Festa de Iemanjá em documentário gratuito


Fotos/Divulgação

Odoyá! Todos os anos, um ritual de fé e devoção se repete no mar da Bahia: dia 2 de fevereiro, uma multidão de fiéis – adeptos do Candomblé e admiradores – vai até a praia de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, para saudar Iemanjá, a Rainha do Mar. Patrimônio imaterial de Salvador, a festa acaba de ser retratada no documentário “Festa de Iemanjá” (2020, 42’), com roteiro e direção da cineasta Fabíola Aquino. O doc conta com financiamento da Fundação Gregório de Mattos (FGM), integra as ações de Salvaguarda da Festa de Iemanjá e faz parte das comemorações pelo mês da Igualdade Racial.

A primeira exibição do filme ocorrerá na sexta-feira (20), e ficará disponível no Canal do YouTube da Fundação por 24 horas (das 8h do dia 20 às 8h do dia 21), dentro da programação do #ConexãoFGM.Para conduzir a narrativa e recontar a história de uma das maiores festas populares do Brasil dedicada a um orixá, que congrega adeptos de todo o mundo para reverenciar a Mãe Iemanjá, pescadores, moradores do bairro, devotos e pesquisadores apresentam depoimentos a partir de variadas perspectivas. Carregado de imagens belíssimas da festa e de um simbolismo genuinamente afro-baiano, “Festa de Iemanjá” traz depoimentos de quem acompanha a festa desde o século passado e de novos adeptos. Resgata, por exemplo, informações sobre o surgimento das devoções à Rainha das Águas e a mitologia sobre Iemanjá, considerada a mãe de todos os orixás, também conhecida por Sereia, Janaína, Marabô, Inaé, Senhora das Cabeças, Dandalunda….

Live e exibição – O Canal #ConexãoFGM, disponível no YouTube da Fundação Gregório de Mattos, fará uma live de pré-lançamento do documentário “Festa de Iemanjá”, na quinta-feira (19), às 19 horas, aberta a todos os interessados. A mediação será feita por Gabriella Melo, gerente de Patrimônio Cultural da FGM, e contará com as presenças de Fernando Guerreiro, presidente da FGM, Milena Tavares, diretora de Patrimônio e Humanidades, Élcio Silveira, presidente interino da colônia de pescadores Z1 (Rio Vermelho), e a diretora e roteirista do documentário, Fabíola Aquino. Para evitar aglomerações, por causa da pandemia mundial causada pelo coronavírus (Covid-19), ainda neste mês de novembro serão realizadas outras exibições gratuitas, em ambiente virtual.

Feliz com a finalização do documentário, Fabíola Aquino diz que o filme é a materialização de um desejo antigo de produzir obras que evidenciam o culto aos Orixás. Filha de Iemanjá, a diretora viu na oportunidade uma forma de também reverenciar a sua fé e contribuir para desmistificar o candomblé com um filme sobre a Rainha do Mar. “Espero que chegue ao público a emoção que captamos, os cantos e encantamentos do entorno da Festa de Iemanjá e que todos sejam preenchidos de muita amorosidade e esperança. Evidenciar a cultura negra e, em especial, uma divindade feminima, uma deusa eco-feminista, é motivo de grande realização”, confessa.

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, em depoimento para o documentário, chamou a atenção para um tema que merece ser combatido: a intolerância com as religiões de matriz africana. “Na Bahia, você ter intolerância religiosa é patético e vai de encontro à própria cidade. Eu cresci numa casa em que minha família sempre esteve aberta para todas as crenças, e sempre para o bem. Essa é uma característica natural de Salvador, uma cidade que mistura tudo. A intolerância religiosa, que é uma coisa absurda, briga contra a identidade da cidade!”, desabafa.

Fé e devoção – A jornalista e ajuê do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Silvana Moura, acompanha a festa há alguns anos e concedeu um depoimento emocionado. “A gente vem do Garcia, em procissão, e no Dique do Tororó, fazemos uma oferenda para Oxum e Nanã, que também são divindades das águas. De lá seguimos para o Rio Vermelho, para homenagear Iemanjá. É uma festa incrível, que me toca muito, não apenas por eu ser do candomblé. É uma festa que reúne crentes, budistas e ateus, cultuando a força das águas. Iemanjá é para a gente amar! É aquela que nos dá o alimento”, destaca.

