Daniela Mercury, Armandinho e Alexandre Peixe levaram Carnaval da Bahia para o Rio


Foto: O Que Fazer na Bahia                                                                                                                                                                                                 por Noemi Flores

Daniela Mercury puxou uma multidão de cerca de 300 mil pessoas no centro do Rio de Janeiro, de acordo os organizadores, todos encantados com o carisma da Rainha do Axé. O carioca e o turista puderam sentir o que é o Carnaval da Bahia, devido à semelhança que ficou a Rua Primeiro de Março com as ruas do circuito dos carnavais de Salvador.

A cantora foi convidada para o Pré-Carnaval do Rio pelo bloco de rua Chá da Alice, fazendo estreia no circuito de megablocos no centro da cidade, e o evento contou com vários patrocinadores, sendo batizado de “Chá da Rainha”, teve concentração  7 horas e o início às 9 horas de domingo(21).

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Mas o horário não foi problema para milhares de pessoas que se deslocaram para o centro para ver a Rainha, pois desde cedo, antes mesmo da apresentação, a rua já estava lotada. A cantora começou exatamente às 9 horas com sua saudação: “É uma alegria muito grande cantar pela primeira vez no Carnaval do Rio, essa cidade linda que eu amo!”.

E foi assim que Daniela deu início ao show, cujo trio ficava parado durante um tempo em um local para possibilitar que todas as pessoas pudessem vê-la, juntamente com seus bailarinos e back vocais, e usufruir daquele momento mágico baiano, que não só arrastou para as ruas crianças e pessoas de todas as idades como fez todos entrarem no ritmo contagiante do axé baiano e ouvir os grandes sucessos da Rainha.

Armandinho se apresentou sábado (20)

Foto: Luciola Villela/Riotur

Armandinho foi convidado pelo bloco da Barra da Tijuca Carrossel de Emoções e se apresentou na orla de São Conrado ( Zona Sul), na manhã de sábado (20), Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, com  Alexandre Peixe no desfile “Chame Gente”. Por incrível que possa parecer, apesar de vários trios já terem se apresentado, foi a primeira vez de Armandinho tocar em um trio no Rio, justamente ele que é um dos filhos do criador do trio elétrico Osmar Macêdo.

A Banda Armandinho, Dodô & Osmar formada pelos filhos do criador do trio elétrico, composta por Betinho Macedo (Baixo), Armandinho Macedo (Guitarra Baiana), Aroldo Macedo (Guitarra Baiana) e André Macedo (Vocal), neste ano completa 50 anos. Na orla de São Conrado, Armandinho fez jus as suas raízes com a sua guitarra elétrica levou o público a sair do chão. E  Alexandre Peixe puxou os foliões para pular, enquanto entoava músicas como: “Haja Amor”, de Luiz Caldas, “Raiz de Todo Bem”, do cantor Saulo, “Várias Queixas”, do grupo  Olodum, e muito axé.

 

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Sala de Cinema Walter da Silveira tem exibição de filmes gratuitos até final do mês


Foto: Lucas Malkut/AscomFunceb

A Sala de Cinema Walter da Silveira está de volta com sessões gratuitas de filmes brasileiros em janeiro. De 16 a 31 de janeiro, com sessões sempre às 16h30 e 18h30, o público poderá conferir as produções nacionais com entrada gratuita no único cinema público do estado, cuja sala é gerida pela Diretoria de Audiovisual da Funceb, instituição vinculada à Secretaria de Cultura, . Confira as sinopses:

AXÉ: CANTO DE UM POVO DE UM LUGAR

Direção: Chico Kertész

Duração: 1h53

Classificação: Livre

Sinopse: Para reviver os elementos que determinaram a história do mais globalizado movimento musical do Brasil, todas as estrelas da música baiana estão em AXÉ, Canto do Povo de um Lugar. Os pioneiros, a evolução do ritmo, o impulso criativo de seus compositores, as danças, músicas e a incrível originalidade da Axé Music, criaram um filme que carrega o que um documentário pode ter de melhor e o que há de mais emocionante em um musical.

MÔA, RAIZ AFRO MÃE

Direção: Gustavo McNair

Duração: 102´

Classificação: 12 anos

Músico, capoeirista, educador e fundador do Afoxé Badauê, Mestre Môa do Katendê fez  história em Salvador, levando 8 mil pessoas para as ruas, promovendo a reafricanização do carnaval baiano e influenciando uma geração de artistas da MPB. O documentário que começou junto com ele, pouco antes de seu assassinato político, conta e canta a história desse educador polifônico e misterioso da cultura afro brasileira, que em  vida não teve o reconhecimento merecido, intercalada com a da ascensão das manifestações
negras no carnaval da Bahia, através da entrevista que ele deu para o filme, e de personagens  que celebram a reconexão com nossa identidade cultural.

