 anos foi contemplado pelo Edital Setorial de Teatro em 2019 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.

A criação

Criado em 2010, o Coletivo DUO se inicia com o objetivo de  aprimorar a prática teatral dos seus integrantes e o local de encontro foram salas cedidas pelo Colégio Central da Bahia. Depois da entrada de Saulus Castro na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, o trabalho passa a focar o treinamento/vivência do(a) atuante. Foi quando surgiu a primeira obra, ‘deriva’ (2014 – com Saulus e Uerla Cardoso). Compõem ainda o repertório do grupo, os espetáculos À flor da pele, da dramaturga Consuelo de Castro (2017);  Arturo Ui – uma parábola, obra baseada no texto de Bertold Brecht no qual a chantagem, a corrupção e a violência dão o tom (2017); Arraial, adaptado da obra Antônio Conselheiro, de Joaquim Cardozo (2018); e o solo de Israel Barretto, O Avô e o Rio (2019).

Serviço

O quê: DUO 13 anos – temporada Memórias do Fogo, com Saulus Castro

Quando: 06, 08, 13, 14 e 15 de abril, às 15h, com ingressos a valor R$10 (meia) e R$20 (inteira); e dias 19 e 20 de abril, 19h, com entrada gratuita e exclusiva para escolas públicas, ongs e projetos sociais

Onde: Teatro Sesc Senac Pelourinho


“Maldita Seja” entra em cartaz no Teatro Molière


Veridiana Andrade (esq) e Vivianne Laert (dir). Foto de Diney Araújo/Divulgação

Sucesso em sua primeira temporada 2023, o espetáculo “Maldita Seja” foi convidado pela Luminosa Produções para uma temporada em março no Teatro Molière – Aliança Francesa, na Ladeira da Barra, onde fica em cartaz nos dias  17, 18, 19, 24, 25, 26 e 31 de março e 01 de abril, sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) e podem ser adquiridos apenas pelo whatsapp 71 99921-2368 – link https://wa.me/71999212368.

“Maldita Seja” tem texto inédito de Paulo Henrique Alcântara e a encenação é assinada por Hyago Matos, que foi indicado em 2022 duplamente pelo Prêmio Braskem de Teatro na categoria Revelação, pela direção de “Antígona” e de “As Centenárias”. Em cena estão as atrizes Vivianne Laert (no papel de Cema) e Veridiana Andrade (atuando como Nevinha).

A trama – A história da peça se desenvolve em torno de duas criadas, Cema, a mais velha, e Nevinha, a mais nova. Durante o velório do patrão, figura influente em uma cidade do interior, elas atravessam a madrugada na cozinha do casarão onde moram, revirando o passado da família para a qual trabalham. Ao longo dos anos a devotada Cema fez da cozinha seu porto seguro, mirante de onde muito viu e ouviu. Ela sempre se esmerou em servir, atenta aos chamados dos quartos, aos pedidos na mesa do jantar. Vigilante, está pronta a cuidar, fiel guardiã.

Enquanto o patrão é velado na sala de visitas, Cema permanece na cozinha, onde desfia seu rosário e conta, por insistência de Nevinha, histórias envolvendo a família do morto, relatos, por vezes, parecidos com as tramas das novelas de rádio que Nevinha tanto aprecia. À medida em que as horas avançam, Nevinha escuta novos segredos, capítulos marcados por discórdias e dolorosas separações. Mas, para surpresa de Cema, o amanhecer vai trazer um acerto de contas com o seu próprio passado, após ser revelado algo que vai mudar para sempre a vida da criada.

O contexto da peça e suas personagens, colocadas em papel de subalternidade, suscitam reflexões de ordem social e permitem, enquanto afloram as suas histórias pessoais, discussões de fundo político, levantando oportunas abordagens sobre desigualdade social, opressão feminina e preconceito.

A parceria artística entre dramaturgo, diretor e atrizes é antiga. Paulo Henrique Alcântara já dirigiu Vivianne Laert por duas vezes: em “Álbum de Família”, de Nelson Rodrigues, em 2008, e em “A Lira dos Vinte Anos”, de Paulo César Coutinho, em 2016. Professor da Escola de Teatro da UFBA, Paulo Henrique Alcântara escreveu e dirigiu a peça “Sublime é a Noite”, em 2017, para uma turma de formandos do curso de Interpretação Teatral, da qual faziam parte Hyago Matos e Veridiana Andrade. “Maldita Seja” foi escrita especialmente para Hyago Matos, após este ligar para Alcântara pedindo sugestões de textos para encenar.

