Turismo religioso na Semana Santa em Nazaré, Monte Santo e Serrinha


Cristo de Nazaré das Farinhas em foto da UPB (União dos Municípios da Bahia)

Todos os caminhos levam a estas três cidades baianas porque é  tradicional na Semana Santa realizarem eventos religiosos alusivos à data. Serrinha, os fiéis se unem em penitência na Procissão do Fogaréu e há encenação da Paixão de Cristo; em Monte Santo, também tem encenação da Paixão e procissão até o monte, que originou o nome da cidade, localizado em uma serra, semelhante ao Monte Calvário, em Jerusalém; e Nazaré das Farinhas, onde acontece a famosa Feira dos Caxixis e  visitas à Via Sacra, com monumento de Cristo, de 15 metros. (Noemi Flores)

A Semana Santa, neste ano, começa no dia 25 de março quando os católicos celebram o Domingo de Ramos e termina no dia 1º de Abril, Domingo de Páscoa. Porém, os dias mais significativos para todos, quando ocorrem eventos mais importantes, começam na Quarta(28) e terminam na Sexta-feira (30), dia da Paixão de Cristo e Sábado de Aleluia(31), dia da Ressurreição de Cristo.

 

Monte Santo  fica  a 363 km da capital  e o nome da cidade tem sua origem em outubro de 1775, momento em que o capuchinho Frei Apolônio de Todi ao apreciar a serra ficou impressionado com a semelhança da mesma com o Monte Calvário de Jerusalém e convidou os fiéis que o acompanhava para transformar o Monte em um “Sacro-Monte” e rebatizá-lo com o nome de Monte Santo, marcando seu dorso com os passos da Paixão.

A Semana Santa na cidade conserva até hoje suas tradicionais procissões e encenações da Paixão de Cristo, por isto reúne milhares de fiéis na localidade. Tem início no Domingo de Ramos e continua durante a semana com celebrações religiosas e procissões, culminando com o principal dia da programação, na Sexta-feira da Paixão.

Geralmente  começa por volta das 4 da manhã, horário em que os fiéis se preparam para subir a serra, para pagar promessas e buscar as imagens do Nosso Senhor Morto. Pela tarde e a noite tem celebração da Paixão do Senhor.  No sábado, à noite, início da celebração com Benção do Fogo, preparação do Círio Pascal, na parte externa da igreja. Os fiéis entram no interior da igreja com o Círio Pascal acesso e acendem velas . Após à missa, a procissão de Jesus Ressuscitado ao redor da Igreja. Logo após a procissão há show na Praça Monsenhor Berenguer.

Nazaré das Farinhas, distante cerca de 85 km de Salvador, realiza a centenária Feira dos Caxixis, no período de  Quinta-feira Santa a Domingo de Páscoa ( 29 de março a 1º de abril). Trata-se de uma exposição de produtos de artesanato de barro, confeccionados de forma artesanal, em Maragogipinho (Aratuípe). Nesta feira, há também a exposição e comercialização de artesanatos de tecidos, palhas, madeira e outros, além de apresentações musicais..

O turista poderá unir o útil ao agradável porque, além dos produtos expostos para comercialização, terá a oportunidade de apreciar o riquíssimo acervo arquitetônico, estilo barroco da localidade como o galpão próximo ao espaço onde acontece a feira e que exibe a famosa locomotiva “Maria Fumaça”, adquirida em 1873, patrimônio histórico dos nazarenos.

Há a Via Sacra da cidade no imponente Cristo, com 15 metros de altura, localizado no Morro do Silêncio, que conta, de forma artística e com esculturas, a história da Paixão de Cristo, em 14 estações. No alto da Via Sacra, o turista poderá observar uma bela vista da cidade e, ainda, as peças artísticas de autoria do escultor Felix Sampaio.

Procissão do Fogaréu, foto do Facebook da cidade

Serrinha está localizado,  a 173 km de Salvador  e tradicionalmente, desde a década de 1930, toda a Quinta-feira Santa  os fiéis se unem em penitência na Procissão do Fogaréu e seguem com as tochas para a procissão que percorre o trajeto até o Monte de Nossa Senhora de Santana, simbolizando  o acompanhamento a Jesus Cristo ao Jardim das Oliveiras, local em que ele se entregou para ser sacrificado. Neste evento, também há a encenação teatral da Paixão de Cristo com personagens que atuam como Cristo, Maria, Maria Madalena, Herodes, os apóstolos e os soldados romanos que crucificaram Jesus.

Na sexta-feira, ocorre a via sacra para o Cruzeiro do Monte, Celebração da Paixão e Morte do Senhor e Procissão do Senhor Morto. E no sábado, missa da Vigília Pascal e Queima de Judas, evento divertido com brincadeiras, gastronomia e bebida típicas nos estabelecimentos da cidade. Já no domingo tem a tradicional subida ao cruzeiro do monte, Procissão do Encontro, seguida de Missa de Páscoa e da Ressurreição do Senhor.

