“Luta pela Paz” é o tema deste ano do Dois de Julho


Fotos divulgação de Marisa Vianna, Lapinha.

Os preparativos para os festejos da Independência do Brasil na Bahia, em Salvador, estão em fase final pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). “Luta pela Paz” é o tema das festividades para o Dois de Julho 2018. Este ano, o evento traz duas novidades: a primeira é a mudança da data e local do Te Deum que será celebrado no dia 2 de julho, às 06h30, na Paróquia da Lapinha; a segunda é o retorno do Concurso de Fachadas, que vai premiar com R$ 2 mil, R$ 1 mil e R$ 500, as três melhores decorações das fachadas situadas no trajeto do cortejo do 2 de Julho, entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus (informações em anexo).

Luta pela Paz

Fernando Guerreiro, presidente da FGM, trouxe o tema Luta pela paz pelo fato de que “estamos vivendo um período conturbado, muitos conflitos e radicalismo, principalmente no campo das relações humanas. A ideia é destacar esse lado do Dois de Julho, lembrando que esse movimento foi uma luta que objetivava a paz, o desejo de viver em paz e esse mote ficou esquecido… Na luta diária que travamos em nosso País, o que todo o povo brasileiro mais clama, nos dias de hoje, é viver em paz!”.

O artista convidado para criar a marca deste ano foi Ray Vianna, que afirma considerar o 2 de julho “uma data muito simbólica para a Bahia. Representa a constante busca pelo direito à liberdade, a uma vida digna e a união de um povo. Pra mim como artista ligado às coisas de rua, as manifestações culturais públicas, fico muito honrado em poder contribuir. Particularmente acho uma festa linda, com o povo participando decorando suas casas e se fantasiando. Gosto muito de seguir o cortejo.”.

Programação

A programação das datas que marcam as lutas pela independência do Brasil na Bahia tem início no próximo dia 30 (sábado), com a saída do Fogo Simbólico da Cidade de Cachoeira, passando pelas cidades de Saubara, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, Candeias, Simões Filho, com destino ao bairro de Pirajá em Salvador, conduzido pelos Soldados do Exercito e Atletas Baianos. O município de Cachoeira, ponto de partida da chama, teve extrema importância na luta pela libertação, por ter rompido com a Coroa Portuguesa em 25 de junho de 1822 e ter se tornado quartel general das tropas libertadoras que lutaram na Bahia contra a esquadra de Portugal.

No dia 1º de julho (domingo), os atos comemorativos começam às 16h, com a chegada do fogo simbólico ao bairro de Pirajá. No mesmo horário, haverá o acendimento da Pira, no Largo de Pirajá, o hasteamento das bandeiras por autoridades e a colocação de flores no túmulo do General Labatut.

No dia 2 de julho (segunda), ápice das comemorações, uma alvorada com queima de fogos na Lapinha, às 6h, abre a programação da data. Às 06h30, tem inicio a celebração religiosa do Te Deum que, este ano, vai homenagear a arquiteta e historiadora Socorro Martinez, autora do livro 2 de Julho: a Festa é Historia. Às 07h30, Hasteamento das Bandeiras por Autoridades, com a execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil, com a presença do Governador da Bahia, Rui Costa, do Deputado Estadual Ângelo Coronel – Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, do Prefeito de Salvador Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto e do Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Eduardo Morais de Castro.

Em seguida, acontece a Colocação de Flores no monumento ao General Labatut pelo Governador, Prefeito, Presidente da Assembleia, Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador e Comandantes Militares e na sequência os carros emblemáticos do Caboclo e da Cabocla serão entregues pelo presidente do IGHB, para que desfilem pelas ruas do bairro da Liberdade, Santo Antônio Além do Carmo, Pelourinho e Avenida Sete de Setembro em direção ao Largo Dois de Julho (Campo Grande). O cortejo cívico que acompanha os carros do caboclo e da cabocla sai da Lapinha.

O 195º ano de comemorações do Dois de Julho será finalizado por volta das 17h, no Campo Grande, em ato simbólico de hasteamento das bandeiras do Brasil, Bahia e Salvador, colocação de coroas de flores no monumento ao 2 de julho pelas autoridades presentes e acendimento da Pira do Fogo Simbólico pelo pugilista Acelino “Popó” Freitas, atleta baiano que projetou internacionalmente o nome de seu estado e este ano terá produzida uma série sobre sua vida.