Ficha Técnica:

Direção: Hyago Matos

Elenco: Vivianne Laert e Veridiana Andrade

Texto: Paulo Henrique Alcântara

Cenografia: Maurício Pedrosa

Direção de Produção: Clarissa Gonçalves

Assistência de Produção: Hyago Matos

Figurino: Guilherme Hunder

Costura: Saraí Reis e Luiz Santana

Iluminação: Otávio José Correia Neto

Assistência de Iluminação: Fernanda Paquelet

Trilha sonora: Luciano Salvador Bahia

Maquiagem: Júlia Laert

Arte Gráfica: Mário Oliveira

Contrarregra: Bárbara Laís

Operação de som: Hyago Matos

Operação de luz: Otávio Correia e Iar Zaza

Cenotécnicos: Ademir França, Reinaldo Moreira, Márcio Aurélio Carvalho Serralheria: Leandro de Jesus

Assistência de cenografia: Éveli Prazzo, Jhéssy Oliveira, Mainah Rego, Amanda Mayer, Hamilton Lima e Hyago Matos

Instagram:@_espetaculomalditaseja

O que já se disse sobre o espetáculo:

Tive o prazer de assistir a uma peça inspirada, que transita entre o humor, a ternura e a trágica sina dos que ocupam o andar de baixo da nossa sociedade. ‘Maldita Seja’, dirigida por Hyago Matos e protagonizada por Vivianne Laert e Veridiana Andrade, foi escrita pelo dramaturgo Paulo Henrique Alcântara, a quem devo o convite e a ótima experiência. Através do olhar das personagens Cema e Nevinha, vislumbramos o Brasil arcaico e desigual e o nosso racismo cordial. Mas também vivenciamos o que este país tem de mais terno. Há, no texto impecavelmente escrito, ecos do Baú de Ossos, de Pedro Nava, e sobretudo de Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso, mas sem o memorialismo do primeiro e o barroquismo trágico do segundo. É uma peça leve, mas que faz a gente pensar na nossa sociedade injusta e na calidez da nossa gente…”

Paulo Sales – jornalista

Maldita seja é um espetáculo imperdível.

A inspirada dramaturgia de Paulo Henrique Alcântara constrói um dueto repleto de cumplicidade, afeto e humanidade entre Cema e Nevinha, duas mulheres de gerações diferentes que trabalham como empregadas domésticas na mesma casa e vivenciam a morte através da partida do patriarca da família para qual trabalham.

Com ótimos diálogos repletos de humor e delicadeza, a dramaturgia de Alcântara dá corpo, alma e voz as personagens que passam grande parte de suas vidas dentro da cozinha, sendo detentoras de todos os segredos que as paredes daquele casarão escondem.

A direção afinadíssima de Hyago Matos, explora com beleza e sensibilidade a sensorialidade desse belíssimo dueto, e a partir delas somos movidos a imaginar as outras personagens periféricas que não surgem em cena, mas estão também em cena, através da beleza absoluta das duas atrizes-personagens que duelam e duetam com leveza e intensidade, técnica e intuição, transpiração e inspiração.

Vivianne Laert e Veridiana Andrade esbanjam química e sintonia e jogam com fluidez amparadas por um texto sincero, engraçado e comovente que tem suas matizes ampliadas a partir do olhar da direção que investe com profundidade nesse jogo teatral entre as duas magníficas atrizes.

Vida longa a esse esperamos… se programem para assistir, a experiência é absolutamente verdadeira, poética e divertida.

Herton Gustavo Gratto – ator, poeta e dramaturgo

“É um texto sobre o amor. É um texto sobre a convivência entre duas mulheres, empregadas numa cozinha, que passam a noite acordadas enquanto o senhor da casa é velado na sala de visitas. Com profundidade de sentimentos vai nos mostrando a cumplicidade entre as duas e o humor pontua a cena de maneira que possamos sentir alívio. Duas atrizes, Vivianne Laert e Veridiana Andrade, num momento de beleza, uma mais experiente e a outra em início de carreira, dão conta das personagens de uma maneira profunda, mostrando-nos retratos da vida. O jovem diretor Hyago Matos deu conta do recado com muita segurança.”

