Mucugê será a sede do I Festival de Forró da Chapada Diamantina



I Festival de Forró da Chapada vai agitar Mucugê! Uma grande festa para comemorar o aniversário de um dos maiores sanfoneiros da atualidade, Targino Gondim que, como não poderia deixar de ser, estará presente ao evento que acontece nos dias 12 e 14 de outubro.

Em meio a belíssima paisagem da Chapada Diamantina este festival vai trazer o que tem de melhor da música nordestina: forró, baião, xaxado, xote, ritmos criados pelo Rei do Baião Luiz Gonzaga. Para Targino Gondim, que assina a curadoria e direção artística do projeto. o evento possibilitará “a revelação de novos valores e talentos musicais do forró autêntico, segmento da música popular nordestina”,

Não só os artistas já conhecidos do grande público subirão ao palco, novos talentos também se apresentarão no festival, divulgando seus trabalhos no Festival de Forró da Chapada que vai estimular a produção, criação, inovação e renovação musical dentro do forró contribuindo para a conquista do mercado de trabalho, ampliando a divulgação dos artistas e difundindo o movimento.

O grande objetivo do evento é manter o compromisso com as raízes culturais; promovendo intercâmbio musical entre todas as gerações participantes, de diferentes estados brasileiros e entre músicos já consagrados, cantores, compositores, produtores, empresários, técnicos, estudiosos, comunicadores e amantes do forró.

I Festival de Forró da Chapada

Dias: 12 a 14/10
Onde: Mucugê, na Chapada Diamantina- Ba
Aberto ao Público


Flipelô movimenta a cidade nesta semana com muitas atividades culturais


Fundação Casa de Jorge Amado. Foto de Max Haack

Várias atividades culturais vão movimentar o histórico bairro do Pelourinho nesta semana com a Flipelô. A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult),  através de suas vinculadas, promove uma extensa série de ações durante a festa literária.

A contagem regressiva já foi acionada para a realização da 1ª Festa Literária do Pelourinho, que tem abertura oficial no próximo dia 9, mas as ações da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) na programação começam um pouco antes, no dia 8, e seguem até 13 de agosto. A programação da SecultBA no evento é promovida através de suas unidades vinculadas: a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Fundação Pedro Calmon (FPC), a Diretoria de Museus (Dimus) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

Uma iniciativa da Fundação Casa de Jorge Amado, em co-realização com o Sesc, a Flipelô conta com o apoio financeiro do Ministério da Cultura e Instituto CCR, através da Lei Rouanet, e Governo do Estado da Bahia. A abertura do evento acontecerá na Igreja de São Francisco, com um Sarau de Maria Bethânia, no dia 9 de agosto, às 20h em uma apresentação para convidados. A produção está a cargo da Maré Produções Culturais, contando com apoio do Shopping da Bahia. A programação da festa literária é gratuita e aberta ao público.

Oficinas e workshops

O Centro de Formação em Artes (CFA) da Funceb abre a grade da programação, com o curso A Felicidade Clandestina: Ler Clarice Como Criança, ministrado por Izabel Gurgel, de 8 à 11 de agosto, das 9h às 12h. No dia 9, às 15h, a doutora em Educação com ênfase em Cultura Afro Brasileira, Vanda Machado, faz encontro com jovens para leitura de seu livro Pele da Cor da Noite. Às 17h o coordenador do Núcleo de Música do CFA, Edu Fagundes, ministra a oficina musical Caymmi e as canções do mar, acompanhado da cantora Lala Carvalho. O evento é voltado para alunos do Laboratório de Música e jovens músicos da Escola Criativa do Olodum, Projeto Axé, Projeto ACASA e Rumpilezzinho.

No dia 10, data de nascimento de Jorge Amado, às 15h, acontece o workshop Um dedo de prosa na cena, com o dramaturgo e diretor teatral Gil Vicente Tavares sobre adaptação de textos em prosa para dramaturgia, a partir do livro Do Conto à Cena – reinventando Jorge Amado, organizado pelo próprio dramaturgo.

Coletivos de poesia
Ainda no dia 10, às 17h, no Terreiro de Jesus, acontece o 1° dia do Encontro dos Coletivos de Poesia para apresentação de seus livros, com Grupo Arte Marginal (Pombagem) e Sarau do Paço (Gato Preto). No dia 11, às 17h, também no Terreiro, será realizado o 2° dia Encontro de Coletivos de Poesia, com Sarau da Onça, Grupo Resistência Poética e Sarau Enegrescência.