Programação cultural – O dia 2 de julho será celebrado também com diversas atrações culturais. Uma delas é o XXVI Encontro de Filarmônicas sob regência do Maestro Fred Dantas, que ocorrerá das 17h30 às 21h30 da segunda-feira (02), no Campo Grande. Também no Campo Grande, na terça-feira (03), o público vai poder participar do Baile da Independência com a Orquestra do Maestro Fred Dantas, das 18h às 21h30.

Excepcionalmente numa quarta-feira (04), às 18h, o Espaço Cultural da Barroquinha apresenta o décimo quarto encontro da série Patrimônio É…, roda de conversa mensal sobre educação patrimonial que, desta vez, será dedicada especialmente à data magna da Bahia, com o tema Rotas da Independência. As celebrações serão encerradas às 18h30 do dia 5 de julho com a volta dos Carros Emblemáticos à Lapinha. O ato contará com a participação da orquestra do maestro Reginaldo de Xangô, Fanfarras e Grupos Culturais (ver programação completa em anexo).

 


Samba junino agita o Engenho Velho de Brotas


Foto divulgação de Gilucci Augusto

Em Salvador, além do forró, o São João também é animado com muito samba. O bairro de Engenho Velho de Brotas vai sediar um grande arrastão junino no domingo (24), a partir das 16h, organizado pelo Leva Eu. O grupo foi um dos apoiados pelo edital Prêmio Samba Junino, promovido pela Prefeitura por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

A concentração será no Largo da Capelinha e percorrerá algumas ruas do bairro até o fim de linha, com retorno para o largo. Após o desfile, na Rua Maria Felipa, haverá apresentações do grupo de samba Os Mulatos, de uma banda de forró e, pra fechar a noite, uma festa comandada pelo Leva Eu.

Para participar, basta levar dois quilos de alimento não-perecível e trocar por uma camisa, na Rua Maria Felipa, 29. Os alimentos serão destinados ao Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer (Naspec), em Brotas.

Edital – O Prêmio Samba Junino é voltado à salvaguarda da manifestação cultural, de acordo às diretrizes de política cultural do município e do Registro Especial do Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador. Foram contempladas seis propostas, no valor de R$30 mil cada, que incentivam o fortalecimento, a manutenção e dinamização do Samba Junino no município de Salvador, além das formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, entre outras, no período junino.

 


São João no Pelourinho com muitas atrações


Foto Rosilda Cruz (Bahiatursa)

O Pelourinho vai se transformar em um verdadeiro arraiá para quem decidiu passar os festejos juninos na capital não vai faltar opção de diversão. Grande nomes nacionais da música nordestina estarão se apresentando, nos dias 23 e 24 de junho, no Terreiro de Jesus como Geraldo Azevedo,Elba Ramalho, Targino Gondim, Lucy Alves, Trio Nordestino, Cicinho de Assis, Del Feliz, Fulô de Mandacaru, Zé de Tonha, Jó Miranda, Forrozão, Felipe Araújo, Marilia Mendonça e Devinho Novaes.

Esta programação, organizada pelo governo do estado, através da Bahiatursa, contempla o Terreiro de Jesus, Largo do Pelourinho, Tereza Batista, Quincas Berros D´Água, Pedro Arcanjo e Cruzeiro de São Francisco, no Centro Histórico, e a Praça João Martins, em Paripe.

A tradição dos 60 anos do Trio Nordestino abre a programação do palco principal (Terreiro de Jesus), no dia 23 (sábado). A 5ª geração da atração, que nasceu em 1958, se apresenta a partir das 17h. Na sequência, será a vez do mago do forró, Val Macambira, apresentar um repertório recheado de ritmos nordestinos. Grande atração da noite, Geraldo Azevedo apresenta canções como ‘Táxi Lunar’, ‘Bicho de Sete Cabeças’, ‘Veneza Americana’, ‘Semente de Adão’, ‘Caravana’, ‘Dia Branco’ e ‘Moça Bonita’. A noite ainda segue com Cicinho de Assis e Genard.

O segundo dia, 24, será aberto por outro ícone do forró: Targino Gondim, com o show ‘Sem Limites’. A apresentação inclui clássicos como ‘Esperando na Janela’, ‘Pra se Aninhar’, ‘Dance Forró mais Eu’ e ‘Toca pra nos dois’. Del Feliz, que propaga o forró no mundo, se apresenta na sequência, com canções em italiano, espanhol e inglês ao toque da sanfona.