ANDANÇA: OS ENCONTROS E AS MEMÓRIAS DE BETH CARVALHO

Duração: 1h53

Sinopse: Beth Carvalho, a “Madrinha do Samba”, foi uma das maiores sambistas do Brasil, ajudou a revelar grandes nomes e a revitalizar o gênero musical. Seus outros talentos e sua sensível capacidade de percepção da realidade que a cercava fez com que ela própria documentasse os ilustres encontros ao longo dos 53 anos de palcos e pagode. As imagens do documentário são parte desse vasto acervo nas mais diferentes mídias: super-8, vh-s, mini-dv, k7 e fotos. O filme se debruça sobre esse material de Beth Carvalho para traçar um recorte único, íntimo da carreira e da vida dessa singular figura da cultura nacional.

SERVIÇO:

Sala de Cinema Walter da Silveira – sessões de janeiro

AXÉ: CANTO DE UM POVO DE UM LUGAR

Sessões: 16, 17, 18, 19, 20, 23, 24, 25, 26, 27, 30 e 31 de janeiro, sempre às 16h30

MÔA, RAIZ AFRO MÃE

Sessões: 16, 17, 18, 19, 20, 23, 24, 25, 26 e 27 de janeiro, sempre às 18h30

ANDANÇA: OS ENCONTROS E AS MEMÓRIAS DE BETH CARVALHO

Sessões: 30 e 31 de janeiro, às 18h30

Endereço: Av. General Labatut, 27- Barris, Salvador
Gratuito


Lançamento do álbum ‘Ela é Mulher Capoeira’


Fotos: Divulgação/Ipac

Na próxima sexta-feira (19), às 16h, o Centro Cultural Solar Ferrão – equipamento cultural administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado – receberá integrantes do Movimento Mulher na Capoeira tem Axé para o lançamento do álbum Ela é Mulher Capoeira, que reúne canções gravadas em estúdio por mulheres capoeiristas da Bahia. O acesso para o evento é gratuito e Solar Ferrão fica na Rua Gregório de Mattos, n°45, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.

E no sábado, 20/1, acontece na Biblioteca Central dos Barris, às 17h, o evento Receptivo com o Grupo Mesa de Ogãs, com o Hino da Bahia, interpretado pelas Karapaças, a fala institucional, o reconhecimento aos parceiros e parceiras;fala e apresentação das intérpretes do Álbum Musical “Ela é Mulher”, com rodada de Capoeira e Intervenção Cultural.

Patrimonializada como Bem Cultural Imaterial pelo IPAC em 2006 através do Decreto 10.178/2006 que posteriormente foi retificado pelo Decreto 11.631/2009, a Capoeira é uma expressão cultural que ao longo dos anos tem sido majoritariamente liderada por homens. No entanto, esse cenário está mudado gradativamente e as mulheres tornam-se cada vez mais protagonistas nessa prática, que foi uma das formas de resistência criada pelos negros trazidos forçadamente para o Brasil e escravizados.

“A Capoeira é uma arte, uma cultura, trazida da África para o Brasil pelos povos escravizados, sendo depois fortalecida com outras contribuições, sendo desenvolvida como forma de identidade, de afirmação e de resistência aos opressores escravocratas”, comenta a diretora geral do IPAC, a historiadora Luciana Mandelli. Após a libertação dos escravizados a Capoeira passou a ser perseguida pelos detentores do poder político, chegando a se tornar contravenção, reprimida pela polícia desde o início do século XIX. “Hoje, segundo o Ministério da Cultura (MinC) a Capoeira é um dos bens culturais brasileiros mais difundidos no mundo e para além da memória temos a obrigação institucional de abrigar e estimular essas políticas públicas de reparação e inserção como fazemos agora no Solar Ferrão”, conclui Luciana.

MÚSICA e PRODUÇÃO – As 23 faixas que compõem o álbum são letras escritas pelas capoeiristas classificadas no Festival de Música Maria Felipa. O Festival, idealizado pela coordenação do Movimento, foi realizado com o apoio financeiro do IPAC, assim como a gravação do álbum. Foram investidos quase R$ 100 mil para que esse projeto de empoderamento da mulher capoeirista pudesse ser realizado.  O projeto também conta com o apoio do Movimento Cultural Viva Irará e do Conselho Gestor da Salvaguarda da Capoeira da Bahia, no qual o IPAC possui cadeira.

As músicas foram majoritariamente escritas por mulheres (21 delas) e toda a produção do álbum feita por elas. No Solar Ferrão, a programação do lançamento inclui uma roda de conversa com cerca de 20 mestras de capoeira, seguida por uma roda de capoeira. “Esse lançamento é um momento único para as mulheres na Bahia, já que é o 1º álbum de mulheres capoeiristas lançado no Estado”, pontua Olívia Silva, umas das fundadoras do movimento.