A programação retorna no dia 11, às 15h, com a aula de Dilson Midlej sobre o tema Jorge Amado e os artistas visuais da Bahia, para alunos dos cursos de dança, teatro e música da Funceb e dos projetos arteeducativos do entorno do Pelourinho. A Escola de Dança da Funceb também participa da Flipelô, com programação de 11 a 13 de agosto. Na sexta-feira os alunos do Curso Preparatório apresentam Pau de Fita (14h) e Maracatu (15h). Nos dias 12 e 13, sábado e domingo, das 14 às 17h, alunos do Curso de Educação Profissional e dos Cursos Livres apresentam solos da recente mostra TôNaCena bem como coreografias que vêm construindo nas aulas semanais.

Grafias Eletrônicas
A Coordenação de Literatura da Diretoria das Artes (Dirart) da Funceb, em parceria com o CCPI, fará uma ocupação no Salão Principal da Casa 12, no Largo do Pelourinho. Nesse espaço serão exibidos 20 VTS dos artistas selecionados no Grafias Eletrônicas, projeto desenvolvido pela Funceb em parceria com o Irdeb. Além disso, os participantes da Festa Literária também poderão visualizar o portal do Mapa da Palavra.BA, tendo acesso à produção literária de artistas da Bahia. Serão expostos e distribuídos livros lançados por meio do Fundo de Cultura – Setorial Literatura; os quatro volumes das revistas CartoGRAFIAS, lançadas em 2016 através do Mapa da Palavra.BA; exemplares dos livros Autores Baianos, lançados em 2013 e 2014. A coordenação ainda vai lançar a segunda oficina do projeto Escritas em Trânsito, com a escritora gaúcha Eliane Marques. As ações acontecem diariamente, de 09 a 13 de agosto, a partir das 9h.

Concerto para Jorge Amado
Em sua primeira edição, a Flipelô é também uma grande homenagem ao escritor Jorge Amado, que tinha no Pelourinho um cenário recorrente em parte de sua obra. Em referência a isso, o CCPI promove na quarta-feira, às 16h30, a apresentação Orquestra ComPassos – Concerto para Jorge Amado. O concerto é composto por canções de co-autoria de Jorge e composições inspiradas na obra do escritor, acontece na calçada da casa 12, sede do CCPI.

Exposição de brinquedos

Além disso, no mesmo dia, a partir das 9h, já estarão abertas para visitação, permanecendo até o dia 13, a exposição grafitada Vida e Histórias de Jorge Amado, do artista Denis Sena (foto); a exposição de figurinos e brinquedos populares, além do documentário Jorge Amado 100 Anos, que será reexibido durante todo o dia. A partir das 15h, tem o Teatro Lambe-Lambe, que apresenta os espetáculos inspirados nas obras de Jorge, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, montado por Janice Santos, e O Quarto de Dona Flor, por Ismine Lima e Denise Santos. Na sexta, 11, às 16h, a quituteira Dadá dá a palestra Quitutes Preferidos de Jorge Amado. E no dia 13, às 16h, acontece a segunda apresentação do Concerto para Jorge Amado, com a Orquestra ComPassos.

Biblioteca Móvel
A Fundação Pedro Calmon (FPC), busca com uma programação diversificada evidenciar a importância da escrita e da leitura para a formação cidadã. As ações estão centradas em despertar o leitor, ou potencial leitor e escritor, para as múltiplas formas de expressão e, sobretudo para um conceito mais ampliado de leitura e para o exercício da escrita. Começando no dia 10 e indo até o final da Flipelô, a Biblioteca Móvel estará instalada no Terreiro de Jesus, disponibilizando um acervo de mais de 1000 exemplares, além de atividades lúdicas como mediação de leitura, contação de histórias, saraus literários, oficinas de recicláveis, palhaços, peças de teatro e muito mais, voltado sobre tudo para o público infanto-juvenil. Entre os destaques, bate papo com a escritora Maria Izabel sobre seu novo livro Conto de Fadas na Realidade Afro Baiana, no dia 10, às 11h.

O lançamento do livro de Silvano Sulzar, “O Diário de Davi: Preconceito racial, homofobia e bullying na escola”, e o show de stand up comedy com o historiador e comediante Matheus Buente, no dia 11, às 14h e às 15h. A CIA de Teatro da Biblioteca infantil Monteiro Lobato com o espetáculo Sito do Pica-Pau Amarelo da Diversidade, no sábado, 12, às 15h. E ainda bate papo com a blogueira de livros , Larissa Sousa Vieira, do blog Fuxico literário, no domingo, 13, às 15h. A programação é extensa e começa sempre às 9h, seguindo até o final do dia.]