Sinopse – Festa de Iemanjá narra o surgimento, há quase um século, dessa manifestação da cultura de Salvador. É organizada e protagonizada por pescadores, pelo povo de santo do Candomblé, da Umbanda, outras religiões e, inclusive, ateus, no bairro do Rio Vermelho, no dia 2 de fevereiro. O filme traz as transformações, pertencimentos, a salvaguarda da louvação à divindade de matriz africana, em crescente visibilidade da cultura ancestral. Em 2020, obteve registro especial como patrimônio imaterial de Salvador.

Calendário de Exibições (novembro/2020):

· Exibição 1: Canal do YouTube da FGM no dia 20/11, disponível por 24 horas (das 8h do dia 20/11 às 8h do dia 21/11 (live e bate-papo sobre o filme com a cineasta Fabíola Aquino, no dia 19/11, às 19 horas);

· Exibição 2: Cineclube ABI, dia 24.11, às 19h, inscrições pelo Sympla;

· Exibição 3: Cineclube CIEG, dia 25/11, às 17h, com inscrições pelo Sympla;

· Exibição 4: Youtube Redes Muncab – Cineclube Antônio Pitanga – Boca de Brasa, às 19h;

· Exibição 5: Cine Janela, dia 29/11, às 20h, via Instagram.

Sobre Fabíola Aquino – Cineasta, sócia da Obá Cacauê, produtora com mais de 22 anos de experiência. Entre suas produções, estão o documentário “Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo” (2012, 52’), onde assina o roteiro, direção e produção e levou o Prêmio de Melhor Composição Sonora no Recine, 2012. Foi diretora de produção e pesquisadora do documentário “A Luta do Século”, direção de Sérgio Machado, produzido pela Ondina Filmes, vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem de Documentário no Festival do Rio 2016.

Destaca-se como roteirista e produtora executiva de “Sem Descanso”, dirigido por Bernard Attal, que ganhou o prémio de Melhor Documentário no Black Montreal International Film Festival, em 2019. Atualmente está em fase de finalização do seu primeiro longa, “Diário da Primavera”(2021, 90’) onde faz roteiro, direção, produção e é personagem no doc para TV. Produtora executiva de “Àkàrà no fogo da intolerância” (2020, 72’), longa dirigido por Claudia Chavez, e “Homem de Teatro” (2021, 52’), telefilme dirigido por Alexandre Marinho. Em 2019 dirigiu e produziu dois documentários: “Samba Junino – de porta em porta” (50´), e “Balizando Dois de Julho” (25´). Produtora Executiva da série de ficção “Sonhadores”, disponível na Amazon Prime Video em todo o Brasil, Reino Unido e Estado Unidos, a partir de julho 2020.

Participam da criação e produção do documentário:

Diretora, Produtora Executiva, Roteirista: Fabíola Aquino

Montadora: Claudia Chávez

Diretor de Fotografia e Finalizador de cor e som: Marcelo Pinheiro

Música Original: Ubiratan Marques

Cinegrafistas: Petrus Pires e George Diniz

Técnico de Som Direto: Weider Regis

Pesquisadora: Luciana de Castro

Produtoras: Renata Almeida e Xanda Fontes

Assistentes de Produção: Careca e Felipe Martins

Computação Gráfica: Diogo Nonato

Designer Gráfico: Ricardo Bertol

Assessoria de Imprensa: Clube Press Comunicação/Marcos Paulo Sales

Serviço

O que: Lançamento virtual do documentário Festa de Iemanjá (com disponibilização gratuita por 24 horas) e live de pré-lançamento;

Quando: Exibição na sexta-feira (20), pelo YouTube, e live de pré-lançamento na quinta-feira, às 19 horas;

Onde: Canal do YouTube da FGM;
Cartaz e imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1jVclJmAburePndj0u-Rze5dmgfx4WsCn?usp=sharing;
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=UFDEH5vvzd4

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