 

 


Samba Junino é Patrimônio Cultural e abre inscrição para prêmio


Fotos divulgação de Gilucci Augusto

O Samba Junino foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador, em comemoração a Fundação Gregório de Mattos promove evento com a presença de diversos grupos de Samba Junino e lança edital que contemplará propostas voltadas à salvaguarda dessa expressão cultural genuinamente soteropolitana

O Prefeito ACM Neto assinou Decreto 29.489 no dia 07/02/2018, com publicação no Diário Oficial do Município (DOM), nº 7.043, Ano XXX, página 3, de 08/02/2018, reconhecendo o Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador. A solenidade acontece na próxima terça (20), às 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha.

Conforme a Lei 8.550/2014, o Registro Especial é aplicado aos bens culturais de natureza imaterial, inclusive aqueles comumente designados como eventos, passíveis de verificação no plano material por suas práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, modos de fazer e instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados. O registro funciona para o patrimônio imaterial como o tombamento para o patrimônio físico.

A Fundação Gregório de Mattos (FGM), iniciou o processo de registro do Samba Junino como Patrimônio Imaterial de Salvador em 19 de junho de 2016, num reconhecimento mais que merecido para esta que é uma significativa manifestação popular da cidade. Com essa ação, além de valorizar o trabalho dos músicos e seus grupos, a Fundação colabora com a seu reconhecimento e organização.

De acordo com pesquisas realizadas pela Gerente de Patrimônio Cultural da FGM, Magnair Barbosa, o Samba Junino surgiu em torno das casas de candomblé de Salvador, com forte influência dos sambas de caboclo e do samba de roda, assim como no bojo da religiosidade popular, já que realizado na sequência das rezas direcionadas aos santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro.

Representa uma expressão cultural genuinamente soteropolitana, marcada pela rítmica do samba duro, disseminada há pelo menos 40 anos em diversos bairros de Salvador. Serviu como base para o surgimento de estilos musicais contemporâneos como o pagode baiano, projetando muitos artistas conhecidos do grande público como Tatau, Reinaldo, Ninha e Márcio Victor.

Hoje, existem muitos grupos que representam o Samba Junino espalhados na cidade. Os bairros tradicionais, que realizam os festejos são: Engenho Velho de Brotas, Engenho Velho da Federação, Federação, Fazenda Garcia, Tororó e Nordeste de Amaralina.

Edital Prêmio Samba Junino

O Edital Prêmio Samba Junino destina-se a contemplar 06 (seis) propostas voltadas à salvaguarda do Samba Junino, de acordo com as diretrizes de política cultural do município e ao Registro Especial do Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador, com premiação no valor de R$ 30 (trinta) mil, cada.

Os projetos deverão contemplar iniciativas que visem o fortalecimento, manutenção e dinamização do Samba Junino no município de Salvador, além das suas formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, entre outras, no período das festas juninas.

Serão priorizadas as propostas de grupos, federações, entidades e coletivos de Samba Junino, a serem realizadas nos bairros onde tradicionalmente acontece a expressão cultural, conforme o Decreto 29.489/2018, salvo insuficiência de demanda e/ou inadequação aos critérios de avaliação e seleção estabelecidos neste Edital.

O período de execução dos projetos, incluindo a fase de pré-produção, começa em 1º/06 até 31/07/2018. As inscrições estarão abertas a partir do dia 19/02 até 04/04, e devem ser feitas através do link www.premiosambajunino.ba.gov.br

Solenidade de reconhecimento do Samba Junino como Patrimônio Cultural de Salvador e lançamento do edital Prêmio Samba Junino
Quando: 20/02, às 17h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha


Cada Pôr do Sol do Carnaval com Baby, Pepeu, Moraes, Davi, Armandinho e Átoxxá


“A Praça Castro Alves é do povo como o céu é do avião”, já dizia o verso da música “Um frevo novo”, lançada na década de 1970 por Caetano Veloso. Se naquela época a praça já era referência, muito mais nos dias atuais, quando foliões se concentrarão no espaço para curtir três dias especiais de Carnaval. O local volta a receber o projeto Pôr do Sol da Prefeitura, que neste ano unirá diversos artistas.

O Pôr do Sol na Castro Alves começa domingo (11), às 18h, com o guitarrista Pepeu Gomes e Baby do Brasil. A cantora tem como sua marca a ousadia criativa e a sua performance de artista única no seu estilo, ao marcar décadas com interpretações de sucesso que vão do rock ao MPB.

 

Às 20h30, Moraes Moreira e Davi Moraes animam os foliões com toda a magia característica do frevo, do baião, do samba, do choro e até mesmo música erudita. Na segunda (12), um dos grupos de sucesso do momento, o Àttøøxxá, levará um repertório, que passeia pelo pagode, pop e música eletrônica. “Vai ser lindo puxar trio naquela visão sensacional de Salvador. Vamos fazer um som pesado na Castro Alves”, convoca Rafa Dias, DJ e produtor do grupo.

Armandinho encerra a grade de programação do Pôr do Sol na Castro Alves na terça (13), às 18h. O artista vai agitar o público com sucessos da carreira e, claro, no seu estilo inconfundível de tocar a guitarra baiana.