Ainda através da FPC, a escritora e jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho participa de duas importantes ações durante a Flipelô. No dia 10, às 18h30, na Arena do SESC Pelourinho, com o intuito de discutir a influência de nossa literatura nos países de língua portuguesa, a escritora estará à frente das conferências “Deus-dará: um livro que vem da Bahia e vai para a Bahia”, referência ao livro de Alexandra, ainda não lançado no Brasil. A mediação será de Gildeci Leite. E no dia 12, às 17h, no Centro de Formação em Artes, Alexandra participa de roda de conversa com escritores baianos, que estarão presentes junto ao público interessado na plateia.

Ação dos museus
Os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) promovem programação durante todos os dias da Flipelô. Com abertura no dia 9, o Centro Cultural Solar Ferrão recebe a exposição ‘100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado’, buscando promover uma reflexão sobre a cultura da Bahia através do relato da amizade entre dois grandes ícones responsáveis por obras de que mesclam originalidade e beleza, a mostra traz ilustrações de obras como O Sumiço da Santa e Jubiabá, além de fotos que revelam diferentes momentos da amizade entre Jorge e Carybé.

A galeria do espaço ainda recebe a oficina ‘A Arte do Livro de Pano’, coordenada pela socióloga Eliene Diniz, nos dias 10, 11 e 12 de agosto das 08h30 às 12h. Durante os dias da oficina estarão em exposição os livros confeccionados e edições anteriores, e ao final da atividade serão narradas as histórias coletadas por seus criadores com a apresentação dos livros. Ainda na programação acontece o lançamento do livro de literatura infantil “Arthur, o Pequeno Filósofo” de autoria de Cristina D’Avila, dia 10/08 às 14h30, com o Grupo Tecendo Contos e, em seguida, uma conversa com a escritora. A programação também acontece no Museu Udo Knoff, com oficina de encadernação artístico-criativa, com Melissa Santos, no dia 10, a partir das 14h; e a Oficina POEMUSIK leva poesia musicada ao dia 11, às 14h, mediada por Gabriel Dantas e Fabiana Pancho, ambos colaboradores do museu.

Mostra de autores baianos
Já o Centro de Documentação e Memória do IPAC (CEDOM), promove durante os dias da festa a Mostra Coletiva Livros de Artista. Pela segunda vez em Salvador, a exposição de livros, sketchbooks, flipbooks e zines, ressalta o processo de criação de cerca de 60 obras de artistas baianos, através de uma reflexão sobre alguns aspectos da produção contemporânea. Também farão parte de uma mostra os Cadernos Especiais do IPAC, que trazem estudo aprofundado de diversas manifestações culturais do estado. Já no dia 11 de agosto, às 10h, o professor e doutor em história Luiz Freire palestra sobre “Manuel Querino: A escrita como instrumento na luta pela memória da arte e dos artistas na Bahia”, relembrando a trajetória do intelectual negro santamarense que contribuiu de forma efetiva para a cultura baiana.

Casa do Governo na Flipelô / Sede do Centro de Culturas Populares e Identitárias

Funcionamento: 9h às 17h30

Local: Casa 12, Largo do Pelourinho

·         9h – Exposição: “Vida e Histórias de Jorge Amado”| Artista: Denis Sena. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exposição de Figurinos e Brinquedos Populares. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição do documentário: Jorge Amado 100 anos. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exposição do projeto Mapa da Palavra da Bahia e distribuição de exemplares. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição de produções do Projeto Grafias Eletrônicas. De 10 a 13 de agosto

·         9h – Exibição do Projeto Memórias de Leitura. De 10 a 13 de agosto

·         15h – Teatro Lambe-Lambe. De 10 a 13 de agosto

·         13h30 – Oficina de Cerâmica | Torno. Dia 10 de agosto

·         16h30 – Orquestra ComPassos – Concerto Para Jorge Amado Dia 10 de agosto

·         9h – Oficina de Cerâmica | Torno – Dia 11 de agosto

·         13h30 – Oficina de Cerâmica Escultórica – Frutas prediletas de Jorge – Dia 11 de agosto

·         16h – Orquestra ComPassos – Concerto para Jorge Amado – Dia 13 de agosto

Leia Mais aqui neste portal: http://oquefazernabahia.com/2017/07/11/flipelo-vai-movimentar-diversos-espacos-culturais-do-centro-historico/