Depois de ter gravado um CD com diversos outros nomes do forró, Elba Ramalho reforça o time deste dia. A artista apresenta seus clássicos, a exemplo de ‘De Volta Pro Aconchego’, ‘Bate Coração’, ‘Asa Branca’, ‘Banho de Cheiro’, ‘Eu Só Quero Um Xodó’, ‘Tenho Sede’ e ‘Na Base da Chinela’. A grade terá ainda dois grandes nomes: Fulô de Mandacaru e Lucy Alves.

No Largo do Pelourinho, o dia 23 terá Flor de Maracujá, André Macedo, Poizé, Zé de Tonha e Mariana Fagundes. No dia 24, Kiko Salli, Cangaia, Jorge Zarath, A Patroa e Jó Miranda se apresentam. A programação nas praças será de sexta-feira (22) até domingo (24), com 15 atrações por dia. “Ainda contaremos com o forró pé de serra em um espaço que vem conquistando o público, a sala de reboco, que fica no Cruzeiro de São Francisco”, revela o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado. A programação tem patrocínio do Banco do Brasil e da Schin.

Decoração do Pelô

Todo esse espetáculo ganha vida no Pelourinho com a decoração típica. As bandeirolas coloridas, os bonecos, estandartes, a casa de reboco, entre outros elementos, levam ao espaço as características típicas de um tradicional ‘arraiá’. Com o tema ‘Os Símbolos dos Festejos Juninos’, a decoração é um atrativo a mais. Ao todo serão utilizados mais de 35 mil metros de bandeirolas nas ruas, praças e largos.

Com itens como balões, flamulas, sanfonas, triângulo e zabumba, casal de noivos, igrejas, a decoração estará em todo Pelourinho, fazendo referência aos três santos do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro. Uma área de aproximadamente 780 mil metros quadrados será cuidadosamente decorada com a temática junina, criando assim o cenário ideal para a festa.

Festa no Subúrbio

A Praça João Martins vai contar com uma programação especial. No primeiro dia, 23, nomes como Forrozão, Larissa Marques, Felipe Araújo, Swing do Lu e Grupo Kantares se apresentam no local. Já o domingo (24) terá shows de Dinho Santos, Mariana Fagundes, Marilia Mendonça, Devinho Novaes e Johny Paixão. As apresentações no Subúrbio Ferroviário estão marcados para começar a partir das 17h, nos dois dias de festa.

Receptivo

Casal de dançarinos de quadrilha e trio de forró, com triângulo, sanfona e zabumba integram o receptivo especial de divulgação e boas-vindas aos turistas que chegam para o São João da Bahia, no interior do estado e em Salvador. A ação acontece nos dias 21 e 22 de junho, na Estação Rodoviária e Aeroporto Internacional de Salvador.

O receptivo toma a área interna do Portão de Desembarque Nacional da Estação Rodoviária na quinta (21), das 8h30 às 9h30, com as boas-vindas aos turistas. No mesmo dia e na sexta (22), das 13h às 14h30, na área interna do Portão de Desembarque Nacional do Aeroporto de Salvador, além de trio de forró, haverá um casal de dançarinos animando os visitantes.

Festa no interior

Neste ano, 163 cidades vão receber apoio do Governo do Estado, por meio da Bahiatursa, para os festejos juninos. O número representa o dobro dos anos anteriores. De acordo com Diogo Medrado, as festas juninas movimentam a maioria dos municípios baianos durante todo o mês de junho, em todas as zonas turísticas. O apoio às manifestações típicas do período contribui não apenas para o estímulo à economia de cada cidade, gerando emprego e renda, mas incrementa o fluxo turístico na Bahia durante o período.


Gerônimo e Lia Chaves no encontro de filarmônicas e Baile da Independência


Oficina de Frevos e dobrados do maestro Fred Dantas. Divulgação

Seis filarmônicas e um coral realizam o 27º Encontro de Filarmônicas no 2 de Julho, das 18h às 21h do dia da Independência do Brasil na Bahia, em frente ao Monumento ao Dois de Julho, no Campo Grande e com a participação especial de Gerônimo. No dia seguinte, 3 de julho, a partir das 19h, também no Campo Grande, o Baile da Independência celebra com o povo a data máxima da Bahia, com a participação também especial da cantora Lia Chaves. Os dois eventos são promovidos pela Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura Municipal de Salvador, com coordenação musical do maestro Fred Dantas.