“O Pôr do Sol é um projeto criado recentemente e que deu muito certo. Este ano prolongamos as atrações, que antes aconteciam em um único dia, para que pudesse acontecer três vezes no Carnaval. A ideia é garantir que mais pessoas sentissem a vibração e a energia do que é pular o Carnaval em um dos cartões-postais mais bonitos da cidade”, ressalta o presidente da Saltur, Isaac Edington.


Palco do Rock volta para o local tradicional: Piatã


Em sua 24ª edição, o Palco do Rock retorna às origens e volta a montar acampamento no coqueiral de Piatã, após três anos de apresentações itinerantes pela orla da capital, quando passaram pela praia do Jardim de Alah e pela Praça Wilson Lins, na Pituba. Na edição 2018 da folia de Momo, 40 bandas vão se apresentar na estrutura montada à margem da Avenida Octávio Mangabeira, a partir das 17h deste sábado (10). Serão dez atrações por dia até a terça-feira (13), levando o que de melhor tem a apresentar a cena rock soteropolitana.

Ansiedade é o sentimento mais forte de Roberto Índio, vocalista da Inner Call, que se apresenta pela terceira vez no evento e terá a primeira incursão ao local original da festa, em Piatã. “Desde 1996 participo do Palco do Rock como fã, e é grande o desejo de tocar no coqueiral, onde tudo começou”, lembra o artista.

A Inner Call será a quinta banda a se apresentar na primeira noite do festival, e quer aproveitar a folia das guitarras distorcidas para lançar o seu primeiro EP – Extended Play -, intitulado “Elementals”. “Este trabalho antecipa o álbum que lançaremos em um ano, e diz muito do trabalho da banda, que busca uma sonoridade própria do heavy metal dos anos 1980, na linha de Iron Maiden, Judas Priest e Manowar, cujas letras passeiam por elementos da história, mitologia e do comportamento humano”, ressalta Índio.

Atrações – Dentre as atrações esperadas para a folia roqueira destacam-se os veteranos da Veuliah, The Cross, Pastel de Miolos e Drearylands. A festa contará ainda com a participação de representantes de fora do estado, como os paulistas da Muqueta na Oreia, os sergipanos da Casca Grossa, Autopse representando Alagoas e os potiguares da Revanger. Além disso, o Palco do Rock conta com representantes das cidades baianas de Lauro de Freitas, Senhor do Bonfim, Pojuca e Feira de Santana.

 


Armandinho, Dodô & Osmar promovem o “Abadado”


O abadá dado (Abadado) é o projeto social do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar no qual a camiseta é trocada por uma lata de leite em pó, que após o carnaval será entregue para instituições que cuidam de crianças e idosos. Lançado em 2003, o Abadado é um sucesso. Porém não é necessário o Abadado para pular com o trio elétrico, uma vez que é um trio pipoca, trio sem cordas. Trata-se apenas de enfeitar a avenida com a camiseta, além de estar fazendo o bem. A arte do abadá foi feita em conjunto por Davi Lima e Morotó Slim.

O trio elétrico Armandinho, Dodô & Osmar é sinônimo de tradição musical. Formada por Armandinho Macêdo (Guitarra Baiana), Betinho Macêdo (Baixo), Aroldo Macêdo (Guitarra Baiana) e André Macêdo (Vocal), todos filhos de Osmar Macêdo, um dos inventores do Trio Elétrico, a banda é a própria história da música baiana e brasileira, renovada e contada através das canções que marcaram época e fizeram da Guitarra Baiana a primeira voz do carnaval baiano, e do Trio Elétrico.

Formada em 1973, a banda Armandinho, Dodô e Osmar comemora em 2018 os seus 45 anos, sendo a banda de Trio Elétrico mais antiga da história, mantendo a formação dos quatro irmãos. O repertório é variado, privilegiando as canções gravadas em mais de 16 discos na carreira. “Pombo Correio”, “Frevo do Trio Elétrico”, “Viva Dodô & Osmar”, “Vida Boa”, “Zamzibar” e o hino “Chame Gente” são certezas em qualquer apresentação. Traz ainda clássicos da música universal, como “Bolero”, de Maurice Ravel, “Smooth”, de Carlos Santana e “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, em versões trieletrizadas.

No sábado (10), às 18h30, o trio Fobicão desfila no Circuito Osmar (Campo Grande – Praça Castro Alves). No domingo (11), às 18h30, na segunda (12), às 18h30 e na terça (13), às 17h15, o Fobicão se apresenta no Circuito Dodô (Barra – Ondina).

Uma novidade para este ano é apresentação da banda da Escola Irmãos Macêdo, projeto social idealizado por Aroldo Macêdo para passar para novas gerações este repertório do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, a música de trio elétrico tocada na Guitarra Baiana. A banda subirá um dia no Fobicão.

 PONTO DE TROCA /LATA DE LEITE/ ABADADO

GRANDES MESTRES PRÉ-VESTIBULAR
Praça da Piedade, s/n Centro
BAR VELHO ESPANHA
Rua General Labatur, N38 Barris
FOXTROT
Rua Direita da Piedade, N55 Centro
SORVETERIA DA RIBEIRA
Largo da Ribeira
PANIFICADORA PANVIDA
Largo do Santo Agostinho, Matatu