Saubara tem o V Encontro de Cheganças da Bahia


Foto divulgação de Lucas Rosário

A cidade do Recôncavo Baiano, a 110km de Salvador, vai sediar uma da mais belas tradições locais que é o Encontro de Cheganças da Bahia que acontece neste final de semana, dias 4 e 5 de agosto com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

A Chegança ou Marujada é considerada uma “dança dramática”. Essa expressão foi popularizada por Mário de Andrade e é o nome genérico com que os folcloristas brasileiros designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto determinado e têm, na sua maioria, partes faladas e representadas, como é o caso das Cheganças e Marujadas.

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira agita Saubara, pequena cidade com os preparativos para a quinta edição do V Encontro de Cheganças da Bahia. Na programação, louvação ao padroeiro de Saubara, mesa redonda sobre o registro das Marujadas como Patrimônio Imaterial, exposição de fotos, desfile e apresentação dos cheganceiros locais e convidados de Andaraí, Cairu, Camaçari, Jacobina, Paratinga, Remanso, Taperoá e Lençóis.

O I Encontro de Chegança da Bahia, realizado em 2013, em Saubara, reuniu oito cheganças de quatro municípios. Foi um passo importante para dar visibilidade aos grupos organizados no estado. Além de promover o encontro dos cheganceiros em busca de reconhecer semelhanças e diferenças na forma como realizam suas performances, esse evento criou um espaço de conversa sobre a Marujada. Desde então, o Encontro é realizado anualmente

Os grupos, em suas apresentações, retratam fatos históricos de forma lúdica e transmitem para o observador a sensação de estar presenciando marujos dentro de uma embarcação em alto mar. “São mais de duas dezenas de grupos espalhados em todo Estado. Com esse movimento, busca-se incentivar a permanência da tradição das Cheganças na Bahia”, diz Rosildo Rosário, coordenador geral do evento.

O V Encontro de Cheganças da Bahia é realizado com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias, vinculada da Secretaria de Cultura (CCPI/SecultBA). O evento tem também apoio do IPAC, SUDECULT, SUPROCULT e apoio cultural das prefeituras de Saubara, Andaraí, Camaçari, Taperoá, Cairú, Paratinga e Lençóis.

V Encontro de Chegança da Bahia – 4 e 5 de agosto de 2017

04/08 – Sexta-feira

8h – Recepção de lideranças dos grupos visitantes
Local: Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

11h – Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos
Local: Igreja de São Domingos, Saubara – Ba

19h – Reunião aberta à comunidade em geral e representantes dos grupos de Cheganças da Bahia
Local: Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

05/08 – Sábado

09h – Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado > Mesa: Caminhos já percorridos para o Registro e o que falta para completar a caminhada
Local: Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba

15h – Desfile dos grupos: Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, Chegança Feminina Barca Nova, Chegança de Mouros Barca Nova Feminina (Saubara), Chegança dos Mouros de Arembepe, Chegança Feminina de Arembepe (Camaçari), Marujada de Paratinga, Marujada de Cairú, Chegança de Taperoá, Marujada do Divino Espírito Santo de Andaraí, Marujada de Remanso, Chegança de Lençóis, Marujada de Jacobina
Local: Saída da Rua do Lavador

17h às 19h – Apresentação
Local: Rua da Amendoeira

9h às 20h – Exposição de fotos: Thales Antonio e o fuzuê da Fragata Brasileira
Local: Praça 13 de junho

Todo o evento o custo é gratuito


Turismo religioso se intensifica em agosto com cinco festas


Romaria de Bom Jesus da Lapa, em foto de Lourival Custódio (UPB)

As festas religiosas sempre atraem inúmeros turistas, vindos de todas as partes do país e exterior. E o mês de agosto pode ser um dos meses escolhidos para visitantes, que apreciam o turismo religioso e locais com paisagens beneficiadas pela natureza, porque acontecem celebrações católicas na capital e no interior do estado.

São cinco celebrações e uma romaria: celebração para Irmã Dulce, em Salvador, no dia 13; a Romaria do Bom Jesus, em Bom Jesus da Lapa, dia 6;a Festa da Boa Morte, em Cachoeira, entre o final da primeira quinzena à segunda ; São Bartolomeu, em Maragojipe, na segunda quinzena de agosto; Festa do Sagrado Coração de Jesus, em  Ituaçu, 25 de agosto a 3 de setembro.