No 27º Encontro de Filarmônicas no 2 de Julho a abertura será realizada pela Filarmônica e pelo Coral da Casa Pia de São Joaquim e pela Filarmônica Ambiental. Em seguida, se apresentam a Filarmônica 19 de Março, de Acupe (distrito de Santo Amaro da Purificação), a Minerva Cachoeirana, a Filarmônica 2 de Janeiro, de Jacobina, e a Oficina de Frevos e Dobrados, de Salvador, que terá a participação especial do compositor Gerônimo.

Filarmônicas na Capital – O Encontro de Filarmônicas é realizado há 27 anos sem interrupção e se tornou o principal meio de expressão das Bandas Filarmônicas diante do grande público na Bahia e a oportunidade de se apresentarem na capital, em uma data significativa para a nossa cultura, em um palco de grandes dimensões, com sonorização, iluminação e cobertura de todos os meios de comunicação. Este ano, duas corporações – de Cachoeira e Jacobina – vêm comemorar no Encontro 140 anos de atividades musicais.

As Filarmônicas baianas – são 285 em todo o estado – são o principal meio de inclusão social e profissional através da música, um quadro que se reproduz em todo o Brasil. Aqui na Bahia as filarmônicas abrigam cerca de 15 mil crianças e adolescentes recebendo aulas de música e aprendendo a conviver e ter responsabilidade dentro de um conjunto. Essas instituições estão há mais de 12 anos sem um programa governamental de apoio, sobrevivendo de suas apresentações e de suportes locais que cada uma vai conseguindo, como um corpo regular de sócios contribuintes.

Lia Chaves em foto de Rodrigo Tavares

Baile da Independência – No dia 3 de julho, a partir das 19h, o povo baiano poderá participar de um verdadeiro baile público a céu aberto e celebrar a data magna da Bahia. Este ano a convidada especial é a cantora Lia Chaves, uma das mais queridas e consagradas vozes da Bahia. Iniciativa da Fundação Gregório de Mattos, reviver o ancestral Baile da Independência, realizado em dia subsequente ao grande cortejo popular do 2 de Julho até a década de 50, significa reproduzir o clima de urbanidade e delicadeza que caracterizava a também esquecida Festa da Mocidade. A Orquestra Fred Dantas foi incumbida de reproduzir musicalmente os vários períodos desta festa urbana.

Para o Baile da Independência resgatou-se primeiramente o Hino de Salvador, composto por Oswaldo José Leal, mas o repertório vai do lundu à modinha, passando pelos boleros e sambas próprios para a dança de salão, até os mais atuais ritmos dançados em grupo. Neste baile popular, dançarinos exímios se exibem, enquanto outros casais simplesmente dançam ao som da orquestra. Num segundo momento, ritmos balançantes convidam a todos para um congraçamento. Este ano estão convocadas todas as academias e escolas de dança a transformar esta noite em uma ocasião especial. Serão distribuídas lembranças a estes participantes.

 As Filarmônicas

Fotos divulgação

Filarmônica e Coral da Casa Pia e Colégio de Órfãos de São Joaquim – Em uma escola fundada em 1799, destinada a acolher com instrução militar os órfãos e crianças desvalidas da Bahia, uma grande tradição musical foi estabelecida, com base na sua banda filarmônica. Ali floresceram os talentos de Guilherme de Mello, o primeiro musicólogo do Brasil, Vivaldo da Conceição, o mais conhecido maestro popular do século XX na nossa capital, o maestro Durval Montanha, fundador de diversas bandas de música religiosas, entre outros.

Há alguns anos a atividade do Colégio teve especial crescimento ao tornar-se Escola Técnica e incluir alunos de modo geral, chegando atualmente a mais de dois mil alunos, mas sempre com o olhar para os mais necessitados. Depois de alguns anos desativada, a Banda de Música da Casa Pia vem tendo admirável retomada. O mesmo ocorre com o Coral. Juntos, Banda Filarmônica e Coral irão cantar o Hino Nacional e o Hino ao 2 de Julho no Encontro de Filarmônicas.

Filarmônica Ambiental – Apenas um ano após o maestro Fred Dantas dar início ao admirável projeto da Escola Ambiental, em Barra do Pojuca, Camaçari, Bahia, ele mesmo criou e preparou as crianças da área em leitura musical e instrumentos musicais de sopro, iniciando a Filarmônica Ambiental que, como já ocorreu em anos anteriores, participa da Abertura do Encontro de Filarmônicas de 2018.