Raimundo Matos de Leão – Professor aposentado de História do Teatro da Escola de Teatro da UFBA

“É emocionante ver o teatro cheio ser deslocado para uma cozinha cheia de histórias, de amores e dores, lembranças e cheiros. A interpretação de Vivianne Laert e Veridiana Andrade vai nos conduzindo para esse universo cheio de poesia e concretudes criado no texto de Paulo Henrique Alcântara e na direção cuidadosa de Hyago Matos. Um deleite. Desejo vida longa para esse trabalho que nos lembra que o bom teatro é cheio daquela “boa simplicidade” tão difícil de encontrar e de fazer acontecer.”

Wanderley Meira – Ator

“O texto Maldita Seja é engenhoso, hábil, maduro. Texto lapidado, burilado. Texto para o público em geral. Mantem o elo com o repertório de Paulo Henrique Alcântara, com sua assinatura muito autoral, ao mesmo tempo que amplia, dilata. É um texto politizado, que fala de diferenças sociais, poder. Apresenta um humor inteligente, inspirado.”

Marcos Uzel – Professor, jornalista, escritor de vários livros sobre teatro baiano


Musical “30 Dias: A Hora é Agora!”, encenado por adolescentes


Foto Harrisson Reis/Divulgação

Um espetáculo musical que busca promover a diversidade cultural, sensibilizar o público sobre a importância da família no processo de aprendizagem e formação dos jovens na escola e valorizar a arte. E mais, que tem seu elenco formado por jovens adolescentes. Assim é “30 Dias: A Hora é Agora!”, que estreou com sucesso e segue em temporada nos dias 18, 19 e 25 de março, sábados e domingos, sempre às 16h, no Teatro Sesi Rio Vermelho.

Os jovens fazem parte da Companhia de Teatro SoulArt. Atores como Klismann Schramm, de 18 anos, que diz que atuar na peça é uma oportunidade incrível. “Apesar de não ter passado pelos mesmos problemas do personagem, ainda assim consigo sentir as emoções que ele passa, ainda mais quando falamos sobre rejeição.

Em algum momento todos já passaram por isso na vida, seja pela família, por amigos e muita das vezes são sentimentos que passam desapercebidos por estarmos tão acostumados. Mas quando estamos de frente para isso somos obrigados a confrontá-los e também a revisitar todas as vezes que fomos rejeitados para trazer isso da melhor forma para o personagem”, destaca o jovem ator, que vive em cena o personagem Ricco, líder do grupo responsável pela confecção dos figurinos de Romeu e Julieta, e que se sente excluído das turmas formadas por alunos “mais populares”.

Em “30 Dias: A Hora é Agora!” estudantes do ensino médio do Colégio Nouveau são reprovados na disciplina de Artes. Para recuperar a nota eles precisarão montar, produzir e apresentar o clássico “Romeu e Julieta” em um festival de teatro.

Entretanto, o maior desafio não está em cena, mas nos bastidores, já que eles terão também de aprender a respeitar as diferenças e a trabalhar em equipe. A direção musical é da cantora Daniela Tourinho e o texto e a encenação são assinados por Marcelo Santts, com produção da Capricórnio Produções. Os ingressos antecipados estão disponíveis no Sympla e na bilheteria do teatro.

Ficha Técnica:

Elenco: Companhia de Teatro SoulArt

Encenação: Marcelo Santts

Direção Musical: Daniela Tourinho

Operação de luz e som: Gabriel Rejã

Cenário: Victor Alves

Produção: Klismann Schramm da SoulArt e Victor Hugo da Capricórnio Produções | www.capricornioproducoes.com.br

Inf.: 71 99153-1160 / [email protected] / redes sociais: @espetaculosdeteatro / @capricaproducoes / @soulart.cia

Serviço:

Espetáculo – 30 Dias: A Hora é Agora!

Datas e horário: 18, 19 e 25 de março, às 16h.

Local: Teatro Sesi Rio Vermelho – Rio Vermelho, Salvador – BA

Ingresso: R$30 (inteira), R$15 (meia)

Vendas: Sympla e Bilheteria do Teatro


Espetáculo “A Vingança do Padre” em cartaz no Pelourinho


Foto: Fael Brito/Divulgação

Imagine se o padre para quem os fiéis se confessam resolvesse gravar as confissões escondido e depois jogasse tudo no Youtube? Pois isso acontece, e de um jeito bem baiano, no espetáculo “A Vingança do Padre” que entra em cartaz nos dias 18 e 25 de março, 01 e 08 de abril (sábados), às 19h, no Espaço Cultural Casa 14, na Rua Frei Vicente, 14, Pelourinho. Os ingressos custam R$30,00 (inteira) e 15,00 (meia) e podem ser adquiridos no local (nos dias de espetáculo), pelo whatsapp (71) 98631 3242 ou pelo Sympla.