Romaria e festa religiosa secular

Os festejos geralmente são antecipados, mas o auge da Romaria de Bom Jesus  é no dia 6 de agosto, dia dedicado ao padroeiro de Bom Jesus da Lapa, a 802 quilômetros de Salvador,  localizada no Vale do São Francisco, conhecida como a “Capital Baiana da Fé”. Neste município há um cenário majestoso, formado pelas paisagens naturais e a Gruta da Lapa se transforma em um verdadeiro reduto de devoção, atraindo romeiros de diversos lugares do país.

O Santuário do Bom Jesus da Lapa foi eleito a primeira das sete maravilhas do Brasil, de acordo com a wikipédia, numa pesquisa feita pelo sítio da internet 7 Maravilhas Brasil.  Este santuário  foi descoberto em 1691 na Gruta do Bom Jesus, a mais conhecida do Morro de Bom Jesus da Lapa e antiga morada de onças, agora serve como Igreja do Bom Jesus da Lapa.

 

                                                     Devotos celebram Irmã Dulce

Dia 13 de agosto é dedicado à Irmã Dulce, a Bem-aventurada Dulce dos Pobres, mas é antecipado com um novenário que marcam a passagem da celebração litúrgica da freira, realizado no santuário localizado no Largo de Roma, reunindo fiéis e sacerdotes em momentos de oração e homenagens a grupos católicos e entidades públicas e privadas apoiadoras das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). O local comporta mil pessoas sentadas. A festa tem seu ápice no dia 13, com programação durante todo o dia, incluindo a missa dos enfermos; missa solene celebrada por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador Primaz do Brasil; e missa dos devotos de Irmã Dulce.

Festa de Nossa Senhora da Boa Morte 

Uma das manifestações religiosas mais tradicionais da Bahia e que é realizada há mais de 200 anos, a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte acontece no final da primeira e início da segunda quinzena no município de Cachoeira, localizado a 109 quilômetros de Salvador. Leia Mais neste portal: Festa da Boa Morte movimenta Cachoeira em agosto

 São Bartolomeu no Recôncavo Baiano

Esta festa  é realizada no final de agosto, em Maragojipe (Recôncavo Baiano), a 133 quilômetros da capital baiana. As comemorações incluem atos religiosos e manifestações da cultura popular, como a lavagem da Igreja Matriz, que tem mais de 365 anos, e apresentações de grupos de samba de roda. É tradicional antes dos festejos, cavaleiros e amazonas percorrerem as ruas da cidade para anunciar o evento.

Um novenário será realizado no período que antecipa,na Igreja Matriz de São Bartolomeu. No dia do padroeiro de Maragojipe, 24, há uma salva de fogos à meia-noite, além de alvorada seguida de missa solene a partir das 5h. No último dia do mês (31/08), às 16h, uma procissão marca o encerramento das comemorações.

 

Regata

Antes do dia tradicional do santo acontece uma regata com saída da Baía de Aratu até o cais de Maragojipe. Esta competição náutica é realizada com passagem pela Baía de Todos-os-Santos e Rio Paraguaçu.

No dia da lavagem, baianas saem da Matriz, percorrem as principais ruas e retornam à igreja para iniciar a tradicional lavagem, na companhia de bandinhas conhecidas como charangas. Grupos de samba de roda se apresentam no palco montado na praça, junto à igreja. O mesmo palco recebe várias atrações ainda não divulgadas pela Prefeitura Municipal.

                                                     

                                                          Sagrado Coração de Jesus

Ituaçu fica na Chapada Diamantina, a 499 quilômetros da capital, cidade propícia para os amantes da natureza. É  realizada de 25 de agosto a 3 de setembro no povoado de Mangabeira a Festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade, uma tradição centenária que faz parte do calendário de festas baianas, os festejos chegam a atrair milhares de devotos até a Gruta da Mangabeira, local onde acontecem as principais celebrações, como missas e procissão.
Com 3,2 quilômetros de extensão, a Gruta da Mangabeira é um dos lugares que não podem deixar de ser visitado pelos turistas que passam por Ituaçu.  esta gruta foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1962, o cenário conta com sistema de iluminação cênica e abriga 70 formações naturais que se assemelham a objetos, figuras sacras, animais e até passagens bíblicas.