Já são pelo menos cinco turmas bem diferenciadas – alguns integrantes atuais são filhos de ex participantes – que já se apresentaram diversas vezes em Salvador, em Camaçari, e muito frequentemente em outras escolas da rede pública. A Filarmônica ambiental já participou do PercPan, da gravação da Missa Ambiental, do CD Todo Canto, da CESE e em diversos programas de TV. Em seu repertório, além dos dobrados próprios das bandas de música, estão arranjos da rica tradição popular do Litoral Norte, como o Reisado do Guará, Samba de viola e o Zé de Vale.

Sociedade Filarmônica 19 de Março – Fundada em 19 de março de 1943 em Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação, a filarmônica 19 de Março vem se mantendo independente, com estatutos próprios, educando musicalmente jovens e crianças de uma pequena comunidade cujos habitantes são em maioria pescadores, local de rica cultura popular onde se destaca o Nêgo Fugido, uma representação teatral de rua, simbolizando episódios de resistência à escravidão.

Em contraste com esse ambiente de riqueza popular, a filarmônica mantém um acervo de partituras musicais manuscritas de importância clássica, e mantém seus jovens aprendizes no tradicional sistema de leitura musical e execução de instrumentos profissionais. Vários de seus ex-integrantes se tornaram músicos militares e populares com destaque. Recentemente a 19 de Março organizou um Encontro de Filarmônicas em sua localidade, sem nenhum apoio oficial. Tem participado de eventos regionais como o conhecido Festival de Filarmônicas do Recôncavo e de todas as ocasiões onde as filarmônicas são convocadas em Santo Amaro da Purificação e em todo o Recôncavo.

Sociedade Lítero Musical Minerva Cachoeirana – Fundada em 1878, a Minerva de Cachoeira comemorou com grandes festas os seus 140 anos de atividades ininterruptas em sua heróica Cachoeira, e estende essa comemoração ao nosso 27º Encontro de Filarmônicas no 2 de Julho. Sua escola de música não para de produzir novos músicos, que vão integrar o seu corpo musical, para depois se empregarem em bandas militares, grupos populares e escolas de música.

Seu currículo inclui a participação em cerimônias tradicionais da sua cidade, como o Cortejo da Independência na Bahia, Festa da Boa Morte e de N. Sra da Ajuda, além das Flica-Feira Literária de Cachoeira. A Minerva apresentou-se ao lado de Dorival Caymmi, em 1973 sob regência do Maestro Carlos Veiga. Gravou um Cd próprio, pela Casa das Filarmônicas, em 2003. Apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador. Obteve classificação em concertos, festivais e encontros, como os Festivais de Filarmônicas do Interior (Setrabes-BA), Festival de Filarmônicas do Recôncavo (Dannemann –São Félix), Encontro Filarmônicas da Chapada Diamantina de 2014, em Morro do Chapéu, Cortejo do 2 de Julho em Salvador e em edições anteriores do Encontro de Filarmônicas no 2 de Julho.

Filarmônica 2 de Janeiro de Jacobina – Fundada em 1878, a Filarmônica 2 de Janeiro de Jacobina vem comemorar seus 140 anos de existência, com atividades ininterruptas. Ela faz parte da rica história cultural da cidade de Jacobina, responsável por animar os antigos micaretas, carnavais da região e os grandes bailes que existiam na cidade. Jacobina fica a 330 quilômetros de Salvador e é também conhecida como Cidade do Ouro, uma herança das minas de ouro que atraíram os bandeirantes paulistas no início do século XVII.

Rodeada por serras, morros, lagos, rios, fontes e cachoeiras, apresenta também um rico patrimônio histórico, artístico e cultural. Hoje a Filarmônica 2 de Janeiro, atende centenas de pessoas, oferecendo oportunidades das crianças e jovens de Jacobina ter acesso a linguagem musical e uma futura profissão, pelo que recebe apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Jacobina, num exemplo que bem poderia ser imitado por outros municípios. A 2 de Janeiro tem participado com sucesso dos diversos encontros e festivais de filarmônicas no estado da Bahia, tendo sido campeã no Festival de Filarmônicas do Recôncavo em 2016.

Gerônimo será convidado

Oficina de Frevos e Dobrados – Fundada por Fred Dantas em 1982, para receber em Salvador o seu mestre de bandas João Sacramento Neto, a Oficina ao longo de 34 anos de atividades sem interrupção tem ajudado no crescimento de diversas turmas de músicos. As pesquisas realizadas e a execução de músicas revelaram para a modernidade diversos mestres compositores.