A história, escrita pelo diretor, autor e ator que incorpora o padre Salomão Nescau, Adson de Brito, acontece em uma paróquia onde se dança ao som de atabaques e se joga pipocas nos fiéis. Apesar da missa festiva, a igreja é muito pouco frequentada o que enfurece o padre, que revoltado resolve se vingar expondo os segredos dos seus paroquianos.

Claro que isso gera uma enorme confusão…

O padre é denunciado ao Vaticano, que o proíbe de continuar exercendo suas funções sacerdotais.

E a confusão só piora.

Em cena com o padre Salomão estão um sedutor sacristão (o ator Alexandro Beltrão), que se apaixona pelo padre, e a Irmã Xaninha (a atriz Sofia Bonfim), uma freira nada convencional, que nas horas vagas faz rifa, joga capoeira e também é X9 (dedo-duro, fofoqueira, cagueta) e ainda por cima nutre uma queda pelo sacristão.

Aí tudo vira uma balbúrdia!

A peça que é ambientada em Salvador, faz muitas referências à nossa baianidade, como a capoeira, citações de músicas do axé music, dentre outras. A montagem também tem uma total interação com o público, do início ao fim do espetáculo.

“A Vingança do Padre” estreou em 2011 e JÁ passou por diversos espaços, como Teatro da Barra, Teatro Dias Gomes, Ong ACasa Sarajane, e fez uma longa temporada no Espaço Cultural Casa 14, no Pelourinho.

O elenco

O Padre

Apesar do comportamento antiético, ainda assim o padre Salomão é carismático e conquista a simpatia do público. Adson Brito do Velho, é professor, psicólogo, especialista em Neuropsicologia, ator e diretor teatral, com várias montagens teatrais, como “A Falecida”, de Nelson Rodrigues, na Escola de Teatro da UFBA, “Almas Acorrentadas”, “A Mulher de Roxo e Outras Histórias da Bahia”, dentre outras.

O Sacristão

O Sacristão almeja auxiliar o padre nas tarefas diárias da igreja, mas acaba desenvolvendo uma relação homoafetiva com o religioso. O personagem é interpretado pelo ator Alexandro Beltrão, que também é assistente social e já atuou em dois tributos musicais, que narravam a vida e carreira musical de Raul Seixas e Renato Russo, ambos sob a direção de Adson Brito do Velho. Seu último trabalho no teatro foi “A Mulher de Roxo e Outras Histórias da Bahia”, onde no quadro de Júlia Fetal/O Crime da Bala de Ouro, interpretou o professor assassino João Estanislau da Silva Lisboa. Recentemente, participou de campanhas publicitárias (tv) para o Carnaval de Salvador 2023, pelo governo do Estado da Bahia. Está gravando um filme, COE – Comando de Operações Especiais, onde interpreta o soldado Ricardo Mendes. O elenco conta com atrizes globais Neusa Borges e Narjara Turetta.

Irmã Xaninha

Interpretada pela atriz Sofia Bonfim, que também é professora e escritora, Irmã Xaninha é uma freira nada convencional. Como escritora participou de Antologia Mundo Infantil, com os textos “A Princesa e os Moradores da Floresta” e “Aventura Pelo Telefone”. Prepara agora um novo livro, “Amor e Carvão”. Como atriz, participou das montagens “Almas Acorrentadas”, “Como Não Amar Clarice Lispector?”, sob a direção de Adson Brito do Velho. Seu último trabalho no teatro foi “A Mulher de Roxo e Outras Histórias da Bahia”, onde interpretou Irmã Dulce.

Serviço

“A Vingança do Padre”

Datas :  18 e 25 de março, 01 e 08 de abril (sábados)

Horário : 19h (duração: 60 min)

Local : Espaço Cultural Casa 14. Rua Frei Vicente, 14, Pelourinho.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Ingressos no local (nos dias de espetáculo), pelo whatsapp (71) 98631 3242 ou                                  pelo Sympla

Indicação: a partir de 14 anos