Festa da Boa Morte movimenta Cachoeira em agosto


Foto divulgação de João Ramos (Bahiatursa)

A Festa da Boa Morte na histórica Cachoeira, Recôncavo Baiano,  é um dos eventos mais importantes do calendário de turismo religioso da Bahia, acontece entre o final da primeira a segunda quinzena de agosto (neste ano será de 13 a 17), por ser uma tradição secular celebrada somente por mulheres pertencentes à Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, fundada há mais de 200 anos, vive em amor a Nossa Senhora.

Esta festa é um espetáculo de devoção e cores com muitas rendas brancas e faixas vermelhas sempre usando várias joias e levando muitas flores para Nossa Senhora da Boa Morte, a santa que elas prestam homenagem. A festa desde 2010 é considerada Patrimônio Imaterial da Bahia. Para fazer parte, as irmãs precisam descender de escravos africanos e possuir mais de 50 anos de idade.

Contam os historiadores que a confraria surgiu quando um grupo de ex-escravas reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos ou facilitar-lhes a fuga. E que as irmandades proliferaram com o país independente, mas ainda escravocrata. Atualmente, a Irmandade da Boa Morte se encontra sem recursos para arcar com a festa.

E já havia até o anúncio de que o evento não iria se realizar neste ano de 2017. Entretanto o governo do estado garantiu apoio à festa por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia  (Ipac) e Bahiatursa e já está confirmada a celebração.

                                                                                  Cachoeira recebe turistas

A cidade se enche de turistas vindos de todas as partes do país e do exterior para acompanhar uma das mais lindas festas baianas. Geralmente são quatro dias que começam na segunda quinzena de agosto com a missa de corpo presente de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário e segue com a Procissão do Enterro de Nossa Senhora da Boa Morte com filarmônicas tocando marchas fúnebres pelas principais ruas da cidade.

As mulheres que integram a irmandade chamam a atenção pela demonstração de fé e devoção, além da beleza da vestimenta, própria para cada dia. No primeiro dia, o vestuário é composto de saia preta, plissada, e blusa branca de richelieu. As irmãs cobrem parte do rosto e não usam joias nesse dia.

No segundo dia pela madrugada tem a Alvorada, com fogos de artifício e mais tarde a Missa Solene da Assunção de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário que também segue a Procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória e posse da comissão organizadora.

Por volta do meio-dia tem a Valsa e samba de roda no Largo da Ajuda e almoço das irmãs, com convidados e o povo, na sede da Irmandade. No meio da tarde Samba de roda no Largo da Ajuda. No terceiro dia à noite é oferecido o prato Cozido seguido de samba de roda no Largo da Ajuda. E no quarto dia o tradicional Caruru seguido de samba de roda e encerramento da festa.

Programação

13/08 (domingo)

18h30 – Saída do corpo de Nossa Senhora da Boa Morte da Capela de Nossa Senhora d’Ajuda em procissão pelas principais ruas da cidade

19h – Missa pelas almas das irmãs falecidas na Capela de Nossa Senhora da Boa Morte

21h – Ceia Branca na Sede da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte

14/08 (segunda-feira)
19h – Missa de corpo presente de Nossa Senhora na Capela de Nossa Senhora da Boa Morte

21h – Procissão do Enterro de Nossa Senhora da Boa Morte pelas principais ruas da cidade

15/08 (terça-feira)
6h – Alvorada com fogos de artifício

10h – Missa solene da assunção de Nossa Senhora na Igreja Matriz

11h – Procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória e posse da comissão organizadora

12h – Valsa e Samba de Roda no Largo d’Ajuda

13h – Almoço das irmãs, convidados e pessoas da comunidade na sede da Irmandade

16h – Samba de Roda no Largo d’Ajuda

16/08 (quarta-feira)
18h – Cozido seguido de Samba de Roda no Largo d’Ajuda

17/08 (quinta-feira)
18h – Caruru seguido de Samba de Roda e encerramento da festa.

 

Cachoeira – A cidade histórica de Cachoeira, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), possui uma arquitetura com traços barrocos clássicos, além de belíssimas igrejas com pinturas e azulejos portugueses.  A cidade também oferece passeios de barco pelo leito do Rio Paraguaçu, uma ótima opção para os turistas que gostam da natureza. Na culinária, um dos pratos mais tradicionais é a maniçoba, feita com a folha da mandioca, acrescida de carnes suína e bovina.

Como chegar:

Pela BR-324. O motorista segue por 59 km até o entroncamento da BA-026. Percorre mais 11 km até Santo Amaro. Pela mesma BA-026, por mais 38 quilômetros. De ônibus, a empresa de transporte Santana São Paulo oferece diversos horários. Mais informações: (71) 3450-4951