DEOCOLONIZAÇÃO – Adotando a pauta da decolonização, o Centro Cultural Solar Ferrão é um espaço em que a história da Bahia e da Diáspora Africana têm sido contada através dos acervos e das escolhas dos parceiros que também contam essa história através da arte. Receber o Movimento de mulheres capoeiristas que em sua maioria são pretas, oriundas das áreas de periferia e de Quilombos só reforça o compromisso com a Política de Reparação Histórica do Estado. Decolonialidade ou pensamento decolonial é uma escola de pensamento que objetiva libertar a produção de conhecimento da epistemologia eurocêntrica, realizando uma crítica a universalidade atribuída ao conhecimento ocidental e ao predomínio da cultura ocidental, principalmente ao eurocentrismo.

Para a diretora do Solar Ferrão, Adriana Cravo, as perspectivas decoloniais se contrapõem à hegemonia do imperialismo ocidental. “Decolonialidade é buscar outros centros que não só a Europa ou o Ocidente, seja na ciência, na política ou na cultura, como forma de pensar e reafirmar outros modos de existir no mundo colonizado pelo padrão eurocêntrico, antropocêntrico ou cristão”, explica Adriana. Mais informações sobre o Solar Ferrão e o IPAC através do site www.ipac.ba.gov.br e pelo perfil do instagram @ipac.ba.

Programação:

19/01 (sexta-feira)

Local: Solar Ferrão – Pelourinho

16h – Roda de conversa com as mestras de capoeira “Eu conto a minha história”

17h30 – Roda de Capoeira das Mestras

19h – Intervenção cultural de Encerramento e Ajeum
20/1 (sábado)

Local: Biblioteca Central dos Barris

17h – Receptivo com o Grupo Mesa de Ogãs

17h40 – Hino da Bahia, interpretado pelas Karapaças

18h – Fala institucional

18h35 – Reconhecimento aos parceiros e parceiras

19h – Fala e apresentação das intérpretes do Álbum Musical “Ela é Mulher

Capoeira

20h30 – Intervenção Cultural

21h – Encerramento

Serviço:

O quê: Lançamento do álbum “ Ela é Mulher Capoeira”

Quando: 19 de janeiro, 16 horas e dia 21, às 17horas

Onde: Centro Cultural Solar Ferrão, Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA) e Biblioteca Central, Rua. General Labatut, 27 – Barris

Entrada: gratuita


Conversaria na Caixa traz grandes nomes


Bráulio Bessa. Foto/ Divulgação

Nos dias 13 e 14 de janeiro, na Caixa Cultural acontece a Conversaria na Caixa. O projeto inspirado no Conversaria Literária, contará com poetas, músicos e escritores da Bahia e de outros estados. No local, uma conversaria musical com contações de histórias e declamações de versos na área interna e na externa, recitais e cantorias. O evento acontece a partir das 14h.

Nomes como Mariane Bígio, Sarau da Onça, Bráulio Bessa e Maviael Melo e Ana Barroso, estarão no primeiro dia. Já no segundo o evento contará com Salua Chequer, Slam das Minas e Aiace, Jéssica Caitano e Socorro Lira. A programação conta também com Exposição e Lançamento de Livros e Discos e terá um bate-papo no dia 13 com o lançamento do livro Infantil, Doçura, da vencedora do Prêmio Jabuti 2023, a baiana Emília Nuñez. Cada encontro será registrado e gravado para disponibilização nas redes sociais e no canal do Youtube do poeta e cantador Maviael Melo.

Tendo o violão como marcação sonora, em um cenário de luz marcante, Maviael conversa por 90 minutos em ilustrações poéticas e históricas de momentos, das trajetórias dos convidados e do próprio mediador, abordando temas atuais e os processos criativos de cada convidado. Pela Conversaria já passaram nomes como Bule Bule, Lirinha, Josyara, Juliana Ribeiro, Lazzo Matumbi, Aiace, Flávio Leandro, Xico Sá, Elisa Lucinda, Antônio Nóbrega, Chico Cesar, entre outros.

O Conversaria na Caixa é uma realização da Entre Versos e Canções e Melodia Produções, promovida pelo Programa Educativo CAIXA Gente Arteira, com o apoio cultural da Bahiagás, APLB e 74 Comunicação.


Natal da Osba no Cerimonial Conceição da Praia


Foto/Divugação

A Orquestra Sinfônica da Bahia finaliza a programação de 2023 com o Natal da Osba. A tradicional apresentação acontece no dia 22 de dezembro (sexta-feira), às 19h, no Cerimonial Conceição da Praia, no bairro do Comércio. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, pelos valores de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Nesta apresentação, a Orquestra Sinfônica da Bahia será regida pelo maestro Carlos Prazeres, que traz a proposta de que este seja um “natal da paz”, em um concerto composto por um programa contemplativo e que remete a aspectos essenciais do período natalino como união, harmonia e boas vibrações. O Natal da Osba vai contar com a participação como solistas da soprano paulista Carla Cottini e do spalla da OSBA, o violinista chileno Francisco Roa. No programa, estarão presentes obras de compositores como o italiano Giacomo Puccini (1858-1924) e o russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), entre outras.