Gravou Cds, participou e promoveu festivais, realizou edições de partituras e livros didáticos e históricos. Seu Cd Oficina 15 anos – reproduzido em várias mídias sociais – é considerado um dos melhores registros fonográficos já realizados nesta área de pesquisa. Em Salvador a Oficina tornou-se a banda da cidade, participando de eventos cívicos, como o próprio 2 de Julho, religiosos, como a tradicional Procissão de Santo Antônio, e culturais, a exemplo das Jornadas Culturais da UFBA e do Carnaval do Pelourinho.

A banda participou do Especial da TV Bahia dedicado aos 80 anos de João Gilberto. Este ano se apresentou com destaque executando o Hino Nacional Brasileiro na Abertura do Fórum Social Mundial, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia. Este ano a Oficina tem como convidado especial o cantor, compositor e trombonista Gerônimo, que vai interpretar, com arranjos exclusivos feitos para banda filarmônica, sucessos como É d´Oxum, Jubiabá e Lambada Delícia, e ainda uma homenagem especial aos Caboclos, a composição Fumo e Mel.

Programação

18:00 – Abertura com execução do Hino ao 2 de Julho (Santos Títara-Santos Barreto) com o Coral e Filarmônica da Casa Pia e Colégio de Órfãos de São Joaquim – regência do Coral por Irma Ferreira e da Filarmônica por Edvan Moreira – e Filarmônica Ambiental, com regência de Antônio Dácleo.

18:30 – Filarmônica 19 de Março, de Acupe (distrito de Santo Amaro da Purificação), sob regência do mestre Jairo Pinho.

19:00 – Filarmônica Minerva Cachoeirana, com regência do mestre Claricio Mascarenhas Marques e do mestre decano Felisberto José da Silva – Imagens – https://youtu.be/Vky4DqJi-YA

19:30 – Filarmônica 2 de Janeiro, de Jacobina, com regência de Celso Santos – Imagens – https://youtu.be/txoCuFXkJVg

20:00 – Oficina de Frevos e Dobrados, com regência do maestro Fred Dantas, com participação especial de Gerônimo

Baile da Independência – 3 de julho de 2018, no Campo Grande, a partir das 19h30, com Orquestra Fred Dantas e participação de Lia Chaves.

 

 


Conceição do Coité sediará Semana da Cultura da região


A Semana da Cultura já se tornou tradição na cidade de Conceição do Coité, cerca de 211 km distante da capital. Neste ano, o evento traz como tema Saberes, Sabores, Fazeres e Artes do Povo do Sisal e a grande novidade é a sua expansão, possibilitando a participação de moradores não só de Coité como da região do sisal.

A sexta edição acontecerá entre os dias 6 e 11 de julho, com atividades gratuitas na Praça Doutor José Gonçalves, conhecida também como Praça da Babilônia. As inscrições irão até o dia 22 de junho, no Centro Cultural Ana Rios de Araújo, ou pelos contatos: [email protected] / 75 3262. 5950.

Diversos artistas se reúnem, a cada edição, para interagir com o público, que tem acesso gratuito a todas as atrações do evento que segue com novidades nas programações para crianças e adultos. Neste ano,  como nas edições anteriores, estão programados festivais, exposições, apresentações artísticas, oficinas de formações culturais e lançamento de livros.

Conceição do Coité, Praça 8 de Dezembro, em foto de PFragaso/Flickr

A programação começa no dia 6 de julho às 9h com uma Caminhada Cultural pelas principais ruas de Coité, já durante a noite, às 19h, acontece a abertura oficial, seguida de apresentações e shows juninos.

A expansão  do evento abrangerá todo o Território do Sisal, o que dará possibilidade a qualquer pessoa desta região se inscrever, gratuitamente, e concorrer em qualquer festival da Semana da Cultura. As premiações, juntas, terão valor total de R$ 26mil, divididas entre os festivais de Gastronomia, Música autoral, Dança, Teatro, Poesia, Quadrilha junina e manifestações populares.

A Semana da Cultura tem como realizador o CPECC (Centro de Promoção da Educação e da Cidadania) em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Conceição do Coité, apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Inscrições abertas – Semana da Cultura de Conceição do Coité

Onde: Centro Cultural Ana Rios de Araújo

Período: até 22 de junho de 2018

Email: [email protected]

Telefone: 75 3262 5950

Evento acontece:

Onde: Praça Doutor José Gonçalves (Praça da Babilônia)

Quando: 6 a 11 de julho de 2018

Gratuito